Showing posts with label Comentário. Show all posts
Showing posts with label Comentário. Show all posts

Tuesday, 23 August 2011

Firefly



Título original: Firefly
Realização: Joss Whedon, Vern Gillum, Tim Minear
Argumento: Joss Whedon, Tim Minear, Ben Edlund, Jose Molina
Ano: 2002-2003

Firefly - IMDB

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Nota: Este artigo foi originalmente publicado no blog "Bela Lugosi is Dead" para onde contribuí durante um tempo. Agora com a estreia da série em terras portuguesas pela mão do canal de cabo "MOV" é bom relembrar aos fãs e a quem ama a ficção-científica o contributo e a viagem atribulada que "Firefly" teve até chegar até nós. Para os fãs de "Castle" série transmitida pelo canal "AXN" é uma boa oportunidade para perceber muitas das piadas do personagem principal interpretado por Nathan Fillion. 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

500 anos no futuro, uma tripulação de renegados, numa pequena nave espacial...

Juntos, procuram sobreviver à medida que viajam pelo Universo desconhecido e tentam por todos os meios escapar às diferentes facções que regem os vários planetas. Como contrabandistas, têm ainda que fugir às armadilhas montadas pelos agentes das autoridades que tentam manter a ordem num Universo caótico e à beira da ruptura.

O Capitão Malcolm “Mal” Reynolds (Nathan Fillion), um veterano da Guerra Galáctica e
a sua equipa de inadaptados, a bordo da nave classe Firefly, tentam sobreviver da melhor forma possível, nas fronteiras exteriores do espaço conhecido, fazendo de tudo um pouco desde contrabando, a resgates arriscados e transporte de reconhecidos criminosos. Tudo isto, em troca de uma boa quantidade de créditos.


À frente de um elenco de perfeitos desconhecidos e praticamente estreantes, Whedon, Rei dos Lugares Comuns e da forma de lhes dar um twist irónico e inesperado, consegue com Firefly conquistar um público ao qual a série mega-galáctica Buffy não apelava.

Depois do sucesso com vampiros, demónios, lobisomens e criaturas afins, Whedon virou-se para o espaço e para os seus colonos. Apesar de a série ter sido prontamente cancelada pela estação televisiva FOX, Firefly conquistou um público fiel, dedicado e reivindicativo. Logo após o anúncio do cancelamento, circulou um abaixo assinado para nova temporada da série. E apesar de um bom acolhimento da crítica e do público, a FOX decidiu cancelar a série definitivamente, mesmo por entre um coro de protestos.

Como a FOX não tinha espaço na sua grelha (dizem eles), e detinha todos os direitos sobre o nome Firefly, o criador/realizador da série não podia utilizar esse nome nem pegar novamente no projecto.

Joss Whedon como sempre respeitou os seus fãs, e com a polémica e pressão dos a subir de tom, conseguiu persuadir a Universal Studios e recebeu luz verde para escrever e produzir um filme, Serenity, tentando assim atar todas as pontas soltas e perguntas que ficaram por responder com a interrupção abrupta da série.

Não vale a pena debruçarmo-nos sobre o filme – que estreou em Setembro de 2005 –, pois como todos os fãs de Firefly sabem, Serenity correu mal a Whedon, que tentou fazer demasiado em tão pouco tempo...

Apesar de uma clara falta de fundos, nos efeitos especiais, cenários e adereços, a paixão de Whedon por este projecto é facilmente visível. E uma vez mais criou um mundo repleto de perigos e mistérios, povoado por um grupo de personagens inesquecíveis.

Whedon publicou uma novela gráfica com mais aventuras da tripulação da nave Serenity.

É uma das séries a não perder, quer pelo realizador, quer pela ousadia de tentar que um space western fosse exibido a horário nobre numa estação nacional. É um marco da ficção científica, e que ainda hoje arrasta uma multidão de fãs, que mantêm a esperança de ver o Capitão Mal a liderar a sua tripulação rumo ao desconhecido e ao próximo trabalho... será que serão pagos desta vez?

Firefly recebeu uma série de prémios Scyfi, incluindo a melhor série do ano 2006, melhor actor principal (Nathan Fillion), melhor actor secundário (Adam Baldwin) e melhor episódio de TV do género Ficção Científica.

Thursday, 27 January 2011

72 Horas



Realizador: Paul Haggis
País de Origem: EUA
Ano de Estreia: 2011


Um filme poderoso, com um homem cercado pelo sistema judicial, pela sociedade e pela vida...
Tudo começa quando a sua mulher, Lara Brennan (Elizabeth Banks), é acusada do homicídio da chefe. Apesar da esmagadora maioria das provas apontarem para ela, John Brennan (Russel Crowe) acredita na inocência da mãe do seu filho...quando tudo o resto falha, quando a esperança morre e à sua volta a duvida lentamente se instala...um plano r um caminho começa a desenhar-se.
Agora tem 72 horas para alargar os seus limites e fronteiras, enquanto pai, enquanto marido e enquanto homem. John tem 72 horas para conseguir bater o sistema e com a sua família recomeçar de novo...

O argumento não é um exemplo de originalidade, nem sequer os temas abordados... mas muitas vezes bons filmes saiem destes “lugares-comuns”, com a capacidade de se afirmarem e marcarem uma posição junto do público.

Paul Haggis, conseguiu de uma forma singular transmitir o desespero em que o protagonista mergulha ao ver todos os recursos, para a libertação da sua esposa recusados, e o frenezim em que entra ao descobrir uma pequena luz ao fundo do túnel.

Um dos pontos mais positivos é todo o trabalho desenvolvido por Russel Crowe, que brilhou com uma interpretação intensa, emocional, conseguindo transmitir toda a carga sentimental do personagem John Brennan. Quanto ao resto do elenco, principalmente a protagonista Elizabeth Banks, não convence com a sua interpretação, falhando completamente o alvo em muitas cenas cruciais... não conseguindo estabelecer qualquer empatia com o público.



O argumento se bem que recorrendo a uma série de “lugares-comuns”, consegue à custa de perspicácia e inteligência dar reviravoltas interessantes e por vezes, um tanto ou quanto inesperadas. Conseguiram transmitir perfeitamente, as contradições de um mero professor de Inglês de um Faculdade Comunitária, quando confrontado com o mundo do crime, e com a necessidade de sobreviver e arranjar o dinheiro necessário para a família sobreviver escondida da sociedade. Russel Crowe conseguiu agarrar o personagem, e transmitir a inocência de alguém disposto a tudo para conseguir atingir o objectivo a que se propôs: a liberdade da mulher, que está condenada à prisão perpétua e que em menos de 72 horas será transferida para uma nova prisão, longe de tudo e todos.

“Tell me where the bullets go.”

Um pensamento assaltou a minha mente ao longo do filme, enquanto assistia à descida do protagonista ao seu próprio inferno, enquanto John Brennan questionava os seus próprios demónios... Park Chan-wook e o seu longo trabalho com esta temática. Será que a mudança de Park de Seul para Hollywood começa a dar os seus frutos?! Será que começaremos agora a ter dificuldade em distinguir o Bem e o Mal e sem saber de forma tão dogmática como até agora onde está essa fronteira que separa os dois?! Será que Hollywood encontrou uma das chaves para fazer filmes marcantes e que captam o público pelas razões certas?


 Nota: Um agradecimento especial à revista TAKE Magazine que através dos seus passatempos me permitiu assistir à antestreia deste filme.

Friday, 13 August 2010

Thirst


Data de estreia: 30 de Abril de 2009
Título Original: 박쥐 (Bak-jwi)
Realizador: Park Chan-wook (박찬욱)
Actores: Song Kang-ho송강호, Kim Ok-bin김옥빈, Kim Hae-sook김해숙
Produção: CJ Entertainment
País: Coreia do Sul
Género: Fantasia, Drama, Horror
Classe Etária:  M16
Duração (minutos): 145 

Sinopse:
Sang-Hyun é um Padre devoto que se vê confrontado com a sua necessidade por sangue humano para sobreviver.
Quando conhece a mulher de um amigo de infância entra numa espiral de desespero e devassidão. À medida que tudo de bom à sua volta desaparece, e se transforma em pura maldade, Sang-Hyun luta para se agarrar às réstias de Humanidade que sobrevivem enterradas bem fundo na sua alma.

Comentário:
Do realizador de Old Boy chega-nos Thirst, um irreverente filme de vampiros, que explora o significado de Humanidade e o sentimento de culpa e impunidade que vêm com as capacidades sobrehumanas de um vampiro que pela primeira vez se vê confrontado com o lado negro do Homem.

Vampires are not immortal. You still want my blood?

Um dos melhores filmes de vampiros dos últimos anos, que arrecadou o Prémio Especial do Júri de Cannes e o Prémio Orient Express no Fantasporto, faz jus à fama de Park Chan-Wook como realizador prodigioso (Old Boy, Trilogia da Vingança, I'm a Cyborg but that's ok)e consagra-o como um dos mais promissores realizadores asiáticos do momento.

Visualmente apelativo, com uma boa dose de sátira à sociedade, mas acima de tudo uma crítica pungente à nova religião dos Sul Coreanos: o Cristianismo. 




O personagem principal é um padre católico muito devoto e cujo desejo de fazer mais pelo mundo, leva-o até uma empresa farmacêutica que trabalha numa vacina contra um vírus mortal e terrível, que vem a assolar a Humanidade e com necessidade imediata de sujeitos para um estudo inédito. O Padre Sang-Hyun (Song Kang-Ho - Memories of Murder, The Host) torna-se num ícone religioso ao ser o único sobrevivente do grupo de estudo de 50 indivíduos. Mas, ele tem um segredo que não partilha com ninguém, uma transfusão de sangue, durante o estudo a que se sujeitou, tornou Sang-Hyun num vampiro, com capacidades sobrehumanas, que necessita de consumir sangue humano para combater o vírus, para o manter vivo.

No seu caminho tortuoso, enquanto trava uma batalha com a sua própria consciência, cruza-se com uma, aparentemente, inofensiva mulher do seu passado, Tae-ju (Kim Ok-Bin - The Accidental Gangster and the Mistaken Courtesan), que leva Sang-Hyun a ultrapassar as barreiras que impusera a si mesmo, numa descida aos Infernos sem hipótese de retorno, e com apenas um desfecho...




Thirst quebrou uma série de tabus, na Coreia do Sul, tendo mesmo sido complicado arranjar actores para interpretarem alguns dos papeis centrais, devido às cenas arrojadas que o argumento exigia. Ficam para a memória os personagens fortes, bem construídos e a forma inteligente como Park Chan-Wook tratou de temas tão delicados.

Classificação: 10/10

Friday, 30 July 2010

Mushi-shi

Data de estreia: 24 de Março de 2007 (Japão)
Título Original: 蟲師
Realizador:
Katsuhiro Otomo
Actores:
Joe Odagiri, Yuu Aoi, Esumi Makiko
Produção: NA
País: Japão
Género:
Fantasia
Classe Etária:
 M12
Duração (minutos): 130


Sinopse:
Ginko é um médico místico itinerante, um "Mushi-shi" que viaja pelas regiões mais remotas do Japão curando as doenças causadas pelos Mushi (Bichos, tradução literal do Japonês), enquanto tenta relembrar o seu passado que pode ser a chave para controlar a peste que ameaça a única pessoa que o pode ajudar...

Comentário:
Mushi-shi começou como uma série manga, escrita e ilustrada por Yuki Urushibara (de 1998 a 2008), sendo depois adaptada ao pequeno ecrã em 2005 por Hiroshi Nagahama, seguindo-se o trabalho de Katsuhiro Otomo em 2007.

Engane-se quem pensa que este é um filme para ser visto de ânimo leve, pois Katsuhiro (Metropolis e Akira) faz parte de um grupo restrito de realizadores que acima de tudo prezam pela beleza de cada frame dos seus trabalhos (p.e. Takeshi Kitano (Dolls)), em detrimento de outros pormenores por eles considerados mais superficiais.

Mushi-shi é um filme denso e lento, muitas vezes roçando a pura contemplação das paisagens de um Japão rural e supersticioso, há muito perdido...portanto não é um filme que atrai as massas que tanto prezam a velocidade da acção e um argumento fácil, pois para se entender plenamente a história de Mushi-shi (sem ler a manga ou ver o anime), há que o ver mais do que uma vez . Realmente, o argumento denso e por vezes confuso é um ponto negativo para Mushi-shi, mas a beleza de cada cena, a forma quase poética como Katsuhiro Otomo retrata este Japão perdido, compensa esse pormenor grandemente.

De salientar o trabalho de um dos actores mais conhecidos do Japão, reconhecido pela sua escolha de papéis invulgares e pelo seu trabalho em vários países asiáticos, Odagiri Jô (Air Doll, Dream, Shinobi-Heart Under Blade), que consegue transmitir a paz e a tradição por detrás de Ginko.

Classificação: 7/10

Tuesday, 27 July 2010

Goemon


Data de estreia: 1 de Maio de 2009 (Japão)
Título Original:  盗五右卫门
Realizador:
Kazuaki Kiriya
Actores:
Yosuke Eguchi, Takao Osawa, Ryoko Hirosue, Jun KanameErika Toda
Produção: NA
País: Japão
Género:
 Acção/Fantasia/Artes Marciais
Classe Etária:
 M16
Duração (minutos):
127


Sinopse:

Goemon é baseado no relato da vida de Ishikawa Goemon, um ninja lendário e fora-da-lei que roubava os ricos e entregava-os aos mais pobres. Existem poucos registos históricos da vida de Goemon, mas mesmo assim tornou-se um personagem lendário, cujas origens têm sido alvo de muita especulação. A versão cinematográfica foi criada com o propósito de lançar uma nova luz neste personagem.

Goemon é um lendário mestre ladrão que vagueia pelo caótico mundo do Japão feudal da Era Sengoku - um período conturbado em que os diferentes senhores da guerra combatiam entre eles por mais poder.
Goemon rouba aos ricos e dá aos pobres. Uma noite, rouba uma estranha caixa de um mercador rico, que tem a chave do homicídio de um poderoso líder que lutava e defendia a unificação do Japão. E por causa desse segredo, Goemon é obrigado a renunciar à vida fácil e terá que lutar contra os fantasmas do passado.
 

Comentário:

Vi este filme atraída pelo grafismo e por causa de Takao Osawa, um dos actores mais polivalentes do Japão.
A cena de abertura do filme é um prelúdio do que será o resto do filme: um espectáculo de efeitos especiais e combates, um verdadeiro eye-candy. Mas desengane-se quem achar que este filme consegue ser mais do que isso, apesar de prometer, não deixa de ser apenas um eye-candy!

A história tem início com Goemon a assaltar uma mansão de um dos mercadores ricos que sobrevive às custas dos pobres. Mas ele não sabe é que nessa noite, e esse roubo, dará início a um tumulto que fará cair até os mais poderosos e vai acordar a força dos mais fracos. Nesse roubo, Goemon traz consigo uma caixa que tem no seu interior a verdade sobre um assassinato e a prova irrefutável da traição dos seus governantes.
Quando a caixa cai nas mãos de uma criança e que por causa disso perde tudo, Goemon sente-se compelido a ajudar. Quando vê que o ninja mais temido, Saizou, procura a caixa decide descobrir o que tem aquela caixa de tao importante. Aqui começa uma série de flashbacks que exploram a infância e juventude dos dois ninjas Goemon e Saizou e do seu lendário mestre Hatori Hanzo, que mesmo recheados de pormenores, não adiantam muito à história (não ajudando a criar uma ligação entre quem vê e os personagens).



 Aqui começam alguns dos maiores buracos de enredo que eu conheço! A história da lança partilhada, da perseguição da liberdade de Goemon e do sentido de dever e responsabilidade de Saizou, esperando uma recompensa dos seus senhores, é pouco aproveitada. Deixando um bom personagem e  o trabalho fantástico de Takao Osawa mal aproveitados.

Banda Sonora:
Uma das coisas a destacar nesta produção, é a qualidade da banda sonora e a forma como enfatiza a acção do filme. Se bem que por vezes, se caiu no erro de repetir os temas até à exaustão e utilizar o mesmo tema em situações diametralmente opostos (cenas românticas e funerais).
A banda sonora foi composta e dirigida por Yoshiki Hayashi que compôs a banda sonora do filme Saw IV.

Classificação: 6/10

Monday, 19 July 2010

Desejo uma Estrela (Wish upon a Star)


Título Original: 별을 따다 줘 / Byeoreul Ttada Jwo
Títulos Alternativos: Stars Falling From the Sky / Pick the Stars / Wish Upon a Star
Género: Drama, Romance
Episódios: 20
Canal Televisivo: SBS
Período de Transmissão: 2010-Jan-04 to 2010-Mar-16


Sinopse:
Este drama explora a história de amor entre dois colegas de trabalho, com Kim Joo-Hoon-I a interpretar o papel do advogado de uma Companhia de Seguros bem sucedido. Como foi abandonado pela mãe biológica, ele não é capaz de confiar em ninguém à sua volta. Jin Ppal-gang (Choi Jeung Won) é a pior empregada da Companhia, que depois da trágica morte dos pais, e com apenas 25 anos é obrigada a assumir os destinos da família. Tentando sobreviver com os seus cinco irmãos, como criada interna.

Comentário:
Se bem que numa série coreana não se pode falar de originalidade, nesta produção vi algum esforço por parte dos argumentistas de explorar novas formas de cativar o público e fazer a história rolar. Pegaram numa série de clichés e tentaram dar-lhe uma nova twist ... em parte conseguiram e convenceram-me - vi a série até ao último episódio!

O que mais apreciei foi o crescimento da personagem principal Jin Ppal-gang (Choi Jeung Won), a sua evolução de cabeça de vento fútil cuja única preocupação era roupa e sapatos bonitos, na tentativa de seduzir um marido rico, para se transformar numa "mãe" dos cinco irmãos mais novos. Para isso fará uma série de sacrifícios, que como ela diz farão dela mãe, deixando de ser mulher - cortando inclusivé o cabelo, coisa da qual tanto se orgulhava (coisa nova em drama, pelo menos por estes motivos!)

Se bem que gostei do papel de Won Kang-ha (Kim Joo-Hoon-I), houve qualquer coisa que na primeira metade da série me impediu de empatizar com ele. Talvez tenha sido o pouco à vontade demonstrado pelo actor, mas que depois à medida que o personagem ia aquecendo para com os outros e interagindo mais, deixando o seu pedestal gelado para trás, a representação melhorou exponencialmente. Lá para o final convenceu-me. :)

O personagem cómico apesar de um bocadinho irritante, conseguia tiradas bem engraçadas - Woo Tae-gyoo(Lee Kyeon) - aqueles chuveiros de água fria, foram bons momentos e muito originais :) Mas o pormenor desse personagem não ser capaz de enunciar provérbios e frases feitas foi claramente tirado da série de êxito "Boys over Flowers".

Claro que não podia deixar de referir as crianças, que apesar da idade trabalharam muito bem. Principalmente o miúdo do sonambulismo, AMEI, conseguiram ser mais que apenas mobília humana, interagiram com todos e representaram mesmo o papel de claque de apoio por este ou aquele noivo para a irmã.



Resumindo e concluindo, esta série é claramente uma das minhas favoritas do ano 2010, e um "must see" neste ano.


Classificação: 8/10

Wednesday, 14 July 2010

Jeon Woo Chi


Data de estreia: 20 de Dezembro de 2009 (Coreia do Sul)
Título Original:  전우치 (Jeon-woo-chi)
Realizador: Choi Dong-hoon (최동훈)
Actores: Kang Dong-won (강동원), Kim Yoon-seok(김윤석),Im Soo-jeong(임수정), Yoo Hae-jin(유해진)
Produção: CJ Entertainment/Showbox
País: Coreia do Sul
Género: Acção/Fantasia/Comédia
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 136

Sinopse:
Há 500 anos atrás na Dinastia Chosun. A Flauta da Profecia caiu nas mãos dos goblins, mergulhando o mundo numa espiral de caos. Os Feiticeiros Taoistas viram-se para os grandes sábios do seu tempo, o Mestre e Hwadam(Kim Yoon-seok) para ajudar a derrotar os goblins, confiando a cada um apenas metade da Flauta. Entretanto o aprendiz desordeiro do Mestre, Woochi(Kang Dong-won) engana o Rei com a arte de transformação o que causa grande escândalo, levando aos três Feiticeiros Taoistas e Hwadam visitar o Mestre. Mas o Mestre havia sido assassinado e a sua metade da Flauta fora roubada! Por ter tirado a metade da Flauta do seu Mestre e sendo o suspeito principal na sua morte, Woochi é encurralado, sendo aprisionado, juntamente com o seu cão fiel(Yoo Hae-jin), no interior de uma pintura. Mas um dia, os goblins regressam a Seoul e Woochi é a última esperança.

Comentário:
Parti para este filme com muito medo, confesso, pois os trabalhos anteriores de Kang Dong Won, não se inseriam neste género - movimentando-se mais no campo de cinema de autor e experimental (M e Duelist) - mas uma vez mais a sua versatilidade surpreendeu-me.

O enredo do filme, é bastante original e a interacção entre Jeon Woo Chi e Chorangyi, proporciona-nos alguns momentos hilariantes. Existem alguns clichés - que filme não os tem - mas a acção do filme e os personagens secundários - Deuses Taoistas - cheios de defeitos e falhas de carácter e incongruências interessantes (um é um curandeiro, outro um sem-abrigo e o outro padre), fazem-nos rapidamente esquecer e ultrapassar isso.

A confusão de Woo Chi quando confrontado com simples inventos dos nossos dias, dá um toque de comédia ao filme (por exemplo: o vidro, o carro e mesmo roupas.) Só um aparte, aquele casaco laranja de couro é imperdoável, tenho pena, nem mesmo o Kang Dong Won o torna aceitável! Tenho dito, gente do guarda-roupa...

Este filme foi um blockbuster na Ásia, e com um cast de estrelas é sem dúvida um bom filme para quem gosta de fantasia e acção, com uma boa pitada de humor e originalidade.
Será que o poderemos ver no próximo Fantasporto?! Talvez ainda tenha a hipótese de ver o grande Kang Dong Won...

Classificação: 8/10

Tuesday, 29 June 2010

Sangue-do-coração, de Juliet Marillier


ISBN: 9789722521741
Autor:  Juliet Marillier
Editor: Bertrand
Número de Páginas: 400
Tradução:  Marta Teixeira Pinto
Idioma: Português
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2010
Lido: 28 de Junho de 2010 
Sinopse:
Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção...

Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro.
E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa.
À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados... 

Comentário:
Uma vez mais Juliet Marillier, roubou-me ao mundo durante dois dias, mas...

Ao contrário de outros livros escritos por esta autora, este livro foi um tanto ao quanto uma desilusão! Sim, eu sei é uma heresia, mas à medida que avançava no livro, cada vez mais tinha aquela desconfortável sensação de que este ou aquele momento podia ter sido aproveitado de forma muito mais interessante...

A história é interessante, a adaptação da história de "A Bela e o Monstro" é que ficou um tanto aquém das verdadeiras capacidades da autora que tanto amo e admiro.

O problema foi o arrastar mal fundamentado da narrativa em muitas partes, a grande previsibilidade do enredo ( apesar de uma twist muito interessante no final, gostei e consegui sentir aí o espírito de Marillier que nos presenteou com a Trilogia de Sevenwaters ), pois não me considerando um génio Sherlockiano, no momento em que me foram apresentadas algumas personagens vi logo quem eram ou com iriam influenciar a história, depois a falta de desenvolvimento dos personagens principais e consequente desaproveitamento dos personagens secundários (e acreditem alguns são muito bons e ficaram comigo ainda algum tempo) e a falta de química entre os dois ( quando me lembro dos casais apresentados no Universo Marillier, até me arrepio ).

A tradução não foi brilhante, pois aqui e ali uma palavra menos portuguesa ( e não não me refiro ao Acordo ortográfico.) distraía-me e fazia-me pensar onde andaria o revisor na hora de ver o texto, mas vá nem tudo é mau! Afinal estou a falar de um livro de Marillier.

É pena dizer isto mas este é um livro que me soube bem ler e mergulhar no seu mundo, mas que ao contrário de Sevenwaters, não me conseguiu marcar muito, talvez tivesse expectativas demasiado elevadas, ainda não sei muito bem.



Classificação: 8/10

Friday, 11 June 2010

Daybreakers


Data de estreia: 8 de Janeiro de 2010 (USA)
Título Original:  Daybreakers
Realizador: Michael Spierig, Peter Spierig
Actores: Ethan Hawke, Harriet Minto-Day, Claudia Karvan, Willem Dafoe, Sam Neill
Produção: N/A
País: Austrália
Género: Acção/ Aventura
Classe Etária: M18
Duração (minutos): 98

Sinopse:
No futuro, uma praga transformou grande parte da população em vampiros. Quando os seres humanos estão ameaçados de entrarem em extinção, os infectados precisam capturar todas as pessoas ou encontrar uma outra raça para substituí-las. Tudo muda quando um grupo secreto de vampiros descobre uma maneira de salvar os humanos da destruição.

Comentário:
Parti para este filme, com esperança de encontrar uma história de vampiros diferente... e não fui desiludida! 

Apesar de uma ou outra falha em termos de argumento, tudo o resto captivou-me. O universo em que o personagem de Ethan Hawke vive, foi soberba e detalhadamente descrito, com detalhes deliciosos que de tão simples na sua concepção, poderiam facilmente passar despercebidos a outros realizadores, mas não a Peter/Michael Spierig. Um desses exemplos é a concepção e todos os detalhes dos carros dos vampiros, com o seu daylight mode, que obscurece os vidros e acciona uma série de câmaras de 360º no tejadilho do carro para que o condutor continue a ver em seu redor e manobrar o carro em segurança, DELICIOSO! E o sistema de túneis subterrâneos que permitem o acesso de todos a todo o lado, evitando assim o sol... simplesmente fantástico!
O argumento apesar de ter alguns twists previsíveis, é bastante original, pois aborda um cenário de quase Apocalipse (extinção da raça humana, fonte de alimentação de todo o mundo) e das tentativas falhadas dos cientistas vampiros de criar um substituto para o sangue humano antes que todos se transformem em monstros sanguinários que atacam a própria espécie. Vemos aqui a raça dos vampiros, sob uma luz inteiramente diferente e como seria o nosso mundo se eles é que fossem a espécie maioritária...

Classificação: 8/10

Monday, 7 June 2010

A Muralha de Gelo, George R.R. Martin



ISBN: 9789896370206
Autor:  George R.R. Martin
Editor: Saída de Emergência
Número de Páginas: 400
Tradução: Jorge Candeias
Idioma: Português
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2007
Lido: Abril de 2010

 
Sinopse:
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar. 

Comentário:
Parti para este livro com grandes expectativas e numa promoção da Editora, aproveitei e escolhi este livro como a minha oferta.

Como sempre, sou muito cautelosa quanto aos livros que todo o mundo apregoa serem o expoente máximo do que quer que seja, e como sou teimosa ^.^ adiei muito - talvez demasiado - o meu mergulho de apneia no mundo de Martin e das suas Crónicas.

Devo dizer que adorei! Adorei mesmo o mundo das Cónicas do Gelo e do Fogo, adorei a profundidade dos personagens, a forma inovadora como o autor faz a história rolar - cada capítulo é contado de pontos de vista diferentes, e que apesar de serem a continuação uns dos outros, não deixam de se distinguir - tal como as personalidades de cada um dos personagens.

Estou a MORRER para continuar esta saga!! Tenho pena de ter esperado tanto tempo para começar a lê-la, mas nunca é tarde demais e vou com certeza saborear cada momento nos Sete Reinos.


Classificação: 9/10

Monday, 31 May 2010

Princípe da Pérsia: As Areias do Tempo


Data de estreia: 27 de Maio de 2010
Título Original:  Prince of Persia: The Sands of Time
Realizador: Mike Newell
Actores: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Toby Kebbell, Richard Coyle, Reece Ritchie
Produção: Walt Disney Pictures
País: EUA
Género: Acção/ Aventura
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 116

Sinopse:
Um príncipe guerreiro e uma misteriosa princesa lutam contra forças obscuras para proteger uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.

Comentário:
No dia 27 de Maio de 2010, fui ver a estreia deste filme. 
Eu aguardava esta produção com bastante expectativa, uma vez que me trazia memórias da minha infância, pois o Princípe da Pérsia (jogo lançado em 1992) foi o primeiro videojogo que eu joguei e durante muitos anos continuou a ser o meu favorito, por isso entendem o porquê do meu entusiasmo. ^.^

A partir do momento em que o filme começou, vi que quem produziu e escreveu o argumento, deve ter jogado ou visto o jogo, pois durante toda a duração do filme acreditei que estava no meio de um jogo de plataformas... até algumas das poses de Dastan foram copiadas do jogo para o filme!
O filme não é perfeito, mas está muito próximo com interpretações bastantes credíveis por parte dos protagonistas, e pelos números de acrobacia que Gyllenhaal  (ou os seus duplos) nos apresenta.

Banda Sonora:
Compositor: Harry Gregson-Williams
Tema: I Remain, Alanis Morisette

Uma vez mais Gregson-Williams presenteia-nos com uma banda sonora fantástica, que permite mesmo sem as imagens do filme, viver todas as emoções e aventuras dos personagens do filme. E o tema do filme, interpretado por Alanis Morisette, incorpora a moral do filme, em que apesar de tudo por que passamos, no fim restámos apenas nós...

Classificação: 9/10

Monday, 17 May 2010

"The Left Hand of God", de Paul Hoffman


ISBN: 0718155181
Autor: Paul Hoffman
Editor: Penguin Books, Lda
Número de Páginas: 448
Tradução: não aplicável
Idioma: INGLÊS
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 7 de Janeiro de 2010
Lido: Março de 2010

 
Sinopse:
"Listen. The Sanctuary of the Redeemers on Shotover Scarp is named after a damned lie for there is no redemption that goes on there and less sanctuary."

The Sanctuary of the Redeemers is a vast and desolate place - a place without joy or hope. Most of its occupants were taken there as boys and for years have endured the brutal regime of the Lord Redeemers whose cruelty and violence have one singular purpose - to serve in the name of the One True Faith.

In one of the Sanctuary's vast and twisting maze of corridors stands a boy. He is perhaps fourteen or fifteen years old - he is not sure and neither is anyone else. He has long-forgotten his real name, but now they call him Thomas Cale. He is strange and secretive, witty and charming, violent and profoundly bloody-minded. He is so used to the cruelty that he seems immune, but soon he will open the wrong door at the wrong time and witness an act so terrible that he will have to leave this place, or die.

His only hope of survival is to escape across the arid Scablands to Memphis, a city the opposite of the Sanctuary in every way: breathtakingly beautiful, infinitely Godless, and deeply corrupt.

But the Redeemers want Cale back at any price… not because of the secret he now knows but because of a much more terrifying secret he does not. 

Comentário:
Tive a oportunidade de ler a versão original deste livro.


A história está brilhantemente escrita, os pormenores fantásticos e inteligentes, mas ... apesar de tudo falta-lhe algo, que irei chamar de profundidade. Na minha opinião Hoffman devia ter dedicado tanto tempo a aprofundar e dar uma outra dimensão aos personagens e a este mundo que devia ser de fantasia - o aparecimento de muitas referências do mundo "real", quebram um pouco a magia que é ler um livro dito de fantasia e ser tansportado para longe - quanto o tempo que usou para criar toda a hierarquia dos Redentores e as batalhas.

Não vou dizer que não é um livro bom, porque não estaria a ser sincera, é uma boa leitura, excelente até, conseguimos estabelecer uma conexão com o personagem principal e temos pena por outros personagens que teriam muito potencial e que não foram bem aproveitados - p.e. IddrisPuke, Riba, Henri e Kleist.
  
Classificação: 6/10

Wednesday, 12 May 2010

Danças na Floresta, de Juliet Marillier


ISBN: 9789722516969
Autor: Juliet Marillier
Editor: Bertrand
Número de Páginas: 336
Tradução: Maria das Mercês Sousa
Idioma: PORTUGUÊS
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 23 de Janeiro de 2007
Lido: Abril de 2010

Sinopse:
Este livro da autora é inspirado no conto de fadas As Doze Princesas Bailarinas. É a história de cinco irmãs intrépidas, em luta com quatro criaturas sinistras, três misteriosos presentes mágicos, dois amantes proibidos e um sapo enfeitiçado. Há muitos mistérios na floresta. Jena e as suas irmãs partilham o maior de todos, um segredo fantástico que lhes permite escapar à vida diária nos campos da Transilvânia, e que mantiveram escondido durante nove anos. Quando o seu pai adoece e tem de abandonar o seu lar na floresta durante o Inverno, Jena e a sua irmã mais velha, Tati, ficam encarregues de cuidar da casa e das outras irmãs. O surgimento de uma misteriosa jovem de casaco preto faz nascer o amor numa das irmãs e, subitamente, Jena apercebe-se que tem de lutar para salvar aqueles que lhe são mais queridos. Acompanhada por Gogu, Jena tem de enfrentar grandes perigos para preservar não só as pessoas que ama, como também a sua própria independência e a da família. 

Comentário:
O que me atraiu a este livro - além do facto de ter sido escrito pela grande senhora Juliet Marillier - foi a arte da capa!! É fantástica e não somos capazes de desviar o olhar, tentando desvendar os elementos todos que são aí apresentados.

Adorei o livro, claro está!
Amei as paisagens, adoro a Europa profunda e rural, amei o mundo tecido por Marillier, mas ... a intriga do livro soou um pouco familiar, as personagens foram pouco aprofundadas, fazendo com que a empatia com as mesmas não fosse muita.

Apesar de tudo, dou cinco estrelas, pois demorei 24 horas a ler o livro, fui agarrada por ele e não o consegui pousar, completamente arrebatada.

É claramente um livro para leitores menos experientes, nas andanças da fantasia, mas sem deixar de ser uma óptima experiência para quem já conhece o resto da obra de Marillier.


Classificação: 10/10
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...