Wednesday, 12 May 2010

Danças na Floresta, de Juliet Marillier


ISBN: 9789722516969
Autor: Juliet Marillier
Editor: Bertrand
Número de Páginas: 336
Tradução: Maria das Mercês Sousa
Idioma: PORTUGUÊS
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 23 de Janeiro de 2007
Lido: Abril de 2010

Sinopse:
Este livro da autora é inspirado no conto de fadas As Doze Princesas Bailarinas. É a história de cinco irmãs intrépidas, em luta com quatro criaturas sinistras, três misteriosos presentes mágicos, dois amantes proibidos e um sapo enfeitiçado. Há muitos mistérios na floresta. Jena e as suas irmãs partilham o maior de todos, um segredo fantástico que lhes permite escapar à vida diária nos campos da Transilvânia, e que mantiveram escondido durante nove anos. Quando o seu pai adoece e tem de abandonar o seu lar na floresta durante o Inverno, Jena e a sua irmã mais velha, Tati, ficam encarregues de cuidar da casa e das outras irmãs. O surgimento de uma misteriosa jovem de casaco preto faz nascer o amor numa das irmãs e, subitamente, Jena apercebe-se que tem de lutar para salvar aqueles que lhe são mais queridos. Acompanhada por Gogu, Jena tem de enfrentar grandes perigos para preservar não só as pessoas que ama, como também a sua própria independência e a da família. 

Comentário:
O que me atraiu a este livro - além do facto de ter sido escrito pela grande senhora Juliet Marillier - foi a arte da capa!! É fantástica e não somos capazes de desviar o olhar, tentando desvendar os elementos todos que são aí apresentados.

Adorei o livro, claro está!
Amei as paisagens, adoro a Europa profunda e rural, amei o mundo tecido por Marillier, mas ... a intriga do livro soou um pouco familiar, as personagens foram pouco aprofundadas, fazendo com que a empatia com as mesmas não fosse muita.

Apesar de tudo, dou cinco estrelas, pois demorei 24 horas a ler o livro, fui agarrada por ele e não o consegui pousar, completamente arrebatada.

É claramente um livro para leitores menos experientes, nas andanças da fantasia, mas sem deixar de ser uma óptima experiência para quem já conhece o resto da obra de Marillier.


Classificação: 10/10

Tuesday, 11 May 2010

Visita do Papa Bento XVI a Portugal


Senhor Presidente da República,
Ilustres Autoridades da Nação,
Venerados Irmãos no Episcopado,
Senhoras e Senhores!
 
Só agora me foi possível aceder aos amáveis convites do Senhor Presidente e dos meus
Irmãos Bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que comemora no corrente ano um século da proclamação da República. Ao pisar o seu solo pela primeira vez desde que a Providência divina me chamou à Sé de Pedro, sinto-me honrado e agradecido pela presença deferente e acolhedora de todos vós. Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas cordiais expressões de boasvindas, dando voz aos sentimentos e esperanças do bom povo português. Para todos, independentemente da sua fé e religião, vai a minha saudação amiga, com um pensamento particular para quantos não podem vir ao meu encontro. Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu.
 
Logo aos alvores da nacionalidade, o povo português voltou-se para o Sucessor de Pedro
esperando na sua arbitragem para ver reconhecida a própria existência como Nação; mais tarde, um meu Predecessor havia de honrar Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de fidelíssimo (cf. Pio II, Bula Dum tuam, 25/I/1460), por altos e continuados serviços à causa do Evangelho.Que depois, há 93 anos, o Céu se abrisse precisamente sobre Portugal – como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta – para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra autoridade eclesial: «Não foi a Igreja que impôs Fátima – diria o Cardeal Manuel Cerejeira, de veneranda memória –, mas Fátima que se impôs à Igreja».
 
Veio do Céu a Virgem Maria para nos recordar verdades do Evangelho que são para a
humanidade, fria de amor e desesperada de salvação, fonte de esperança. Naturalmente esta esperança tem como dimensão primária e radical, não a relação horizontal, mas a vertical e transcendente. A relação com Deus é constitutiva do ser humano: foi criado e ordenado para Deus, procura a verdade na sua estrutura cognitiva, tende ao bem na esfera volitiva, é atraído pela beleza na dimensão estética. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo. A visita, que agora inicio sob o signo da esperança, pretende ser uma proposta de sabedoria e de missão. De uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo deriva o ordenamento justo da sociedade.

Situada na história, a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida. Não se trata de um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso, mas de uma questão de sentido à qual se entrega a própria liberdade. O que divide é o valor dado à problemática do sentido e a sua implicação na vida pública. A viragem republicana, operada há cem anos em Portugal, abriu, na distinção entre Igreja e Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja, que as duas Concordatas de 1940 e 2004 formalizariam, em contextos culturais e perspectivas eclesiais bem demarcados por rápida mudança. Os sofrimentos causados pelas mutações foram enfrentados geralmente com coragem.
 
Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade,inventar caminhos de missão até à radicalidade do martírio.
Queridos irmãos e amigos portugueses, agradeço-vos uma vez mais as calorosas boasvindas.
Deus abençoe a quantos aqui se encontram e todos os habitantes desta nobre e dilecta Nação, que confio a Nossa Senhora de Fátima, imagem sublime do amor de Deus que a todos abraça como filhos.

Fiquei surpreendida, pela positiva, com o discurso do Papa Bento XVI. Como homenagem e para passar a importante mensagem que nos veio trazer, aqui fica o texto integral do primeiro discurso do Papa, na sua primeira visita a Portugal.

Friday, 7 May 2010

^.^

Olá!

Este blog surge, de uma necessidade minha para partilhar as transformações que têm acontecido comigo, e serve também como um espaço para encorajar todas as pessoas que como eu, lutam todos os dias contra a genética e os hábitos tresloucados do dia a dia.

Ao longo desta minha caminhada, que está prestes a fazer um ano, perdi 23 quilos e li dezenas de livros... São eles os meus companheiros fiéis - além dos meus gatos e do meu amigo de penas, Óskar.

Aqui partilharei os momentos bons e os maus - que sim, existem!! - e também as minhas leituras... espero que me ajudem no resto do caminho e que eu vos ajude a chegar a bom porto! XD
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