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Tuesday, 7 February 2012

O fim de uma era?


Depois de ver a reportagem do Público entitulada "Os últimos dias da Livraria Portugal", pus-me a pensar nesta leva de falências, encerramentos e desaparecimentos de livrarias mais ou menos históricas...

Mas porque fecham livrarias um pouco por todo o mundo? Sim, porque não é só em Portugal, lembro-me de no ano passado ter vindo a público a eminente falência da "Travel Bookshop" de Notting Hill na cidade de Londres, famosa por ter sido cenário do filme "Notting Hill".

1. Crise Económica - sim, é um dos factores principais para o fim de muitas livrarias, algumas delas emblemáticas. Com uma oferta de livros cujos preços falham em acompanhar os tempos (que são cada vez mais caros) não deixam outra opção aos leitores, que não seja a opção de não comprar!

2. Compras Online - muitas destas livrarias históricas, não conseguem acompanhar a evolução do mercado. Descuram muitas vezes a vertente online do novo mercado de venda... o jovem consumidor começa cada vez mais a comprar produtos através de lojas virtuais. A tendência é para aumentar este tipo de comércio, face ao comércio tradicional (de livreiro e balcão) e qualquer negócio que se esqueça desse facto está claramente votado ao insucesso. Falando na minha experiência, poucos livros posso comprar em livrarias, devido ao meu reduzido rendimento mensal (num cenário de salário mínimo, quantos livros a cerca de €20 poderia eu comprar sem morrer de fome?! Isto tendo em conta que no ano que passou li 66 livros...), e opto maior parte das vezes por adquirir livros através das lojas virtuais das editoras ou na língua original (o que me leva rapidamente para o número 3 da lista).

3. Inglês - com a globalização, a aposta do ensino da língua inglesa nas escolas desde muito cedo do percurso escolar, o número de portugueses que têm competências de leitura e escrita em pelo menos essa língua tem aumentado exponencialmente nos últimos anos. Isso leva a um aumento do consumo de livros em inglês, se aliarmos isso com a cada vez maior facilidade em comprar este tipo de produtos online, temos uma combinação quase letal para a maioria dos livreiros portugueses. Se por um lado é verdade que, pegando no exemplo do Book Depository, tenho cerca de 8 dias entre a compra e a recepção do livro, por outro tenho a poupança de muitos euros. Veja-se o meu caso, eu com cerca de €25 por mês sou uma leitora feliz, compro entre 4/5 livros e tenho material de leitura para esse período de tempo (comprando livros em inglês/francês no Book Depository), vou a uma livraria com a mesma quantia (em alturas fora de saldos/promoções) e trago 1 livro ou 2 quando a editora que escolhi pratica preço mais baixos ou as edições que escolhi são as de bolso ou das mais básicas.

4. Livro usado - O único sector que vejo a prosperar é mesmo o sector albarrabista, muitos leitores quando confrontados com dificuldades económicas começam a "desfazer-se" das suas bibliotecas privadas tentando assim conseguir algum dinheiro extra para poderem fazer face a despesas e/ou obrigações bancárias. Enquanto outros leitores ou bibliófilos não têm capacidade de adquirir livros novos, frequentam este tipo de estabelecimentos para assim terem acesso a alguns livros que vão chegando às prateleiras dos alfarrabistas.

5. Trocas - comunidades como o Bookcrossing ou o Winking Books, redes sociais de troca de livros, também contribuem para a diminuição de livros vendidos. Num mundo cada vez mais ligado, os bibliófilos juntaram-se na web e organizaram comunidades de troca de livros, tentando juntar o útil ao agradável - livros "novos", a custo zero ou a troco de livros já lidos.

Resumindo, na minha opinião, as livrarias tal como as conhecemos, são espaços destinados a desaparecer gradualmente, um pouco como os videoclubes ou arcadas de jogos da minha infância. Claro que alguns espaços mais emblemáticos podem ser resgatados ao esquecimento com a ajuda de grupos de cidadãos dedicados, que tentem animar esses espaços (veja-se o exemplo que referi em cima, a "Travel Bookshop" ainda se encontra aberta devido à mobilização da população). Com a expansão de lojas online, mudança de hábitos de consumo e alguma dificuldade em efectivamente acompanhar novas tendências de mercado, iremos assistir à "morte" de muitos espaços livreiros, muitos deles emblemáticos...

Wednesday, 25 January 2012

Do Copyright...


Já rios de tinta foram derramados por causa das novas leis de copyright... milhões de posts foram publicados sobre o tema e eu como parte da web desde que me lembro (cerca de 12 anos para ser quase precisa) não podia deixar de partilhar a minha opinião enquanto user da world wide web e sobretudo enquanto consumidora (por vezes compulsiva) de tudo quanto é filme, série e música.

Não vou filosofar sobre o que pode acontecer, deve acontecer ou aconteceu... este post pretende ser acima de tudo um testemunho pessoal de alguém que cresceu com a massificação da web, com o proliferar dos downloads ilegais e agora vê as liberdades básicas tanto de autores/cantores/criadores como dos próprios consumidores serem violadas e esmagadas por grandes companhias cujo único objectivo é fazer ainda mais lucros... e que de forma obscena, opressiva e prepotente levam a cabo os seus planos sem pensar em mais nada além dos lucros!

Costumo dizer que nasci com um computador no colo, o meu primeiro computador foi um Mac II (sim, sou velha a esse ponto) cujos programas ainda funcionavam a partir das famosas e arcaicas floppy disks (disquettes com o dobro do tamanho daquelas que tinham 1,44 Mb e que demoravam imenso tempo a encher :P). Apenas quando cheguei ao secundário é que tive acesso à internet de forma regular, com os meus pais a instalarem uma ligação RDIS pela sapo e o resto, como se costuma dizer, é história! 

Sou blogger desde 2006, e tenho acompanhado a evolução das comunidades internáuticas com muita atenção... vi gente a fazer dinheiro com os downloads ilegais e a vender gravações manhosas para ganhar uns trocos e comecei a pensar no que se passava à minha volta. 

Desde o primeiro dia que vi os CD's de capas e proveniência manhosa e duvidosa que não concordei nem compactuei com isso, orgulho-me de nunca ter dado dinheiro a essas pessoas que tentaram ganhar dinheiro com o trabalho dos outros! E o único amigo que tentou montar esse negócio levou umas respostas bem tortas e olhares bem homicidas de cada vez que tentava impingir alguma coisa a alguém na minha presença! A sério, porquê vender coisas que estão disponíveis online para qualquer um?! Juro que nunca percebi aquelas mentes retorcidas...

Sim, eu faço downloads ilegais! E digo também que nunca na vida comprei tanto material legítimo na minha vida, basta irem ver o meu quarto, as minhas estantes e a minha conta bancária miserável! 

Claro que quando comecei a fazer este tipo de download, era uma jovem adolescente sem poder de compra, que só muito raramente lá conseguia impingir aos pais, um CD que gostou particularmente ou um filme que viu no computador mas, que até queria a edição XPTO que está à venda numa ou noutra loja. Mas mal comecei a trabalhar, a ter o meu próprio rendimento, foi o descalabro total!!

Eu sou mega fã de séries asiáticas, de filmes do outro lado do mundo e que nunca teria descoberto, nem conhecido não fossem os temíveis downloads ilegais! E agora anos depois de ter visto essas séries, vou à Amazon e todos os meses encomendo uma caixinha com goodies (geralmente uma série e um ou outro filme)... e dia não é dia em que não babe em frente à minha estante! :D~~

A desculpa esfarrapada e desfazada da realidade que quem faz downloads não adquire os conteúdos depois de forma legal, tendo em conta a minha experiência pessoal e dos meus amigos, conhecidos e familiares é, se me permitem meus senhores, RUBBISH!


Pure and simple bullshit, gentleman!

Como a imagem dos Suicide Bunnies demonstra, estas leis que as grandes corporações tanto lutam por aprovar e aplicar, são apenas uma forma elaborada de suicídio. Pois estas leis que eles pretendem aprovar são muito bonitas para artistas e labels grandes, mas lixa, trama e condena os pequeninos. Pois ao eliminar os sites de partilha, corta a circulação de informação e os consumidores deixam de ter capacidade de conhecer, explorar e apreciar algo diferente que se fossem a comprar para experimentar pensariam duas vezes e optariam por conteúdos conhecidos e mais mainstream.

Saturday, 31 December 2011

2012

Olá 2012! o/
Adeus 2011!


Prestes a entrar em 2012, olho para o ano 2011 em retrospectiva...
Todos os anos por esta altura, dou um nome ao ano que deixo para trás e 2011 será conhecido pelo "Ano do Twitgang". \o/

Apesar de ter sido um dos anos mais complicados da minha já turbulenta vida, o facto de ter podido conhecer, falar e gargalhar com este grupo de pessoas que conheci através da rede social Twitter ajudou-me a ter uns momentos de evasão que me permitiram respirar fundo e recarregar baterias.

Tive a oportunidade mágica de conhecer pessoalmente uma das minhas autoras favoritas: Juliet Marillier em Julho e conto em Abril poder conhecer o grande George R.R. Martin!

Oh pra mim a falar com a Juliet sobre a cidade do Porto ;)

Ainda tive a oportunidade de conhecer pessoalmente uma das bandas da minha adolescência e que ainda hoje me inspira: Lamb.

*squeeeee*

Agora me pergunto, o que 2012 me reserva?!

Balanço 2011 - Cantos Dourados

E chega aquela altura do ano em que se fazem contas às leituras, balanços de apostas neste ou naquele autor, nesta ou naquela série...
Não querendo ficar para trás aqui deixo os eleitos nas várias categorias, quem leva o prémio nesta primeira edição do canto dourado?!

O livro do ano... 


Este livro não é um lançamento deste ano, mas foi este o ano em que tive a oportunidade de o ler! E digo desde já que é daqueles livros que todos devemos ter nas nossas bibliotecas... É um dos livros mais caricatos que tive a oportunidade de ter nas mãos nos últimos tempos e que apesar de ter pouco texto escrito, foi certamente, dos livros que ainda hoje me dá imenso prazer folhear...

Uma confissão: este livrito está sempre à mão de semear pois adoro mostrá-lo a quem como eu adora livros!

A série do ano... "Immortals After Dark" da Kresley Cole e "Parasol Protectorate" da Gail Carriger

                     (Goodreads)                                         (Goodreads)

Fui incapaz de escolher entre as duas séries, pois adorei lê-las e mergulhar nos seus mundos. 

Com a Kresley Cole fiquei a conhecer um género que não me havia "puxado" muito, devido às capas de moços com peças de roupa a menos e agora não dispenso este "guilty pleasure". Gail Carriger ajudou-me a mergulhar ainda mais no fascinante mundo do romance paranormal, desta feita com um twist steampunk que só ajudou à desgraça e a aumentar o bichinho pela estética.

O autor descoberta... Meljean Brook, Gail Carriger

                            (Página Oficial)                           (Página Oficial)

Mais uma categoria com dois - neste caso duas - vencedoras! :)
Fiquei a conhecer os livros das duas autoras mais ao menos na mesma altura, o trabalho das séries que li delas estão inseridos na mesma estética, steampunk, e tornaram-se indispensáveis para esta bibliófila! Claro que conheci mais autores, pois este ano de 2011 foi ano de experiências literárias e um salto para fora da minha confort zone (fantasia épica). Mas de todos os livros, séries e autores, Gail e Meljean destacaram-se e ganharam mais uma ávida fã!

O autor do ano... Meljean Brook

Como seria de esperar para quem me conhece e atura! Dispensa qualquer comentário certo?! :P

Aqui deixo um obrigada bem grande a quem me desencaminhou e deu a conhecer esta autora: Tchetcha do blog, Ler e Reflectir.
 
O personagem do ano... Yasmeen de "Heart of Steel" da Meljean Brook

Desde a leitura do "The Iron Duke" que andava de olho na Yasmeen e no Archimedes. Eles são daqueles personagens que ficam com o leitor mesmo depois de terminar o livro e depois de ler "Heart of Steel" só confirmei mesmo a mestria de Meljean a criar personagens credíveis e consistentes! Empatizei completamente com a Yasmeen ou Lady Corsair e adorava ver mais das aventuras dela.

A releitura... Harry Potter da J. K. Rowling


No ano em que o ciclo Potter se fechou com a estreia do último filme da série de adaptações dos livros de J.K. Rowling, decidi reler os sete livros e em conjunto com um grupo de Potterheads e estreantes refizemos a viagem mais fantástica das nossas infâncias. Obrigada J.K. pela tua obra mágica...

Tuesday, 20 December 2011

O que te faz comprar o livro?

O povo do Paranormal Romantics lançou a questão e eu como leitora ávida e sempre pronta a experimentar novos "sabores" literários aqui estou a responder à questão.

Is it the book cover? (Será a capa?)

Sim! Eu quando quero experimentar algo novo é algo que me pode ajudar a decidir por um livro em detrimento de outro. Lembro-me de um dia de compras numa FNAC perto de mim quando comprei dois livros apenas por causa das capas e dos títulos. Um correu-me bem e apaixonei-me por ele, "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" conseguiu captivar-me pelo título no mínimo caricato, o outro livro foi a capa minimalista que me fez investir nele, mas dessa não me correu tão bem, pois o livro que comprei foi o "Eclipse" de Stephanie Meyer.


E até há relativamente pouco tempo, capas com moças de cabelo ao vento e moçoilos com peças de roupa a menos eram o suficiente para me fazer desistir de um livro. Pois essas capas dão uma ideia um tanto redutora do conteúdo dos livros em questão, e enquanto "chamam" um tipo de leitor afastam outro que até seria capaz de apreciar os livros.

Is it a book video? (Será o book trailer?)

Ora bem, aqui está uma questão interessante...
Aqui em Portugal ainda não temos muita tradição dos book trailers, a não ser em alguns casos muito muito especiais (pensa em João Zuzarte e morde o lábio). Enquanto nos países de expressão inglesa, pelo que tenho visto é quase uma necessidade acompanhar o lançamento de um livro com a divulgação prévia de um ou vários book trailers (dependendo do público e volume de vendas do autor/série em questão).

(Book Trailer de Clockwork Prince - Goodreads)

Mas respondendo à questão colocada: no meu caso o book trailer não me influencia muito na hora da compra e não me recordo de um único livro que tenha sido comprado devido a ter visto o respectivo vídeo...

How about contests? Free reading excerpts? (E os passatempos? E os excertos gratuitos disponibilizados?)

Quanto a passatempos a minha sorte não abunda muito e como tal não tenho muitos livros ganhos através deste ou daquele passatempo. Os excertos que por vezes são disponibilizados pelos autores, editoras ou lojas online são por vezes uma ajuda à desgraça económica.
Não é por ser muito azarada nisto dos passatempos mas na minha opinião, os passatempos são uma perda de tempo tendo em conta os efeitos na população bibliófila: primeiro quantas e quantas vezes não se ganha livros que não queríamos necessariamente ler e que acabam por ficar na prateleira tempos e tempos sem fim?!; segundo, das pessoas que ganham quantas é que efectivamente pularam na cadeira quando viram que ganharam o livro tão desejado?! Mas lá está está é a minha opinião. Acho que os excertos gratuitos são bem mais eficazes na disseminação deste ou daquele livro.

Tuesday, 13 December 2011

Nós e os Livros

Depois da minha pequena reflexão sobre a minha relação com os livros, na rúbrica da White Lady do Blog Este Meu Cantinho e depois de adquirir um ereader comecei a reflectir um bocadinho sobre o futuro dos livros...


Antes dos livros tal como os conhecemos (com capa, contracapa e folhas no interior) os livros e a palavra escrita passou por muitas transformações e formas, mas como eu amo livros e não papiros e estelas de cera não irei abordar isso neste post. E como não pretendo fazer um estudo extensivo da evolução dos livros salto uns quantos milhares de anos directamente para o ocaso do império romano...


Os livros tal como os conhecemos apareceram algures no distante século V criados com todo o cuidado e minúcia pelos monges copistas, durante muitos e muitos séculos o livro era algo apenas reservado às elites monásticas (nem mesmo os reis tinham acesso livre à informação das vastas bibliotecas dos mosteiros e abadias) e quase todos escritos em Latim. Uma colecção considerada extensiva consistia de apenas 500 volumes (mais ou menos o número de livros que tenho dentro de minha casa O.O)



Com a invenção da prensa de caracteres móveis por Gutenberg (1440, Estrarsburgo) os livros começaram a sua grande viajem... começaram a ser mais fáceis de produzir e apesar do custo elevado de cada cópia, eram já mais acessíveis e começaram a ser comprados pelos mais abastados (e assistiu-se à impressão da palavra escrita noutra língua que não o tradicional Latim). Assistiu-se à liberalização dos conteúdos e na altura a Igreja não achou grande piada, chegando inclusive a perseguir Gutenberg e a sua invenção demoníaca.

Após a invenção da palavra escrita, acompanhada de índices cada vez maiores de alfabetização da população, os livros sofreram uma lenta evolução de artigos de luxo e de textos sagrados a textos mais mundanos (os poetas e escritores podem agora com muito mais liberdade e facilidade publicar os seus trabalhos e distribui-los por públicos mais vastos).

Quando em inícios do século XIX apareceu a prensa a vapor, a massificação da produção de livros provocou um boom na publicação de obras literárias (podiam imprimir 1100 páginas por hora, apesar dos trabalhadores poderem apenas colocar cerca de 2000 letras por hora), começamos a assistir uma diminuição nos pormenores das encadernações e nas impressões austeras.

Durante muitos séculos a produção de livros poucas alterações sofreu. Mantendo-se basicamente a prensa de caracteres móveis de Gutenberg.


Nos últimos cinquenta anos, os livros tornaram-se num bem de consumo massificado (com a produção de edições mais baratas, com menos qualidade conhecidas por mass market paperback - livros impressos em papel de menor qualidade, com capas moles de manteriais baratos (hoje em dia algumas edições mass market paperback que me chegam às mãos têm capas de um material sintético que ainda não consegui identificar mas que não é papel vulgar).


Em 2010 a Google calculou que desde o momento que se inventou a prensa, se imprimiram cerca de 130,000,000 de livros.



Com a liberalização do mercado de ebooks e a produção de ereaders mais baratos e acessíveis, o livro enfrenta uma nova metamorfose e vira a página para o próximo capítulo da sua longa história. E aqui eu como bibliófila e consumidora compulsiva de livros penso que já vislumbrei o futuro do nosso bem amado livro: de produto de luxo e ostentação nos seus primórdios ao humilde mass market paperback, assiste-se um pouco ao retorno às origens. Com uma maior difusão e facilidade de acesso à tecnologia ebooks (apesar de ainda faltar muito em termos de unificação do mercado, pois ainda temos muitos tipos de ficheiros que são exclusivos para este ou aquele equipamento e que são dificilmente convertidos), quem compra edições mais baratas irá optar por ebooks cada vez mais enquanto o livro enquanto objecto físico será cada vez mais um objecto de luxo como antigamente.


Cada vez mais vemos que livros com vendas muito altas e populares (como a trilogias "The Hunger Games", a saga "Harry Potter", o "The Hobbit", só para citar alguns dos mais recentes), têm um tratamento mais cuidado e têm direito a edições mais luxuosas para poderem ser algo mais que um veículo da palavra escrita, voltando a ter corpo, personalidade e alma...

Mas uma coisa é certa, apesar do que o futuro guarda para o nosso "amigo e companheiro" livro... apesar da crescente popularidade dos ebooks e ereaders, a palavra impressa nunca deixará de existir. Apenas se transformará em algo mais precioso e especial que os verdadeiros bibliófilos poderão continuar a apreciar...


Atenção: Não sou historiadora, longe disso (a minha formação académica é muito mias virada para a bicheza). Este texto é apenas uma reflexão pessoal sobre a evolução e o lugar dos livros na nossa vida ao longo dos tempos (a história da palavra escrita é muito mas muito mais complexa do que abordei acima, mas a simplificação e estilização dos primórdios dos livros, serve apenas como uma introdução à maravilhosa história do livro, mesmo antes das histórias serem escritas por entre as suas capas).

Monday, 21 November 2011

Eu e os Livros

 
Vi esta rúbrica no cantinho da White_lady e decidi partilhar com todos a minha história com os livros, levando-me a reflectir e a relembrar-me de coisas boas...

Os primeiros livros que me lembro de ler, as edições de capa dura d'"Os Cinco" da Enid Blyton, tinha cerca de 7 anos quando me foram oferecidos pelos meus pais que na altura eram sócios do Círculo de Leitores. Lembro-me perfeitamente do dia em que mos deram: cheguei da escola e tinha no berço do meu irmão (sem irmão lá claro :P ) dois pacotes de plástico transparente de livros... o que eu pulei de tanta felicidade. 

O meu favorito e que li incontáveis vezes foi "Os Cinco na Planície Misteriosa".

Acho que pouco tempo mais tarde os meus pais se devem ter arrependido da prenda que me deram, aqui a euzinha usava todos os truques possíveis e imagináveis para ficar a ler na cama o máximo de tempo que conseguia.


Listagem de técnicas de Leitura stealthy que utilizei ao longo dos anos (atenção crianças, aprendam comigo):
  1. "Só até ao fim do capítulo vá lá"; seguida de "Só até ao fim da página, tá quase."; culminado com pais acampados à porta do quarto "É só mais esta frase, juro!"
  2. Esperar que pais caíssem no abençoado sonho dos justos e mal ouvia os roncos deles, BAM! Portinha do quarto encostada e luz ligada e ler até cair para o lado ou até os pais verem a luz que passava por baixo da porta e virem tirar a lâmpada do candeeiro da mesinha de cabeceira, pois "Amanhã é dia de escola!"
  3. A técnica anterior mas adaptada, antes de ir dormir, fanar umas quantas toalhas e antes de ligar a luz para ler, tapar a frinchinha por debaixo da porta. HEHE Regra geral acabava da mesma forma referida em cima, e com o confiscar de lâmpadas.
  4. Descobri a maravilha das lanternas quando já estava mesmo a sair da primária! Opá lembro-me da minha felicidade só de pensar nas possibilidades! Já não há cá frinchinhas, nem ter que dormir de porta aberta para não dar ideias... O meu bem mais precioso a seguir aos livros d'"Os Cinco" (que eram 7, ainda os tenho guardados como tesouros) e outros poucos que tinha conseguido, era a minha lanterna e o meu stash de pilhas alcalinas. Isto foi tudo muito bonito até ao dia em que fui apanhada em flagrante e se descobriu o porquê de eu comprar pilhas com tanta devoção nas visitas ao Jumbo recém-aberto.
Acho que foi no ciclo que os meus pais desistiram de me fazer adormecer a horas normais... não valia o trabalho. Aqui por casa nunca se nadou muito em dinheiro, por isso era frequentadora assídua da Biblioteca da minha escola e lia um livro por dia. A minha mãe trazia-me livrinhos da Escola em que trabalhava e na qual hoje trabalho eu, tinha eu 11 ou 12 anos e ela trouxe-me um livro que a Ritinha (a Srª que ainda hoje trabalha na biblioteca e é uma fófi) lhe tinha dito que era um sucesso e tinha acabado de chegar à biblioteca... e que livro era esse perguntam vocês?! O "Harry Potter e a Pedra Filosofal", foi amor à primeira linha (de palavra escrita claro :P ), à medida que os livros iam saindo, aí vinha o livro a estrear para as minhas mãozinhas ávidas e só mais tarde é que tive a possibilidade de comprar cópias para mim.
Durante muitos anos, a minha única fonte de livros eram prendas de Natal, a pontual prenda de anos, e as minhas poupanças que na altura das férias eram sempre aplicadas na Bertrand do Maiashopping.Ou então poupava o ano todo e ia um dia à Feira do Livro do Porto (que era no Palácio de Cristal) e tirava a barriga de misérias. Assim comprei os meus livros todos do Tolkien, do Paolini e os da Juliet. 

Nos meus anos de Secundário, passava todos os tempos mortos na Biblioteca Municipal da Maia, por entre livros e prateleiras carregadas deles, muito aprendi, muito li, muito escrevi e aproveitei cada segundo da companhia da palavra escrita. Poucos livros conseguia comprar ou cravar à minha mãe, pois o dinheiro sempre foi uma coisa elusiva para nós, nessa altura já a ela se queixava que eu era uma leitora e compradora de livros compulsiva! :P Mal sabia ela o que seria daí a alguns anos...

A grande reviravolta dá-se quando eu começo a trabalhar e a ter o meu dinheiro (isto aconteceu há cerca de três anos), conheci o Book Depository e BAM! Deu-se o descalabro total...agora mãezinha chama-lhe compulsiva! :P

Agora em vez de me tirar lâmpadas, a Senhora minha Mãe ameaça-me com despejo no momento em que os meus livros começarem a "invadir o resto da casa". Claro que ela não imagina que a invasão já começou há uns tempos... Muwahaha, mas shhhh ela nem pode imaginar senão esta pobre Blogger bibliófila terá de ir Bloggar para debaixo de uma qualquer ponte com wi-fi! :P

Wednesday, 16 November 2011

Comprar livros Online


Aviso: Irei falar da minha experiência pessoal enquanto compradora de livros online (irei referir apenas aqueles sites através dos quais compro de forma regular). Existem imensos locais que vendem e alimentam este meu vício, mas eu utilizo apenas estes três sites para dar cabo das minhas finanças! ;)

Se clicarem nos ícones serão direccionados para os respectivos locais de desgraça bibliófila, geek e afins.


 O Book Depository a quem eu (e os bibliófilos com quem partilho as minhas experiências) carinhosamente chamamos BD. É o site de compra de livros online que mais uso...maior parte dos livros que constam dos posts "In My Mailbox" vêm de lá. 
Geralmente utilizo o www.thebookdepository.com preferencialmente, pois muitos títulos têm preços mais reader friendly que o seu congénere www.thebookdepository.co.uk

Vantagens: Portes Gratuitos SEMPRE independentemente da morada, valor da encomenda, número de itens; Vales de desconto que regularmente enviam por email; A possibilidade de sermos notificados de baixas consideráveis nos preços dos itens que temos na nossa wishlist; um FANTÁSTICO costumer service.

Desvantagens: Como os portes são gratuitos, as encomendas são enviadas por correio normal (Royal Mail e depois CTT) e por vezes acontecem alguns imprevistos, que são muito previsíveis - atrasos, extravios, amassos e demoras na entrega (se bem que depois das férias de verão, as minhas encomendas têm estado a chegar com oito dias úteis após envio), mas tudo resolvido sem demoras nem questões mal enviados email com dúvidas para o costumer service, por vezes a resposta chega no mesmo dia e pouco tempo depois de os contactarmos.

De notar que o passado mês de Julho, a companhia "The Book Depository" foi adquirida pelo gigante "Amazon" e desde aí coisas estranhas se têm passado a nível dos preços neste site. Mas estas polémicas são para outro post.


Ainda não comprei muitas vezes neste site, porque para ter portes grátis preciso fazer encomendas de £25 para cima. E muitas vezes isso pesa demasiado em orçamentos um tanto ao quanto apertados. Compro sempre através do www.amazon.co.uk, para evitar qualquer transtorno e para menos tempo à espera das coisas que comprei...

O que tenho visto amigas e colegas fazer é: juntarem-se, uma fazer a encomenda e depois usar isso como uma boa desculpa para tomar um cafézinho, um cházinho ou ajuntamento :P 

Na Amazon, compro livros mais caros e que me compense efectivamente comprar aqui em vez de mandar vir do BD (referido acima neste post), p.e. o livrão "Harry Potter: Page to Screen" ou como vou fazer para a próxima semana com o "The Art of The Hobbit".

Vantagens: Serviço mais rápido, super promoções em pré-lançamentos e afins; entrega rápida e sem surpresas, geralmente entre 2 e 3 dias úteis.

Desvantagens: Portes pagos :S Só conseguimos mesmo o "Free Super Saver Delivery" em artigos seleccionados e após atingirmos as £25 - e só muito recentemente temos esta possibilidade porque até aqui entregas para Portugal tinham sempre que pagar portes :|

Outra desvantagem, não enviarem o Kindle Touch para Portugal! :'(


A nossa querida FNAC! Ora bem, a FNAC foi o primeiro site onde fiz a minha primeira compra online... ;) Lembro-me muito bem do livrinho que comprei e do receio de um utilizador inexperiente deste tipo de coisas!

Hoje em dia já raramente compro coisas através da FNAC Online, pois destruo o meu orçamento para livros e afins no BD e na Amazon ;)

Por vezes ainda compro coisas por lá, regra geral após um dos temíveis mails a anunciar promoções diabólicas a que dificilmente um bibliófilo consegue resistir! :P

É uma boa alternativa para quem não lê em inglês e ainda teme explorar os antros de perdição que os dois primeiros sites que referi são...
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