Thursday, 25 August 2011

Pottermore wanted


De certeza que é a Errol que a traz, mas isso não é desculpa para deixar uma Potterhead a sofrer desta maneira... :'(
Se alguém vir a minha carta por aí é favor devolver, há uma boa recompensa.

Booking Through Thursday - History

Sometimes I feel like the only person I know who finds reading history fascinating. It’s so full of amazing-yet-true stories of people driven to the edge and how they reacted to it. I keep telling friends that a good history book (as opposed to some of those textbooks in school that are all lists and dates) does everything a good novel does–it grips you with real characters doing amazing thing
Am I REALLY the only person who feels this way? When is the last time you read a history book? Historical biography? You know, something that took place in the past but was REAL.
O BTT desta semana pôs-me a pensar... realmente eu não leio muitas coisas fora do meu "género literário de conforto" que é a ficção especulativa (fantasia e ficção científica). Depois de ler o desafio olhei em volta, para as minhas pilhas de livros e estantes a abarrotar e reparei que se calhar como bibliófila deveria tentar expandir as minhas explorações literárias...

Depois de muito procurar o mais perto de livros de história/autobiografias/não-ficção que tenho e que li num passado mais ou menos recente:

.O Diário de Anne Frank, Anne Frank
.Caderneta de Cromos, Nuno Markl

E sim, tenho de investir em mais literatura de não-ficção, aceitam-se sugestões!

Wednesday, 24 August 2011

Incarceron


Autora: Catherine Fisher
Ano publicação: 2007 (United Kingdom)
Editora: Hodder Children's Books

Sinopse 
Imagina uma prisão tão vasta que contém celas e corredores, florestas, cidades e mares. imagina um prisioneiro sem memória, com a certeza que veio do Exterior - apesar da prisão ter sido selada há séculos e apenas um homem conseguiu escapar.
Imagina uma rapariga numa mansão, numa sociedade em que a passagem do tempo é proibida, presa num mundo do século XVII governado por computadores, condenada a um casamento arranjado, enredada numa conspiração de homicídio que deseja e receia.
Um dentro, outro fora. Mas os dois prisioneiros...imagina Incarceron.

Comentário
Apesar de ser classificado como um livro para crianças e claramente poder ser colocado no mesmo patamar e nível dos primeiros livros de J.K.Rowling, Incarceron é uma pequena caixinha de surpresas recheada de pormenores deliciosos e todo um mundo, original e interessante.
Incarceron desperta uma série de questões e dúvidas, numa viagem atribulada pelas vidas dos nossos protagonistas : o que é uma prisão? Será necessário existir quatro paredes a separar-nos do resto do mundo, ou bastam os limites que nos são impostos e nos limitam enquanto criaturas pensantes?
Catherine Fisher e a sua imaginação prodigiosa, conseguem de uma forma brilhante, levar-nos numa viagem pelas sombras e celas de Incarceron e pelos Salões da Cidade de Vidro, acompanhando a luta de Finn, Claudia e dos seus companheiros. A sua escrita fluida e expressiva consegue transmitir ao leitor o medo paralisante do escuro e dos silêncios prolongados, transformando a viagem por entre as capas de Incarceron, uma experiência memorável e marcante.
O esforço da autora é visível, no detalhe dos cenários que descreve vividamente (a húmidade, o musgo e o escuro sufocante que encerra sempre perigos) e nas tramas que tece. O nível de aprofundamento das conspirações e pormenores mais desagradáveis, é claramente menor, e sabe a pouco, pois é um livro para um público mais jovem, mas aqui está um dos pontos interessantes de Incarceron: apesar de ser vocacionado para um leitor jovem e menos experimentado, o seu enredo e personagens apela ao mesmo tempo ao público mais adulto.
Outro ponto a salientar em Incarceron, além de toda a organização da prisão, é o Protocolo. Uma rígida lei imposta por um rei tirano, que proibe todo e qualquer sinal da passagem do tempo, preservando toda a sociedade no século XVII, reservando as inovações tecnológicas para os mais abastados ou para os Sapienti - uma casta de sábios, a quem quase todas as excentricidades são permitidas.
Um livro recomendado para todos os que adoraram Harry Potter e gostam de uma boa história, com um enredo interessante e cenários sempre prontos a surpreender-nos...será que algum dia poderemos ver Incarceron em Portugal?

Classificação: 8/10

Tuesday, 23 August 2011

Firefly



Título original: Firefly
Realização: Joss Whedon, Vern Gillum, Tim Minear
Argumento: Joss Whedon, Tim Minear, Ben Edlund, Jose Molina
Ano: 2002-2003

Firefly - IMDB

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Nota: Este artigo foi originalmente publicado no blog "Bela Lugosi is Dead" para onde contribuí durante um tempo. Agora com a estreia da série em terras portuguesas pela mão do canal de cabo "MOV" é bom relembrar aos fãs e a quem ama a ficção-científica o contributo e a viagem atribulada que "Firefly" teve até chegar até nós. Para os fãs de "Castle" série transmitida pelo canal "AXN" é uma boa oportunidade para perceber muitas das piadas do personagem principal interpretado por Nathan Fillion. 
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500 anos no futuro, uma tripulação de renegados, numa pequena nave espacial...

Juntos, procuram sobreviver à medida que viajam pelo Universo desconhecido e tentam por todos os meios escapar às diferentes facções que regem os vários planetas. Como contrabandistas, têm ainda que fugir às armadilhas montadas pelos agentes das autoridades que tentam manter a ordem num Universo caótico e à beira da ruptura.

O Capitão Malcolm “Mal” Reynolds (Nathan Fillion), um veterano da Guerra Galáctica e
a sua equipa de inadaptados, a bordo da nave classe Firefly, tentam sobreviver da melhor forma possível, nas fronteiras exteriores do espaço conhecido, fazendo de tudo um pouco desde contrabando, a resgates arriscados e transporte de reconhecidos criminosos. Tudo isto, em troca de uma boa quantidade de créditos.


À frente de um elenco de perfeitos desconhecidos e praticamente estreantes, Whedon, Rei dos Lugares Comuns e da forma de lhes dar um twist irónico e inesperado, consegue com Firefly conquistar um público ao qual a série mega-galáctica Buffy não apelava.

Depois do sucesso com vampiros, demónios, lobisomens e criaturas afins, Whedon virou-se para o espaço e para os seus colonos. Apesar de a série ter sido prontamente cancelada pela estação televisiva FOX, Firefly conquistou um público fiel, dedicado e reivindicativo. Logo após o anúncio do cancelamento, circulou um abaixo assinado para nova temporada da série. E apesar de um bom acolhimento da crítica e do público, a FOX decidiu cancelar a série definitivamente, mesmo por entre um coro de protestos.

Como a FOX não tinha espaço na sua grelha (dizem eles), e detinha todos os direitos sobre o nome Firefly, o criador/realizador da série não podia utilizar esse nome nem pegar novamente no projecto.

Joss Whedon como sempre respeitou os seus fãs, e com a polémica e pressão dos a subir de tom, conseguiu persuadir a Universal Studios e recebeu luz verde para escrever e produzir um filme, Serenity, tentando assim atar todas as pontas soltas e perguntas que ficaram por responder com a interrupção abrupta da série.

Não vale a pena debruçarmo-nos sobre o filme – que estreou em Setembro de 2005 –, pois como todos os fãs de Firefly sabem, Serenity correu mal a Whedon, que tentou fazer demasiado em tão pouco tempo...

Apesar de uma clara falta de fundos, nos efeitos especiais, cenários e adereços, a paixão de Whedon por este projecto é facilmente visível. E uma vez mais criou um mundo repleto de perigos e mistérios, povoado por um grupo de personagens inesquecíveis.

Whedon publicou uma novela gráfica com mais aventuras da tripulação da nave Serenity.

É uma das séries a não perder, quer pelo realizador, quer pela ousadia de tentar que um space western fosse exibido a horário nobre numa estação nacional. É um marco da ficção científica, e que ainda hoje arrasta uma multidão de fãs, que mantêm a esperança de ver o Capitão Mal a liderar a sua tripulação rumo ao desconhecido e ao próximo trabalho... será que serão pagos desta vez?

Firefly recebeu uma série de prémios Scyfi, incluindo a melhor série do ano 2006, melhor actor principal (Nathan Fillion), melhor actor secundário (Adam Baldwin) e melhor episódio de TV do género Ficção Científica.

Sunday, 21 August 2011

Booking Through Thursday - Fluff

You’ve just had a long, hard, exhausting day, and all you want to do is curl up with something light, fun, easy, fluffy, distracting, and entertaining.
What book do you pick up?

Sim eu sei, esta semana o BTT atrasou-se um bocadinho por estes lados... podemos atribuir ao meu cérebro em curto-circuito devido ao calor. (^-~)v

Em atraso, mas aqui vai ele...
Após um longo dia de trabalho, realmente não tenho grande disposição para coisas muito profundas ou exigentes quanto ao funcionamento da minha matéria cinzenta, por isso regra geral agarro num livro de Fantasia/Romance Paranormal e como guity pleasures que são devoro-os num instante. Que melhor forma de relaxar e recarregar baterias?!

Neste momento ando a ler as séries de Kresley Cole e J.R.Ward, se bem que tenho já umas quantas na calha para explorar!


Friday, 12 August 2011

Booking Through Thursday - National Book Week

It’s National Book Week. The rules: Grab the closest book to you. Go to page 56. Copy the 5th sentence as your status.
(We’ve done something similar to this before, but it’s always fun, so … why not?)



"Dudley squeaked and ran to hide behind his mother, who was crouching, terrified, behind Uncle Vernon."

Thursday, 4 August 2011

Booking Through Thursday - Anticipation

What’s the last book you were really EXCITED to read?
And, were you excited about it in advance? Or did the excitement bloom while you were reading it?
Are there any books you’re excited about right NOW?

Os livros do Ciclo Earthsea da Ursula K. Le Guin, já há muito que estava para os ler... desde que vi a adaptação da história para o grande ecrã pelo estúdio Ghibli do Mestre Myazaki.
Na Feira do Livro do Porto, vi-os a preços simpáticos e comprei a Tetralogia. Comecei a ler sem a mínima noção do quão fascinante a minha viagem por Earthsea iria ser, e há medida que mais mergulhava nas aventuras de Gued mais apaixonada fiquei...

O livro que agora estou a ler, "A Praia mais Longínqua", o terceiro da Tetralogia Earthsea, parto para ele com grandes expectativas e com a mala pronta para mais uma viagem com Gued e o seu barco "Vê-Longe"...

Thursday, 28 July 2011

Booking Through Thursday - Night Owl

What’s the latest you’ve ever stayed up reading a book? Is staying up late reading a usual thing for you?

Bem, por mais do que uma vez fiz directas, principalmente quando são livros que me entusiasmam ou então quando estou de férias. Prefiro ler noite dentro a tentar a difícil tarefa de me concentrar com o calor durante o dia.

Companheiros de noitadas bibliófilas:
Juliet Marillier
J.R.R.Tolkien
J.K.Rowling

Adoro a sensação de perder a noção do tempo, perdida por entre páginas e aquele sentimento mischievous de ter "perdido" uma noite de sono a ler... é daqueles "guilty pleasures" só entendidos por bibliófilos e amantes da leitura.
 


Tuesday, 12 July 2011

Invasão Mundial: Los Angeles



Título Original: Battle: LA
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Jonathan Liebesman

Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas. Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.


Realizado por Jonathan Liebesman ("Terror na Escuridão", "Massacre no Texas - O Início"), Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme-campanha”. Acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de filmes.

Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme-campanha saído do país das “stars and stripes”, pois na última década se agudizou e, os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do “uncle Sam”. Ela é bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building, ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.

Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.

Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas díficeis tomadas de decisão quando chega o momento. Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores, por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos...provocando o tão típico “eye-roll”.

Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho de Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.


A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas...este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até áquele ponto.

Fica portanto o saor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões.

Classificação: 6/10

Tuesday, 15 March 2011

Bedevilled



Título Original: Kim Bok-nam salinsageonui jeonmal
Ano de Estreia: 2010
Realizador: Yang Chul-Soo
País de Origem: Coreia do Sul

Isolada numa ilha e ocupando o fundo da hierarquia de uma comunidade estanque, Bok-nam, vê na amiga vinda de Seoul a sua última tábua de salvação. Vítima de abusos continuados e desumanos, Bok-nam atinge o limite... uma manhã tenta fugir com a única razão de continuar a aguentar tudo, a sua filha, mas são detidas pelos ilhéus. Agora Bok-nam, toma nas suas mãos a retribuição de tudo quanto sofreu...

“Bedevilled” dividiu críticas e audiências. O principal “culpado” é a estruturação/construção dos personagens. Enquanto uns sentem que os personagens são pouco desenvolvidos, outros vêem essa “superficialidade” como um artifício inteligentemente colocado num filme que pretende ser uma crítica, um apontar de dedo a uma sociedade cada vez mais individualizada e desumana em que é cada um por si. Este filme pretende relembrar a todos, que mesmo vivendo isolados, as nossas acções ou “inacções” podem afectar grandemente as vidas de outros seres humanos.

Mas celeumas à parte, e analisando de forma imparcial, “Bedevilled” é como uma ilusão de óptica podendo ser lido e visto de dois pontos de vista diametralmente opostos: o olhar de Bok-nam, uma mulher abusada, reprimida e com a esperança que a amiga de Seul a possa ajudar a sair do calvário em que vive; e Hae-won uma sociopata que é incapaz de criar ligações com os outros e que independentemente da situação é incapaz de sair do seu casulo para estender a mão e ajudar alguém.


Apesar do tom trágico e “dark”, e apesar dum ambiente claustrofóbico tão bem recriado por Yang Chul-soo, algumas das cenas e tiradas dos personagens conseguem arrancar um sorriso ou uma gargalhada. Mas com o crescendo de tensão, vem também o sentimento de impotência que culmina num momento catártico em que a luz fala mais alto e Bok-nam liberta-se das suas amarras...Toma uma foice nas mãos e distibui redenção por todos quantos a oprimiam e desumanizaram todos os anos que viveu na ilha.

“Bedevilled” é um filme complexo, desconcertante, que aborda temas controversos e que sem recorrer à sempre “fácil psicologia de bolso” coloca a nú alguns dos maiores problemas de uma sociedade egoísta e separatista. Concluindo com o “exorcismo” dos demónios das protagonistas e uma tomada de consciência do público, perfeitamente espelhado em Hae-won.

Nota: O realizador, Yang Chul-soo esteve presente na segunda exibição de “Bedevilled” na 31ª Edição do Fantasporto.

Prémios:
2010 Cannes International Film Festival , International Critic's Week
2010 Puchon International Fantastic Film Festival, Feature
2011 Fantasporto – International Film Festival, Prémio Melhor Actriz para SeongYeong-hie

Classificação: 10/10

Monday, 14 March 2011

Gantz - Perfect Answer


Depois da estreia em Janeiro deste ano da primeira parte da adaptação live-action de Gantz, temos agora a 23 de Abril a estreia da segunda e última parte, entitulada Gantz – The Perfect Answer. E em uníssono com a mega campanha publicitária (com maior impacto na Ásia e EUA), foi divulgado o primeiro trailer e posso dizer que estámos entusiasmados com o resultado final.


Página Oficial (Japonês): http://gantz-movie.com/

Sunday, 13 March 2011

The Lost Thing


Realizador: Andrew Ruhemann, Shaun Tan (argumento)
País de Origem: Australia, Reino Unido
Ano de Estreia: 2010

E no rescaldo da Cerimónia de entrega dos Óscares, fomos buscar a curta que levou para casa uma das tão cobiçadas estatuetas douradas.

A curta foi concretizada depois do livro infantil de Shaun Tan, com o mesmo nome, ter surpreendido pela qualidade das ilustrações, tendo recebido alguns dos prémios mais conceituados do mundo dos livros (Bologna International Book Fair, Menção Honrosa; Aurealis Award e Spectrum Award (EUA)), tendo mesmo uma exposição dos trabalhos originais no Itabashi Art Museum em Tóquio.

Um rapaz encontra uma criatura estranha numa praia, e decide ajudá-la a encontrar um lar num mundo em que todos dão atenção a tudo o resto, a outras coisas que para as crianças não interessam...

“The Lost Thing” é uma curta de Shaun Tan, com cerca de 15 minutos de duração, que aliando uma animação visualmente surpreendente a um argumento bem estruturado, consegue fazer o que muitas longas metragens não são capazes: fazer com que o público faça um exame de consciência e se aperceba tudo o quanto perdeu ao crescer.

Today is the tomorrow you expected yesterday.

A história é extremamente simples, e sem recorrer a muitos artificialismos poéticos ou metafóricos leva o espectador numa viagem pela infância que passou. Lembrando que ao entrar na idade adulta, muitas das portas são fechadas e muitas das coisas que nos fascinaram, encantaram e fizeram sorrir ficaram fechadas do lado fora...

Ficámos a aguardar pelo próximo trabalho de Tan, pois com um trabalho de estreia com esta qualidade só podemos contar com mais surpresas agradáveis...

Classificação: 10/10



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Friday, 4 March 2011

As Múmias do Faraó - As Aventuras de Adèle Blanc-Sec


Título Original: Les Aventures Extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec
Realizador: Luc Besson
Ano de Estreia: 2010

Paris, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial, no ano de 1912. Enquanto efazia experiências com o alcance dos seus poderes telepáticos, o professor Espérandieu faz chocar um ovo de pterodáctilo com 136 milhões de anos, em exposição no Museu de História Natural de Paris. O pterodáctilo à solta começa logo a causar estragos e a polícia vê-se obrigada a agir.
Adèle Blanc-Sec (Louise Bougoin), uma jornalista, vê-se enredada em toda a confusão mal chega a Paris, do Egipto...

Quando se vê o trailer de “Adèle Blanc-Sec”, não se está minimamente preparado para o que nos espera a partir o momento em que as luzes são desligadas e o projector começa a rolar.

Luc Besson brinda-nos com um retrato pitoresco e energético de uma Paris no virar do século, povoada por personagens ironicamente construídas, muito do estilo dos filmes franceses do género (quem não se lembra dos filmes de Astérix, e os personagens que povoam os seus filmes).

A protagonista desta produção certamente deixaria Lara Croft embaraçada com a classe, energia e imaginação de Adèle Blanc-Sec e sobretudo com o sentido de humor dela. Há já muito tempo que não assistia às gargalhadas colectivas de uma plateia, face às peripécias dos personagens de “Adèle Blanc-Sec”.


Desde os cenários pormenorizados e bem trabalhados, de uma Paris a entrar na modernidade, passando pelo guarda-roupa, sendo tudo bem complementado por um trabalho de actores impecável, e um argumento bem construído com um humor mordaz que a ninguém deixa indiferente.

A única coisa que por vezes falha é a tradução e a legendagem, que devido a muitas tiradas serem brincadeiras com nomes de personagens e lugares franceses bem contextualizados numa cultura francesa, em suma regionalismos e “francesismos”, por vezes um espectador de outra nacionalidade facilmente deixa passar algumas sem se aperceber o potencial cómico. Talvez a introdução de notas da tradução no decorrer do filme, ajudassem a “agarrar” algumas referências e arrancar mais umas quantas gargalhadas e sorrisos.

Resumindo, é mais um argumento fantástico saído das páginas da banda desenhada franco-belga Adèle et la bête de 1976, da autoria e com o traço de Jacques Tardi, e que Luc Besson soube adaptar à grande tela, deixando o público à espera de encontrar Adèle novamente...

Depois da estreia no Fantasporto, as aventuras de Adèle chegarão aos cinemas nacionais já no próximo mês, a 10 de Março de 2011.

Classificação: 9/10


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