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Sunday, 5 February 2012

Sapphique


Título Original: Sapphique
Autora: Catherine Fisher
Editora: Hodder Children's Books
Data de Publicação: 18 Setembro 2008 (UK)

Sinopse:
Finn escapou da terrível prisão Incarceron, mas a sua memória ainda o aterroriza, porque o seu "irmão" Keiro ainda se encontra no interior. Claudia, insiste que Finn é o herdeiro ao trono, mas ele não sabe sequer quem é. Será mesmo o príncipe Giles? Ou as memórias que o assaltam, são apenas construções do tempo em que esteve encarcerado? E como é que Finn pode ser livre se os seus amigos se encontram ainda presos? Podemos saborear a liberdade num mundo congelado no tempo?


No interior da prisão Incarceron, o feiticeiro louco Rix encontrou a luva de Sapphique, o único homem que a Prisão alguma vez amou. Sapphique, cuja existência fez com que Incarceron desejasse fugir à sua própria natureza... Se Keiro conseguir roubar a Luva, será que o seu mundo se irá desintegrar? Dentro. Fora. Todos desejam liberdade... como Sapphique.

Comentário:
Sapphique é a continuação das aventuras de Finn, Claudia e companhia que conhecemos em Incarceron. Agora Finn que escapou da prisão, juntamente com Claudia, tem que se habituar a um novo mundo e apesar de estar rodeado de liberdade e luxo é demasiado parecido com o mundo decadente e subversivo de Incarceron.

Catherine Fisher é uma mestre na arte da crítica de costumes e modas. Usando um mundo distópico e que à primeira vista nada tem que ver com qualquer país do mundo, à medida que mergulhámos no mundo de Sappique vamo-nos lentamente apercebendo dos pararelismos entre o mundo dentro e fora de Incarceron, e o mundo criado por Fisher e o "nosso". Todos existem assentes em ilusões de perfeição, juventude e moralidades ocas...

Os personagens que conhecemos em Incarceron, voltam mais maduros e tridimensionais (aprendem que por vezes o melhor é mesmo para para pensar e maquinar antes de agir, pois é isso que os seus adversários fazem. E conflitos não se resolvem apenas jogando limpo.)

Adorei a evolução do personagem do tutor de Claudia, Jared. Adorei ver um personagem secundário florescer e tomar o seu lugar ao lado de Finn e da sua pupila.

A história deste livro, gravita em torno da lenda de Sapphique - o único prisioneiro da prisão Incarceron a escapar - e na viagem de todos os personagens (dentro e fora da prisão) em busca dele. Assistimos a umas quantas reviravoltas que ainda hoje, meses passados desde terminar a leitura, me fazem refletir no génio imaginativo de Catherine Fisher...

Origem do Livro: Comprado no Book Depository 
Classificação: 8/10

Monday, 7 November 2011

Clockwork Angel


Título Original: Clockwork Angel
Autora: Cassandra Clare
Editora: Walker Books
Data de Publicação: 31 de Agosto de 2010

Sinopse:
Quando Tessa Gray chega à cidade Londres governada pela Rainha Vitória, algo terrífico a espera no Downworld londrino...onde vampiros, feiticeiros e outras criatura sobrenaturais se movimentam silenciosamente nas ruas mal iluminadas e repletas de sombras.
Sem amigos, sem ter para onde ir e perseguida por uma sociedade secreta, Tessa encontra abrigo junto dos Shadowhunters, um grupo de soldados devotados a libertar o mundo de demónios. Cada vez mais absorvida pelo seu mundo fascinante, ela cada vez masi se sente dividida entre dois bons amigos e rapidamente aprende que a magia mais perigosa de todas é o amor.

Comentário:
Depois do sucesso da saga "The Mortal Instruments", Cassandra Clare traz-nos uma nova saga-prequela. Clockwork Angel é o primeiro livro da saga "The Infernal Devices" e promete!

Clockwok Angel é um livro captivante que devorei em relativamente pouco tempo(apesar de um arranque lento), atraída pelas personalidades de Will, Jem e Tessa. Três personagens que com a escrita  de Cassandra Clare ganham densidade e conseguem criar um laço de empatia com o leitor (Tessa por vezes fazia-me revirar os olhos, mas depois lembrava-me que o personagem tem apenas 16 anos e que passou por momentos um tanto ao quanto complicados).

Como já muitas vezes referi, para mim personagens tridimensionais, imperfeitos e humanos (com as suas naturais limitações), são um dos pontos fulcrais de um bom livro, sendo um bom ponto de partida para a construção de mundos e narrativas coesas. E em Clockwork Angel, temos personagens imperfeitos (Will), limitados, neste caso por um problema de saúde (Jem) e uma rapariga de 16 anos atirada para o meio de um mundo que não conhece e hostil, em que todos lutam por a controlar.

Clockwork Angel foi dos primeiros livros que li dentro da estética Steampunk, e é um bom livro que quem aprecia o género, um triângulo amoroso e uma narrativa light. Não vos vou dizer que tudo vai bem no mundo de Cassandra Clare, mas é um bom companheiro para umas horas de entretenimento vitoriano.

Aguardo impacientemente o lançamento de Clockwork Prince, o livro dedicado ao meu personagem favorito, Jem. Espero que a história seja capaz de me surpreender novamente e que algumas das perguntas que ficaram no ar sejam respondidas.

Mais para ler sobre "Clockwork Angel"
Clockwork Angel: Of Loss (The Infernal Devices Shorts #1.2) ----> Link
Uma deleted scene em exclusivo na Amazon (passada no fim de Clockwork Angel e antes dos acontecimentos de Clockwork Prince) ----> Link


Classificação: 7/10

Tuesday, 11 October 2011

Soulless


Título Original: Soulless
Autora: Gail Carriger
Editora: Orbit
Data de Publicação: 1 de Outubro de 2009

Sinopse:
A editora de "Soulless", descreve o livro de estreia de Gail Carriger como "uma comédia de costumes passada numa Londres vitoriana, repleta de lobisomens, vampiros, dirigíveis e muito chá." No centro do Pretectorado da Sombrinha de "Soulless" encontra-se a jovem Miss Alexia Tarabotti, que além de lhe faltar um noivo, sobre também da fatídica falta de alma. E os seus problemas não se ficam por aí: quando ela acidentalmente mata um vampiro, dá início a uma série de acontecimentos que não conseguirá resolver sozinha... aí entra em acção o charmoso Lord Connal Maccon.

Comentário:
Soulless é o primeiro livro da saga de Alexia Tarabotti.

Gail Carriger "constrói" uma Londres governada pela Rainha Vitória e um Parlamento de Ministros humanos e sobrenaturais, cada um presidindo aos problemas das suas espécies.

Um dos pontos fortes de "Soulless" é a escrita de Gail Carriger, e o seu humor refinado, espirituoso e deliciosamente vitoriano. Uma das coisas a que mais importância dou, enquanto leitora é sem dúvida a construção dos personagens e do mundo em que se movimentam. E esta Londres recheada de criaturas sobrenaturais, paranormais e preternaturais, fez-me "mergulhar" no mundo de Alexia Tarabotti. 

Fiquei captiva da atitude de spinster de Alexia e de Maccon com o seu porte régio de Earl e completamente "rough on the edges" como todos os lobisomens devem ser (pelo menos nesta minha cabeça ;) ), e da relação que os dois desenvolvem.

Quantas e quantas vezes dei por mim a "gigglar" (alguém me assegurou que a expressão existe (^.^) ) sozinha com as referências púdicas e reservadas ao longo do livro, a coisas que por vezes são exploradas de forma exagerada e postas literalmente "a nú".

Resumindo, "Soulless" é claramente uma boa aposta para os amantes do já tão em voga Romance Paranormal (veja-se a quantidade de obras deste géneros publicadas um pouco por todo o mundo), mas sobretudo para os que como eu pretendem descobrir um pouco mais do maravilhoso mundo do Steampunk.
 

Muitas das pontas que ficam por atar, são claramente o mote para os restantes livros da saga de Alexia Tarabotti e companhia! Saga essa que vou acompanhar avidamente, neste outono que se quer Steampunk! ;)

Classificação: 7/10

Wednesday, 24 August 2011

Incarceron


Autora: Catherine Fisher
Ano publicação: 2007 (United Kingdom)
Editora: Hodder Children's Books

Sinopse 
Imagina uma prisão tão vasta que contém celas e corredores, florestas, cidades e mares. imagina um prisioneiro sem memória, com a certeza que veio do Exterior - apesar da prisão ter sido selada há séculos e apenas um homem conseguiu escapar.
Imagina uma rapariga numa mansão, numa sociedade em que a passagem do tempo é proibida, presa num mundo do século XVII governado por computadores, condenada a um casamento arranjado, enredada numa conspiração de homicídio que deseja e receia.
Um dentro, outro fora. Mas os dois prisioneiros...imagina Incarceron.

Comentário
Apesar de ser classificado como um livro para crianças e claramente poder ser colocado no mesmo patamar e nível dos primeiros livros de J.K.Rowling, Incarceron é uma pequena caixinha de surpresas recheada de pormenores deliciosos e todo um mundo, original e interessante.
Incarceron desperta uma série de questões e dúvidas, numa viagem atribulada pelas vidas dos nossos protagonistas : o que é uma prisão? Será necessário existir quatro paredes a separar-nos do resto do mundo, ou bastam os limites que nos são impostos e nos limitam enquanto criaturas pensantes?
Catherine Fisher e a sua imaginação prodigiosa, conseguem de uma forma brilhante, levar-nos numa viagem pelas sombras e celas de Incarceron e pelos Salões da Cidade de Vidro, acompanhando a luta de Finn, Claudia e dos seus companheiros. A sua escrita fluida e expressiva consegue transmitir ao leitor o medo paralisante do escuro e dos silêncios prolongados, transformando a viagem por entre as capas de Incarceron, uma experiência memorável e marcante.
O esforço da autora é visível, no detalhe dos cenários que descreve vividamente (a húmidade, o musgo e o escuro sufocante que encerra sempre perigos) e nas tramas que tece. O nível de aprofundamento das conspirações e pormenores mais desagradáveis, é claramente menor, e sabe a pouco, pois é um livro para um público mais jovem, mas aqui está um dos pontos interessantes de Incarceron: apesar de ser vocacionado para um leitor jovem e menos experimentado, o seu enredo e personagens apela ao mesmo tempo ao público mais adulto.
Outro ponto a salientar em Incarceron, além de toda a organização da prisão, é o Protocolo. Uma rígida lei imposta por um rei tirano, que proibe todo e qualquer sinal da passagem do tempo, preservando toda a sociedade no século XVII, reservando as inovações tecnológicas para os mais abastados ou para os Sapienti - uma casta de sábios, a quem quase todas as excentricidades são permitidas.
Um livro recomendado para todos os que adoraram Harry Potter e gostam de uma boa história, com um enredo interessante e cenários sempre prontos a surpreender-nos...será que algum dia poderemos ver Incarceron em Portugal?

Classificação: 8/10

Monday, 17 May 2010

"The Left Hand of God", de Paul Hoffman


ISBN: 0718155181
Autor: Paul Hoffman
Editor: Penguin Books, Lda
Número de Páginas: 448
Tradução: não aplicável
Idioma: INGLÊS
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 7 de Janeiro de 2010
Lido: Março de 2010

 
Sinopse:
"Listen. The Sanctuary of the Redeemers on Shotover Scarp is named after a damned lie for there is no redemption that goes on there and less sanctuary."

The Sanctuary of the Redeemers is a vast and desolate place - a place without joy or hope. Most of its occupants were taken there as boys and for years have endured the brutal regime of the Lord Redeemers whose cruelty and violence have one singular purpose - to serve in the name of the One True Faith.

In one of the Sanctuary's vast and twisting maze of corridors stands a boy. He is perhaps fourteen or fifteen years old - he is not sure and neither is anyone else. He has long-forgotten his real name, but now they call him Thomas Cale. He is strange and secretive, witty and charming, violent and profoundly bloody-minded. He is so used to the cruelty that he seems immune, but soon he will open the wrong door at the wrong time and witness an act so terrible that he will have to leave this place, or die.

His only hope of survival is to escape across the arid Scablands to Memphis, a city the opposite of the Sanctuary in every way: breathtakingly beautiful, infinitely Godless, and deeply corrupt.

But the Redeemers want Cale back at any price… not because of the secret he now knows but because of a much more terrifying secret he does not. 

Comentário:
Tive a oportunidade de ler a versão original deste livro.


A história está brilhantemente escrita, os pormenores fantásticos e inteligentes, mas ... apesar de tudo falta-lhe algo, que irei chamar de profundidade. Na minha opinião Hoffman devia ter dedicado tanto tempo a aprofundar e dar uma outra dimensão aos personagens e a este mundo que devia ser de fantasia - o aparecimento de muitas referências do mundo "real", quebram um pouco a magia que é ler um livro dito de fantasia e ser tansportado para longe - quanto o tempo que usou para criar toda a hierarquia dos Redentores e as batalhas.

Não vou dizer que não é um livro bom, porque não estaria a ser sincera, é uma boa leitura, excelente até, conseguimos estabelecer uma conexão com o personagem principal e temos pena por outros personagens que teriam muito potencial e que não foram bem aproveitados - p.e. IddrisPuke, Riba, Henri e Kleist.
  
Classificação: 6/10
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