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Friday, 3 May 2013

Jin - Season 1




Título Original: JIN-仁-
País de Origem: Japão
Ano de Estreia: 2009 (TBS)
Actores: Osawa Takao, Ayase Haruka, Nakatani Miki
Nº de Episódios: 11 (c. 45 min.)

Sinopse:
 
A história segue o neurocirurgião Minakata Jin, que passou os últimos dois anos em angústia, pelo falhanço da sua cirurgia à noiva, deixando-a num estado vegetativo. Um dia, enquanto Jin persegue um doente que tenta fugir do hospital, cai e quando acorda descobre que viajou para o ano 1862, no final da era Edo. Um samurai ataca-o, mas um jovem chamado Tachibana Kyotaro sava-o da morte certa.

Durante a luta o jovem sofre um ferimento na cabeça e Jin vê-se obrigado a salvar a vida dele, apesar das limitações que encontra a nível tecnológico e da oposição da mãe de Kyotaro que desconfia da medicina que Jin pratica. Mas a irmã do jovem samurai fica impressionada com Jin e mesmo contra  a vontade da mãe, torna-se assistente e seguidora do médico que uma noite apareceu com o irmão, e pratica uma forma fascinante de medicina.


Entretanto, Jin não desiste de tentar encontrar uma forma de regressar ao presente, para junto da sua noiva Miki...

Comentário:



Baseado no manga homónimo - JIN - este drama de 11 episódios leva-nos numa viagem pelo Japão, cerca 1862, no fim da Era Edo e no início do Bakumatsu. 

Osawa Takao (Goemon, Ichi) é Minakata Jin, um neurocirurgião a tentar aprender a viver sem a noiva, que devido a uma operação que o próprio orientou ficou em coma. Num golpe do destino, Jin é transportado do ano 2009 até à Edo (antigo nome de Tóquio) de 1862, aí usando os seus conhecimentos médicos salva um jovem samurai que lhe dá abrigo como sinal de gratidão.

A irmã desse samurai, Tachibana Saki (interpretada por Ayase Haruka - Ichi, Hotaru no Hikari) torna-se o seu braço direito e juntos transformam a medicina japonesa...


Um dos pontos positivos desta série é sem dúvida a química entre os protagonistas. Osawa e Ayase haviam já trabalhado juntos em Ichi e a química entre os dois dá uma nota emocional e de âncora ao viajante temporal Jin, que apesar de ainda tentar com as alterações que faz no passado aumentar as hipóteses de sucesso no tratamento da sua noiva em coma, lentamente converge para Saki ficando, mesmo de form inconsciente ligado a ela. 


Alterando o destino de Saki, também o destino de Jin é alterado. Regressar ao seu tempo deixa de ser um motivo de tensão e lágrimas e aceita o que lhe aconteceu, cumprindo o juramento de Hipócrates (criando penincilina antes do tempo, travando um surto de cólera e ajuda a combater a sífilis com tratamentos modernos usando o que dispõe) e vive no meio de personagens históricas como Sakamoto Ryoma de quem se torna amigo.

De uma forma inteligente e emotiva acompanhamos as dúvidas eticas e morais de um médico preso numa época em que a medicina é ainda muito rudimentar e muitos morrem de doenças e ferimentos que facilmente podem ser tratados pela medicina moderna. Jin deve ou não intervir e alterar destinos de pessoas que deveriam morrer naquele momento?






 Não dou a pontuação máxima (apesar de Jin ter sido a série do ano, arrecadando prémios para melhor actor e actriz principal, melhor actor secundário e melhor série de drama, entre outros), porque os primeiros episódios se focam em demasia os procedimentos médicos, tornando-se um pouco repetitivo e artificial. Jin não pode sair da casa Tachibana sem ninguém sofrer um acidente e ele salvar o dia. À parte disso, que ao fim de 4 episódios está praticamente ultrapassado e a acção passa a focar-se no conflito de Jin trazer para o passado as técnicas da medicina moderna e as relações com os que tanto lutam para o ajudar.

É um drama que aconselho a quem deseja passar um bom bocado numa Edo que já não existe...

Classificação: 8/10

Friday, 3 February 2012

Misfits - Season 1


Título (pt): Os Inadaptados
Ano de Estreia: 2009 (2012 - AXN Black)
País de Origem: UK

Sinopse:
Kelly (Lauren Socha), Nathan Young (Robert Sheehan), Curtis Donovan (Nathan Stewart-Jarrett), Alisha (Anthonia Thomas) e Simon Bellamy (Iwan Rheon) têm uma coisa em comum: todos fizeram alguma coisa ilegal e por isso, têm uma pena a cumprir no Centro Comunitário. De repente, uma inesperada tempestade abate-se sobre a cidade e começam a acontecer coisas estranhas. Eles não fazem ideia que cada um acaba de ganhar um poder que não escolheu e que revela a cada um deles as suas inseguranças mais profundas e obscuras. Todos eles vão descobrir que não são os únicos afectados pela tempestade e que outras pessoas também desenvolveram poderes estranhos…  

Comentário:
Há já uns tempos que me andavam a recomendar e a falar desta série, e eu nunca arranjei um tempinho para a ver, agora arrependo-me disso... 

Misfits é das séries mais interessantes que vi nos últimos tempos e arrebatou-me por completo! É fantasia, ficção-científica, horror, romance e comédia... tem um elenco de jovens talentosos que encarnam personagens complexos, credíveis e tão bem construídos que a empatia com os seus dilemas é instantânea.

Tudo começa com uma estranha tempestade...


E a partir desse momento, cinco "inadaptados" sem nada em comum a não ser uma pena de serviço comunitário, são obrigados a adaptarem-se aos seus novos poderes...

Todos os personagens são bem trabalhados, tanto a nível de representação (o jovem elenco é fantástico) como a nível de argumento - de notar que os poderes de cada um são a manifestação de um traço de personalidade de cada um, os sobrenomes de alguns dos personagens estão também relacionados com o poder que lhe calha ;)


Nota-se o low budget nos cenários, nos efeitos especiais e adereços, mas o que falta em dinheiro é bem compensado em talento da equipa envolvida na produção de Misfits. É claramente uma boa aposta para quem procura algo diferente, intenso e que apesar do tom cómico e apalhaçado (tudo graças a Nathan, o comediante de serviço do grupo) muitas vezes aborda temas polémicos e que afectam verdadeiramente a população mais jovem - bullying, drogas, sexo, vida e relações falhadas. Misfits é uma viagem através dos olhos de cinco jovens que aprendem que às vezes lidar com as consequências do que fazemos é melhor que fugir às responsabilidades daquilo que somos, que queremos ser e do que fizemos...


Uma nota especial para a banda sonora desta série. Músicas escolhidas a dedo e que mesmo ouvidas no nosso leitor de mp3, nos conseguem transportar de volta para o Centro Comunitário de Misfits.



Melhor Episódio: 4
Classificação: 10/10

Tuesday, 11 October 2011

Soulless


Título Original: Soulless
Autora: Gail Carriger
Editora: Orbit
Data de Publicação: 1 de Outubro de 2009

Sinopse:
A editora de "Soulless", descreve o livro de estreia de Gail Carriger como "uma comédia de costumes passada numa Londres vitoriana, repleta de lobisomens, vampiros, dirigíveis e muito chá." No centro do Pretectorado da Sombrinha de "Soulless" encontra-se a jovem Miss Alexia Tarabotti, que além de lhe faltar um noivo, sobre também da fatídica falta de alma. E os seus problemas não se ficam por aí: quando ela acidentalmente mata um vampiro, dá início a uma série de acontecimentos que não conseguirá resolver sozinha... aí entra em acção o charmoso Lord Connal Maccon.

Comentário:
Soulless é o primeiro livro da saga de Alexia Tarabotti.

Gail Carriger "constrói" uma Londres governada pela Rainha Vitória e um Parlamento de Ministros humanos e sobrenaturais, cada um presidindo aos problemas das suas espécies.

Um dos pontos fortes de "Soulless" é a escrita de Gail Carriger, e o seu humor refinado, espirituoso e deliciosamente vitoriano. Uma das coisas a que mais importância dou, enquanto leitora é sem dúvida a construção dos personagens e do mundo em que se movimentam. E esta Londres recheada de criaturas sobrenaturais, paranormais e preternaturais, fez-me "mergulhar" no mundo de Alexia Tarabotti. 

Fiquei captiva da atitude de spinster de Alexia e de Maccon com o seu porte régio de Earl e completamente "rough on the edges" como todos os lobisomens devem ser (pelo menos nesta minha cabeça ;) ), e da relação que os dois desenvolvem.

Quantas e quantas vezes dei por mim a "gigglar" (alguém me assegurou que a expressão existe (^.^) ) sozinha com as referências púdicas e reservadas ao longo do livro, a coisas que por vezes são exploradas de forma exagerada e postas literalmente "a nú".

Resumindo, "Soulless" é claramente uma boa aposta para os amantes do já tão em voga Romance Paranormal (veja-se a quantidade de obras deste géneros publicadas um pouco por todo o mundo), mas sobretudo para os que como eu pretendem descobrir um pouco mais do maravilhoso mundo do Steampunk.
 

Muitas das pontas que ficam por atar, são claramente o mote para os restantes livros da saga de Alexia Tarabotti e companhia! Saga essa que vou acompanhar avidamente, neste outono que se quer Steampunk! ;)

Classificação: 7/10

Friday, 13 August 2010

Thirst


Data de estreia: 30 de Abril de 2009
Título Original: 박쥐 (Bak-jwi)
Realizador: Park Chan-wook (박찬욱)
Actores: Song Kang-ho송강호, Kim Ok-bin김옥빈, Kim Hae-sook김해숙
Produção: CJ Entertainment
País: Coreia do Sul
Género: Fantasia, Drama, Horror
Classe Etária:  M16
Duração (minutos): 145 

Sinopse:
Sang-Hyun é um Padre devoto que se vê confrontado com a sua necessidade por sangue humano para sobreviver.
Quando conhece a mulher de um amigo de infância entra numa espiral de desespero e devassidão. À medida que tudo de bom à sua volta desaparece, e se transforma em pura maldade, Sang-Hyun luta para se agarrar às réstias de Humanidade que sobrevivem enterradas bem fundo na sua alma.

Comentário:
Do realizador de Old Boy chega-nos Thirst, um irreverente filme de vampiros, que explora o significado de Humanidade e o sentimento de culpa e impunidade que vêm com as capacidades sobrehumanas de um vampiro que pela primeira vez se vê confrontado com o lado negro do Homem.

Vampires are not immortal. You still want my blood?

Um dos melhores filmes de vampiros dos últimos anos, que arrecadou o Prémio Especial do Júri de Cannes e o Prémio Orient Express no Fantasporto, faz jus à fama de Park Chan-Wook como realizador prodigioso (Old Boy, Trilogia da Vingança, I'm a Cyborg but that's ok)e consagra-o como um dos mais promissores realizadores asiáticos do momento.

Visualmente apelativo, com uma boa dose de sátira à sociedade, mas acima de tudo uma crítica pungente à nova religião dos Sul Coreanos: o Cristianismo. 




O personagem principal é um padre católico muito devoto e cujo desejo de fazer mais pelo mundo, leva-o até uma empresa farmacêutica que trabalha numa vacina contra um vírus mortal e terrível, que vem a assolar a Humanidade e com necessidade imediata de sujeitos para um estudo inédito. O Padre Sang-Hyun (Song Kang-Ho - Memories of Murder, The Host) torna-se num ícone religioso ao ser o único sobrevivente do grupo de estudo de 50 indivíduos. Mas, ele tem um segredo que não partilha com ninguém, uma transfusão de sangue, durante o estudo a que se sujeitou, tornou Sang-Hyun num vampiro, com capacidades sobrehumanas, que necessita de consumir sangue humano para combater o vírus, para o manter vivo.

No seu caminho tortuoso, enquanto trava uma batalha com a sua própria consciência, cruza-se com uma, aparentemente, inofensiva mulher do seu passado, Tae-ju (Kim Ok-Bin - The Accidental Gangster and the Mistaken Courtesan), que leva Sang-Hyun a ultrapassar as barreiras que impusera a si mesmo, numa descida aos Infernos sem hipótese de retorno, e com apenas um desfecho...




Thirst quebrou uma série de tabus, na Coreia do Sul, tendo mesmo sido complicado arranjar actores para interpretarem alguns dos papeis centrais, devido às cenas arrojadas que o argumento exigia. Ficam para a memória os personagens fortes, bem construídos e a forma inteligente como Park Chan-Wook tratou de temas tão delicados.

Classificação: 10/10

Tuesday, 27 July 2010

Goemon


Data de estreia: 1 de Maio de 2009 (Japão)
Título Original:  盗五右卫门
Realizador:
Kazuaki Kiriya
Actores:
Yosuke Eguchi, Takao Osawa, Ryoko Hirosue, Jun KanameErika Toda
Produção: NA
País: Japão
Género:
 Acção/Fantasia/Artes Marciais
Classe Etária:
 M16
Duração (minutos):
127


Sinopse:

Goemon é baseado no relato da vida de Ishikawa Goemon, um ninja lendário e fora-da-lei que roubava os ricos e entregava-os aos mais pobres. Existem poucos registos históricos da vida de Goemon, mas mesmo assim tornou-se um personagem lendário, cujas origens têm sido alvo de muita especulação. A versão cinematográfica foi criada com o propósito de lançar uma nova luz neste personagem.

Goemon é um lendário mestre ladrão que vagueia pelo caótico mundo do Japão feudal da Era Sengoku - um período conturbado em que os diferentes senhores da guerra combatiam entre eles por mais poder.
Goemon rouba aos ricos e dá aos pobres. Uma noite, rouba uma estranha caixa de um mercador rico, que tem a chave do homicídio de um poderoso líder que lutava e defendia a unificação do Japão. E por causa desse segredo, Goemon é obrigado a renunciar à vida fácil e terá que lutar contra os fantasmas do passado.
 

Comentário:

Vi este filme atraída pelo grafismo e por causa de Takao Osawa, um dos actores mais polivalentes do Japão.
A cena de abertura do filme é um prelúdio do que será o resto do filme: um espectáculo de efeitos especiais e combates, um verdadeiro eye-candy. Mas desengane-se quem achar que este filme consegue ser mais do que isso, apesar de prometer, não deixa de ser apenas um eye-candy!

A história tem início com Goemon a assaltar uma mansão de um dos mercadores ricos que sobrevive às custas dos pobres. Mas ele não sabe é que nessa noite, e esse roubo, dará início a um tumulto que fará cair até os mais poderosos e vai acordar a força dos mais fracos. Nesse roubo, Goemon traz consigo uma caixa que tem no seu interior a verdade sobre um assassinato e a prova irrefutável da traição dos seus governantes.
Quando a caixa cai nas mãos de uma criança e que por causa disso perde tudo, Goemon sente-se compelido a ajudar. Quando vê que o ninja mais temido, Saizou, procura a caixa decide descobrir o que tem aquela caixa de tao importante. Aqui começa uma série de flashbacks que exploram a infância e juventude dos dois ninjas Goemon e Saizou e do seu lendário mestre Hatori Hanzo, que mesmo recheados de pormenores, não adiantam muito à história (não ajudando a criar uma ligação entre quem vê e os personagens).



 Aqui começam alguns dos maiores buracos de enredo que eu conheço! A história da lança partilhada, da perseguição da liberdade de Goemon e do sentido de dever e responsabilidade de Saizou, esperando uma recompensa dos seus senhores, é pouco aproveitada. Deixando um bom personagem e  o trabalho fantástico de Takao Osawa mal aproveitados.

Banda Sonora:
Uma das coisas a destacar nesta produção, é a qualidade da banda sonora e a forma como enfatiza a acção do filme. Se bem que por vezes, se caiu no erro de repetir os temas até à exaustão e utilizar o mesmo tema em situações diametralmente opostos (cenas românticas e funerais).
A banda sonora foi composta e dirigida por Yoshiki Hayashi que compôs a banda sonora do filme Saw IV.

Classificação: 6/10

Friday, 23 July 2010

Possessão (Soul)


Título Original: 혼 (魂) / Hon
Títulos Alternativos: Soul / Spirit / Ghost / Possessed
Episódios: 10
Género: Horror, Drama, Mistério
Cadeia Televisiva: MBC
Período de Transmissão: 2009-Ago-05 to 2009-Set-03

Sinopse:


Ha Na (Lim Joo-eun) e Doo Na eram irmãs gémeas muito próximas até que Doo Na morre uma morte terrível, enquanto Ha Na observava impotente. Um dia Ha Na, uma rapariga alegre e enérgica começa a mudar. Tem agora capacidades que nenhum outro humano possui e logo descobre que está possuída pelo espírito da irmã. Shin Ryu (Lee Seo-jin), um psicanalista famoso, começa a usar Ha Na para fazer justiça por aqueles que não a conseguem obter.

Comentário:
Please kill me, there's a devil inside me...



O mal não é uma doença, é parte da natureza, a essência do ser humano.  A sede de vingança existe dentro de todos nós e Hon trata exactamente do que acontece quando os injustiçados e as vítimas de crimes sem julgmento encontram a arma ideal: Kim Ha-na.



Hon não é apenas sangue e homicídio, não trata apenas de fantasmas vingativos e mortes violentas, Hon é acima de tudo uma série sobre justiça, força e a perda de inocência quando confrontados com a realidade em que a Justiça não existe para proteger os mais fracos, mas sim para ajudar os que têm dinheiro e poder suficientes para usar a Lei em seu proveito.

A série mais original dos últimos anos, mesmo abordando temas mais "pesados" para o público geral, foi bem recebida e um êxito nos países em que foi exibida (Japão e Coreia do Sul), com um elenco muito bem equilibrado, com três presenças de peso a contracenar com novatos na indústria que apesar da inexperiência no ramo, conseguiram sem sombra de dúvida apresentar um trabalho excepcional (a interpretação de Lim Joo-eun, valeu-lhe inclusivamente o Prémio Revelação 2009 de Melhor Actriz em Drama).


Hon foi eleita uma das séries de 2009, sobrepondo-se mesmo às séries românticas e mais mainstream, incentivando as grandes cadeias televisivas do país a apostar neste género ( Grudge: The Revenge of Gumiho, KBS 2010).


Classificação:9/10
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