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Wednesday, 15 February 2012

Misfits - Season 2

Título (pt): Os Inadaptados
Ano de Estreia: 2010
País de Origem: UK
Nº de Episódios: 8
 
Sinopse:
Kelly (Lauren Socha), Nathan Young (Robert Sheehan), Curtis Donovan (Nathan Stewart-Jarrett), Alisha (Anthonia Thomas) e Simon Bellamy (Iwan Rheon) têm uma coisa em comum: todos fizeram alguma coisa ilegal e por isso, têm uma pena a cumprir no Centro Comunitário. De repente, uma inesperada tempestade abate-se sobre a cidade e começam a acontecer coisas estranhas. Eles não fazem ideia que cada um acaba de ganhar um poder que não escolheu e que revela a cada um deles as suas inseguranças mais profundas e obscuras. Todos eles vão descobrir que não são os únicos afectados pela tempestade e que outras pessoas também desenvolveram poderes estranhos…

Comentário:

Depois de finalmente descobrir qual o poder que lhe calhou Nathan, descobre também que não tem propriamente sorte com o timing...

(SPOILERS - por mais que tente é impossível evitar spoilers!)


Ora bem agora que o aviso está feito, posso falar à vontade! :) 
Se a temporada anterior correspondia ao nascimento (com o grupo a tentar descobrir os seus poderes e ser bastante bem-sucedidos não conseguirem fazer nada de útil com eles), esta é a infância e o crescimento (em que os cinco começam lentamente a descobrir o potencial dos seus poderes, e descobrem que são responsáveis por esse poder que têm e que acabou o tempo de brincar e fugir quando as coisas não correm tão bem quanto esperávamos).

No último episódio da temporada 1, assistimos ao aparecimento de um estranho mascarado que salva Nathan, devo dizer que os argumentistas tiveram um verdadeiro golpe de génio com o subplot do hoodie (como os fãs lhe chamam - para evitar o maior spoiler possível da série), se bem que depressa lhe deram uma solução que foi pena pois claramente tinha potencial para o poderem aproveitar mais que 3/4 episódios...


Nota-se claramente um orçamento mais folgado, temos melhores efeitos especiais, poderes mais extravagantes e os nossos heróis já se movimentam em mais cenários além do centro comunitário onde prestam contas à justiça.

O ponto mais interessante de Misfits são os personagens, os Asbo Five, inadaptados e incapazes de fazer algo com os poderes que lhes foram atribuídos. O crescimento dos personagens, a forma como lidam com a tragédia, como interagem uns com os outros, como tentam perceber como gerir a responsabilidade dos poderes de cada um...

Simon Bellamy foi claramente o personagem estrela da segunda temporada, substituindo um pouco Nathan Young no spotlight (na minha opinião os argumentistas teriam ganho muito mais em manter os dois em destaque, a química entre os dois actores é fantástica e poderia ter resultado muito melhor do que um progressivo afastamento de Nathan do lugar de protagonismo). Simon evoluiu imenso, deixando para trás um rapaz tímido, retraído e apagado, tornando-se rapidamente na consciência e líder dos cinco, agora amigos.


Kelly e Alisha também evoluíram bastante. Alisha deixou para trás o lado fútil, de femme fatalle e a aproximação a Simon faz com que se aperceba do que realmente é importante. Kelly, bem, ela não deixa de ser quem é, tomboy até à medula, mas começa a ter mais capacidade de lidar com o julgamento dos outros e lentamente começa a deixar de ser quem os outros querem que seja e passa a mostrar as suas cores.


Vince Pope é brilhante, adoro a Banda Sonora de Misfits... Adoro a selecção de músicos britânicos para complementar o trabalho do compositor. Desde que comecei a ver Misfits que sou incapaz de passar um dia sem ouvir parte da Banda Sonora (obssessive much?!) Para perceberem aquilo de que falo, deixo-vos o link para a música "Spanish Sahara" dos Foals - acho que foi uma escolha perfeita, pois para quem já viu a série a própria evolução do tema acompanha os ups and downs da vida destes cinco jovens inadaptados...


Dou a esta season menos um ponto pois a personagem Nathan, lá mais para o final da season começou a aborrecer-me um pouco... Eu adoro o personagem, adoro o actor que de forma brilhante encarnou o palhaço de serviço do grupo. Mas Nathan não evoluiu, ao contrário dos outros personagens (uns mais que outros é certo, como já referi em cima) e por vezes sentia-se que o próprio actor estava desconfortável com esse mesmo facto. Será que foi isso que levou Robert Sheehan a deixar a série, e tentar a sua sorte em Hollywood?!


Tuesday, 22 November 2011

Changeless


Título Original: Changeless
Autora: Gail Carriger
Editora: Orbit
Origem do Livro: Book Depository
Data de Lançamento: 30 de Setembro de 2010

Sinopse:
Alexia Tarabotti, Lady Woolsey, acorda uma bela tarde encontrando o seu marido, que devia estar decentemente dormindo, a gritar o mais alto possível para um lobisomem da sua envergadura e estatuto. Depois de forma inaceitável, o referido marido desaparece deixando-a sozinha para lidar com um regimento de soldados sobrenaturais acampados à porta do Castelo de Woolsey, um sem número de fantasmas exorcisados e uma Rainha Vitória para lá de furiosa.


Mas Alexia está armada com a sua fiel sombrinha, a última moda e um arsenal de infindável civismo. Mesmo quando as suas investigações a levam rumo à "selvagem" Escócia, um refúgio de coletes pavorosos, ela está preparada: dominando as dinâmicas hierárquicas da matilha de lobisomens, como só um "soulless" pode.

Mesmo assim, consegue encontrar tempo para descobrir o seu marido tresmalhado, isto se lhe apetecer!

Comentário:
Neste segundo livro do "Parasol Protectorate" nota-se um claro esforço da autora, para usar mais elementos Steampunk, no livro. De realçar a invenção de um todo sistema de comunicação através do aether (um gás que existe na atmosfera e que facilita transmissões de ondas através de longas distâncias).

Neste livro ficámos a conhecer um pouco melhor os preternaturais (os poderes e algumas formas como as outras criaturas podem usar os preternaturais para seu benefício), assistimos ao desenvolvimento de alguns personagens secundários (e que desenvolvimento), em especial a espetacular Hisselpenny com os seus chapéus extravagantes e uma nova personagem que irá com certeza surpreender muitos: Madame Lefoux, uma chapeleira francesa que tem muito que se lhe diga ;)

Uma vez mais a nossa Lady Woolsey, escolhe o caminho mais complicado e perigoso para desvendar este mistério dos sobrenaturais perderem os seus poderes assim de um momento para o outro e de um clã de lobisomens teimosos como o lobisomen que a eles deu origem que preferem manter-se humanos a passar muito mais tempo sem um Alpha entre eles.

O final deste livro é impróprio para cardíacos ou quem possa sofrer de problemas de saúde relacionados com cliffhangers :P Um aviso, tenham à mão o próximo volume ou irão passar um mau pedaço! ;)

Classificação: 7/10

Monday, 7 November 2011

Clockwork Angel


Título Original: Clockwork Angel
Autora: Cassandra Clare
Editora: Walker Books
Data de Publicação: 31 de Agosto de 2010

Sinopse:
Quando Tessa Gray chega à cidade Londres governada pela Rainha Vitória, algo terrífico a espera no Downworld londrino...onde vampiros, feiticeiros e outras criatura sobrenaturais se movimentam silenciosamente nas ruas mal iluminadas e repletas de sombras.
Sem amigos, sem ter para onde ir e perseguida por uma sociedade secreta, Tessa encontra abrigo junto dos Shadowhunters, um grupo de soldados devotados a libertar o mundo de demónios. Cada vez mais absorvida pelo seu mundo fascinante, ela cada vez masi se sente dividida entre dois bons amigos e rapidamente aprende que a magia mais perigosa de todas é o amor.

Comentário:
Depois do sucesso da saga "The Mortal Instruments", Cassandra Clare traz-nos uma nova saga-prequela. Clockwork Angel é o primeiro livro da saga "The Infernal Devices" e promete!

Clockwok Angel é um livro captivante que devorei em relativamente pouco tempo(apesar de um arranque lento), atraída pelas personalidades de Will, Jem e Tessa. Três personagens que com a escrita  de Cassandra Clare ganham densidade e conseguem criar um laço de empatia com o leitor (Tessa por vezes fazia-me revirar os olhos, mas depois lembrava-me que o personagem tem apenas 16 anos e que passou por momentos um tanto ao quanto complicados).

Como já muitas vezes referi, para mim personagens tridimensionais, imperfeitos e humanos (com as suas naturais limitações), são um dos pontos fulcrais de um bom livro, sendo um bom ponto de partida para a construção de mundos e narrativas coesas. E em Clockwork Angel, temos personagens imperfeitos (Will), limitados, neste caso por um problema de saúde (Jem) e uma rapariga de 16 anos atirada para o meio de um mundo que não conhece e hostil, em que todos lutam por a controlar.

Clockwork Angel foi dos primeiros livros que li dentro da estética Steampunk, e é um bom livro que quem aprecia o género, um triângulo amoroso e uma narrativa light. Não vos vou dizer que tudo vai bem no mundo de Cassandra Clare, mas é um bom companheiro para umas horas de entretenimento vitoriano.

Aguardo impacientemente o lançamento de Clockwork Prince, o livro dedicado ao meu personagem favorito, Jem. Espero que a história seja capaz de me surpreender novamente e que algumas das perguntas que ficaram no ar sejam respondidas.

Mais para ler sobre "Clockwork Angel"
Clockwork Angel: Of Loss (The Infernal Devices Shorts #1.2) ----> Link
Uma deleted scene em exclusivo na Amazon (passada no fim de Clockwork Angel e antes dos acontecimentos de Clockwork Prince) ----> Link


Classificação: 7/10

Monday, 17 October 2011

The Walking Dead - Season 1


Título Original: The Walking Dead
Realizador: Frank Darabont
Data de Estreia: 31 de Outubro de 2010 (USA)
Episódios: 6

Sinopse:
O agente da Polícia Rick Grimes tenta guiar um grupo de sobreviventes através de um mundo infestado de zombies...

Comentário:
Antes de mais há que fazer um aviso à navegação, eu não tive ainda a oportunidade de ler a graphic novel que inspirou esta série, por isso qualquer coisinha é só dizer.

Em preparação para a estreia da nova season de "The Walking Dead" a estação que transmite a série em Portugal, fez este Sábado uma maratona em que passou toda a primeira série. Resumindo, foi uma valente "barrigada" de zombies, lembrando-me que ainda não tinha falado de uma das séries marcantes de 2010 (e que adorei!) aqui neste meu cantinho.

Uma declaração: Não gosto de zombies, acho que ninguém gosta de zombies, mas apesar do meu estômago ser bastante resistente, acho que os zombies é mesmo uma daquelas poucas coisas que me faz ter medo do escuro e pular na minha cadeira... mas nem isso me fez manter longe de "The Walking Dead".


Nesta série que retrata a resistência de humanos num mundo infestado de zombies, o que mais me impressionou foi a intensidade que os actores impregnaram os seus personagens, de notar o trabalho de Andrew Lincoln(Rick Grimes), Jon Bernthal(Shane Walsh) e Laurie Holden(Andrea). Os horrores que testemunharam e as formas como aprenderam a lidar com os desafios, as perdas e a sobrevivência, provocaram-me muitas vezes arrepios na espinha.

Desde a banda sonora, aos efeitos especiais, aos figurantes que treinaram numa escola de zombies (sim, existe uma escola de zombies), às crianças que integram o grupo de sobreviventes, tudo combinado faz de "The Walking Dead" uma boa aposta. Um risco enorme da cadeia televisiva AMC, que colocou tanto empenho e trabalho numa série não indicada aos fracos de coração que passou em horário nobre, um pouco por todo o mundo! Que posso dizer acerca desta série para além do facto de ser uma série marcante, tanto a nível humano, como a nível de mostrar, ao público em geral, que mesmo sendo uma série de terror, também ela pode ser encarada de forma séria. Que o terror vivido por aqueles personagens é tão palpável quanto as nossas vidinhas quotidianas, vemos que muitas reacções dos personagens podiam perfeitamente ser as nossas (sentimos por vezes que são as nossas, em contextos diferentes, mas é assim que reagimos, perante o medo, o horror e a incerteza de uma decisão arriscada).


Fico a aguardar a próxima season!

Classificação: 9/10

Mais info:

Friday, 26 August 2011

Crown of Acorns

 

 
Título Original: Crown of Acorns
Autor: Catherine Fisher
Editor: Hodder Children's Books
Data publicação: 6 Maio 2010 (UK)

Sinopse
Uma adolescente com um passado chega a uma cidade: novo nome, nova identidade, nova família de acolhimento. A cidade foi escolhida por ela, fascinada pela sua harmonia e beleza mas continua ainda assim com um medo terrível de ser descoberta. Ela esconde um segredo terrível desde a sua infância, segredo esse que a consome a cada dia que passa...

Em paralelo, a história de um aprendiz de arquitecto em 1750, Zac – que trabalha com o genial Jonathan Forrest, um homem obcecado com os mistérios druidicos, e com uma nova visão arquitectónica para a cidade. Ele planeia construir a primeira rua edificada circular, King's Circus – um plano visto por todos com escárnio e incredulidade. Mas cedo Zac se apercebe, que King's Circus não é apenas um edifício circular, existe um segredo bem enterrado no centro da rua circular, num compartimento secreto.

Estas duas narrativas são permeadas pela voz de Bladud – o mítico construtor da cidade, um rei leproso druida, destinado a ouvir a voz da Terra... a presença deste rei junta as histórias, junta as eras e juntos encontram as respostas para os seus fantasmas...

Comentário
Crown of Acorns é o livro mais recente de Catherine Fisher, que uma vez mais nos apresenta uma história para um público jovem (muito mais jovem do que o de Incarceron), mas desta vez, algum do encanto perdeu-se, algumas histórias ficaram menos bem contadas ou menos desenvolvidas do que mereciam certamente.

É um livro organizado de forma pouco convencional, a três vozes, em três épocas distintas, com três estilos de escrita diferenciados, todos enlaçados pelo mesmo lugar, pelas teias do Tempo que teima em passar pelas vidas de todos sem abrandar...

Crown of Acorns é uma leitura agradável, mas é meramente uma história interessante, ficando-se por aí: com personagens com muito potencial mas mal aproveitados/aprofundados e demasiadas pontas soltas numa história sem grande consistência no seu desenvolvimento, demasiadas para dar um verdadeiro sentimento de encerramento ao leitor. P.e. a personagem Sulis, uma adolescente com um passado obscuro, perseguida por sombras habitadas por um homem desde os 6 anos...durante todo o livro o leitor é levado a conjecturar a maior das tragédias na infância de Sulis, mas quando finalmente tudo é revelado, fica apenas uma sensação de desapontamento. Quanto aos outros dois personagens, Zac e Bladud, foram cuidadosamente trabalhados de forma um pouco mais convincente e consistente, aqui Fisher brilhou um pouco, fazendo o leitor lembrar-se do seu trabalho em Incarceron, nota-se principalmente em todo o cuidado que teve na escrita, tentanto ter em conta as particularidades da linguagem escrita em 1750 e na forma dos registos históricos no Tempo dos Druidas.

Apesar de tudo, Crown of Acorns, não deixa de ser uma leitura agradável, principalmente indicada para jovens, para aqueles que desejam conhecer desde cedo os encantos da literatura fantástica. Catherine Fisher, continua a ser uma boa aposta e continuará a dar cartas no campo do fantástico...

Classificação: 5/10

Tuesday, 15 March 2011

Bedevilled



Título Original: Kim Bok-nam salinsageonui jeonmal
Ano de Estreia: 2010
Realizador: Yang Chul-Soo
País de Origem: Coreia do Sul

Isolada numa ilha e ocupando o fundo da hierarquia de uma comunidade estanque, Bok-nam, vê na amiga vinda de Seoul a sua última tábua de salvação. Vítima de abusos continuados e desumanos, Bok-nam atinge o limite... uma manhã tenta fugir com a única razão de continuar a aguentar tudo, a sua filha, mas são detidas pelos ilhéus. Agora Bok-nam, toma nas suas mãos a retribuição de tudo quanto sofreu...

“Bedevilled” dividiu críticas e audiências. O principal “culpado” é a estruturação/construção dos personagens. Enquanto uns sentem que os personagens são pouco desenvolvidos, outros vêem essa “superficialidade” como um artifício inteligentemente colocado num filme que pretende ser uma crítica, um apontar de dedo a uma sociedade cada vez mais individualizada e desumana em que é cada um por si. Este filme pretende relembrar a todos, que mesmo vivendo isolados, as nossas acções ou “inacções” podem afectar grandemente as vidas de outros seres humanos.

Mas celeumas à parte, e analisando de forma imparcial, “Bedevilled” é como uma ilusão de óptica podendo ser lido e visto de dois pontos de vista diametralmente opostos: o olhar de Bok-nam, uma mulher abusada, reprimida e com a esperança que a amiga de Seul a possa ajudar a sair do calvário em que vive; e Hae-won uma sociopata que é incapaz de criar ligações com os outros e que independentemente da situação é incapaz de sair do seu casulo para estender a mão e ajudar alguém.


Apesar do tom trágico e “dark”, e apesar dum ambiente claustrofóbico tão bem recriado por Yang Chul-soo, algumas das cenas e tiradas dos personagens conseguem arrancar um sorriso ou uma gargalhada. Mas com o crescendo de tensão, vem também o sentimento de impotência que culmina num momento catártico em que a luz fala mais alto e Bok-nam liberta-se das suas amarras...Toma uma foice nas mãos e distibui redenção por todos quantos a oprimiam e desumanizaram todos os anos que viveu na ilha.

“Bedevilled” é um filme complexo, desconcertante, que aborda temas controversos e que sem recorrer à sempre “fácil psicologia de bolso” coloca a nú alguns dos maiores problemas de uma sociedade egoísta e separatista. Concluindo com o “exorcismo” dos demónios das protagonistas e uma tomada de consciência do público, perfeitamente espelhado em Hae-won.

Nota: O realizador, Yang Chul-soo esteve presente na segunda exibição de “Bedevilled” na 31ª Edição do Fantasporto.

Prémios:
2010 Cannes International Film Festival , International Critic's Week
2010 Puchon International Fantastic Film Festival, Feature
2011 Fantasporto – International Film Festival, Prémio Melhor Actriz para SeongYeong-hie

Classificação: 10/10

Sunday, 13 March 2011

The Lost Thing


Realizador: Andrew Ruhemann, Shaun Tan (argumento)
País de Origem: Australia, Reino Unido
Ano de Estreia: 2010

E no rescaldo da Cerimónia de entrega dos Óscares, fomos buscar a curta que levou para casa uma das tão cobiçadas estatuetas douradas.

A curta foi concretizada depois do livro infantil de Shaun Tan, com o mesmo nome, ter surpreendido pela qualidade das ilustrações, tendo recebido alguns dos prémios mais conceituados do mundo dos livros (Bologna International Book Fair, Menção Honrosa; Aurealis Award e Spectrum Award (EUA)), tendo mesmo uma exposição dos trabalhos originais no Itabashi Art Museum em Tóquio.

Um rapaz encontra uma criatura estranha numa praia, e decide ajudá-la a encontrar um lar num mundo em que todos dão atenção a tudo o resto, a outras coisas que para as crianças não interessam...

“The Lost Thing” é uma curta de Shaun Tan, com cerca de 15 minutos de duração, que aliando uma animação visualmente surpreendente a um argumento bem estruturado, consegue fazer o que muitas longas metragens não são capazes: fazer com que o público faça um exame de consciência e se aperceba tudo o quanto perdeu ao crescer.

Today is the tomorrow you expected yesterday.

A história é extremamente simples, e sem recorrer a muitos artificialismos poéticos ou metafóricos leva o espectador numa viagem pela infância que passou. Lembrando que ao entrar na idade adulta, muitas das portas são fechadas e muitas das coisas que nos fascinaram, encantaram e fizeram sorrir ficaram fechadas do lado fora...

Ficámos a aguardar pelo próximo trabalho de Tan, pois com um trabalho de estreia com esta qualidade só podemos contar com mais surpresas agradáveis...

Classificação: 10/10



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