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Thursday, 10 February 2011

Black Swan – O Cisne Negro



Título Original: Black Swan
Realizador: Darren Aronofsky
País de Origem: USA
Ano de Estreia: 2010

Nina (Natalie Portman) é uma bailarina numa companhia de ballet em Nova Iorque cuja vida, é completamente consumida com a dança. Ela vive com a mãe, uma antiga bailarina obececada que controla a filha de forma sofucante. Quando o director artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) decide substituir a bailarina principal, para a produção de abertura da nova temporada, “ O Lago dos Cisnes”, Nina é a sua primeira escolha. Mas Nina tem competição: a nova bailarina da companhia, Lily (Mila Kunis), que também impressionou Leroy.
“O Lago dos Cisnes” é uma peça que exige que a bailarina principal consiga interpretar tanto o Cisne Branco, com graciosidade e inocência como o Cisne Negro, que representa o mal e a sensualidade. Nina é o Cisne Branco perfeito e Lily o Cisne Negro por excelência. À medida que as duas bailarinas se tornam em rivais viscerais, formam uma amizade distorcida e assim começa uma descida aos recantos mais obscuros da mente delirante de Nina...

Para quem conhece um bocadinho o mundo do ballet e da música clássica, o Cisne Negro é quase um dejá-vu... Aronofsky conseguiu captar de uma forma cruelmente realista as pressões insanas, as horas impossíveis de dedicação, a obsessão pela perfeição, pelo reconhecimento e por uma oportunidade de um elemento se destacar por entre um grupo de pessoas igualmente talentosas e dedicadas. E principalmente, pela solidão impossível que acompanha o reconhecimento...

Depois de rios de tinta escritos sobre a nova produção de Aronofsky, penso que não podemos deixar passar esta oportunidade de tentar ver o que se passa do outro lado do espelho...para além dos tutus e das sapatilhas de pontas.


Natalie Portman, tem aqui uma oportunidade de conseguir provar a sua capacidade como uma actriz multifacetada, capaz de interpretar papéis variadíssimos e mesmo assim conseguir passar uma imagem de seriedade e comprometimento (V de Vendeta, Sexo sem Compromissos e Star Wars). Em Cisne Negro, Natalie Portman atinge um nível de fusão com o personagem de Nina Sawyers arrepiante, agarrando o espectador e puxando-o para a sua espiral descendente rumo à obsessão doentia com a peça “O Lago dos Cisnes”. Assistimos abismados, fascinados e aterrorizados à metamorfose da bailarina asfixiada pelo método, frígida e sob o jugo tirânico da mãe, num “cisne negro” visceral, explosivo e com as emoções à flor da pele.

Outro dos pontos a assinalar é a interpretação de Mila Kunis e Vincent Cassel, que tal como a protagonista presenteiam o espectador com representações brilhantes, dando todo o apoio e abrindo caminho para a “Rainha dos Cisnes”.

O único ponto menos bem conseguido e que deixa um sentimento de vazio é o acto final, em que de uma forma demasiado simplista se revela o desfecho de uma história tão complexa e delirante. Conhecendo bem o trabalho de Aronofsky, estava certamente à espera de algo ao nível do resto do filme e sei que ele era capaz de embrulhar tudo numa embalagem bem mais interessante, bem mais profunda que a pirueta final de Nina...

A Banda Sonora ficou uma vez mais a cargo do prodigioso Clint Mansell (Requiem for a Dream, The Fountain, membro dos Cronos Quartet), todas as composições integram partes da peça original de Tchaikovsky (composta entre 1875/76), e o tema principal é uma inversão do tema mais conhecido por todos, dando-lhe um toque mais negro e trágico.

Aquando da estreia de “O Lago dos Cisnes” em 1877, a peça e toda a produção foi muito mal recebida pela crítica, pelos estudiosos e pelo público, sendo muito critado a complexidade da peça orquestral, demasiado barulhenta e a sua incompatibilidade com uma coreografia de Ballet...

Desde o dia 20 de Fevereiro de 1877, desde a sua primeira representação no palco do mítico Teatro Bolshoi, em Moscovo (a inspiração para a coreografia encenada para este filme, foi retirada desta companhia de ballet), que “O Lago dos Cisnes” tem apaixonado e arrebatado espectadores. Esta nova interpretação pelas mãos de Aronofsky, ao contrário da peça de Tchaikovsky foi recebido de braços e corações abertos desde a sua estreia, mostrando um novo lado de um dos clássicos mais controversos de sempre...

Classificação: 9/10

Thursday, 27 January 2011

72 Horas



Realizador: Paul Haggis
País de Origem: EUA
Ano de Estreia: 2011


Um filme poderoso, com um homem cercado pelo sistema judicial, pela sociedade e pela vida...
Tudo começa quando a sua mulher, Lara Brennan (Elizabeth Banks), é acusada do homicídio da chefe. Apesar da esmagadora maioria das provas apontarem para ela, John Brennan (Russel Crowe) acredita na inocência da mãe do seu filho...quando tudo o resto falha, quando a esperança morre e à sua volta a duvida lentamente se instala...um plano r um caminho começa a desenhar-se.
Agora tem 72 horas para alargar os seus limites e fronteiras, enquanto pai, enquanto marido e enquanto homem. John tem 72 horas para conseguir bater o sistema e com a sua família recomeçar de novo...

O argumento não é um exemplo de originalidade, nem sequer os temas abordados... mas muitas vezes bons filmes saiem destes “lugares-comuns”, com a capacidade de se afirmarem e marcarem uma posição junto do público.

Paul Haggis, conseguiu de uma forma singular transmitir o desespero em que o protagonista mergulha ao ver todos os recursos, para a libertação da sua esposa recusados, e o frenezim em que entra ao descobrir uma pequena luz ao fundo do túnel.

Um dos pontos mais positivos é todo o trabalho desenvolvido por Russel Crowe, que brilhou com uma interpretação intensa, emocional, conseguindo transmitir toda a carga sentimental do personagem John Brennan. Quanto ao resto do elenco, principalmente a protagonista Elizabeth Banks, não convence com a sua interpretação, falhando completamente o alvo em muitas cenas cruciais... não conseguindo estabelecer qualquer empatia com o público.



O argumento se bem que recorrendo a uma série de “lugares-comuns”, consegue à custa de perspicácia e inteligência dar reviravoltas interessantes e por vezes, um tanto ou quanto inesperadas. Conseguiram transmitir perfeitamente, as contradições de um mero professor de Inglês de um Faculdade Comunitária, quando confrontado com o mundo do crime, e com a necessidade de sobreviver e arranjar o dinheiro necessário para a família sobreviver escondida da sociedade. Russel Crowe conseguiu agarrar o personagem, e transmitir a inocência de alguém disposto a tudo para conseguir atingir o objectivo a que se propôs: a liberdade da mulher, que está condenada à prisão perpétua e que em menos de 72 horas será transferida para uma nova prisão, longe de tudo e todos.

“Tell me where the bullets go.”

Um pensamento assaltou a minha mente ao longo do filme, enquanto assistia à descida do protagonista ao seu próprio inferno, enquanto John Brennan questionava os seus próprios demónios... Park Chan-wook e o seu longo trabalho com esta temática. Será que a mudança de Park de Seul para Hollywood começa a dar os seus frutos?! Será que começaremos agora a ter dificuldade em distinguir o Bem e o Mal e sem saber de forma tão dogmática como até agora onde está essa fronteira que separa os dois?! Será que Hollywood encontrou uma das chaves para fazer filmes marcantes e que captam o público pelas razões certas?


 Nota: Um agradecimento especial à revista TAKE Magazine que através dos seus passatempos me permitiu assistir à antestreia deste filme.

Thursday, 20 January 2011

TRON: O Legado



Título Original: TRON: The Legacy
Realizador: Joseph Kosinski
Data de Estreia: 13 de Janeiro de 2011 (Portugal)

Sam Flynn (Garret Hedlund - Eragon), um rebelde de 27 anos, é assombrado pelo misterioso desaparecimento do seu pai, Kevin Flynn (Jeff Bridges), o homem que ficou conhecido como líder mundial na criação de videojogos. Quando Sam investiga uma estranha mensagem enviada do antigo escritório de Flynn - uma mensagem que só poderia ter sido enviada pelo seu pai - ele é atirado para um mundo digital, o mesmo para onde Flynn foi arrastado há 20 anos. Com a ajuda de Quorra (Olivia Wilde – House MD), pai e filho vão embarcar numa derradeira jornada de vida ou morte através de um universo visualmente assombroso e colossal e um implacável vilão que vai fazer tudo para impedi-los de escapar.

28 anos após um filme que revolucionou a forma de fazer filmes e impulsionou a animação computorizada. Enquanto uma legião de fãs de TRON aguardou expectantemente por uma sequela que desse continuidade ao trabalho genial e revolucionário de Liesberger. A Disney trabalhava afincadamente para dar continuidade ao sonho, do então, jovem realizador, apresentando uma novela gráfica introdutória à sequela TRON: The Legacy e tudo isto envolto numa campanha publicitária galáctica. Uma questão se coloca: terá tudo valido a pena?

E a resposta de uma fã acérrima de TRON é sim... se bem que as altíssimas expectativas criadas em torno desta sequela, fazem dos espectadores desta sequela eternos insatisfeitos...

A escolha de se fazer uma sequela em vez do tão mais fácil remake, foi sem dúvida a mais acertada. O argumento de Edward Kitsis e Adam Horowitz, é antes de tudo um profunda homenagem ao trabalho original de Liesberger, tentando aprofundar um pouco mais as convulsões de um mundo digital que se pretende perfeito, imaculado e sem erros ou fórmulas inesperadas. Existem mesmo cenas recriadas linha a linha, nos cenários originais/recriados de 1982(Ver artigo), e que para os amantes de TRON são uma autêntica delícia... O único problema de um argumento tão interligado e enraizado na produção anterior é mesmo o risco de os novos fãs se perderem no mundo digital e não serem cativados pelo carisma de TRON - para isso ajuda a quase inexistência de versões do filme original disponíveis para aquisição, por aqueles que desejam revisitar ou mesmo conhecer a obra-prima que inspirou TRON: O Legado.

Um dos pontos menos bem conseguidos do filme foi mesmo a falta de carisma do protagonista Garret Hedlund, que apesar de uma prestação interessante não conseguiu cativar a audiência. Talvez pela incapacidade de transmitir qualquer sentimento ou de não construir qualquer ligação empática com o personagem, pois já em trabalhos anteriores este foi o ponto em que todas as críticas convergiram (p.e. Eragon). Mas o trabalho de Olivia Wilde (estreante nas longas metragens) e Jeff Bridges (é preciso mesmo dizer?) a dobrar, colmatam um pouco esta fraqueza de Hedlund. Olivia Wilde brilhou no papel do programa Quorra, mostrando o lado ingénuo, inocente e leal de um personagem desprovido de sentimentos humanos podendo apenas recorrer à lógica dos números e equações matemáticas.

Já Jeff Bridges teve uma prestação pouco homogénea, empenhando-se profundamente na criação do personagem virtual CLU, levando um pouco menos a sério o personagem que encarnara 28 anos antes. Mesmo assim, Jeff Bridges deu prova do porquê de ser considerado um dos poucos actores multifacetados, capaz de encarnar qualquer personagem (dos mais sérios aos mais cómicos), adaptar-se a qualquer tecnologia (seja ela velha ou revolucionariamente futurista) e mesmo assim fazer um trabalho interessante.

A aplicação/utilização da técnica 3D em TRON: O Legado foi francamente conservadora, ficando-se por efeitos de profundidade do campo de visão, nos Jogos da Arena e Corridas de Lightcycles. Se esta produção funcionava na velhinha 2D: até funcionava mas as cenas em que o 3D efectivamente é utilizado com todas as capacidades da tecnologia a funcionar em nome do entretenimento, não teriam o impacto que tiveram com o 3D (p.e. Os Jogos dentro do sistema e acima de tudo as corridas de lightcycles, que agora são disputadas em cenários multilayer com mudanças de gravidade). A minha sincera opinião é que uma tecnologia que tanto tem a oferecer às audiências está a ser banalizada e muitas vezes é utilizada para inflacionar resultados de bilheteira. Assim o público começa a tornar-se céptico e renitente em aderir a produções futuras... Um conselho: oferta de escolha quanto 3D e 2D, e limitar esta tecnologia para produções que realmente a utilizem...

Quanto à Banda Sonora, idealizada, composta e interpretada pelos die-hard fãs de TRON: Daft Punk (entrando mesmo no filme como DJ's no Bar “End of Line”). Nota-se claramente a paixão da dupla francesa pelo ambiente do filme. É também de salientar o facto de terem confirmado a sua colaboração ainda na fase de pré-produção, mesmo antes dos castings terem sido realizados. Quando ainda os personagens eram protótipos idealizados já tinham músicas compostas para cada um deles, ajudando depois no próprio trabalho de cada um dos actores.

Durante o filme, e principalmente durante as cenas finais, enquanto observava o deslizar dos créditos na tela, fiquei com a sensação que estávamos perante a introdução a uma qualquer coisa, espero que esteja enganada... A banalização de TRON seria como um crime quebrando todo o encanto do conceito e transformando tudo em mais uma série de sequelas medianas sem carisma e ensosas...


Saturday, 15 January 2011

Mr and Mrs Incredible



País de Origem: Hong Kong

Uma pérola vinda do Oriente, uma comédia romântica com superheróis, como podemos ter algo apontar nesta novíssima produção de Peter Chan.

Há superheróis apaixonados, um vilão empenhado em destruir o planeta, moscas e esquilos falantes, é preciso dizer mais?

O amor não é suposto ser coisa fácil – especialmente para os superheróis. O Capitão Gazer (Louis Koo) apaixona-se por Red, também conhecida por Aroma Woman (Sandra Ng). Cansados do seu agitado estilo de vida, decidem retirar-se para uma pequena e isolada aldeia.
Cinco anos passados, Gazer e Red têm uma vida pacata e feliz, mas um dia um Oficial anuncia um Torneio de Artes Marciais a ser realizado na sua aldeia. Centenas de mestres de Kung Fu e milhares de fanáticos chegam acorrem à pacata aldeia para o Torneio...aí começam os problemas!

Thursday, 6 January 2011

O Legado de TRON


Título Original: Tron
Realizador: Steven Liesberger
País de Origem: EUA
Data Estreia: 16 Dezembro 1982 (Portugal)


O pirata informático Kevin Flynn (Jeff Bridges) está desesperado para provar que os videojogos que têm sido um sucesso da ENCOM, foram escritos e concebidos por ele. Esses jogos foram-lhe roubados por um colega de trabalho, Dillinger(David Warner), que é agora o Presidente Executivo dessa mesma companhia.
Os esforços de Flynn, de recuperar o seu trabalho, saiem sempre gorados devido à acção de um programa de vigilância megalomaníaco chamado “Master Control Program” (MCP).

Um dia Flynn é apanhado no mundo virtual pelo MCP, que corta todos os acessos remotos às informações que o pirata informático pretende, e a única forma de lhes aceder é piratear directamente o gigantesco servidor da ENCOM.

Com a ajuda de um laser experimental, o MCP transporta Kevin Flynn para o mundo virtual, para um mundo tirânico, em que jogos de vida e morte são disputados entre os programas “infectados” pelo “Master Control Program” e os poucos programas resistentes que ainda obedecem aos seus Utilizadores (Users)...

Flynn e o programa de segurança independente, Tron (Bruce Boxleitner), juntam forças e tentam acabar com a tirania do MCP e descobrir a prova que Dillinger é uma fraude...

Won't that be grand? All the computers and the programs will start thinking and the people will stop.


E porque estámos a menos de uma semana da estreia em Portugal, da tão esperada sequela “TRON: The Legacy”, revisitámos o filme original que originou um verdadeiro exército de seguidores e inspirou uma série de artistas(entre eles os Daft Punk, que compuseram e interpretaram toda a Banda Sonora da sequela) e empreendedores das novas tecnologias (entre eles John Lasseter, o Presidente da Pixar Studios).
Ao ver TRON, não nos podemos esquecer, que é claramente um produto do seu tempo, e que apesar de 28 anos volvidos desde a sua estreia, o filme ainda surpreende com os seus efeitos especiais e é estranhamente intemporal, e se algumas das suas cenas nos parecem estranhamente familiares, é porque muitos dos filmes de ficção-científica de sucesso dos últimos anos, foram beber alguma da sua inspiração às linhas de código de TRON. E que devido ao imenso atraso sofrido durante a pós-produção, TRON teve que competir nas salas de cinema com Total Recall, Star Wars e outros grandes filmes que hoje são lendas, por causa disso TRON passou quase despercebido e os lucros obtidos com eles foram modestos, tendo em conta o investimento de cerca de 20 milhões de dólares...
Um dos pontos menos positivos do filme, é claramente o argumento, que apesar de algumas ideias inovadoras, peca pela falta de integridade, pela falta de homogeneidade e pauta-se por vezes com a profunda confusão de qual será efectivamente o objectivo primordial de Flynn. Mas mesmo assim, não deixa de ser um argumento revolucionário, original e que levou a própria tecnologia de fazer filme a alargar fronteiras e horizontes.
Um dos pontos interessantes de TRON é vermos Jeff Bridges com menos 30 anos e constatar que mesmo no início da carreira muitos dos elementos que hoje são trademark (humor, maneirismos e mesmo talento) já estão ali e que apesar de se notar claramente alguma insegurança em algumas cenas - lembro aqui, uma vez mais, que a maioria das técnicas de filmagem e de representação foram desenvolvidas e testadas para e neste filme. Por exemplo a maioria das cenas live action (que juntam cenas CGI com os actores) foram captadas a preto e branco e posteriormente coloridas com o auxílio de técnicas fotográficas e rotoscópicas.
Estávamos no início dos anos 80, e a tecnologia disponível para a equipa de Liesberger era ainda muito rudimentar e os computadores a que tinham acesso só produziam imagens estáticas, não tendo ainda a capacidade de sozinhos produzirem sequências de frames com movimento, por isso, as coordenadas do posicionamento de cada frame animado por computador tiveram de ser introduzidas manualmente (600 frames/4 segundos, o filme tem cerca de 20 minutos deste tipo de animação), aumentando exponencialmente os custos da pós-produção e atrasando a estreia do filme vários meses.
Esta produção marcou a indústria do cinema porque, tanto as audiências como os produtores viram que se podia fazer um filme com apenas computadores e que com a tecnologia apropriada podiam atingir resultados impossíveis de conseguir com as convencionais câmaras de filmar e filme de celulóide, abrindo novas portas e novos caminhos para argumentos que de outra forma teriam de ficar na gaveta ou ter apenas adaptações medíocres sem os efeitos realmente merecidos.
O design de TRON ficou a cargo de três designers conceituados, destacando-se dois; o francês Jean Giraud (mais conhecido por Moebius), que ficou encarregue da maior parte dos cenários e dos fatos e Sid Mead, ficou encarregue do design de todos os veículos do filme (foi também o responsável pela maior parte do design por detrás de Blade Runner). Mesmo trinta anos volvidos, muitas das cenas saídas das cabeças criativas de TRON, continuam a inspirar gerações de realizadores, argumentistas e designers.
O quase estreante Steven Liesberger surpreendeu tudo e todos com TRON e deixou certamente a sua marca na história do cinema, como o percursor de filmes animados e retocados por computador, e o programa MAGI - que retocou/realizou/ajudou a concretizar a maioria das cenas CGI – o génio electrónico que originou os programas utilizados pelos estúdios de cinema um pouco por todo o mundo...
TRON foi nomeado para dois Óscares em 1983 ( Sonografia e Guarda-Roupa) e arrecadou um Saturn Award para o Guarda-Roupa e foi nomeado para os Saturn Awards na categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor filme de Ficção-Científica.

Factos Interessantes:
O Código de cores utilizado no filme foi alterado a meio da produção, mas devido aos custos astronómicos de cada cena, nada do que já havia sido filmado foi alterado. No início os programas controlados pelos “Users” (utilizadores) eram amarelos, passando a ser azuis; e os programas controlados pelo MCP eram azuis, passando a vermelhos.
Esse pormenor dificulta um pouco a compreensão de algumas cenas, confundindo um pouco o espectador. (p.e. A coloração original foi mantida na maioria dos programas tanque, e na primeira cena em que o programa CLU aparece, os seus circuitos são amarelos.)

Classificação:  9/10

Friday, 13 August 2010

Thirst


Data de estreia: 30 de Abril de 2009
Título Original: 박쥐 (Bak-jwi)
Realizador: Park Chan-wook (박찬욱)
Actores: Song Kang-ho송강호, Kim Ok-bin김옥빈, Kim Hae-sook김해숙
Produção: CJ Entertainment
País: Coreia do Sul
Género: Fantasia, Drama, Horror
Classe Etária:  M16
Duração (minutos): 145 

Sinopse:
Sang-Hyun é um Padre devoto que se vê confrontado com a sua necessidade por sangue humano para sobreviver.
Quando conhece a mulher de um amigo de infância entra numa espiral de desespero e devassidão. À medida que tudo de bom à sua volta desaparece, e se transforma em pura maldade, Sang-Hyun luta para se agarrar às réstias de Humanidade que sobrevivem enterradas bem fundo na sua alma.

Comentário:
Do realizador de Old Boy chega-nos Thirst, um irreverente filme de vampiros, que explora o significado de Humanidade e o sentimento de culpa e impunidade que vêm com as capacidades sobrehumanas de um vampiro que pela primeira vez se vê confrontado com o lado negro do Homem.

Vampires are not immortal. You still want my blood?

Um dos melhores filmes de vampiros dos últimos anos, que arrecadou o Prémio Especial do Júri de Cannes e o Prémio Orient Express no Fantasporto, faz jus à fama de Park Chan-Wook como realizador prodigioso (Old Boy, Trilogia da Vingança, I'm a Cyborg but that's ok)e consagra-o como um dos mais promissores realizadores asiáticos do momento.

Visualmente apelativo, com uma boa dose de sátira à sociedade, mas acima de tudo uma crítica pungente à nova religião dos Sul Coreanos: o Cristianismo. 




O personagem principal é um padre católico muito devoto e cujo desejo de fazer mais pelo mundo, leva-o até uma empresa farmacêutica que trabalha numa vacina contra um vírus mortal e terrível, que vem a assolar a Humanidade e com necessidade imediata de sujeitos para um estudo inédito. O Padre Sang-Hyun (Song Kang-Ho - Memories of Murder, The Host) torna-se num ícone religioso ao ser o único sobrevivente do grupo de estudo de 50 indivíduos. Mas, ele tem um segredo que não partilha com ninguém, uma transfusão de sangue, durante o estudo a que se sujeitou, tornou Sang-Hyun num vampiro, com capacidades sobrehumanas, que necessita de consumir sangue humano para combater o vírus, para o manter vivo.

No seu caminho tortuoso, enquanto trava uma batalha com a sua própria consciência, cruza-se com uma, aparentemente, inofensiva mulher do seu passado, Tae-ju (Kim Ok-Bin - The Accidental Gangster and the Mistaken Courtesan), que leva Sang-Hyun a ultrapassar as barreiras que impusera a si mesmo, numa descida aos Infernos sem hipótese de retorno, e com apenas um desfecho...




Thirst quebrou uma série de tabus, na Coreia do Sul, tendo mesmo sido complicado arranjar actores para interpretarem alguns dos papeis centrais, devido às cenas arrojadas que o argumento exigia. Ficam para a memória os personagens fortes, bem construídos e a forma inteligente como Park Chan-Wook tratou de temas tão delicados.

Classificação: 10/10

Friday, 30 July 2010

Mushi-shi

Data de estreia: 24 de Março de 2007 (Japão)
Título Original: 蟲師
Realizador:
Katsuhiro Otomo
Actores:
Joe Odagiri, Yuu Aoi, Esumi Makiko
Produção: NA
País: Japão
Género:
Fantasia
Classe Etária:
 M12
Duração (minutos): 130


Sinopse:
Ginko é um médico místico itinerante, um "Mushi-shi" que viaja pelas regiões mais remotas do Japão curando as doenças causadas pelos Mushi (Bichos, tradução literal do Japonês), enquanto tenta relembrar o seu passado que pode ser a chave para controlar a peste que ameaça a única pessoa que o pode ajudar...

Comentário:
Mushi-shi começou como uma série manga, escrita e ilustrada por Yuki Urushibara (de 1998 a 2008), sendo depois adaptada ao pequeno ecrã em 2005 por Hiroshi Nagahama, seguindo-se o trabalho de Katsuhiro Otomo em 2007.

Engane-se quem pensa que este é um filme para ser visto de ânimo leve, pois Katsuhiro (Metropolis e Akira) faz parte de um grupo restrito de realizadores que acima de tudo prezam pela beleza de cada frame dos seus trabalhos (p.e. Takeshi Kitano (Dolls)), em detrimento de outros pormenores por eles considerados mais superficiais.

Mushi-shi é um filme denso e lento, muitas vezes roçando a pura contemplação das paisagens de um Japão rural e supersticioso, há muito perdido...portanto não é um filme que atrai as massas que tanto prezam a velocidade da acção e um argumento fácil, pois para se entender plenamente a história de Mushi-shi (sem ler a manga ou ver o anime), há que o ver mais do que uma vez . Realmente, o argumento denso e por vezes confuso é um ponto negativo para Mushi-shi, mas a beleza de cada cena, a forma quase poética como Katsuhiro Otomo retrata este Japão perdido, compensa esse pormenor grandemente.

De salientar o trabalho de um dos actores mais conhecidos do Japão, reconhecido pela sua escolha de papéis invulgares e pelo seu trabalho em vários países asiáticos, Odagiri Jô (Air Doll, Dream, Shinobi-Heart Under Blade), que consegue transmitir a paz e a tradição por detrás de Ginko.

Classificação: 7/10

Tuesday, 27 July 2010

Goemon


Data de estreia: 1 de Maio de 2009 (Japão)
Título Original:  盗五右卫门
Realizador:
Kazuaki Kiriya
Actores:
Yosuke Eguchi, Takao Osawa, Ryoko Hirosue, Jun KanameErika Toda
Produção: NA
País: Japão
Género:
 Acção/Fantasia/Artes Marciais
Classe Etária:
 M16
Duração (minutos):
127


Sinopse:

Goemon é baseado no relato da vida de Ishikawa Goemon, um ninja lendário e fora-da-lei que roubava os ricos e entregava-os aos mais pobres. Existem poucos registos históricos da vida de Goemon, mas mesmo assim tornou-se um personagem lendário, cujas origens têm sido alvo de muita especulação. A versão cinematográfica foi criada com o propósito de lançar uma nova luz neste personagem.

Goemon é um lendário mestre ladrão que vagueia pelo caótico mundo do Japão feudal da Era Sengoku - um período conturbado em que os diferentes senhores da guerra combatiam entre eles por mais poder.
Goemon rouba aos ricos e dá aos pobres. Uma noite, rouba uma estranha caixa de um mercador rico, que tem a chave do homicídio de um poderoso líder que lutava e defendia a unificação do Japão. E por causa desse segredo, Goemon é obrigado a renunciar à vida fácil e terá que lutar contra os fantasmas do passado.
 

Comentário:

Vi este filme atraída pelo grafismo e por causa de Takao Osawa, um dos actores mais polivalentes do Japão.
A cena de abertura do filme é um prelúdio do que será o resto do filme: um espectáculo de efeitos especiais e combates, um verdadeiro eye-candy. Mas desengane-se quem achar que este filme consegue ser mais do que isso, apesar de prometer, não deixa de ser apenas um eye-candy!

A história tem início com Goemon a assaltar uma mansão de um dos mercadores ricos que sobrevive às custas dos pobres. Mas ele não sabe é que nessa noite, e esse roubo, dará início a um tumulto que fará cair até os mais poderosos e vai acordar a força dos mais fracos. Nesse roubo, Goemon traz consigo uma caixa que tem no seu interior a verdade sobre um assassinato e a prova irrefutável da traição dos seus governantes.
Quando a caixa cai nas mãos de uma criança e que por causa disso perde tudo, Goemon sente-se compelido a ajudar. Quando vê que o ninja mais temido, Saizou, procura a caixa decide descobrir o que tem aquela caixa de tao importante. Aqui começa uma série de flashbacks que exploram a infância e juventude dos dois ninjas Goemon e Saizou e do seu lendário mestre Hatori Hanzo, que mesmo recheados de pormenores, não adiantam muito à história (não ajudando a criar uma ligação entre quem vê e os personagens).



 Aqui começam alguns dos maiores buracos de enredo que eu conheço! A história da lança partilhada, da perseguição da liberdade de Goemon e do sentido de dever e responsabilidade de Saizou, esperando uma recompensa dos seus senhores, é pouco aproveitada. Deixando um bom personagem e  o trabalho fantástico de Takao Osawa mal aproveitados.

Banda Sonora:
Uma das coisas a destacar nesta produção, é a qualidade da banda sonora e a forma como enfatiza a acção do filme. Se bem que por vezes, se caiu no erro de repetir os temas até à exaustão e utilizar o mesmo tema em situações diametralmente opostos (cenas românticas e funerais).
A banda sonora foi composta e dirigida por Yoshiki Hayashi que compôs a banda sonora do filme Saw IV.

Classificação: 6/10

Monday, 26 July 2010

Origem


Data de estreia: 22 de Julho de 2010 (Portugal)
Título Original: Inception
Realizador: Christopher Nolan
Actores: Leonardo di Caprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page
Produção:Warner Brothers Pictures
País: USA
Género: Acção/Fantasia/Drama
Classe Etária: M14
Duração (minutos): 148
Sinopse:
Num mundo em que o sonhos são a porta de entrada para os nossos segredos.
Num mundo em que os nossos sonhos são mercadoria, existe um homem que luta para regressar a casa e vencer os fantasmas que o perseguem.

Comentário:

Your mind is the scene of a crime...

Sem dúvida o filme de 2010.
 
Uma vez mais Christopher Nolan (realizador do Dark Knight) nos dá uma obra prima.
Apesar de um começo lento, o fim não tarda a puxar-nos para o meio de um sonho que  não sabemos muito bem quem é o sonhador ou o que irá acontecer ao virar de cada esquina.
A premissa do filme é simples, como todas as boas ideias o são: um pai em busca de redenção para regressar a casa para junto dos seus filhos e poder  finalmente ver as suas caras.
 
Para isso Dom Cobb (Leonardo di Caprio), tem que concretizar um último trabalho para regressar, mas esta missão consiste em fazer algo que nunca foi conseguido: implantar a semente de uma ideia para alterar todo o destino de um império, mas para isso Cobb e a sua equipa têm que viajar para o nível mais profundo da mente humana e regressar.
 
Desde os efeitos especiais assombrosos, à representação de Leonardo di Caprio, ao enredo sem qualquer falha, até mesmo aos assuntos que o próprio filme trata de forma tão original e inovadora, que claramente a fórmula de Nolan resultou e é perfeita. É claramente um filme maduro, saído de uma mente brilhante - nota-se nos pormenores e na humanidade dos personagens, o trabalho de 10 anos da vida de Nolan dedicados a Inception.
Com comparações inevitáveis a Matrix e mesmo ao clássico Alice no País das Maravilhas, este filme sem dúvida marcará uma geração da mesma forma que estes filmes o fizeram no seu tempo.

Não podemos deixar de referir também o brilhante trabalho de Hans Zimmer, quando compôs a Banda Sonora para este filme.
Uma vez mais Zimmer criou uma série de composições orquestrais que se funde com o filme e amplia ainda mais as emoções dos espectadores, é de notar o tema do filme "Time", composto por Zimmer e interpretado por Johnny Barr.

Classificação : 10/10

Wednesday, 14 July 2010

Jeon Woo Chi


Data de estreia: 20 de Dezembro de 2009 (Coreia do Sul)
Título Original:  전우치 (Jeon-woo-chi)
Realizador: Choi Dong-hoon (최동훈)
Actores: Kang Dong-won (강동원), Kim Yoon-seok(김윤석),Im Soo-jeong(임수정), Yoo Hae-jin(유해진)
Produção: CJ Entertainment/Showbox
País: Coreia do Sul
Género: Acção/Fantasia/Comédia
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 136

Sinopse:
Há 500 anos atrás na Dinastia Chosun. A Flauta da Profecia caiu nas mãos dos goblins, mergulhando o mundo numa espiral de caos. Os Feiticeiros Taoistas viram-se para os grandes sábios do seu tempo, o Mestre e Hwadam(Kim Yoon-seok) para ajudar a derrotar os goblins, confiando a cada um apenas metade da Flauta. Entretanto o aprendiz desordeiro do Mestre, Woochi(Kang Dong-won) engana o Rei com a arte de transformação o que causa grande escândalo, levando aos três Feiticeiros Taoistas e Hwadam visitar o Mestre. Mas o Mestre havia sido assassinado e a sua metade da Flauta fora roubada! Por ter tirado a metade da Flauta do seu Mestre e sendo o suspeito principal na sua morte, Woochi é encurralado, sendo aprisionado, juntamente com o seu cão fiel(Yoo Hae-jin), no interior de uma pintura. Mas um dia, os goblins regressam a Seoul e Woochi é a última esperança.

Comentário:
Parti para este filme com muito medo, confesso, pois os trabalhos anteriores de Kang Dong Won, não se inseriam neste género - movimentando-se mais no campo de cinema de autor e experimental (M e Duelist) - mas uma vez mais a sua versatilidade surpreendeu-me.

O enredo do filme, é bastante original e a interacção entre Jeon Woo Chi e Chorangyi, proporciona-nos alguns momentos hilariantes. Existem alguns clichés - que filme não os tem - mas a acção do filme e os personagens secundários - Deuses Taoistas - cheios de defeitos e falhas de carácter e incongruências interessantes (um é um curandeiro, outro um sem-abrigo e o outro padre), fazem-nos rapidamente esquecer e ultrapassar isso.

A confusão de Woo Chi quando confrontado com simples inventos dos nossos dias, dá um toque de comédia ao filme (por exemplo: o vidro, o carro e mesmo roupas.) Só um aparte, aquele casaco laranja de couro é imperdoável, tenho pena, nem mesmo o Kang Dong Won o torna aceitável! Tenho dito, gente do guarda-roupa...

Este filme foi um blockbuster na Ásia, e com um cast de estrelas é sem dúvida um bom filme para quem gosta de fantasia e acção, com uma boa pitada de humor e originalidade.
Será que o poderemos ver no próximo Fantasporto?! Talvez ainda tenha a hipótese de ver o grande Kang Dong Won...

Classificação: 8/10

Friday, 11 June 2010

Daybreakers


Data de estreia: 8 de Janeiro de 2010 (USA)
Título Original:  Daybreakers
Realizador: Michael Spierig, Peter Spierig
Actores: Ethan Hawke, Harriet Minto-Day, Claudia Karvan, Willem Dafoe, Sam Neill
Produção: N/A
País: Austrália
Género: Acção/ Aventura
Classe Etária: M18
Duração (minutos): 98

Sinopse:
No futuro, uma praga transformou grande parte da população em vampiros. Quando os seres humanos estão ameaçados de entrarem em extinção, os infectados precisam capturar todas as pessoas ou encontrar uma outra raça para substituí-las. Tudo muda quando um grupo secreto de vampiros descobre uma maneira de salvar os humanos da destruição.

Comentário:
Parti para este filme, com esperança de encontrar uma história de vampiros diferente... e não fui desiludida! 

Apesar de uma ou outra falha em termos de argumento, tudo o resto captivou-me. O universo em que o personagem de Ethan Hawke vive, foi soberba e detalhadamente descrito, com detalhes deliciosos que de tão simples na sua concepção, poderiam facilmente passar despercebidos a outros realizadores, mas não a Peter/Michael Spierig. Um desses exemplos é a concepção e todos os detalhes dos carros dos vampiros, com o seu daylight mode, que obscurece os vidros e acciona uma série de câmaras de 360º no tejadilho do carro para que o condutor continue a ver em seu redor e manobrar o carro em segurança, DELICIOSO! E o sistema de túneis subterrâneos que permitem o acesso de todos a todo o lado, evitando assim o sol... simplesmente fantástico!
O argumento apesar de ter alguns twists previsíveis, é bastante original, pois aborda um cenário de quase Apocalipse (extinção da raça humana, fonte de alimentação de todo o mundo) e das tentativas falhadas dos cientistas vampiros de criar um substituto para o sangue humano antes que todos se transformem em monstros sanguinários que atacam a própria espécie. Vemos aqui a raça dos vampiros, sob uma luz inteiramente diferente e como seria o nosso mundo se eles é que fossem a espécie maioritária...

Classificação: 8/10

Monday, 31 May 2010

Princípe da Pérsia: As Areias do Tempo


Data de estreia: 27 de Maio de 2010
Título Original:  Prince of Persia: The Sands of Time
Realizador: Mike Newell
Actores: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Toby Kebbell, Richard Coyle, Reece Ritchie
Produção: Walt Disney Pictures
País: EUA
Género: Acção/ Aventura
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 116

Sinopse:
Um príncipe guerreiro e uma misteriosa princesa lutam contra forças obscuras para proteger uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.

Comentário:
No dia 27 de Maio de 2010, fui ver a estreia deste filme. 
Eu aguardava esta produção com bastante expectativa, uma vez que me trazia memórias da minha infância, pois o Princípe da Pérsia (jogo lançado em 1992) foi o primeiro videojogo que eu joguei e durante muitos anos continuou a ser o meu favorito, por isso entendem o porquê do meu entusiasmo. ^.^

A partir do momento em que o filme começou, vi que quem produziu e escreveu o argumento, deve ter jogado ou visto o jogo, pois durante toda a duração do filme acreditei que estava no meio de um jogo de plataformas... até algumas das poses de Dastan foram copiadas do jogo para o filme!
O filme não é perfeito, mas está muito próximo com interpretações bastantes credíveis por parte dos protagonistas, e pelos números de acrobacia que Gyllenhaal  (ou os seus duplos) nos apresenta.

Banda Sonora:
Compositor: Harry Gregson-Williams
Tema: I Remain, Alanis Morisette

Uma vez mais Gregson-Williams presenteia-nos com uma banda sonora fantástica, que permite mesmo sem as imagens do filme, viver todas as emoções e aventuras dos personagens do filme. E o tema do filme, interpretado por Alanis Morisette, incorpora a moral do filme, em que apesar de tudo por que passamos, no fim restámos apenas nós...

Classificação: 9/10
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