Thursday, 6 January 2011

O Legado de TRON


Título Original: Tron
Realizador: Steven Liesberger
País de Origem: EUA
Data Estreia: 16 Dezembro 1982 (Portugal)


O pirata informático Kevin Flynn (Jeff Bridges) está desesperado para provar que os videojogos que têm sido um sucesso da ENCOM, foram escritos e concebidos por ele. Esses jogos foram-lhe roubados por um colega de trabalho, Dillinger(David Warner), que é agora o Presidente Executivo dessa mesma companhia.
Os esforços de Flynn, de recuperar o seu trabalho, saiem sempre gorados devido à acção de um programa de vigilância megalomaníaco chamado “Master Control Program” (MCP).

Um dia Flynn é apanhado no mundo virtual pelo MCP, que corta todos os acessos remotos às informações que o pirata informático pretende, e a única forma de lhes aceder é piratear directamente o gigantesco servidor da ENCOM.

Com a ajuda de um laser experimental, o MCP transporta Kevin Flynn para o mundo virtual, para um mundo tirânico, em que jogos de vida e morte são disputados entre os programas “infectados” pelo “Master Control Program” e os poucos programas resistentes que ainda obedecem aos seus Utilizadores (Users)...

Flynn e o programa de segurança independente, Tron (Bruce Boxleitner), juntam forças e tentam acabar com a tirania do MCP e descobrir a prova que Dillinger é uma fraude...

Won't that be grand? All the computers and the programs will start thinking and the people will stop.


E porque estámos a menos de uma semana da estreia em Portugal, da tão esperada sequela “TRON: The Legacy”, revisitámos o filme original que originou um verdadeiro exército de seguidores e inspirou uma série de artistas(entre eles os Daft Punk, que compuseram e interpretaram toda a Banda Sonora da sequela) e empreendedores das novas tecnologias (entre eles John Lasseter, o Presidente da Pixar Studios).
Ao ver TRON, não nos podemos esquecer, que é claramente um produto do seu tempo, e que apesar de 28 anos volvidos desde a sua estreia, o filme ainda surpreende com os seus efeitos especiais e é estranhamente intemporal, e se algumas das suas cenas nos parecem estranhamente familiares, é porque muitos dos filmes de ficção-científica de sucesso dos últimos anos, foram beber alguma da sua inspiração às linhas de código de TRON. E que devido ao imenso atraso sofrido durante a pós-produção, TRON teve que competir nas salas de cinema com Total Recall, Star Wars e outros grandes filmes que hoje são lendas, por causa disso TRON passou quase despercebido e os lucros obtidos com eles foram modestos, tendo em conta o investimento de cerca de 20 milhões de dólares...
Um dos pontos menos positivos do filme, é claramente o argumento, que apesar de algumas ideias inovadoras, peca pela falta de integridade, pela falta de homogeneidade e pauta-se por vezes com a profunda confusão de qual será efectivamente o objectivo primordial de Flynn. Mas mesmo assim, não deixa de ser um argumento revolucionário, original e que levou a própria tecnologia de fazer filme a alargar fronteiras e horizontes.
Um dos pontos interessantes de TRON é vermos Jeff Bridges com menos 30 anos e constatar que mesmo no início da carreira muitos dos elementos que hoje são trademark (humor, maneirismos e mesmo talento) já estão ali e que apesar de se notar claramente alguma insegurança em algumas cenas - lembro aqui, uma vez mais, que a maioria das técnicas de filmagem e de representação foram desenvolvidas e testadas para e neste filme. Por exemplo a maioria das cenas live action (que juntam cenas CGI com os actores) foram captadas a preto e branco e posteriormente coloridas com o auxílio de técnicas fotográficas e rotoscópicas.
Estávamos no início dos anos 80, e a tecnologia disponível para a equipa de Liesberger era ainda muito rudimentar e os computadores a que tinham acesso só produziam imagens estáticas, não tendo ainda a capacidade de sozinhos produzirem sequências de frames com movimento, por isso, as coordenadas do posicionamento de cada frame animado por computador tiveram de ser introduzidas manualmente (600 frames/4 segundos, o filme tem cerca de 20 minutos deste tipo de animação), aumentando exponencialmente os custos da pós-produção e atrasando a estreia do filme vários meses.
Esta produção marcou a indústria do cinema porque, tanto as audiências como os produtores viram que se podia fazer um filme com apenas computadores e que com a tecnologia apropriada podiam atingir resultados impossíveis de conseguir com as convencionais câmaras de filmar e filme de celulóide, abrindo novas portas e novos caminhos para argumentos que de outra forma teriam de ficar na gaveta ou ter apenas adaptações medíocres sem os efeitos realmente merecidos.
O design de TRON ficou a cargo de três designers conceituados, destacando-se dois; o francês Jean Giraud (mais conhecido por Moebius), que ficou encarregue da maior parte dos cenários e dos fatos e Sid Mead, ficou encarregue do design de todos os veículos do filme (foi também o responsável pela maior parte do design por detrás de Blade Runner). Mesmo trinta anos volvidos, muitas das cenas saídas das cabeças criativas de TRON, continuam a inspirar gerações de realizadores, argumentistas e designers.
O quase estreante Steven Liesberger surpreendeu tudo e todos com TRON e deixou certamente a sua marca na história do cinema, como o percursor de filmes animados e retocados por computador, e o programa MAGI - que retocou/realizou/ajudou a concretizar a maioria das cenas CGI – o génio electrónico que originou os programas utilizados pelos estúdios de cinema um pouco por todo o mundo...
TRON foi nomeado para dois Óscares em 1983 ( Sonografia e Guarda-Roupa) e arrecadou um Saturn Award para o Guarda-Roupa e foi nomeado para os Saturn Awards na categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor filme de Ficção-Científica.

Factos Interessantes:
O Código de cores utilizado no filme foi alterado a meio da produção, mas devido aos custos astronómicos de cada cena, nada do que já havia sido filmado foi alterado. No início os programas controlados pelos “Users” (utilizadores) eram amarelos, passando a ser azuis; e os programas controlados pelo MCP eram azuis, passando a vermelhos.
Esse pormenor dificulta um pouco a compreensão de algumas cenas, confundindo um pouco o espectador. (p.e. A coloração original foi mantida na maioria dos programas tanque, e na primeira cena em que o programa CLU aparece, os seus circuitos são amarelos.)

Classificação:  9/10

Friday, 13 August 2010

Thirst


Data de estreia: 30 de Abril de 2009
Título Original: 박쥐 (Bak-jwi)
Realizador: Park Chan-wook (박찬욱)
Actores: Song Kang-ho송강호, Kim Ok-bin김옥빈, Kim Hae-sook김해숙
Produção: CJ Entertainment
País: Coreia do Sul
Género: Fantasia, Drama, Horror
Classe Etária:  M16
Duração (minutos): 145 

Sinopse:
Sang-Hyun é um Padre devoto que se vê confrontado com a sua necessidade por sangue humano para sobreviver.
Quando conhece a mulher de um amigo de infância entra numa espiral de desespero e devassidão. À medida que tudo de bom à sua volta desaparece, e se transforma em pura maldade, Sang-Hyun luta para se agarrar às réstias de Humanidade que sobrevivem enterradas bem fundo na sua alma.

Comentário:
Do realizador de Old Boy chega-nos Thirst, um irreverente filme de vampiros, que explora o significado de Humanidade e o sentimento de culpa e impunidade que vêm com as capacidades sobrehumanas de um vampiro que pela primeira vez se vê confrontado com o lado negro do Homem.

Vampires are not immortal. You still want my blood?

Um dos melhores filmes de vampiros dos últimos anos, que arrecadou o Prémio Especial do Júri de Cannes e o Prémio Orient Express no Fantasporto, faz jus à fama de Park Chan-Wook como realizador prodigioso (Old Boy, Trilogia da Vingança, I'm a Cyborg but that's ok)e consagra-o como um dos mais promissores realizadores asiáticos do momento.

Visualmente apelativo, com uma boa dose de sátira à sociedade, mas acima de tudo uma crítica pungente à nova religião dos Sul Coreanos: o Cristianismo. 




O personagem principal é um padre católico muito devoto e cujo desejo de fazer mais pelo mundo, leva-o até uma empresa farmacêutica que trabalha numa vacina contra um vírus mortal e terrível, que vem a assolar a Humanidade e com necessidade imediata de sujeitos para um estudo inédito. O Padre Sang-Hyun (Song Kang-Ho - Memories of Murder, The Host) torna-se num ícone religioso ao ser o único sobrevivente do grupo de estudo de 50 indivíduos. Mas, ele tem um segredo que não partilha com ninguém, uma transfusão de sangue, durante o estudo a que se sujeitou, tornou Sang-Hyun num vampiro, com capacidades sobrehumanas, que necessita de consumir sangue humano para combater o vírus, para o manter vivo.

No seu caminho tortuoso, enquanto trava uma batalha com a sua própria consciência, cruza-se com uma, aparentemente, inofensiva mulher do seu passado, Tae-ju (Kim Ok-Bin - The Accidental Gangster and the Mistaken Courtesan), que leva Sang-Hyun a ultrapassar as barreiras que impusera a si mesmo, numa descida aos Infernos sem hipótese de retorno, e com apenas um desfecho...




Thirst quebrou uma série de tabus, na Coreia do Sul, tendo mesmo sido complicado arranjar actores para interpretarem alguns dos papeis centrais, devido às cenas arrojadas que o argumento exigia. Ficam para a memória os personagens fortes, bem construídos e a forma inteligente como Park Chan-Wook tratou de temas tão delicados.

Classificação: 10/10

Wednesday, 4 August 2010

Satomi Hakkenden


Título Original: 里見八犬伝
Títulos Alternativos: 南総里見八犬伝 / Nansou Satomi Hakkenden
Episódios: 2
Género: Drama, Fantástico
Cadeia Televisiva: TBS
Período de Transmissão: 2006-Jan-02 a 2006-Jan-03


Sinopse:
Baseada no mais importante romance samurai de todo o Japão, esta é a história do amor trágico da Princesa Fuse e a aventura de oito samurai, unidos pelo destino  e por uma maldição que apenas pode ser quebrada através da união das oito virtudes budistas que compõem a alma humana.
 
Comentário:
Nansō Satomi Hakkenden (南總里見八犬傳) é um romance épico Japonês de 106 volumes, escrito por Kyokutei Bakin. Escrito durante um período de trinta anos e publicado de 1814 a 1842. A tradução literal do título pode ser "As Crónicas dos Oito Cães".

Esta série foi a super-produção do ano, para televisão, com um cast de pesos-pesados e caras bem conhecidas - p.e. Nakama Yukie (Gokusen, Trick, G@me).
Nesta adaptação do romance do século XIX, a história manteve-se muito próxima do texto original, mas dando um especial ênfase ao amor trágico da Princesa Fuse e às forças malévolas que tentam a todo o custo destruir o seu legado.

A acção começa com a fuga da Princesa Fuse e a sua morte, às mãos de um demónio que tenta envenenar a sua descendência, tornando-os a encarnação dos oito maiores defeitos do Homem - representados pelas contas do rosário de oração budista que a Princesa enverga. Mas, com a força da sua morte ela purifica-as libertando no mundo as oito qualidades budistas, para ajudar o povo durante o turbulento Período Sengoku (o Período dos Estados Guerreiros).


Se bem que temos nesta produção nomes importantes do entretenimento, o seu trabalho não brilhou. Talvez devido à excessiva dramatização, ficando o espectador sem saber se foi intencional (relembrando trabalhos de adaptação que propositadamente, utilizaram esta forma de passar a mensagem) ou se foi realmente falha do elenco, pois o estilo  de representação não era propriamente homogéneo.

É uma boa série, com um bom background histórico, especialmente recomendada aos amantes da cultura Japonesa e das suas lendas. Uma boa companhia de viagem ao período mais conturbado da história do Japão feudal.

Classificação: 7/10

Monday, 2 August 2010

Friday, 30 July 2010

Mushi-shi

Data de estreia: 24 de Março de 2007 (Japão)
Título Original: 蟲師
Realizador:
Katsuhiro Otomo
Actores:
Joe Odagiri, Yuu Aoi, Esumi Makiko
Produção: NA
País: Japão
Género:
Fantasia
Classe Etária:
 M12
Duração (minutos): 130


Sinopse:
Ginko é um médico místico itinerante, um "Mushi-shi" que viaja pelas regiões mais remotas do Japão curando as doenças causadas pelos Mushi (Bichos, tradução literal do Japonês), enquanto tenta relembrar o seu passado que pode ser a chave para controlar a peste que ameaça a única pessoa que o pode ajudar...

Comentário:
Mushi-shi começou como uma série manga, escrita e ilustrada por Yuki Urushibara (de 1998 a 2008), sendo depois adaptada ao pequeno ecrã em 2005 por Hiroshi Nagahama, seguindo-se o trabalho de Katsuhiro Otomo em 2007.

Engane-se quem pensa que este é um filme para ser visto de ânimo leve, pois Katsuhiro (Metropolis e Akira) faz parte de um grupo restrito de realizadores que acima de tudo prezam pela beleza de cada frame dos seus trabalhos (p.e. Takeshi Kitano (Dolls)), em detrimento de outros pormenores por eles considerados mais superficiais.

Mushi-shi é um filme denso e lento, muitas vezes roçando a pura contemplação das paisagens de um Japão rural e supersticioso, há muito perdido...portanto não é um filme que atrai as massas que tanto prezam a velocidade da acção e um argumento fácil, pois para se entender plenamente a história de Mushi-shi (sem ler a manga ou ver o anime), há que o ver mais do que uma vez . Realmente, o argumento denso e por vezes confuso é um ponto negativo para Mushi-shi, mas a beleza de cada cena, a forma quase poética como Katsuhiro Otomo retrata este Japão perdido, compensa esse pormenor grandemente.

De salientar o trabalho de um dos actores mais conhecidos do Japão, reconhecido pela sua escolha de papéis invulgares e pelo seu trabalho em vários países asiáticos, Odagiri Jô (Air Doll, Dream, Shinobi-Heart Under Blade), que consegue transmitir a paz e a tradição por detrás de Ginko.

Classificação: 7/10

Tuesday, 27 July 2010

Goemon


Data de estreia: 1 de Maio de 2009 (Japão)
Título Original:  盗五右卫门
Realizador:
Kazuaki Kiriya
Actores:
Yosuke Eguchi, Takao Osawa, Ryoko Hirosue, Jun KanameErika Toda
Produção: NA
País: Japão
Género:
 Acção/Fantasia/Artes Marciais
Classe Etária:
 M16
Duração (minutos):
127


Sinopse:

Goemon é baseado no relato da vida de Ishikawa Goemon, um ninja lendário e fora-da-lei que roubava os ricos e entregava-os aos mais pobres. Existem poucos registos históricos da vida de Goemon, mas mesmo assim tornou-se um personagem lendário, cujas origens têm sido alvo de muita especulação. A versão cinematográfica foi criada com o propósito de lançar uma nova luz neste personagem.

Goemon é um lendário mestre ladrão que vagueia pelo caótico mundo do Japão feudal da Era Sengoku - um período conturbado em que os diferentes senhores da guerra combatiam entre eles por mais poder.
Goemon rouba aos ricos e dá aos pobres. Uma noite, rouba uma estranha caixa de um mercador rico, que tem a chave do homicídio de um poderoso líder que lutava e defendia a unificação do Japão. E por causa desse segredo, Goemon é obrigado a renunciar à vida fácil e terá que lutar contra os fantasmas do passado.
 

Comentário:

Vi este filme atraída pelo grafismo e por causa de Takao Osawa, um dos actores mais polivalentes do Japão.
A cena de abertura do filme é um prelúdio do que será o resto do filme: um espectáculo de efeitos especiais e combates, um verdadeiro eye-candy. Mas desengane-se quem achar que este filme consegue ser mais do que isso, apesar de prometer, não deixa de ser apenas um eye-candy!

A história tem início com Goemon a assaltar uma mansão de um dos mercadores ricos que sobrevive às custas dos pobres. Mas ele não sabe é que nessa noite, e esse roubo, dará início a um tumulto que fará cair até os mais poderosos e vai acordar a força dos mais fracos. Nesse roubo, Goemon traz consigo uma caixa que tem no seu interior a verdade sobre um assassinato e a prova irrefutável da traição dos seus governantes.
Quando a caixa cai nas mãos de uma criança e que por causa disso perde tudo, Goemon sente-se compelido a ajudar. Quando vê que o ninja mais temido, Saizou, procura a caixa decide descobrir o que tem aquela caixa de tao importante. Aqui começa uma série de flashbacks que exploram a infância e juventude dos dois ninjas Goemon e Saizou e do seu lendário mestre Hatori Hanzo, que mesmo recheados de pormenores, não adiantam muito à história (não ajudando a criar uma ligação entre quem vê e os personagens).



 Aqui começam alguns dos maiores buracos de enredo que eu conheço! A história da lança partilhada, da perseguição da liberdade de Goemon e do sentido de dever e responsabilidade de Saizou, esperando uma recompensa dos seus senhores, é pouco aproveitada. Deixando um bom personagem e  o trabalho fantástico de Takao Osawa mal aproveitados.

Banda Sonora:
Uma das coisas a destacar nesta produção, é a qualidade da banda sonora e a forma como enfatiza a acção do filme. Se bem que por vezes, se caiu no erro de repetir os temas até à exaustão e utilizar o mesmo tema em situações diametralmente opostos (cenas românticas e funerais).
A banda sonora foi composta e dirigida por Yoshiki Hayashi que compôs a banda sonora do filme Saw IV.

Classificação: 6/10

Monday, 26 July 2010

Origem


Data de estreia: 22 de Julho de 2010 (Portugal)
Título Original: Inception
Realizador: Christopher Nolan
Actores: Leonardo di Caprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page
Produção:Warner Brothers Pictures
País: USA
Género: Acção/Fantasia/Drama
Classe Etária: M14
Duração (minutos): 148
Sinopse:
Num mundo em que o sonhos são a porta de entrada para os nossos segredos.
Num mundo em que os nossos sonhos são mercadoria, existe um homem que luta para regressar a casa e vencer os fantasmas que o perseguem.

Comentário:

Your mind is the scene of a crime...

Sem dúvida o filme de 2010.
 
Uma vez mais Christopher Nolan (realizador do Dark Knight) nos dá uma obra prima.
Apesar de um começo lento, o fim não tarda a puxar-nos para o meio de um sonho que  não sabemos muito bem quem é o sonhador ou o que irá acontecer ao virar de cada esquina.
A premissa do filme é simples, como todas as boas ideias o são: um pai em busca de redenção para regressar a casa para junto dos seus filhos e poder  finalmente ver as suas caras.
 
Para isso Dom Cobb (Leonardo di Caprio), tem que concretizar um último trabalho para regressar, mas esta missão consiste em fazer algo que nunca foi conseguido: implantar a semente de uma ideia para alterar todo o destino de um império, mas para isso Cobb e a sua equipa têm que viajar para o nível mais profundo da mente humana e regressar.
 
Desde os efeitos especiais assombrosos, à representação de Leonardo di Caprio, ao enredo sem qualquer falha, até mesmo aos assuntos que o próprio filme trata de forma tão original e inovadora, que claramente a fórmula de Nolan resultou e é perfeita. É claramente um filme maduro, saído de uma mente brilhante - nota-se nos pormenores e na humanidade dos personagens, o trabalho de 10 anos da vida de Nolan dedicados a Inception.
Com comparações inevitáveis a Matrix e mesmo ao clássico Alice no País das Maravilhas, este filme sem dúvida marcará uma geração da mesma forma que estes filmes o fizeram no seu tempo.

Não podemos deixar de referir também o brilhante trabalho de Hans Zimmer, quando compôs a Banda Sonora para este filme.
Uma vez mais Zimmer criou uma série de composições orquestrais que se funde com o filme e amplia ainda mais as emoções dos espectadores, é de notar o tema do filme "Time", composto por Zimmer e interpretado por Johnny Barr.

Classificação : 10/10

Friday, 23 July 2010

Possessão (Soul)


Título Original: 혼 (魂) / Hon
Títulos Alternativos: Soul / Spirit / Ghost / Possessed
Episódios: 10
Género: Horror, Drama, Mistério
Cadeia Televisiva: MBC
Período de Transmissão: 2009-Ago-05 to 2009-Set-03

Sinopse:


Ha Na (Lim Joo-eun) e Doo Na eram irmãs gémeas muito próximas até que Doo Na morre uma morte terrível, enquanto Ha Na observava impotente. Um dia Ha Na, uma rapariga alegre e enérgica começa a mudar. Tem agora capacidades que nenhum outro humano possui e logo descobre que está possuída pelo espírito da irmã. Shin Ryu (Lee Seo-jin), um psicanalista famoso, começa a usar Ha Na para fazer justiça por aqueles que não a conseguem obter.

Comentário:
Please kill me, there's a devil inside me...



O mal não é uma doença, é parte da natureza, a essência do ser humano.  A sede de vingança existe dentro de todos nós e Hon trata exactamente do que acontece quando os injustiçados e as vítimas de crimes sem julgmento encontram a arma ideal: Kim Ha-na.



Hon não é apenas sangue e homicídio, não trata apenas de fantasmas vingativos e mortes violentas, Hon é acima de tudo uma série sobre justiça, força e a perda de inocência quando confrontados com a realidade em que a Justiça não existe para proteger os mais fracos, mas sim para ajudar os que têm dinheiro e poder suficientes para usar a Lei em seu proveito.

A série mais original dos últimos anos, mesmo abordando temas mais "pesados" para o público geral, foi bem recebida e um êxito nos países em que foi exibida (Japão e Coreia do Sul), com um elenco muito bem equilibrado, com três presenças de peso a contracenar com novatos na indústria que apesar da inexperiência no ramo, conseguiram sem sombra de dúvida apresentar um trabalho excepcional (a interpretação de Lim Joo-eun, valeu-lhe inclusivamente o Prémio Revelação 2009 de Melhor Actriz em Drama).


Hon foi eleita uma das séries de 2009, sobrepondo-se mesmo às séries românticas e mais mainstream, incentivando as grandes cadeias televisivas do país a apostar neste género ( Grudge: The Revenge of Gumiho, KBS 2010).


Classificação:9/10

Monday, 19 July 2010

Desejo uma Estrela (Wish upon a Star)


Título Original: 별을 따다 줘 / Byeoreul Ttada Jwo
Títulos Alternativos: Stars Falling From the Sky / Pick the Stars / Wish Upon a Star
Género: Drama, Romance
Episódios: 20
Canal Televisivo: SBS
Período de Transmissão: 2010-Jan-04 to 2010-Mar-16


Sinopse:
Este drama explora a história de amor entre dois colegas de trabalho, com Kim Joo-Hoon-I a interpretar o papel do advogado de uma Companhia de Seguros bem sucedido. Como foi abandonado pela mãe biológica, ele não é capaz de confiar em ninguém à sua volta. Jin Ppal-gang (Choi Jeung Won) é a pior empregada da Companhia, que depois da trágica morte dos pais, e com apenas 25 anos é obrigada a assumir os destinos da família. Tentando sobreviver com os seus cinco irmãos, como criada interna.

Comentário:
Se bem que numa série coreana não se pode falar de originalidade, nesta produção vi algum esforço por parte dos argumentistas de explorar novas formas de cativar o público e fazer a história rolar. Pegaram numa série de clichés e tentaram dar-lhe uma nova twist ... em parte conseguiram e convenceram-me - vi a série até ao último episódio!

O que mais apreciei foi o crescimento da personagem principal Jin Ppal-gang (Choi Jeung Won), a sua evolução de cabeça de vento fútil cuja única preocupação era roupa e sapatos bonitos, na tentativa de seduzir um marido rico, para se transformar numa "mãe" dos cinco irmãos mais novos. Para isso fará uma série de sacrifícios, que como ela diz farão dela mãe, deixando de ser mulher - cortando inclusivé o cabelo, coisa da qual tanto se orgulhava (coisa nova em drama, pelo menos por estes motivos!)

Se bem que gostei do papel de Won Kang-ha (Kim Joo-Hoon-I), houve qualquer coisa que na primeira metade da série me impediu de empatizar com ele. Talvez tenha sido o pouco à vontade demonstrado pelo actor, mas que depois à medida que o personagem ia aquecendo para com os outros e interagindo mais, deixando o seu pedestal gelado para trás, a representação melhorou exponencialmente. Lá para o final convenceu-me. :)

O personagem cómico apesar de um bocadinho irritante, conseguia tiradas bem engraçadas - Woo Tae-gyoo(Lee Kyeon) - aqueles chuveiros de água fria, foram bons momentos e muito originais :) Mas o pormenor desse personagem não ser capaz de enunciar provérbios e frases feitas foi claramente tirado da série de êxito "Boys over Flowers".

Claro que não podia deixar de referir as crianças, que apesar da idade trabalharam muito bem. Principalmente o miúdo do sonambulismo, AMEI, conseguiram ser mais que apenas mobília humana, interagiram com todos e representaram mesmo o papel de claque de apoio por este ou aquele noivo para a irmã.



Resumindo e concluindo, esta série é claramente uma das minhas favoritas do ano 2010, e um "must see" neste ano.


Classificação: 8/10

Wednesday, 14 July 2010

Jeon Woo Chi


Data de estreia: 20 de Dezembro de 2009 (Coreia do Sul)
Título Original:  전우치 (Jeon-woo-chi)
Realizador: Choi Dong-hoon (최동훈)
Actores: Kang Dong-won (강동원), Kim Yoon-seok(김윤석),Im Soo-jeong(임수정), Yoo Hae-jin(유해진)
Produção: CJ Entertainment/Showbox
País: Coreia do Sul
Género: Acção/Fantasia/Comédia
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 136

Sinopse:
Há 500 anos atrás na Dinastia Chosun. A Flauta da Profecia caiu nas mãos dos goblins, mergulhando o mundo numa espiral de caos. Os Feiticeiros Taoistas viram-se para os grandes sábios do seu tempo, o Mestre e Hwadam(Kim Yoon-seok) para ajudar a derrotar os goblins, confiando a cada um apenas metade da Flauta. Entretanto o aprendiz desordeiro do Mestre, Woochi(Kang Dong-won) engana o Rei com a arte de transformação o que causa grande escândalo, levando aos três Feiticeiros Taoistas e Hwadam visitar o Mestre. Mas o Mestre havia sido assassinado e a sua metade da Flauta fora roubada! Por ter tirado a metade da Flauta do seu Mestre e sendo o suspeito principal na sua morte, Woochi é encurralado, sendo aprisionado, juntamente com o seu cão fiel(Yoo Hae-jin), no interior de uma pintura. Mas um dia, os goblins regressam a Seoul e Woochi é a última esperança.

Comentário:
Parti para este filme com muito medo, confesso, pois os trabalhos anteriores de Kang Dong Won, não se inseriam neste género - movimentando-se mais no campo de cinema de autor e experimental (M e Duelist) - mas uma vez mais a sua versatilidade surpreendeu-me.

O enredo do filme, é bastante original e a interacção entre Jeon Woo Chi e Chorangyi, proporciona-nos alguns momentos hilariantes. Existem alguns clichés - que filme não os tem - mas a acção do filme e os personagens secundários - Deuses Taoistas - cheios de defeitos e falhas de carácter e incongruências interessantes (um é um curandeiro, outro um sem-abrigo e o outro padre), fazem-nos rapidamente esquecer e ultrapassar isso.

A confusão de Woo Chi quando confrontado com simples inventos dos nossos dias, dá um toque de comédia ao filme (por exemplo: o vidro, o carro e mesmo roupas.) Só um aparte, aquele casaco laranja de couro é imperdoável, tenho pena, nem mesmo o Kang Dong Won o torna aceitável! Tenho dito, gente do guarda-roupa...

Este filme foi um blockbuster na Ásia, e com um cast de estrelas é sem dúvida um bom filme para quem gosta de fantasia e acção, com uma boa pitada de humor e originalidade.
Será que o poderemos ver no próximo Fantasporto?! Talvez ainda tenha a hipótese de ver o grande Kang Dong Won...

Classificação: 8/10

Wednesday, 30 June 2010

Park Yong Ha


Quando soube da notícia do suicídio do actor/cantor Park Yong Ha, só pensei : Tem que ser um engano!
Mas há medida que as horas passaram e as mensagens de condolências começaram a chegar de todo o mundo, o meu coração parou por um momento ao pensar que uma vida e uma carreira brilhantes haviam chegado ao fim abruptamente.
As minhas condolências e sentimentos à família e amigos, neste momento tão difícil e também todo o meu apoio aos fãs de todo o mundo que como eu sofrem e sentem a perda desta estrela.
Espero que tenha encontrado paz, mesmo não compreendendo o porquê de tão dramática decisão.
Irei sentir saudades da tua voz e do teu sorriso.

"We are very sad to report that actor and singer Park Yong Ha has died at the age of 33.  His body was discovered by his mother at 5:30 AM on June 30 in his home in the Non Hyun Dong district of Seoul.  A mobile phone charger cord was tied around his neck.  His death is presumed to be a suicide.  One friend reported that he had seemed depressed for months, with his father suffering from late-stage stomach cancer.


Park Yong Ha was a very talented actor who costarred in the famous "Winter Sonata" drama with Bae Yong Joon and Choi Ji Woo, which cemented his success in Japan and Korea.  He was due to star with Yoon Eun Hye in the upcoming drama Love Song.  He was also a successful singer who released several popular albums in Japan.


Our condolences go to his family, friends, and many fans around the world."

Source: Soompi

Tuesday, 29 June 2010

Sangue-do-coração, de Juliet Marillier


ISBN: 9789722521741
Autor:  Juliet Marillier
Editor: Bertrand
Número de Páginas: 400
Tradução:  Marta Teixeira Pinto
Idioma: Português
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2010
Lido: 28 de Junho de 2010 
Sinopse:
Uma floresta assombrada. Um castelo amaldiçoado. Uma jovem que foge do seu passado e um homem que é mais do que parece ser. Uma história de amor, traição e redenção...

Whistling Tor é um lugar de segredos, uma colina arborizada e misteriosa que alberga a fortaleza deteriorada de um chefe tribal cujo nome se pronuncia no distrito em tons de repulsa e de amargura. Há uma maldição que paira sobre a família de Anluan e o seu povo; os bosques escondem uma força perigosa que pronuncia desgraças a cada sussurro.
E, no entanto, a fortaleza abandonada é um porto seguro para Caitrin, a jovem escriba inquieta que foge dos seus próprios fantasmas. Apesar do temperamento de Anluan e dos misteriosos segredos guardados nos corredores escuros, este lugar há muito temido providencia o refúgio de que ela tanto precisa.
À medida que o tempo passa, Caitrin aprende que há mais por detrás do jovem desfeito e dos estranhos membros do seu lar do que ela pensava. Poderá ser apenas através do amor e da determinação dela que a maldição será desfeita e Anluan e a sua gente libertados... 

Comentário:
Uma vez mais Juliet Marillier, roubou-me ao mundo durante dois dias, mas...

Ao contrário de outros livros escritos por esta autora, este livro foi um tanto ao quanto uma desilusão! Sim, eu sei é uma heresia, mas à medida que avançava no livro, cada vez mais tinha aquela desconfortável sensação de que este ou aquele momento podia ter sido aproveitado de forma muito mais interessante...

A história é interessante, a adaptação da história de "A Bela e o Monstro" é que ficou um tanto aquém das verdadeiras capacidades da autora que tanto amo e admiro.

O problema foi o arrastar mal fundamentado da narrativa em muitas partes, a grande previsibilidade do enredo ( apesar de uma twist muito interessante no final, gostei e consegui sentir aí o espírito de Marillier que nos presenteou com a Trilogia de Sevenwaters ), pois não me considerando um génio Sherlockiano, no momento em que me foram apresentadas algumas personagens vi logo quem eram ou com iriam influenciar a história, depois a falta de desenvolvimento dos personagens principais e consequente desaproveitamento dos personagens secundários (e acreditem alguns são muito bons e ficaram comigo ainda algum tempo) e a falta de química entre os dois ( quando me lembro dos casais apresentados no Universo Marillier, até me arrepio ).

A tradução não foi brilhante, pois aqui e ali uma palavra menos portuguesa ( e não não me refiro ao Acordo ortográfico.) distraía-me e fazia-me pensar onde andaria o revisor na hora de ver o texto, mas vá nem tudo é mau! Afinal estou a falar de um livro de Marillier.

É pena dizer isto mas este é um livro que me soube bem ler e mergulhar no seu mundo, mas que ao contrário de Sevenwaters, não me conseguiu marcar muito, talvez tivesse expectativas demasiado elevadas, ainda não sei muito bem.



Classificação: 8/10

Wednesday, 23 June 2010

Feliz S. João 2010

Feliz São João a todos... todos os balões de São João no fundo, no fundo são obedientes! XD

D. Isaura, esta piada é para ti!!! A Domadora de balões de São João, nunca vira tal talento para esta arte! ^.^

Friday, 11 June 2010

Daybreakers


Data de estreia: 8 de Janeiro de 2010 (USA)
Título Original:  Daybreakers
Realizador: Michael Spierig, Peter Spierig
Actores: Ethan Hawke, Harriet Minto-Day, Claudia Karvan, Willem Dafoe, Sam Neill
Produção: N/A
País: Austrália
Género: Acção/ Aventura
Classe Etária: M18
Duração (minutos): 98

Sinopse:
No futuro, uma praga transformou grande parte da população em vampiros. Quando os seres humanos estão ameaçados de entrarem em extinção, os infectados precisam capturar todas as pessoas ou encontrar uma outra raça para substituí-las. Tudo muda quando um grupo secreto de vampiros descobre uma maneira de salvar os humanos da destruição.

Comentário:
Parti para este filme, com esperança de encontrar uma história de vampiros diferente... e não fui desiludida! 

Apesar de uma ou outra falha em termos de argumento, tudo o resto captivou-me. O universo em que o personagem de Ethan Hawke vive, foi soberba e detalhadamente descrito, com detalhes deliciosos que de tão simples na sua concepção, poderiam facilmente passar despercebidos a outros realizadores, mas não a Peter/Michael Spierig. Um desses exemplos é a concepção e todos os detalhes dos carros dos vampiros, com o seu daylight mode, que obscurece os vidros e acciona uma série de câmaras de 360º no tejadilho do carro para que o condutor continue a ver em seu redor e manobrar o carro em segurança, DELICIOSO! E o sistema de túneis subterrâneos que permitem o acesso de todos a todo o lado, evitando assim o sol... simplesmente fantástico!
O argumento apesar de ter alguns twists previsíveis, é bastante original, pois aborda um cenário de quase Apocalipse (extinção da raça humana, fonte de alimentação de todo o mundo) e das tentativas falhadas dos cientistas vampiros de criar um substituto para o sangue humano antes que todos se transformem em monstros sanguinários que atacam a própria espécie. Vemos aqui a raça dos vampiros, sob uma luz inteiramente diferente e como seria o nosso mundo se eles é que fossem a espécie maioritária...

Classificação: 8/10

Monday, 7 June 2010

A Muralha de Gelo, George R.R. Martin



ISBN: 9789896370206
Autor:  George R.R. Martin
Editor: Saída de Emergência
Número de Páginas: 400
Tradução: Jorge Candeias
Idioma: Português
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2007
Lido: Abril de 2010

 
Sinopse:
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar. 

Comentário:
Parti para este livro com grandes expectativas e numa promoção da Editora, aproveitei e escolhi este livro como a minha oferta.

Como sempre, sou muito cautelosa quanto aos livros que todo o mundo apregoa serem o expoente máximo do que quer que seja, e como sou teimosa ^.^ adiei muito - talvez demasiado - o meu mergulho de apneia no mundo de Martin e das suas Crónicas.

Devo dizer que adorei! Adorei mesmo o mundo das Cónicas do Gelo e do Fogo, adorei a profundidade dos personagens, a forma inovadora como o autor faz a história rolar - cada capítulo é contado de pontos de vista diferentes, e que apesar de serem a continuação uns dos outros, não deixam de se distinguir - tal como as personalidades de cada um dos personagens.

Estou a MORRER para continuar esta saga!! Tenho pena de ter esperado tanto tempo para começar a lê-la, mas nunca é tarde demais e vou com certeza saborear cada momento nos Sete Reinos.


Classificação: 9/10
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