Friday, 16 December 2011

Booking Through Thursday - Character or Plot?

What’s more important to you? Real, three-dimensional, fleshed-out fascinating characters? Or an amazing, page-turning plot?

Bem que esta semana o Booking Through Thursday vem mesmo mesmo tarde, mas sinceramente foi um fim de semana complicado para estes lados! ;) Por isso aqui está ele, mas a uma Segunda-Feira...

Esta é daquelas difíceis (mas que depois de uns minutinhos a pensar, desfiz as indecisões), já por diversas vezes referi a importância que dou a personagens credíveis, tri-dimensionais e bem construídos. Claro que uma história bem tecida e bem escrita é também importante, mas para esta leitora os personagens são mesmo o mais importante. Posso ter um mundo bem construído, com imensos detalhes mas se não existir um personagem que me fascine ou me prenda... BAM! Vai para a pilha. 

Para mim é mais fácil ignorar um mundo com falhas, mas com personagens fascinantes, do que o contrário.

Tuesday, 13 December 2011

Nós e os Livros

Depois da minha pequena reflexão sobre a minha relação com os livros, na rúbrica da White Lady do Blog Este Meu Cantinho e depois de adquirir um ereader comecei a reflectir um bocadinho sobre o futuro dos livros...


Antes dos livros tal como os conhecemos (com capa, contracapa e folhas no interior) os livros e a palavra escrita passou por muitas transformações e formas, mas como eu amo livros e não papiros e estelas de cera não irei abordar isso neste post. E como não pretendo fazer um estudo extensivo da evolução dos livros salto uns quantos milhares de anos directamente para o ocaso do império romano...


Os livros tal como os conhecemos apareceram algures no distante século V criados com todo o cuidado e minúcia pelos monges copistas, durante muitos e muitos séculos o livro era algo apenas reservado às elites monásticas (nem mesmo os reis tinham acesso livre à informação das vastas bibliotecas dos mosteiros e abadias) e quase todos escritos em Latim. Uma colecção considerada extensiva consistia de apenas 500 volumes (mais ou menos o número de livros que tenho dentro de minha casa O.O)



Com a invenção da prensa de caracteres móveis por Gutenberg (1440, Estrarsburgo) os livros começaram a sua grande viajem... começaram a ser mais fáceis de produzir e apesar do custo elevado de cada cópia, eram já mais acessíveis e começaram a ser comprados pelos mais abastados (e assistiu-se à impressão da palavra escrita noutra língua que não o tradicional Latim). Assistiu-se à liberalização dos conteúdos e na altura a Igreja não achou grande piada, chegando inclusive a perseguir Gutenberg e a sua invenção demoníaca.

Após a invenção da palavra escrita, acompanhada de índices cada vez maiores de alfabetização da população, os livros sofreram uma lenta evolução de artigos de luxo e de textos sagrados a textos mais mundanos (os poetas e escritores podem agora com muito mais liberdade e facilidade publicar os seus trabalhos e distribui-los por públicos mais vastos).

Quando em inícios do século XIX apareceu a prensa a vapor, a massificação da produção de livros provocou um boom na publicação de obras literárias (podiam imprimir 1100 páginas por hora, apesar dos trabalhadores poderem apenas colocar cerca de 2000 letras por hora), começamos a assistir uma diminuição nos pormenores das encadernações e nas impressões austeras.

Durante muitos séculos a produção de livros poucas alterações sofreu. Mantendo-se basicamente a prensa de caracteres móveis de Gutenberg.


Nos últimos cinquenta anos, os livros tornaram-se num bem de consumo massificado (com a produção de edições mais baratas, com menos qualidade conhecidas por mass market paperback - livros impressos em papel de menor qualidade, com capas moles de manteriais baratos (hoje em dia algumas edições mass market paperback que me chegam às mãos têm capas de um material sintético que ainda não consegui identificar mas que não é papel vulgar).


Em 2010 a Google calculou que desde o momento que se inventou a prensa, se imprimiram cerca de 130,000,000 de livros.



Com a liberalização do mercado de ebooks e a produção de ereaders mais baratos e acessíveis, o livro enfrenta uma nova metamorfose e vira a página para o próximo capítulo da sua longa história. E aqui eu como bibliófila e consumidora compulsiva de livros penso que já vislumbrei o futuro do nosso bem amado livro: de produto de luxo e ostentação nos seus primórdios ao humilde mass market paperback, assiste-se um pouco ao retorno às origens. Com uma maior difusão e facilidade de acesso à tecnologia ebooks (apesar de ainda faltar muito em termos de unificação do mercado, pois ainda temos muitos tipos de ficheiros que são exclusivos para este ou aquele equipamento e que são dificilmente convertidos), quem compra edições mais baratas irá optar por ebooks cada vez mais enquanto o livro enquanto objecto físico será cada vez mais um objecto de luxo como antigamente.


Cada vez mais vemos que livros com vendas muito altas e populares (como a trilogias "The Hunger Games", a saga "Harry Potter", o "The Hobbit", só para citar alguns dos mais recentes), têm um tratamento mais cuidado e têm direito a edições mais luxuosas para poderem ser algo mais que um veículo da palavra escrita, voltando a ter corpo, personalidade e alma...

Mas uma coisa é certa, apesar do que o futuro guarda para o nosso "amigo e companheiro" livro... apesar da crescente popularidade dos ebooks e ereaders, a palavra impressa nunca deixará de existir. Apenas se transformará em algo mais precioso e especial que os verdadeiros bibliófilos poderão continuar a apreciar...


Atenção: Não sou historiadora, longe disso (a minha formação académica é muito mias virada para a bicheza). Este texto é apenas uma reflexão pessoal sobre a evolução e o lugar dos livros na nossa vida ao longo dos tempos (a história da palavra escrita é muito mas muito mais complexa do que abordei acima, mas a simplificação e estilização dos primórdios dos livros, serve apenas como uma introdução à maravilhosa história do livro, mesmo antes das histórias serem escritas por entre as suas capas).

Monday, 12 December 2011

Men in Black 3

 
 Mais um dos meus Guilty Pleasures, mas como este novo trailer foi divulgado hoje, não podia esperar quase um mês (pois é a data do próximos post da rúbrica) para partilhar as últimas notícias desta, agora trilogia que apesar de uma segunda parte menos bem conseguida, me continua a fascinar.

Apesar de não haver uma sinopse oficial, podemos ver pelos trailers que o Agente J irá ter a possibilidade de conhecer e trabalhar com um Agente K bem mais novo! E juntos descobrir alguns dos segredos mais bem guardados dos MIB... Já me esquecia, é em 3D -.-" (Será que valerá a pena? Será que teremos disponível em Portugal a versão 2D? Espero bem que sim.)
 
Men in Black 3 já tem data de estreia nas salas de cinema portuguesas: 24 de Maio de 2012.

Sem mais delongas aqui está o novo trailer:


Sunday, 11 December 2011

Eduardo Mãos de Tesoura

 (IMDB)

Título Original: Edward Scissorhands
Ano de Estreia: 1990
País: USA
Realizador: Tim Burton

Sinopse:
Era uma vez um castelo no topo de uma colina, onde vivia um inventor cuja maior criação é Edward. Apesar deste possuir um carisma irresistível, não é perfeito. A trágica e súbita morte do inventor deixou-o incompleto e dotado de afiadas tesouras por mãos.

Comentário:
Tim Burton criou um intemporal conto de fadas, que apesar de volvidos tantos anos, mais de vinte anos, ainda é capaz de tocar corações.
Tudo começa com um inventor que vive no topo de uma colina, mesmo na fronteira de um típico subúrbio americano, convenientemente chamado de Suburbia, e que cria Edward, um homem com mãos de tesoura.
Um dos primeiros trabalhos de Tim Burton como Produtor,em que claramente se presencia a génese do seu visual característico, esta produção é também a primeira colaboração entre Johnny Depp e Tim Burton dando início à sua mítica relação (Alice in Wonderland, Sleepy Hollow, Corpse Bride).
Apesar de ter tido já a oportunidade de ver o filme diversas vezes, nunca deixa de me surpreender pela intemporalidade e simplicidade da história e pela forma como esta fábula retrata as relações humanas e a natural sequência dos eventos, que mesmo que estejamos a contar com o que se irá passar, estámos sempre a torcer para que as pessoas pelo menos por uma vez, sejam capazes de ser boas e altruístas.
Tudo começa como um sonho para Edward (Johnny Depp), as cores, as pessoas, a simpatia de todos e a forma calorosa como é recebido por entre os habitantes de Suburbia. Mas à medida que cada um analisa as potencialidades do recém-chegado e a forma como podem pô-las a render para seu próprio benefício, aquelas características humanas que todos tentámos manter trancadas no nosso armário, vêm rapidamente à superfície e começam a provocar estragos. A inveja, a ganância e sobretudo o egoísmo de quem rodeia Edward fazem-no  desejar o isolamento do seu castelo decrépito, no cimo da colina.

Apesar de tudo, mesmo no meio de toda a confusão que se gera em torno de Edward, o amor pela filha da mulher que o acolheu, Kim (Winona Ryder) floresce e é ela quem o ajuda a escapar e a regressar a casa. Fugindo dos humanos e regressando ao isolamento em que sempre viveu, Edward passa a observar o mundo de cima e relembrando a sua breve passagem por Suburbia.
Desde os efeitos especiais, à caracterização de Depp, à própria forma com toda a produção foi conduzida (apesar de serem abordados temas sérios, está sempre presente de forma constante o característico humor negro de Burton), são simplesmente brilhantes e estámos, sem qualqluer dúvida na presença de um mais um clássico de Burton.
Além de um sem número de nomeações ( Caracterização, Melhor Tema Musical, Melhor Actor, etc), "Eduardo Mãos de Tesoura" conseguiu arrecadar alguns prémios:

Saturn Award - Best  Fantasy Film (1992)
Hugo Award - Best Fantasy Film (1991)
Sant Jordi Award - Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Actriz Estrangeira (1991)

Classificação: 10/10

Saturday, 10 December 2011

Booking Through Thursday - Mystery or Love Story?

All things being equal, which would you prefer a mystery? Or a love story?
Prefiro uma boa história de amor (basta olhar para a minha lista de leituras :P), mas se misturar mistério com romance é a perfeição!

Veja-se a minha paixão pela série "The Iron Seas" da autora Meljean Brook. *.*

Friday, 9 December 2011

Before the Blog (3)


  • Porque é que escolheste este livro?
Escolhi este livro pois é certamente o responsável (li-o antes de encontrar Tolkien e o seu Senhor dos Anéis) pelo meu amor pelo género fantástico. E a seguir aos livros do Harry Potter, o culpado pela minha bibliofilia e amor pela leitura! Foi um livro que li, reli e voltei a ler durante uma grande parte da minha vida, e que como nessa altura não tinha grandes meios para adquirir muitos livros, foi durante muitos anos dos poucos livros que me podia dar ao luxo de comprar. E ainda hoje é tratado com muito carinho (ainda para mais depois de ter sido autografado pela autora).
  • Quando é que leste este livro?
Este foi dos primeiros livros que li e comprei na minha transição dos livros livros infantis para literatura mais adulta. Foi um livro que me marcou profundamente (o livro e toda a saga de Sevenwaters da escritora), e foi inclusivé o livro que escolhi para levar para a Juliet Marillier me autografar quando nos visitou no passado mês de Julho. 
  • A quem recomendarias este livro?
A todos os leitores que se desejam iniciar na literatura fantástica. Recomendo principalmente aos jovens leitores pois a Juliet é uma fantástica porta de entrada à literatura jovem-adulta, que nunca deixa de nos fascinar independentemente das releituras ou idade.
Classificação: 10/10

Tuesday, 6 December 2011

Guilty Pleasure (2)

(IMDB)

Ora bem aqui estou eu em mais um post/confessionário destes meus guilty pleasures... Cada vez mais sinto que são mais pleasures que guilties porque o arrependimento anda bem longe na hora de os ler ou ver.

Porque nem só de livros vive esta blogger, desta vez trago uma trilogia de filmes (que em Janeiro de 2012 se tornará um tetralogia): Underworld.


O primeiro e o segundo filme são daqueles filmes que nunca me canso de ver, já o terceiro meh! achei que apesar de ter sido um filme interessante, toda a história pareceu apressada, dispersa e assim desperdiçaram uma boa oportunidade de fazer qualquer coisa interessante com a prequela.

Este post fez-me pensar pela primeira vez - de forma objectiva - no porquê de gostar do mundo de Underworld (aqui vai nada):

  • O Michael Sheen, bem, porque sim! Primeiro adoro o trabalho do actor (só de me lembrar dele em Tron, quase tenho uma síncope), e depois porque acho que ele capturou bem o personagem de Lucian
  • O facto de ser um filme passado numa das minhas cidades em lista de espera para visitar, Budapeste (é uma das cidades mais bonitas da Europa), e que aproveita bastante bem a arquitectura da cidade
  • Kate Beckinsale, porque apesar de tudo a Selene é uma kickass a sério (e só aqui entre nós que ninguém nos ouve, o guarda roupa é awesome) e adoro vê-la a manhandle quem se mete no caminho dela
  • A Banda Sonora (tem A Perfect Circle - entre outros - e basta! Ou é preciso dizer mais?! :P) Marco Beltrami também compôs um bom completo orquestral e foi a partir de Underworld que passei a estar mais atenta ao trabalho dele
  • Tem vampiros e lobisomens, mas daqueles a sério dos maus que andam sempre a tentar matar-se uns aos outros (e que não podem apanhar sol porque morrem mesmo!)
  • E porque adoro o visual gótico e decadente dos filmes.
  • Quase me esquecia de Bill Nighy, ele é espetacular como o ancião Viktor. Acho que ele é mesmo perfeito para o papel, consegue manter aquele ar de realeza inclusivé quando é apenas um cadáver ressequido numa cripta.
E aqui fica a minha confissão e agora um *squee* grande pois em Janeiro estreia o quarto filme e o trailer não me desiludiu... vamos lá ver no que dá (podem contar comigo numa sala de cinema a torcer pela Selene). Aqui fica o primeiro dos trailers de Underworld: The Awekening:


E já sabem, o confessionário encontra-se aberto... toca a sair do armário! ;)

Saturday, 3 December 2011

In My Mailbox (5)


A Mailbox desta semana esteve recheada de coisas boas... de coisas tão boas que até parecia Natal! Aproveitei as mega promoções da Black Friday da Amazon.co.uk e consegui agarrar a trilogia da Suzanne Collins a menos de £8 (se já achava barato pagar £12 quando vi este preço aproveitei logo, mas alguém se conseguia segurar?! Vá! :P )

Finalmente vou ler o "Heartless" da Gail *squeee*, pena foi ter-me enganado na edição O.O mas pronto... na mesma caixinha da Amazon vinha o fantástico livro comemorativo dos 75 anos da publicação do "The Hobbit" de JRR Tolkien.

 
 

Em pormenor duas das ilustrações que conhecemos das edições de Tolkien que chegaram até nós. Uma do Smaug a conversar com Bilbo (escondido pelo Anel) e a morte de Smaug (ainda em fase de esboço).

Ao ver o trabalho todo de Tolkien por trás do mundo que criou durante mais de 4 décadas, penso muito na fantasia contemporânea e no conceito de que a fantasia é um irmão menor da literatura e abano a cabeça pois nada podia estar mais longe da realidade! 


E claro está, o meu Kindle chegou (mas ainda havia alguém que me conhece que ainda não sabia disso?!)...

Friday, 2 December 2011

Boneshaker, o Filme



"OH MY GOD, YOU GUYS. So this is real, it’s true, and it’s happening. Because I will otherwise just babble at you incoherently, I will cut/paste the pertinent info from this article at Deadline.com.

So NOW you know what I’ve been sitting on for the last few months, DESPERATE to blog about yet being unable to do so. FINALLY IT CAN BE TOLD. And apparently it wants to be told in ALL CAPS because it just FEELS RIGHT.
BECAUSE HOLY SHIT, y’all. A HAMMER MOVIE.

And if you’ve read those, you know just about as much as I do. I know nothing about casting, about filming, about schedules, or anything like that … but you may rest assured that as I have leakable information, I will leak it LIKE A SIEVE.
But first, I think I might need to go lie down.
I’m … I’m having a moment, over here …"
 
É com muito entusiasmo que leio o anúncio de uma adaptação deste livro de Cherie Priest. A autora anunciou esta semana a adaptação da obra de steampunk que ajudou a impulsionar este género emergente para o foco do mundo editorial.

Há meses que Cherie falava em grandes notícias para os fãs mas conseguiu aguentar sem se descair, até ao anúncio oficial divulgado no passado dia 30 de Novembro.

"Brian Oliver, Presidente da Cross Creek Pictures(...) anuncia hoje que a Hammer adquiriu os direitos do livro "Boneshaker" de Cherie Priest para adaptação ao grande ecrã. O projecto será co-produzido pela Hammer e pela Cross Creek Pictures e co-financiado pela Exclusive e pela Cross Creek Pictures.

John Hilary Sheperd, o argumentista da primeira temporada de "Nurse Jackie" e nomeado para um WGA em 2010  pelo seu trabalho, será o responsável pela adaptação da obra ao cinema.

O entusiasmo a autora fez-me mesmo sentir ainda mais excitada com a notícia, espero que corra tudo bem. Irei estar atenta ao projecto! Way to go, CHERIE!

Link Página Oficial de Cherie Priest - com a notícia do anúncio

Booking Through Thursday - Mood Reading

Do you find that your mood affects the things you read? Like, if you’re in a bad mood, do you tend to indulge in reading that will support it or do you try to read things that will cheer you up? Do you pick different types of books on dreary, rainy days than you do on bright sunny ones?
For that matter, does your mood color what you’re reading, so that a funny book isn’t so funny or a serious one not so deep?

O BTT desta semana é bem tricky... ora bem acho que a resposta geral às questões levantadas é um rotundo SIM! 

Sim, a minha disposição afecta bastante o que escolho ler.
Sim, a minha disposição influencia bastante se vou ou não gostar de um determinado livro, por isso os escolho bem a minha próxima leitura tendo em conta a disposição do momento.

Por exemplo nos últimos tempos, tenho tido bastante trabalho e feito muitas horas extraordinárias, além do trabalho voluntário que faço, logo ando mais cansada. As minhas leituras têm reflectido isso, e tenho escolhido coisas mais light. Tenho optado por antologias e os meus muito amados guilty pleasures. *wink*

Diário de um Kindle (4)

A Chegada

Depois de fazer a encomenda no passado Sábado, o meu Kindle que atravessou continentes e oceanos, finalmente chegou a mim na Quarta-Feira, mesmo mesmo a tempo de um feriado de ronha agarrada à palavra escrita...

Segunda-Feira o meu kindle já havia atravessado o continente americano: partiu de Phoenix, Arizona para Louisville, Kentucky de onde levantou voo para Koeln, Alemanha, depois uma vez mais levantou voo para a cidade invicta, Porto. Chegou cá na madrugada de dia 30 de Novembro, passou umas horitas a ser mimado pelos senhores da alfândega e chegou a minha casa incólume por volta da hora do almoço (segundo os senhores da UPS às 12.03h).

Isso significou uma coisa, no lunch hour for Janita, pois quem pensa em almoço quando tem um kindle à espera de ser estreado?!

Apresento-vos o novo Kindle e o seu unwrapping, na próxima semana irei partilhar a experiência (funcionalidades, limitações, etc).


De notar: toda a embalagem é de papel, que facilita a reciclagem de todo o aparato que envolve o Kindle, a única coisa de plástico em toda a embalagem é mesmo apenas uma membrana protectora no ecrã do Kindle.

Tcharan, Le Kindle a iniciar :')

Tuesday, 29 November 2011

Diário de um Kindle (3)

A Compra

Depois da escolha do modelo mais indicado para as minhas necessidades, das poupanças e assalto do mealheiro fui então comprar o meu kindle! (Atenção que nós tugas, como não temos uma loja Amazon.pt, temos mesmo que adquirir estes artigos pelo site americano. Buhhh para as taxas, impostos e portes que temos que pagar, Buhhhh)


Como escolhi o modelito mais barato sobraram-me alguns euritos e com eles decidi comprar a capa de protecção do kindle com luz. Já que ia pagar taxas, impostos e portes de envio, ao menos pagava tudo de uma vez e não arriscava estragar o meu kindle.

Depois de muitas peripécias e escolhas (qual a côr da capinha com luz, decisões, decisões):

Como tentar não custa, tentei adquirir o Kindle special offers que custava $89 em vez de $109, mas quando fui fazer checkout deu-me mensagem de erro e o próprio site da Amazon sugeriu que mudasse o item para o kindle que permite o envio internacional( o mais caro e sem special offers!)


Como a capa com luz só está disponível para entrega no final do ano, e como as expectativas são muitas, paguei mais uns euritos e vou receber o kindle já esta semana, ficando a aguardar pela altura do Natal a chegada da capa com a luz em bordeux.


Os meus gastos todos discriminados com o meu kindle, para quem pretende fazer contas à vida e desgraçar-se, economicamente falando:

Item Subtotal: $109.00
Shipping & Handling: $20.98
Total Before Tax: $129.98
Import Fees Deposit: $29.90
Shipment Total: $159.88
Paid by Mastercard: $159.88 




Monday, 28 November 2011

Diário de um Kindle (2)

 O modelo

O modelo escolhido por mim foi o Kindle (o modelito low cost) que custa $109 dólares (cerca de €81,50)...

(Amazon)

E porque é que escolhi este modelito, em vez de outros mais XPTO, perguntam vocês?!
  1. O preço é sem dúvida o maior atrativo deste modelo Kindle;
  2. O Kindle Touch (que me captivou primeiro) era sem dúvida uma boa escolha (permite ouvir audiobooks, tem mais memória - cerca de 3000 livros ao invés de 1400 livros - e tem mais autonomia), mas sem saber quando estará disponível na Europa a questão que se coloca é: quanto tempo quero estar à espera de um gadget por causa de funcionalidades que irei raramente utilizar (se é que as utilizarei?!);
  3. 1400 livros num bolso chega, não?! Quanto tempo demorarei a ler quase 2Gb de livros?! Precisarei mesmo de 4Gb de informação comigo at all time?!
  4. Não tem entrada de earphones, mas para quem não ouve música enquanto lê e muito raramente ouve audiobooks, impõe-se mesmo a espera e o dinheiro extra?! Para ouvir música temos os leitores de mp3 que custam menos que a diferença entre os modelos.
  5. Um gadget de utilização diária e intensiva (como um kindle terá nas mãos de bibliófilos mais tecnológicos), sujeito a quedas e roubos, será que compensa ser um modelo muito avançado?!
  6. Nos vídeos dos utilizadores nota-se uma maior liberdade no manuseamento do Kindle vs Kindle touch (pois tem menos área para agarrar o gadget e porque é touch, logo tocar no ecrã é off limits se quisermos manter-nos na mesma página, presumo que o conforto durante a utilização seja bem menor que com outros modelos de kindles);
  7. Uma dúvida que assaltou o povo que pretende comprar um kindle nos próximos tempos: o ecrã do touch terá as mesmas propriedades?! O e-ink será tão bem conseguido como nos outros modelos?!
Depois destas dúvidas todas, depois de tanta indecisão e espera, tendo o modelo escolhido só faltava mesmo passar da teoria à prática...
No passado fim de semana, finalmente oficializei a minha compra! No próximo post irei partilhar os passos e os custos da minha aventura kindliana.

Friday, 25 November 2011

Booking Through Thursday - Thankful

What book or author are you most thankful to have discovered?
Have you read everything they’ve written? Reread them?
Why do you appreciate them so much?

Vamos fazer assim... um autor que me marcou muito e um autor que descobri recentemente e que me colou às páginas do livro.
                                    (J.K.Rowling)                        (Meljean Brook)

A J.K. Rowling não é qualquer novidade (aqui a je é uma Potterhead assumidíssima), li ,reli e voltei a ler os livros todos da saga do Harry Potter. Tive a honra e o prazer de crescer com eles e com os personagens e ainda hoje me emociono quando penso em tudo o que aconteceu naqueles livros mágicos...

A Meljean Brook descobri há muito pouco tempo e honestamente, com a saga de "The Iron Sea", já há algum tempo que não me entusiasmava muito com os livros que me passavam pelas mãos. Ainda não tive a oportunidade de ler tudo o que a autora publicou mas ainda tenho tempo :)

As duas foram capazes de criar mundos complexos cheios de pormenores, personagens apaixonantes e marcantes com as quais me identifico muito. No caso da Meljean, personagens femininos que não deixam de ser quem são só porque encontram alguém com quem partilhar aventuras e desventuras!

Wednesday, 23 November 2011

Diário de um Kindle


Ao fim de quase um ano de poupanças, sacrifícios e muitas contas à vida... arregacei mangas, parti o meu mealheiro de porcelana e vou finalmente comprar o meu primeiro ereader.

Entro assim em contagem decrescente para a aquisição do tão aguardado ereader!

Depois de pesquisar modelos, marcas, preços... stalkar povo que já tem kindles e outros gadgets de leitura de ebooks, decidi-me pelo modelo low cost do popular ereader da Amazon.

Como gosto de estar bem informada quanto aos gadgets que compro, após uma pesquisa exaustiva das melhores opções para mim reduzi a lista a estes três ereaders:

             -Kobo Reader-
Prós: Valor tendo em conta as funcionalidades e o facto de poder escolher a côr do gadget (rosa, branco, cinza e azul claro); Design apelativo (a parte posterior do reader tem textura para facilitar o manuseamento); Slot para cartões microSD (podemos expandir a capacidade de armazenamento do nosso gadget - não disponível nos kindles)

Contras: Não enviam para Portugal (apenas Canadá e USA) :S

 
               -Nook-


Prós: Haver disponível uma versão "nook Colour"; Slot para cartões microSD

Contras: Uma vez mais não enviam para Portugal; valor elevados comparando ereaders com funcionalidades semelhantes



 
             -Kindle-
 
Prós: Enviarem para Portugal (\o/); a facilidade de acesso aos conteúdos na Amazon (selecção de clássicos gratuitos e promoções); Preço do equipamento (cerca de $80);

Contras: Não podermos expandir a memória do gadget (não tem slots microSD).




Tendo em conta o cenário limitante dos envios internacionais (mesmo a amazon, só envia os modelos antigos e este modelo low cost para territórios fora dos USA), pesando bem a relação qualidade/preço/funcionalidades, o escolhido foi o kindle (apesar de o kobo ter sempre um lugarzinho especial no meu coração). O próximo passo foi escolher o modelo...

Desde o momento em que os novos modelos kindle foram revelados, que me virei para o novo kindle touch. Mas aqui começaram as surpresas menos simpáticas: sem qualquer explicação que se possa considerar oficial, quando tentei comprar o kindle touch esbarrei com a impossibilidade de ser enviado para fora do território americano! :O 
Desde Setembro que tenho pesquisado e tentado obter uma resposta ou explicação do porquê, a única coisa que se conseguiu até ao momento foi mesmo o silêncio... Na minha opinião (que vale precisamente por ser a minha opinião pessoal), acho que nem mesmo a Amazon contava com este entrave à distribuição mundial de 3 dos 4 novos modelos de kindle apresentados no final do mês de Setembro.

Para não tornar este post excessivamente longo, irei explorar o porquê do modelo escolhido por mim numa segunda parte a ser publicada na próxima semana...

Diário de um Kindle (2) - Escolha do Modelo 
Diário de um Kindle (3) - A Compra 
Diário de um Kindle (4) - A Chegada 
Diário de um Kindle (5) - Balanço
Diário de um kindle (6) - Três anos depois

Tuesday, 22 November 2011

Changeless


Título Original: Changeless
Autora: Gail Carriger
Editora: Orbit
Origem do Livro: Book Depository
Data de Lançamento: 30 de Setembro de 2010

Sinopse:
Alexia Tarabotti, Lady Woolsey, acorda uma bela tarde encontrando o seu marido, que devia estar decentemente dormindo, a gritar o mais alto possível para um lobisomem da sua envergadura e estatuto. Depois de forma inaceitável, o referido marido desaparece deixando-a sozinha para lidar com um regimento de soldados sobrenaturais acampados à porta do Castelo de Woolsey, um sem número de fantasmas exorcisados e uma Rainha Vitória para lá de furiosa.


Mas Alexia está armada com a sua fiel sombrinha, a última moda e um arsenal de infindável civismo. Mesmo quando as suas investigações a levam rumo à "selvagem" Escócia, um refúgio de coletes pavorosos, ela está preparada: dominando as dinâmicas hierárquicas da matilha de lobisomens, como só um "soulless" pode.

Mesmo assim, consegue encontrar tempo para descobrir o seu marido tresmalhado, isto se lhe apetecer!

Comentário:
Neste segundo livro do "Parasol Protectorate" nota-se um claro esforço da autora, para usar mais elementos Steampunk, no livro. De realçar a invenção de um todo sistema de comunicação através do aether (um gás que existe na atmosfera e que facilita transmissões de ondas através de longas distâncias).

Neste livro ficámos a conhecer um pouco melhor os preternaturais (os poderes e algumas formas como as outras criaturas podem usar os preternaturais para seu benefício), assistimos ao desenvolvimento de alguns personagens secundários (e que desenvolvimento), em especial a espetacular Hisselpenny com os seus chapéus extravagantes e uma nova personagem que irá com certeza surpreender muitos: Madame Lefoux, uma chapeleira francesa que tem muito que se lhe diga ;)

Uma vez mais a nossa Lady Woolsey, escolhe o caminho mais complicado e perigoso para desvendar este mistério dos sobrenaturais perderem os seus poderes assim de um momento para o outro e de um clã de lobisomens teimosos como o lobisomen que a eles deu origem que preferem manter-se humanos a passar muito mais tempo sem um Alpha entre eles.

O final deste livro é impróprio para cardíacos ou quem possa sofrer de problemas de saúde relacionados com cliffhangers :P Um aviso, tenham à mão o próximo volume ou irão passar um mau pedaço! ;)

Classificação: 7/10

Monday, 21 November 2011

Eu e os Livros

 
Vi esta rúbrica no cantinho da White_lady e decidi partilhar com todos a minha história com os livros, levando-me a reflectir e a relembrar-me de coisas boas...

Os primeiros livros que me lembro de ler, as edições de capa dura d'"Os Cinco" da Enid Blyton, tinha cerca de 7 anos quando me foram oferecidos pelos meus pais que na altura eram sócios do Círculo de Leitores. Lembro-me perfeitamente do dia em que mos deram: cheguei da escola e tinha no berço do meu irmão (sem irmão lá claro :P ) dois pacotes de plástico transparente de livros... o que eu pulei de tanta felicidade. 

O meu favorito e que li incontáveis vezes foi "Os Cinco na Planície Misteriosa".

Acho que pouco tempo mais tarde os meus pais se devem ter arrependido da prenda que me deram, aqui a euzinha usava todos os truques possíveis e imagináveis para ficar a ler na cama o máximo de tempo que conseguia.


Listagem de técnicas de Leitura stealthy que utilizei ao longo dos anos (atenção crianças, aprendam comigo):
  1. "Só até ao fim do capítulo vá lá"; seguida de "Só até ao fim da página, tá quase."; culminado com pais acampados à porta do quarto "É só mais esta frase, juro!"
  2. Esperar que pais caíssem no abençoado sonho dos justos e mal ouvia os roncos deles, BAM! Portinha do quarto encostada e luz ligada e ler até cair para o lado ou até os pais verem a luz que passava por baixo da porta e virem tirar a lâmpada do candeeiro da mesinha de cabeceira, pois "Amanhã é dia de escola!"
  3. A técnica anterior mas adaptada, antes de ir dormir, fanar umas quantas toalhas e antes de ligar a luz para ler, tapar a frinchinha por debaixo da porta. HEHE Regra geral acabava da mesma forma referida em cima, e com o confiscar de lâmpadas.
  4. Descobri a maravilha das lanternas quando já estava mesmo a sair da primária! Opá lembro-me da minha felicidade só de pensar nas possibilidades! Já não há cá frinchinhas, nem ter que dormir de porta aberta para não dar ideias... O meu bem mais precioso a seguir aos livros d'"Os Cinco" (que eram 7, ainda os tenho guardados como tesouros) e outros poucos que tinha conseguido, era a minha lanterna e o meu stash de pilhas alcalinas. Isto foi tudo muito bonito até ao dia em que fui apanhada em flagrante e se descobriu o porquê de eu comprar pilhas com tanta devoção nas visitas ao Jumbo recém-aberto.
Acho que foi no ciclo que os meus pais desistiram de me fazer adormecer a horas normais... não valia o trabalho. Aqui por casa nunca se nadou muito em dinheiro, por isso era frequentadora assídua da Biblioteca da minha escola e lia um livro por dia. A minha mãe trazia-me livrinhos da Escola em que trabalhava e na qual hoje trabalho eu, tinha eu 11 ou 12 anos e ela trouxe-me um livro que a Ritinha (a Srª que ainda hoje trabalha na biblioteca e é uma fófi) lhe tinha dito que era um sucesso e tinha acabado de chegar à biblioteca... e que livro era esse perguntam vocês?! O "Harry Potter e a Pedra Filosofal", foi amor à primeira linha (de palavra escrita claro :P ), à medida que os livros iam saindo, aí vinha o livro a estrear para as minhas mãozinhas ávidas e só mais tarde é que tive a possibilidade de comprar cópias para mim.
Durante muitos anos, a minha única fonte de livros eram prendas de Natal, a pontual prenda de anos, e as minhas poupanças que na altura das férias eram sempre aplicadas na Bertrand do Maiashopping.Ou então poupava o ano todo e ia um dia à Feira do Livro do Porto (que era no Palácio de Cristal) e tirava a barriga de misérias. Assim comprei os meus livros todos do Tolkien, do Paolini e os da Juliet. 

Nos meus anos de Secundário, passava todos os tempos mortos na Biblioteca Municipal da Maia, por entre livros e prateleiras carregadas deles, muito aprendi, muito li, muito escrevi e aproveitei cada segundo da companhia da palavra escrita. Poucos livros conseguia comprar ou cravar à minha mãe, pois o dinheiro sempre foi uma coisa elusiva para nós, nessa altura já a ela se queixava que eu era uma leitora e compradora de livros compulsiva! :P Mal sabia ela o que seria daí a alguns anos...

A grande reviravolta dá-se quando eu começo a trabalhar e a ter o meu dinheiro (isto aconteceu há cerca de três anos), conheci o Book Depository e BAM! Deu-se o descalabro total...agora mãezinha chama-lhe compulsiva! :P

Agora em vez de me tirar lâmpadas, a Senhora minha Mãe ameaça-me com despejo no momento em que os meus livros começarem a "invadir o resto da casa". Claro que ela não imagina que a invasão já começou há uns tempos... Muwahaha, mas shhhh ela nem pode imaginar senão esta pobre Blogger bibliófila terá de ir Bloggar para debaixo de uma qualquer ponte com wi-fi! :P

Sunday, 20 November 2011

Eye-Candy (12)

Biblioteca Orlando Ribeiro
Instalada num antigo solar, um edifício bastante interessante.
É onde estou neste momento, no Fórum Fantástico 2011!

Link do evento ---> http://forumfantastico.wordpress.com/

Thursday, 17 November 2011

Booking Through Thursday - Category

Of the books you own, what’s the biggest category/genre?
Is this also the category that you actually read the most?


OMG! Isto pergunta-se?! :P
*olhando em volta,vendo as prateleiras* Nas minhas prateleiras tenho fantasia, fantasia, ficção-científica e, bem, fantasia...
Isto tudo começou com os livrinhos do grande senhor da fantasia J.R.R.Tolkien, que com a sua imaginação e dedicação me fez apaixonar pelos mundos fantásticos dentro dos livros.


E o género que neste momento mais leio... bem como colocar isto... fantasia :D
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