Friday, 17 February 2012

In My Mailbox (8)


Este mês foi bem recheado de loucuras biliófilas...
Primeiro foram as promoções do site da Presença, primeiro em Dezembro e depois continuaram o mês todo de Janeiro:
 Depois foram as 24 horas do Book Depository UK:
E claro a encomenda do costume, no sítio do costume aka Book Depository.com:

Devo dizer que a edição ilustrada do Labyrinth é uma delícia, recheado de detalhes interessantes sobre a cidade de Carcassonne - que é onde se passa a acção do livro...

Thursday, 16 February 2012

Booking Through Thursday - Fanfiction

Have you every written any fan-fiction? If yes, why and for which book(s)? If no, would you like to and for which books(s)?
For that matter, do you ever READ fan-fiction??

Sim, *hangs head in shame* e inclusive fiz um doujinshi - que é fanfiction, mas em formato banda desenhada.... escrevi/desenhei para vários manga.

E li muito fanfiction, fui beta reader e fiz parte de um dos maiores sites de fanfiction: www.fanfiction.net . Conheci pessoas muito interessantes por lá e com quem ainda falo!

Mas não digo mais... hihihi... é segredo! :P

Abraham Lincoln - Vampire Hunter

 (IMDB)

Sinopse:
Indiana, 1818. 

Abraham Lincoln com apenas 9 anos assiste à morte da própria mãe... uma morte terrível causada por vampiros.

A partir do momento em que descobre a verdade, Abe dedica-se de corpo e alma à destruição das criaturas sobrenaturais que encontra no seu caminho. A vingança tem um nome, Lincoln e a sua arma um machado.

Tem estreia nas salas de cinema nacionais a 2 de Agosto de 2012.


Sim, é em 3D, mas é um filme com selo Tim Burton e eu sou uma vendida para tudo o que é Tim Burton related... por esse motivo em Agosto estarei numa sala de cinema a ver se esta adaptação é tão boa quanto este primeiro trailer!

Wednesday, 15 February 2012

Misfits - Season 2

Título (pt): Os Inadaptados
Ano de Estreia: 2010
País de Origem: UK
Nº de Episódios: 8
 
Sinopse:
Kelly (Lauren Socha), Nathan Young (Robert Sheehan), Curtis Donovan (Nathan Stewart-Jarrett), Alisha (Anthonia Thomas) e Simon Bellamy (Iwan Rheon) têm uma coisa em comum: todos fizeram alguma coisa ilegal e por isso, têm uma pena a cumprir no Centro Comunitário. De repente, uma inesperada tempestade abate-se sobre a cidade e começam a acontecer coisas estranhas. Eles não fazem ideia que cada um acaba de ganhar um poder que não escolheu e que revela a cada um deles as suas inseguranças mais profundas e obscuras. Todos eles vão descobrir que não são os únicos afectados pela tempestade e que outras pessoas também desenvolveram poderes estranhos…

Comentário:

Depois de finalmente descobrir qual o poder que lhe calhou Nathan, descobre também que não tem propriamente sorte com o timing...

(SPOILERS - por mais que tente é impossível evitar spoilers!)


Ora bem agora que o aviso está feito, posso falar à vontade! :) 
Se a temporada anterior correspondia ao nascimento (com o grupo a tentar descobrir os seus poderes e ser bastante bem-sucedidos não conseguirem fazer nada de útil com eles), esta é a infância e o crescimento (em que os cinco começam lentamente a descobrir o potencial dos seus poderes, e descobrem que são responsáveis por esse poder que têm e que acabou o tempo de brincar e fugir quando as coisas não correm tão bem quanto esperávamos).

No último episódio da temporada 1, assistimos ao aparecimento de um estranho mascarado que salva Nathan, devo dizer que os argumentistas tiveram um verdadeiro golpe de génio com o subplot do hoodie (como os fãs lhe chamam - para evitar o maior spoiler possível da série), se bem que depressa lhe deram uma solução que foi pena pois claramente tinha potencial para o poderem aproveitar mais que 3/4 episódios...


Nota-se claramente um orçamento mais folgado, temos melhores efeitos especiais, poderes mais extravagantes e os nossos heróis já se movimentam em mais cenários além do centro comunitário onde prestam contas à justiça.

O ponto mais interessante de Misfits são os personagens, os Asbo Five, inadaptados e incapazes de fazer algo com os poderes que lhes foram atribuídos. O crescimento dos personagens, a forma como lidam com a tragédia, como interagem uns com os outros, como tentam perceber como gerir a responsabilidade dos poderes de cada um...

Simon Bellamy foi claramente o personagem estrela da segunda temporada, substituindo um pouco Nathan Young no spotlight (na minha opinião os argumentistas teriam ganho muito mais em manter os dois em destaque, a química entre os dois actores é fantástica e poderia ter resultado muito melhor do que um progressivo afastamento de Nathan do lugar de protagonismo). Simon evoluiu imenso, deixando para trás um rapaz tímido, retraído e apagado, tornando-se rapidamente na consciência e líder dos cinco, agora amigos.


Kelly e Alisha também evoluíram bastante. Alisha deixou para trás o lado fútil, de femme fatalle e a aproximação a Simon faz com que se aperceba do que realmente é importante. Kelly, bem, ela não deixa de ser quem é, tomboy até à medula, mas começa a ter mais capacidade de lidar com o julgamento dos outros e lentamente começa a deixar de ser quem os outros querem que seja e passa a mostrar as suas cores.


Vince Pope é brilhante, adoro a Banda Sonora de Misfits... Adoro a selecção de músicos britânicos para complementar o trabalho do compositor. Desde que comecei a ver Misfits que sou incapaz de passar um dia sem ouvir parte da Banda Sonora (obssessive much?!) Para perceberem aquilo de que falo, deixo-vos o link para a música "Spanish Sahara" dos Foals - acho que foi uma escolha perfeita, pois para quem já viu a série a própria evolução do tema acompanha os ups and downs da vida destes cinco jovens inadaptados...


Dou a esta season menos um ponto pois a personagem Nathan, lá mais para o final da season começou a aborrecer-me um pouco... Eu adoro o personagem, adoro o actor que de forma brilhante encarnou o palhaço de serviço do grupo. Mas Nathan não evoluiu, ao contrário dos outros personagens (uns mais que outros é certo, como já referi em cima) e por vezes sentia-se que o próprio actor estava desconfortável com esse mesmo facto. Será que foi isso que levou Robert Sheehan a deixar a série, e tentar a sua sorte em Hollywood?!


Friday, 10 February 2012

Operation Proposal


É o remake sul-coreano de um dos j-Dramas que mais gostei, primeiro porque tem o Yamashita Tomohisa (sim eu sou fã assumida dele! :P), depois porque adorei a história.

Pelo que vejo eles lá pela Coreia andam numa de remakes de séries de grande êxito do Japão (Kimi wa Petto, Boys Over Flowers, Hana Kimi, só para nomear alguns dos mais conhecidos), e desta vez pegaram em Proposal Daisakusen de 2007...


Estreou esta semana (passado dia 8 de Fevereiro) com grandes audiências, num dos canais de cabo TV Chosun, da Coreia do Sul, e pelo que pude ver, seguirá o argumento original japonês. O protagonista é uma das estrelas em ascensão da indústria do entretenimento, e um dos protegidos de Bae Yong-joon (uma lenda e o percursor da korean wave - que explicarei noutro post).


Proposal Daisakusen, aka Operation Love

Sinopse:
Iwase Ken (Yamashita Tomohisa) e Yoshida Rei (Nagasawa Masami) são amigos desde a escola primária. Ken é um rapaz teimoso e claramente desejeitado quanto a assuntos do coração, mas há muito que nutre algo mais que amizade por Rei. Mas ela está prestes a casar com outro homem. Enquanto Ken e os amigos vêm a cerimónia desenrolar perante os seus olhos, uma fada aparece a Ken.

Ken tem a possibilidade de viajar no tempo, acompanhando as fotos do álbum de recordações de Rei, conseguindo uma segunda oportunidade de corrigir mal entendidos e finalmente confessar o seu amor...



Provavelmente irei rever Proposal Daisakusen enquanto espero por mais desenvolvimentos de Operation Proposal, depois partilho o meu comentário aqui... São 11 episódios repletos de pura fluffness e o Yamapi está no seu melhor!! ;) (Sim, eu tenho o gene!)


Classificação: 8/10
Precauções durante Visionamento: Muitos Lenços de Papel; Sem ninguém por perto;

Thursday, 9 February 2012

Booking Through Thursday - Only Five

If you had to pick only 5 books to read ever again, what would they be and why?

 
Ora bem, uma pergunta bem difícil, ainda para mais feita uma pessoa que tanto gosta de ler livros!! :) E que ainda é muito agarrada ao objecto físico (sou incapaz de me "desfazer" de livro algum e arrepio-me só de pensar nisso)...
Só 5 livros... ora deixa cá pensar:

1º - Harry Potter e a Pedra Filosofal, da J.K.Rowling
2º - O Silmarillion, do J.R.R.Tolkien
3º - O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry
4º - A Filha da Floresta, da Juliet Marillier
5º - Orgulho e Preconceito, da Jane Austen

Wednesday, 8 February 2012

Liebster Blog

Tanta simpatia por essa blogosfera fora! Numa semana recebi o meu primeiro selo, e recebi-o de 4 bloggers ( :O ): a Slayra do Livros, Livros e Mais Livros; a Jen7waters do Cuidado com o Dálmata, da Carla Soares do Monster Blues e da Filipa d' O Labirinto dos Livros . Muito obrigada por todo o lieb que partilharam aqui comigo e com o meu humilde cantinho...

White_Lady do blog Este Meu Cantinho
Ana do blog Floresta de Livros
Cat_Sadiablo do blog A Bibliófila
Olinda do blog A Casa do Alfaiate

Regras:
1 – Link de volta com o blogger que lho deu;
2 – Cole o selinho no seu blogue;
3 – Escolha 5 blogues para repassá-lo, que tenham menos de 200 seguidores;
4 – Deixar um comentário avisando que estão recebendo o selinho.

Tuesday, 7 February 2012

O fim de uma era?


Depois de ver a reportagem do Público entitulada "Os últimos dias da Livraria Portugal", pus-me a pensar nesta leva de falências, encerramentos e desaparecimentos de livrarias mais ou menos históricas...

Mas porque fecham livrarias um pouco por todo o mundo? Sim, porque não é só em Portugal, lembro-me de no ano passado ter vindo a público a eminente falência da "Travel Bookshop" de Notting Hill na cidade de Londres, famosa por ter sido cenário do filme "Notting Hill".

1. Crise Económica - sim, é um dos factores principais para o fim de muitas livrarias, algumas delas emblemáticas. Com uma oferta de livros cujos preços falham em acompanhar os tempos (que são cada vez mais caros) não deixam outra opção aos leitores, que não seja a opção de não comprar!

2. Compras Online - muitas destas livrarias históricas, não conseguem acompanhar a evolução do mercado. Descuram muitas vezes a vertente online do novo mercado de venda... o jovem consumidor começa cada vez mais a comprar produtos através de lojas virtuais. A tendência é para aumentar este tipo de comércio, face ao comércio tradicional (de livreiro e balcão) e qualquer negócio que se esqueça desse facto está claramente votado ao insucesso. Falando na minha experiência, poucos livros posso comprar em livrarias, devido ao meu reduzido rendimento mensal (num cenário de salário mínimo, quantos livros a cerca de €20 poderia eu comprar sem morrer de fome?! Isto tendo em conta que no ano que passou li 66 livros...), e opto maior parte das vezes por adquirir livros através das lojas virtuais das editoras ou na língua original (o que me leva rapidamente para o número 3 da lista).

3. Inglês - com a globalização, a aposta do ensino da língua inglesa nas escolas desde muito cedo do percurso escolar, o número de portugueses que têm competências de leitura e escrita em pelo menos essa língua tem aumentado exponencialmente nos últimos anos. Isso leva a um aumento do consumo de livros em inglês, se aliarmos isso com a cada vez maior facilidade em comprar este tipo de produtos online, temos uma combinação quase letal para a maioria dos livreiros portugueses. Se por um lado é verdade que, pegando no exemplo do Book Depository, tenho cerca de 8 dias entre a compra e a recepção do livro, por outro tenho a poupança de muitos euros. Veja-se o meu caso, eu com cerca de €25 por mês sou uma leitora feliz, compro entre 4/5 livros e tenho material de leitura para esse período de tempo (comprando livros em inglês/francês no Book Depository), vou a uma livraria com a mesma quantia (em alturas fora de saldos/promoções) e trago 1 livro ou 2 quando a editora que escolhi pratica preço mais baixos ou as edições que escolhi são as de bolso ou das mais básicas.

4. Livro usado - O único sector que vejo a prosperar é mesmo o sector albarrabista, muitos leitores quando confrontados com dificuldades económicas começam a "desfazer-se" das suas bibliotecas privadas tentando assim conseguir algum dinheiro extra para poderem fazer face a despesas e/ou obrigações bancárias. Enquanto outros leitores ou bibliófilos não têm capacidade de adquirir livros novos, frequentam este tipo de estabelecimentos para assim terem acesso a alguns livros que vão chegando às prateleiras dos alfarrabistas.

5. Trocas - comunidades como o Bookcrossing ou o Winking Books, redes sociais de troca de livros, também contribuem para a diminuição de livros vendidos. Num mundo cada vez mais ligado, os bibliófilos juntaram-se na web e organizaram comunidades de troca de livros, tentando juntar o útil ao agradável - livros "novos", a custo zero ou a troco de livros já lidos.

Resumindo, na minha opinião, as livrarias tal como as conhecemos, são espaços destinados a desaparecer gradualmente, um pouco como os videoclubes ou arcadas de jogos da minha infância. Claro que alguns espaços mais emblemáticos podem ser resgatados ao esquecimento com a ajuda de grupos de cidadãos dedicados, que tentem animar esses espaços (veja-se o exemplo que referi em cima, a "Travel Bookshop" ainda se encontra aberta devido à mobilização da população). Com a expansão de lojas online, mudança de hábitos de consumo e alguma dificuldade em efectivamente acompanhar novas tendências de mercado, iremos assistir à "morte" de muitos espaços livreiros, muitos deles emblemáticos...

Monday, 6 February 2012

The Hunger Games (2)

 A semana passada foi divulgado mais um trailer da adaptação cinematográfica da trilogia de Suzanne Collins, "The Hunger Games". E devo dizer que depois de ler a trilogia estou cada vez mais entusiasmada com este filme!
Já tem estreia marcada para território nacional a 29 de Março...

Sunday, 5 February 2012

Sapphique


Título Original: Sapphique
Autora: Catherine Fisher
Editora: Hodder Children's Books
Data de Publicação: 18 Setembro 2008 (UK)

Sinopse:
Finn escapou da terrível prisão Incarceron, mas a sua memória ainda o aterroriza, porque o seu "irmão" Keiro ainda se encontra no interior. Claudia, insiste que Finn é o herdeiro ao trono, mas ele não sabe sequer quem é. Será mesmo o príncipe Giles? Ou as memórias que o assaltam, são apenas construções do tempo em que esteve encarcerado? E como é que Finn pode ser livre se os seus amigos se encontram ainda presos? Podemos saborear a liberdade num mundo congelado no tempo?


No interior da prisão Incarceron, o feiticeiro louco Rix encontrou a luva de Sapphique, o único homem que a Prisão alguma vez amou. Sapphique, cuja existência fez com que Incarceron desejasse fugir à sua própria natureza... Se Keiro conseguir roubar a Luva, será que o seu mundo se irá desintegrar? Dentro. Fora. Todos desejam liberdade... como Sapphique.

Comentário:
Sapphique é a continuação das aventuras de Finn, Claudia e companhia que conhecemos em Incarceron. Agora Finn que escapou da prisão, juntamente com Claudia, tem que se habituar a um novo mundo e apesar de estar rodeado de liberdade e luxo é demasiado parecido com o mundo decadente e subversivo de Incarceron.

Catherine Fisher é uma mestre na arte da crítica de costumes e modas. Usando um mundo distópico e que à primeira vista nada tem que ver com qualquer país do mundo, à medida que mergulhámos no mundo de Sappique vamo-nos lentamente apercebendo dos pararelismos entre o mundo dentro e fora de Incarceron, e o mundo criado por Fisher e o "nosso". Todos existem assentes em ilusões de perfeição, juventude e moralidades ocas...

Os personagens que conhecemos em Incarceron, voltam mais maduros e tridimensionais (aprendem que por vezes o melhor é mesmo para para pensar e maquinar antes de agir, pois é isso que os seus adversários fazem. E conflitos não se resolvem apenas jogando limpo.)

Adorei a evolução do personagem do tutor de Claudia, Jared. Adorei ver um personagem secundário florescer e tomar o seu lugar ao lado de Finn e da sua pupila.

A história deste livro, gravita em torno da lenda de Sapphique - o único prisioneiro da prisão Incarceron a escapar - e na viagem de todos os personagens (dentro e fora da prisão) em busca dele. Assistimos a umas quantas reviravoltas que ainda hoje, meses passados desde terminar a leitura, me fazem refletir no génio imaginativo de Catherine Fisher...

Origem do Livro: Comprado no Book Depository 
Classificação: 8/10

Friday, 3 February 2012

Misfits - Season 1


Título (pt): Os Inadaptados
Ano de Estreia: 2009 (2012 - AXN Black)
País de Origem: UK

Sinopse:
Kelly (Lauren Socha), Nathan Young (Robert Sheehan), Curtis Donovan (Nathan Stewart-Jarrett), Alisha (Anthonia Thomas) e Simon Bellamy (Iwan Rheon) têm uma coisa em comum: todos fizeram alguma coisa ilegal e por isso, têm uma pena a cumprir no Centro Comunitário. De repente, uma inesperada tempestade abate-se sobre a cidade e começam a acontecer coisas estranhas. Eles não fazem ideia que cada um acaba de ganhar um poder que não escolheu e que revela a cada um deles as suas inseguranças mais profundas e obscuras. Todos eles vão descobrir que não são os únicos afectados pela tempestade e que outras pessoas também desenvolveram poderes estranhos…  

Comentário:
Há já uns tempos que me andavam a recomendar e a falar desta série, e eu nunca arranjei um tempinho para a ver, agora arrependo-me disso... 

Misfits é das séries mais interessantes que vi nos últimos tempos e arrebatou-me por completo! É fantasia, ficção-científica, horror, romance e comédia... tem um elenco de jovens talentosos que encarnam personagens complexos, credíveis e tão bem construídos que a empatia com os seus dilemas é instantânea.

Tudo começa com uma estranha tempestade...


E a partir desse momento, cinco "inadaptados" sem nada em comum a não ser uma pena de serviço comunitário, são obrigados a adaptarem-se aos seus novos poderes...

Todos os personagens são bem trabalhados, tanto a nível de representação (o jovem elenco é fantástico) como a nível de argumento - de notar que os poderes de cada um são a manifestação de um traço de personalidade de cada um, os sobrenomes de alguns dos personagens estão também relacionados com o poder que lhe calha ;)


Nota-se o low budget nos cenários, nos efeitos especiais e adereços, mas o que falta em dinheiro é bem compensado em talento da equipa envolvida na produção de Misfits. É claramente uma boa aposta para quem procura algo diferente, intenso e que apesar do tom cómico e apalhaçado (tudo graças a Nathan, o comediante de serviço do grupo) muitas vezes aborda temas polémicos e que afectam verdadeiramente a população mais jovem - bullying, drogas, sexo, vida e relações falhadas. Misfits é uma viagem através dos olhos de cinco jovens que aprendem que às vezes lidar com as consequências do que fazemos é melhor que fugir às responsabilidades daquilo que somos, que queremos ser e do que fizemos...


Uma nota especial para a banda sonora desta série. Músicas escolhidas a dedo e que mesmo ouvidas no nosso leitor de mp3, nos conseguem transportar de volta para o Centro Comunitário de Misfits.



Melhor Episódio: 4
Classificação: 10/10

Thursday, 2 February 2012

Booking Through Thursday - Found Books

Have you ever read a random book left in a waiting room or on a park bench, etc., and did you like it?


Esta semana não me identifico muito com o BTT, pois nunca encontrei nenhum livro, nem participo em projectos como Book Crossing. Ainda sou muito apegada ao objecto livro e para participar nesses projectos tenho que "dar" livros para troca ou deixá-los em pontos estratégicos para outros leitores os encontrarem...

Sei que em Londres, a propósito dos Jogos Olímpicos, os leitores foram convidados a deixar livros no sistema de Metro da capital britânica, acolhendo assim os visitantes que irão sem dúvida o mítico "Tube".

Tuesday, 31 January 2012

Sherlock Holmes: A Game of Shadows

(IMDB)

Data de Estreia: 5 de Janeiro de 2012
País de Origem: USA
Realizador: Guy Ritchie

Sinopse:
Após ter derrotado Lord Henry Blackwood, Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) é confrontado com um novo desafio que envolve o maléfico Professor Moriarty (Jared Harris), um homem dotado de um intelecto soberbo que pretende dominar o mundo. Watson (Jude Law) vai assistir Sherlock Holmes neste seu novo desafio mas também vai tentar salvar a sua relação com Mary Morstan (Kelly Reilly).

Comentário:
Ora bem, por onde começar?! Sherlock Holmes é, como posso colocar?! Over the top, é isso!

Não é um filme muito dado a profundas análises, pois é o que é: um filme de entretenimento e nota-se bem o prazer que toda a equipa teve em o produzir.

É um filme de puro entretenimento, com uma banda sonora espantosa da autoria do prodigioso Hans Zimmer. Nota-se claramente uma maior exploração do bromance (claramente alguém da equipa seguiu a ebulição das redes sociais como twitter, tumblr e afins com a relação de Holmes e Watson) e um maior aprofundamento dos protagonistas.

Este segundo Sherlock Holmes deixa algumas questões em aberto para uma possível continuação e conclusão de uma trilogia dedicado ao personagem de Sir Arthur Conan Doyle. Acho que agora tudo depende dos resultados de bilheteira.

A relação de Holmes e Moriarty foi muito bem explorada, apesar das liberdades de argumento que se tomaram quanto aos personagens originais de Conan Doyle, a relação simbiótica e antagónica dos dois adversários foi exemplarmente transposta no filme de Guy Ritchie.

Por vezes o over the top foi demasiado, e a excessiva repetição do slow motion ou das cenas de acção cansaram um pouco, mas mesmo assim é um bom filme para descontrair.


Classificação: 7/10

Monday, 30 January 2012

Fantasporto 2012


Chega aquela altura do ano em que deixo de dormir em condições e acampo de armas e bagagens no Rivoli.

Chega o Fantasporto... Este ano o cinema muda-se para o Rivoli de 24 de Fevereiro a 3 de Março e já divulgou a programação temporária dos seus auditórios. Visitem a página oficial do Festival para verem a programação em detalhe!

Sunday, 29 January 2012

Underwold: Awakening


Título Original: Underworld: Awekening
País de Origem: USA
Ano de Estreia: 2012

Sinopse:
Quando os humanos descobrem a existência de Vampiros e de Lycans, inicia-se uma purga para erradicar ambas as espécies, sendo consideradas doenças contagiosas todos os infectados são imediatamente eliminados. Ambas as raças são forçadas a mergulhar na clandestinidade... Ao fim de 12 anos de cativeiro, Selene escapa e prova que por vezes o melhor é mesmo resistir e lutar!

Comentário:
Aviso à navegação - como já havia referido no meu meme "Guilty Pleasures", esta saga é um dos meus maiores Guilty Pleasures, por isso não se admirem se este comentário for tendencioso :P

O filme passa-se cerca de doze anos depois de Underworld: Evolution. E temos Selene (Kate Beckinsale) de volta e mais letal que nunca!

A heroína Selene é um dos marcos de filmes de vampiros e com este novo filme dá-se claramente origem a uma nova fase do franchise de Underworld (saí da sala de cinema com a sensação que vem aí uma nova trilogia, mas irei estar atenta a qualquer notícia para ver até que ponto estou certa).

Este quarto filme, veio restaurar um pouco a fé dos fãs em Underworld, isto depois do falhanço que foi o terceiro filme (sinceramente ainda não sei muito bem o que se passou ali)... Selene voltou, com mais kill power e vingança. Este filme tem mais explosões, um body count superior que nos dois filmes em que ela entra e acima de tudo um argumento muito mais estruturado, humano (ou vampírico conforme preferirem) em que se pode ver o lado mais emocional e profundo de um personagem que nos filmes anteriores não foi tão explorado. 

Considero Underwold: Awakening um filme mais maduro, mais ponderado (demonstrando o respeito que os realizadores têm pelo universo e pelos personagens que o habitam). Após nem 30 minutos do início do filme, subiu rapidamente para a posição de melhor filme da saga.

A banda sonora da autoria de Marco Beltrami, volta a destacar-se uma vez mais pela positiva. Tanto a score como a banda sonora propriamente dita (com várias contribuições de Renholder) refletem perfeitamente a atmosfera do filme.

Uma vez que tenho um fraquinho por esta saga, decidi arriscar mais uns trocos e ir ver a versão 3D... e que posso dizer?! Uma verdadeira desilusão!! O filme já de si é escuro (apenas continuando a tendência dos filmes anteriores), e como todos sabem os filmes convertidos em 3D na fase de pós-produção tornam-se ainda mais escuros (veja-se o caso do Avatar do Night Syamalan). Esta combinação é fatalmente infeliz neste filme, existiam cenas em que mal se distinguiam elementos importantes no filme. Existem cenas que estão muito bem conseguidas para 3D, de notar a cena do elevador, mas não compensa o dinheiro extra... terei mesmo que ir ver o filme novamente em 2D - isto se o conseguir encontrar em exibição nesse formato. Acho que como consumidor/espectador deveria ter essa hipótese de escolha, pois como já referi anteriormente, há pessoas que toleram mal a tecnologia 3D (eu por exemplo, em cenas 3D com muito movimento provocam-me por vezes sensação de enjoo).


Outra nota: é impressão minha ou os cinemas Lusomundo estão a perder qualidades?! A primeira parte do filme foi vista sem som surround e só depois do intervalo (que existe apenas para vender mais uns quantos baldes de pipocas e refrigerantes!) é que lá se deram ao trabalho de arranjar a coisa! Bolas amigos, pago quase 6 euros para ir ao cinema e nem direito ao básico tenho...

Classificação: 8/10 (não tendo em conta o 3D)

Balanço Leitura Temática - Steampunk


 Nesta minha primeira Leitura Temática dedicada o Steampunk li 10 livros, tenho ainda uns quantos na calha que infelizmente não tive tempo para ler... mas não escapam! (^.~)

Livros lidos:


Heart of Steel, Meljean Brook 5/5
The Iron Duke, Meljean Brook 5/5
Blameless, Gail Carriger - Steampunkness 3/5
Changeless, Gail Carriger - Steampunkness 2/5
Corsets & Clockwork, Trisha Telep - Steampunkeness 4/5
Sapphique, Catherine Fisher - Steampunkeness 3/5
Clockwork Angel, Cassandra Clare - Steampunkeness 4/5
Soulless, Gail Carriger - Steampunkness 1/5
Incarceron, Catherine Fisher - Steampunkness 3/5


De todos os livros que tive a oportunidade de ler neste Outono Steampunk, os da série da Meljean Brook "The Iron Seas" (The Iron Duke e Heart of Steel) foi a que mais me cativou e a que, na minha opinião melhor representa a estética Steampunk.

"Boneshaker" é também um livro muito detalhado, se bem que tenha alguns problemas de ritmo e do avançar da história, mantendo-se muito limitado quanto à tecnologia referida nele (mais para a frente publicarei a minha opinião sobre este livro).

"The Parasol Protectorate", bem que mais posso dizer que melhor descreva estes livros?! Gail Carriger define as suas criações com uma palavra apenas: "silly" e quem sou eu para contradizer o autor, hein?! São realmente os livros mais tolos (silly) que li nos últimos tempos e valem cada cêntimo e minuto investido neles. As gargalhadas que Lord Akeldama, Miss Hisselpenny e Alexia me arrancaram são impagáveis. (^.^)/*

Resumindo, rendi-me claramente à estética steampunk e mesmo depois desta estação temática as minhas estantes irão continuar a receber mais publicações dentro do género... Numa conversa informal aquando da visita à Feira Medieval de Leça do Bailio, no meu grupo de bibliófilos medievais discutíamos qual o próximo género literário a atacar as editoras... concluímos de forma unânime que o steampunk é um dos géneros favoritos para substituir os vampiros! :D E que posso eu fazer, além de poupar para poder desgraçar a minha carteira nos livrinhos que para aí vêm?!

Friday, 27 January 2012

Misfits - Estreia


Este Domingo estreia no AXN Black estreia uma das séries que mais me surpreendeu nos últimos anos (tirando uma ou duas que levaram a fazer verdadeiras maratonas! :P ).

Misfits já vai na terceira season em Inglaterra, e já desde 2009 que anda a surpreender gente um pouco por todo o mundo...

Kelly (Lauren Socha), Nathan Young (Robert Sheehan), Curtis Donovan (Nathan Stewart-Jarrett), Alisha (Anthonia Thomas) e Simon Bellamy (Iwan Rheon) têm uma coisa em comum: todos fizeram alguma coisa ilegal e por isso, têm uma pena a cumprir no Centro Comunitário. De repente, uma inesperada tempestade abate-se sobre a cidade e começam a acontecer coisas estranhas. Eles não fazem ideia que cada um acaba de ganhar um poder que não escolheu e que revela a cada um deles as suas inseguranças mais profundas e obscuras. Todos eles vão descobrir que não são os únicos afectados pela tempestade e que outras pessoas também desenvolveram poderes estranhos… 

Um conselho... não percam esta série!! É dark, gory, fantástica, e recheada de talentosos actores!

Thursday, 26 January 2012

Booking Through Thursday - Writing or Riveting?

What’s more important: Good writing? Or a good story?
(Of course, a book should have BOTH, but…)


Para mim o mais importante num livro é mesmo uma boa história! Pois por mais lírica e bem escrita que uma história medíocre ou mesmo má esteja ou seja não me consegue cativar...

Se bem que já tive nas mãos livros com histórias com muito potencial, mas que a escrita era tão má que se tornou uma entidade própria que me impedia gozar o livro... Isto tem sido sintomático à medida que os livros de fantasia se têm tornado populares, muitas vezes se opta apenas pela quantidade de publicações em detrimento da qualidade - quer de histórias quer de escrita.

Wednesday, 25 January 2012

Do Copyright...


Já rios de tinta foram derramados por causa das novas leis de copyright... milhões de posts foram publicados sobre o tema e eu como parte da web desde que me lembro (cerca de 12 anos para ser quase precisa) não podia deixar de partilhar a minha opinião enquanto user da world wide web e sobretudo enquanto consumidora (por vezes compulsiva) de tudo quanto é filme, série e música.

Não vou filosofar sobre o que pode acontecer, deve acontecer ou aconteceu... este post pretende ser acima de tudo um testemunho pessoal de alguém que cresceu com a massificação da web, com o proliferar dos downloads ilegais e agora vê as liberdades básicas tanto de autores/cantores/criadores como dos próprios consumidores serem violadas e esmagadas por grandes companhias cujo único objectivo é fazer ainda mais lucros... e que de forma obscena, opressiva e prepotente levam a cabo os seus planos sem pensar em mais nada além dos lucros!

Costumo dizer que nasci com um computador no colo, o meu primeiro computador foi um Mac II (sim, sou velha a esse ponto) cujos programas ainda funcionavam a partir das famosas e arcaicas floppy disks (disquettes com o dobro do tamanho daquelas que tinham 1,44 Mb e que demoravam imenso tempo a encher :P). Apenas quando cheguei ao secundário é que tive acesso à internet de forma regular, com os meus pais a instalarem uma ligação RDIS pela sapo e o resto, como se costuma dizer, é história! 

Sou blogger desde 2006, e tenho acompanhado a evolução das comunidades internáuticas com muita atenção... vi gente a fazer dinheiro com os downloads ilegais e a vender gravações manhosas para ganhar uns trocos e comecei a pensar no que se passava à minha volta. 

Desde o primeiro dia que vi os CD's de capas e proveniência manhosa e duvidosa que não concordei nem compactuei com isso, orgulho-me de nunca ter dado dinheiro a essas pessoas que tentaram ganhar dinheiro com o trabalho dos outros! E o único amigo que tentou montar esse negócio levou umas respostas bem tortas e olhares bem homicidas de cada vez que tentava impingir alguma coisa a alguém na minha presença! A sério, porquê vender coisas que estão disponíveis online para qualquer um?! Juro que nunca percebi aquelas mentes retorcidas...

Sim, eu faço downloads ilegais! E digo também que nunca na vida comprei tanto material legítimo na minha vida, basta irem ver o meu quarto, as minhas estantes e a minha conta bancária miserável! 

Claro que quando comecei a fazer este tipo de download, era uma jovem adolescente sem poder de compra, que só muito raramente lá conseguia impingir aos pais, um CD que gostou particularmente ou um filme que viu no computador mas, que até queria a edição XPTO que está à venda numa ou noutra loja. Mas mal comecei a trabalhar, a ter o meu próprio rendimento, foi o descalabro total!!

Eu sou mega fã de séries asiáticas, de filmes do outro lado do mundo e que nunca teria descoberto, nem conhecido não fossem os temíveis downloads ilegais! E agora anos depois de ter visto essas séries, vou à Amazon e todos os meses encomendo uma caixinha com goodies (geralmente uma série e um ou outro filme)... e dia não é dia em que não babe em frente à minha estante! :D~~

A desculpa esfarrapada e desfazada da realidade que quem faz downloads não adquire os conteúdos depois de forma legal, tendo em conta a minha experiência pessoal e dos meus amigos, conhecidos e familiares é, se me permitem meus senhores, RUBBISH!


Pure and simple bullshit, gentleman!

Como a imagem dos Suicide Bunnies demonstra, estas leis que as grandes corporações tanto lutam por aprovar e aplicar, são apenas uma forma elaborada de suicídio. Pois estas leis que eles pretendem aprovar são muito bonitas para artistas e labels grandes, mas lixa, trama e condena os pequeninos. Pois ao eliminar os sites de partilha, corta a circulação de informação e os consumidores deixam de ter capacidade de conhecer, explorar e apreciar algo diferente que se fossem a comprar para experimentar pensariam duas vezes e optariam por conteúdos conhecidos e mais mainstream.

Tuesday, 24 January 2012

Guilty Pleasure (3)

Ora bem, aqui estou eu com mais uma confissão. Desta vez decidi abordar um dos meus guilty pleasures mais exóticos... *rufo de tambores*

K-Drama aka Dramas Coreanos


Vários são os factores que me fazem adorar k-drama:
  • Homens bonitos e charmosos (apesar de me dizerem que é preciso um gene para apreciar/gostar de homens asiáticos - diga-se já que sou portadora de tal gene e é dominante! :P)
  • Triângulos, Quadrados e Hexágonos amorosos de tal forma retorcidos que raramente sabemos de que lado ficar
  • Argumentos que usam e abusam de estereótipos, roçando muitas vezes o registo de contos de fadas passados na Coreia
  • Muitos deles são verdadeiros tearjerker (I'm Sorry, I love you - é mítico neste ponto, é que é de chorar desde os créditos iniciais *limpa lagrimazinha só de se lembrar da canção cantada pelo So Ji-sub*)

Um dos planos para este ano de 2012 é partilhar convosco mais séries saídinhas da Península Coreana. Uma das coisas que sempre me deixou imensa pena é o facto de não ter a oportunidade de ver estas séries em algum canal sintonizável de forma legal no território nacional! E sim, acreditem (pois eu acompanho a evolução destas produções desde 2005/2006 e assisti ao exponencial aumento da qualidade, empenho e orçamento de uma indústria que ainda tem muito para dar!) que vale a pena cada lágrima derramada, cada soluço e cada gargalhada!!

E vocês? Que guilty pleasures ainda escondem nos vossos armários?
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