Showing posts with label USA. Show all posts
Showing posts with label USA. Show all posts

Wednesday, 17 April 2013

The Hunger Games: Catching Fire





The Odds are NEVER in our favor.

E aqui está o primeiro trailer do Catching Fire que estreará em Novembro por cá...
Mal posso esperar por ver como adaptaram o segundo livro da saga de Suzanne Collins.

Friday, 23 March 2012

The Hunger Games

 

Título Original: The Hunger Games
Realizador: Gary Ross
Ano de Estreia: 2012

Sinopse:
Num futuro pouco distante, a América do Norte colapsou, fragilizada pela seca, fogo, fome e guerra sendo substituida por Panem, um país dividido em 12 distritos e no Capitólio. Todos os anos dois jovens representantes de cada distrito são seleccionados por sorteio para participar nos "The Hunger Games".

Quando a irmã mais nova de Katniss (Jennifer Lawrence), Prim, é seleccionada para representar o seu ditrito, Katniss oferece-se como voluntária para substituir a irmã. Ela e o seu companheiro Peeta (Josh Hutcherson) terão agora de encarar adversários bem mais fortes e preparados para os "The Hunger Games".

Comentário:
Fica desde já o aviso da praxe, não vou ser capaz de ser objectiva quanto a este filme, pois os livros que o inspiraram foram sem sombra de dúvida livros que me marcaram de forma indelével e que durante muitos anos irão acompanhar-me.

Parti para este filme com muitas expectativas, altíssimas expectativas, acompanhei passo-a-passo a divulgação sucessiva de imagens, posters, trailers e featurettes. Fiquei sempre com a impressão que os actores que interpretavam Peeta e Gale estavam trocados (não me perguntem porquê mas tinha essa impressão), até que chegou o dia 22 de Março...

Se disser que mal o filme acabou e as luzes do cinema se acenderam estava apaixonada pelo filme, seria mentira, quando as luzes se acenderam fica o sentimento de vazio e depois, muito lentamente, sem que nós nos apercebamos vem uma onda de emoções que me apanhou despercebida e de repente o filme adquire toda uma nova dimensão (dimensão essa que poucos filmes do género são capazes de recriar): dimensão emocional.

The Hunger Games, é um filme exigente que nos leva numa viagem desde a pobreza extrema e fome do Distrito 12 até à exuberância extrema e desmedida do centro nevrálgico de Panem, o Capitólio. E aqui é que reside o sucesso desta adaptação: o realizador, com a ajuda do argumento da própria Suzanne Collins, conseguiram transformar o discurso directo dos livros em linguagem cinematográfica capaz de transmitir a forma voyerista como o Capitólio trata os Hunger Games, do alto da sua arrogância de vencedores de uma guerra há muito combatida e como obriga os restante distritos - que têm mais no que pensar, sendo a sobrevivência mais importante que ver os seus filhos morrerem em directo, com direito a comentários anedóticos e replay e por vezes quando a situação o pede em slow motion para que nenhum dos pormenores escape aos olhos ávidos dos habitantes do Capitólio - vencidos, oprimidos a ver tudo de forma obrigatória!

O elenco foi irrepreensível, sou incapaz de apontar uma única falha ao elenco. Adorei as tidbits que Collins deixou aos leitores da saga, adorei que ela nos desse a conhecer melhor a visão do Haymitch em relação à vida exuberante do Capitólio e à forma desapegada como vivem os Hunger Games. Esse vislumbre humanizou o personagem e ajudou-me, enquanto fã da saga, a materializar melhor os demónios que assombram o mentor do Distrito 12.

Só tenho um ponto a apontar a Gary Ross é o uso e abuso do estilo de "câmara ao ombro" (cujo exemplo clássico é o Blair Witch Project), durante o desenrolar dos jogos é justificável e claramente só ajuda a entrar no estado de espírito dos Tributos, mas em cenas mais calmas como no início do filme, achei que era excessivo, chegando mesmo a causar algum desconforto (lembrei-me muitas vezes dos infames glares na mais recente adaptação de Star Trek ao grande ecrã).

Resumindo e concluindo este meu rant que já vai longo, The Hunger Games é um filme incontornável neste ano de 2012 que se espera recheado de boas surpresas cinematográficas. Não, não é nem será o próximo Twilight pois Katniss tem personalidade para dar e vender...

É daqueles filmes que recomendo que vejam na sala de cinema, para quem já leu os livros e para quem não leu. Um conselho para quem já teve a oportunidade de ler a saga, não entrem na sala à espera de uma adaptação fiel, feita a papel químico, isto porque passar os livros de forma tão directa não iria resultar no silverscreen.



Classificação: 8/10

Monday, 19 March 2012

Dark Shadows

(IMDB)

Sinopse:
No ano 1752, Joshua e Naomi Collins, juntamente com o seu jvem filho Barnabas, partem de Liverpool, para começar uma nova vida na América. Mas nem um oceano é distância suficiente para fugir à estranha maldição que afecta a família Collins.

Duas décadas depois Barnabas (Johnny Depp) tem a cidade de Collinsport, Maine a seus pés, como dono da mansão Collinwood, Barnabas é rico, poderoso e um playboy incorrigível... até ao dia em que comete o erro de quebrar o coração de Angelique Bouchard (Eva Green). Ela é uma bruxa e com os seus poderes, ela condena-o a um destino pior que a morte: transforma Barnabas num vampiro, e depois enterra-o vivo.

Dois séculos mais tarde, Barnabas é libertado do seu túmulo e mergulha no ano de 1972. Quando regressa a Collinwood Manor, descobre a sua grandiosa mansão arruinada e que os seus descendentes são... especiais.

 Série de 1966
(IMDB)




Estreia em Portugal: 10 de Maio

Tuesday, 31 January 2012

Sherlock Holmes: A Game of Shadows

(IMDB)

Data de Estreia: 5 de Janeiro de 2012
País de Origem: USA
Realizador: Guy Ritchie

Sinopse:
Após ter derrotado Lord Henry Blackwood, Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) é confrontado com um novo desafio que envolve o maléfico Professor Moriarty (Jared Harris), um homem dotado de um intelecto soberbo que pretende dominar o mundo. Watson (Jude Law) vai assistir Sherlock Holmes neste seu novo desafio mas também vai tentar salvar a sua relação com Mary Morstan (Kelly Reilly).

Comentário:
Ora bem, por onde começar?! Sherlock Holmes é, como posso colocar?! Over the top, é isso!

Não é um filme muito dado a profundas análises, pois é o que é: um filme de entretenimento e nota-se bem o prazer que toda a equipa teve em o produzir.

É um filme de puro entretenimento, com uma banda sonora espantosa da autoria do prodigioso Hans Zimmer. Nota-se claramente uma maior exploração do bromance (claramente alguém da equipa seguiu a ebulição das redes sociais como twitter, tumblr e afins com a relação de Holmes e Watson) e um maior aprofundamento dos protagonistas.

Este segundo Sherlock Holmes deixa algumas questões em aberto para uma possível continuação e conclusão de uma trilogia dedicado ao personagem de Sir Arthur Conan Doyle. Acho que agora tudo depende dos resultados de bilheteira.

A relação de Holmes e Moriarty foi muito bem explorada, apesar das liberdades de argumento que se tomaram quanto aos personagens originais de Conan Doyle, a relação simbiótica e antagónica dos dois adversários foi exemplarmente transposta no filme de Guy Ritchie.

Por vezes o over the top foi demasiado, e a excessiva repetição do slow motion ou das cenas de acção cansaram um pouco, mas mesmo assim é um bom filme para descontrair.


Classificação: 7/10

Sunday, 29 January 2012

Underwold: Awakening


Título Original: Underworld: Awekening
País de Origem: USA
Ano de Estreia: 2012

Sinopse:
Quando os humanos descobrem a existência de Vampiros e de Lycans, inicia-se uma purga para erradicar ambas as espécies, sendo consideradas doenças contagiosas todos os infectados são imediatamente eliminados. Ambas as raças são forçadas a mergulhar na clandestinidade... Ao fim de 12 anos de cativeiro, Selene escapa e prova que por vezes o melhor é mesmo resistir e lutar!

Comentário:
Aviso à navegação - como já havia referido no meu meme "Guilty Pleasures", esta saga é um dos meus maiores Guilty Pleasures, por isso não se admirem se este comentário for tendencioso :P

O filme passa-se cerca de doze anos depois de Underworld: Evolution. E temos Selene (Kate Beckinsale) de volta e mais letal que nunca!

A heroína Selene é um dos marcos de filmes de vampiros e com este novo filme dá-se claramente origem a uma nova fase do franchise de Underworld (saí da sala de cinema com a sensação que vem aí uma nova trilogia, mas irei estar atenta a qualquer notícia para ver até que ponto estou certa).

Este quarto filme, veio restaurar um pouco a fé dos fãs em Underworld, isto depois do falhanço que foi o terceiro filme (sinceramente ainda não sei muito bem o que se passou ali)... Selene voltou, com mais kill power e vingança. Este filme tem mais explosões, um body count superior que nos dois filmes em que ela entra e acima de tudo um argumento muito mais estruturado, humano (ou vampírico conforme preferirem) em que se pode ver o lado mais emocional e profundo de um personagem que nos filmes anteriores não foi tão explorado. 

Considero Underwold: Awakening um filme mais maduro, mais ponderado (demonstrando o respeito que os realizadores têm pelo universo e pelos personagens que o habitam). Após nem 30 minutos do início do filme, subiu rapidamente para a posição de melhor filme da saga.

A banda sonora da autoria de Marco Beltrami, volta a destacar-se uma vez mais pela positiva. Tanto a score como a banda sonora propriamente dita (com várias contribuições de Renholder) refletem perfeitamente a atmosfera do filme.

Uma vez que tenho um fraquinho por esta saga, decidi arriscar mais uns trocos e ir ver a versão 3D... e que posso dizer?! Uma verdadeira desilusão!! O filme já de si é escuro (apenas continuando a tendência dos filmes anteriores), e como todos sabem os filmes convertidos em 3D na fase de pós-produção tornam-se ainda mais escuros (veja-se o caso do Avatar do Night Syamalan). Esta combinação é fatalmente infeliz neste filme, existiam cenas em que mal se distinguiam elementos importantes no filme. Existem cenas que estão muito bem conseguidas para 3D, de notar a cena do elevador, mas não compensa o dinheiro extra... terei mesmo que ir ver o filme novamente em 2D - isto se o conseguir encontrar em exibição nesse formato. Acho que como consumidor/espectador deveria ter essa hipótese de escolha, pois como já referi anteriormente, há pessoas que toleram mal a tecnologia 3D (eu por exemplo, em cenas 3D com muito movimento provocam-me por vezes sensação de enjoo).


Outra nota: é impressão minha ou os cinemas Lusomundo estão a perder qualidades?! A primeira parte do filme foi vista sem som surround e só depois do intervalo (que existe apenas para vender mais uns quantos baldes de pipocas e refrigerantes!) é que lá se deram ao trabalho de arranjar a coisa! Bolas amigos, pago quase 6 euros para ir ao cinema e nem direito ao básico tenho...

Classificação: 8/10 (não tendo em conta o 3D)

Monday, 12 December 2011

Men in Black 3

 
 Mais um dos meus Guilty Pleasures, mas como este novo trailer foi divulgado hoje, não podia esperar quase um mês (pois é a data do próximos post da rúbrica) para partilhar as últimas notícias desta, agora trilogia que apesar de uma segunda parte menos bem conseguida, me continua a fascinar.

Apesar de não haver uma sinopse oficial, podemos ver pelos trailers que o Agente J irá ter a possibilidade de conhecer e trabalhar com um Agente K bem mais novo! E juntos descobrir alguns dos segredos mais bem guardados dos MIB... Já me esquecia, é em 3D -.-" (Será que valerá a pena? Será que teremos disponível em Portugal a versão 2D? Espero bem que sim.)
 
Men in Black 3 já tem data de estreia nas salas de cinema portuguesas: 24 de Maio de 2012.

Sem mais delongas aqui está o novo trailer:


Tuesday, 22 November 2011

Changeless


Título Original: Changeless
Autora: Gail Carriger
Editora: Orbit
Origem do Livro: Book Depository
Data de Lançamento: 30 de Setembro de 2010

Sinopse:
Alexia Tarabotti, Lady Woolsey, acorda uma bela tarde encontrando o seu marido, que devia estar decentemente dormindo, a gritar o mais alto possível para um lobisomem da sua envergadura e estatuto. Depois de forma inaceitável, o referido marido desaparece deixando-a sozinha para lidar com um regimento de soldados sobrenaturais acampados à porta do Castelo de Woolsey, um sem número de fantasmas exorcisados e uma Rainha Vitória para lá de furiosa.


Mas Alexia está armada com a sua fiel sombrinha, a última moda e um arsenal de infindável civismo. Mesmo quando as suas investigações a levam rumo à "selvagem" Escócia, um refúgio de coletes pavorosos, ela está preparada: dominando as dinâmicas hierárquicas da matilha de lobisomens, como só um "soulless" pode.

Mesmo assim, consegue encontrar tempo para descobrir o seu marido tresmalhado, isto se lhe apetecer!

Comentário:
Neste segundo livro do "Parasol Protectorate" nota-se um claro esforço da autora, para usar mais elementos Steampunk, no livro. De realçar a invenção de um todo sistema de comunicação através do aether (um gás que existe na atmosfera e que facilita transmissões de ondas através de longas distâncias).

Neste livro ficámos a conhecer um pouco melhor os preternaturais (os poderes e algumas formas como as outras criaturas podem usar os preternaturais para seu benefício), assistimos ao desenvolvimento de alguns personagens secundários (e que desenvolvimento), em especial a espetacular Hisselpenny com os seus chapéus extravagantes e uma nova personagem que irá com certeza surpreender muitos: Madame Lefoux, uma chapeleira francesa que tem muito que se lhe diga ;)

Uma vez mais a nossa Lady Woolsey, escolhe o caminho mais complicado e perigoso para desvendar este mistério dos sobrenaturais perderem os seus poderes assim de um momento para o outro e de um clã de lobisomens teimosos como o lobisomen que a eles deu origem que preferem manter-se humanos a passar muito mais tempo sem um Alpha entre eles.

O final deste livro é impróprio para cardíacos ou quem possa sofrer de problemas de saúde relacionados com cliffhangers :P Um aviso, tenham à mão o próximo volume ou irão passar um mau pedaço! ;)

Classificação: 7/10

Monday, 17 October 2011

The Walking Dead - Season 1


Título Original: The Walking Dead
Realizador: Frank Darabont
Data de Estreia: 31 de Outubro de 2010 (USA)
Episódios: 6

Sinopse:
O agente da Polícia Rick Grimes tenta guiar um grupo de sobreviventes através de um mundo infestado de zombies...

Comentário:
Antes de mais há que fazer um aviso à navegação, eu não tive ainda a oportunidade de ler a graphic novel que inspirou esta série, por isso qualquer coisinha é só dizer.

Em preparação para a estreia da nova season de "The Walking Dead" a estação que transmite a série em Portugal, fez este Sábado uma maratona em que passou toda a primeira série. Resumindo, foi uma valente "barrigada" de zombies, lembrando-me que ainda não tinha falado de uma das séries marcantes de 2010 (e que adorei!) aqui neste meu cantinho.

Uma declaração: Não gosto de zombies, acho que ninguém gosta de zombies, mas apesar do meu estômago ser bastante resistente, acho que os zombies é mesmo uma daquelas poucas coisas que me faz ter medo do escuro e pular na minha cadeira... mas nem isso me fez manter longe de "The Walking Dead".


Nesta série que retrata a resistência de humanos num mundo infestado de zombies, o que mais me impressionou foi a intensidade que os actores impregnaram os seus personagens, de notar o trabalho de Andrew Lincoln(Rick Grimes), Jon Bernthal(Shane Walsh) e Laurie Holden(Andrea). Os horrores que testemunharam e as formas como aprenderam a lidar com os desafios, as perdas e a sobrevivência, provocaram-me muitas vezes arrepios na espinha.

Desde a banda sonora, aos efeitos especiais, aos figurantes que treinaram numa escola de zombies (sim, existe uma escola de zombies), às crianças que integram o grupo de sobreviventes, tudo combinado faz de "The Walking Dead" uma boa aposta. Um risco enorme da cadeia televisiva AMC, que colocou tanto empenho e trabalho numa série não indicada aos fracos de coração que passou em horário nobre, um pouco por todo o mundo! Que posso dizer acerca desta série para além do facto de ser uma série marcante, tanto a nível humano, como a nível de mostrar, ao público em geral, que mesmo sendo uma série de terror, também ela pode ser encarada de forma séria. Que o terror vivido por aqueles personagens é tão palpável quanto as nossas vidinhas quotidianas, vemos que muitas reacções dos personagens podiam perfeitamente ser as nossas (sentimos por vezes que são as nossas, em contextos diferentes, mas é assim que reagimos, perante o medo, o horror e a incerteza de uma decisão arriscada).


Fico a aguardar a próxima season!

Classificação: 9/10

Mais info:

Tuesday, 11 October 2011

Soulless


Título Original: Soulless
Autora: Gail Carriger
Editora: Orbit
Data de Publicação: 1 de Outubro de 2009

Sinopse:
A editora de "Soulless", descreve o livro de estreia de Gail Carriger como "uma comédia de costumes passada numa Londres vitoriana, repleta de lobisomens, vampiros, dirigíveis e muito chá." No centro do Pretectorado da Sombrinha de "Soulless" encontra-se a jovem Miss Alexia Tarabotti, que além de lhe faltar um noivo, sobre também da fatídica falta de alma. E os seus problemas não se ficam por aí: quando ela acidentalmente mata um vampiro, dá início a uma série de acontecimentos que não conseguirá resolver sozinha... aí entra em acção o charmoso Lord Connal Maccon.

Comentário:
Soulless é o primeiro livro da saga de Alexia Tarabotti.

Gail Carriger "constrói" uma Londres governada pela Rainha Vitória e um Parlamento de Ministros humanos e sobrenaturais, cada um presidindo aos problemas das suas espécies.

Um dos pontos fortes de "Soulless" é a escrita de Gail Carriger, e o seu humor refinado, espirituoso e deliciosamente vitoriano. Uma das coisas a que mais importância dou, enquanto leitora é sem dúvida a construção dos personagens e do mundo em que se movimentam. E esta Londres recheada de criaturas sobrenaturais, paranormais e preternaturais, fez-me "mergulhar" no mundo de Alexia Tarabotti. 

Fiquei captiva da atitude de spinster de Alexia e de Maccon com o seu porte régio de Earl e completamente "rough on the edges" como todos os lobisomens devem ser (pelo menos nesta minha cabeça ;) ), e da relação que os dois desenvolvem.

Quantas e quantas vezes dei por mim a "gigglar" (alguém me assegurou que a expressão existe (^.^) ) sozinha com as referências púdicas e reservadas ao longo do livro, a coisas que por vezes são exploradas de forma exagerada e postas literalmente "a nú".

Resumindo, "Soulless" é claramente uma boa aposta para os amantes do já tão em voga Romance Paranormal (veja-se a quantidade de obras deste géneros publicadas um pouco por todo o mundo), mas sobretudo para os que como eu pretendem descobrir um pouco mais do maravilhoso mundo do Steampunk.
 

Muitas das pontas que ficam por atar, são claramente o mote para os restantes livros da saga de Alexia Tarabotti e companhia! Saga essa que vou acompanhar avidamente, neste outono que se quer Steampunk! ;)

Classificação: 7/10

Tuesday, 23 August 2011

Firefly



Título original: Firefly
Realização: Joss Whedon, Vern Gillum, Tim Minear
Argumento: Joss Whedon, Tim Minear, Ben Edlund, Jose Molina
Ano: 2002-2003

Firefly - IMDB

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Nota: Este artigo foi originalmente publicado no blog "Bela Lugosi is Dead" para onde contribuí durante um tempo. Agora com a estreia da série em terras portuguesas pela mão do canal de cabo "MOV" é bom relembrar aos fãs e a quem ama a ficção-científica o contributo e a viagem atribulada que "Firefly" teve até chegar até nós. Para os fãs de "Castle" série transmitida pelo canal "AXN" é uma boa oportunidade para perceber muitas das piadas do personagem principal interpretado por Nathan Fillion. 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

500 anos no futuro, uma tripulação de renegados, numa pequena nave espacial...

Juntos, procuram sobreviver à medida que viajam pelo Universo desconhecido e tentam por todos os meios escapar às diferentes facções que regem os vários planetas. Como contrabandistas, têm ainda que fugir às armadilhas montadas pelos agentes das autoridades que tentam manter a ordem num Universo caótico e à beira da ruptura.

O Capitão Malcolm “Mal” Reynolds (Nathan Fillion), um veterano da Guerra Galáctica e
a sua equipa de inadaptados, a bordo da nave classe Firefly, tentam sobreviver da melhor forma possível, nas fronteiras exteriores do espaço conhecido, fazendo de tudo um pouco desde contrabando, a resgates arriscados e transporte de reconhecidos criminosos. Tudo isto, em troca de uma boa quantidade de créditos.


À frente de um elenco de perfeitos desconhecidos e praticamente estreantes, Whedon, Rei dos Lugares Comuns e da forma de lhes dar um twist irónico e inesperado, consegue com Firefly conquistar um público ao qual a série mega-galáctica Buffy não apelava.

Depois do sucesso com vampiros, demónios, lobisomens e criaturas afins, Whedon virou-se para o espaço e para os seus colonos. Apesar de a série ter sido prontamente cancelada pela estação televisiva FOX, Firefly conquistou um público fiel, dedicado e reivindicativo. Logo após o anúncio do cancelamento, circulou um abaixo assinado para nova temporada da série. E apesar de um bom acolhimento da crítica e do público, a FOX decidiu cancelar a série definitivamente, mesmo por entre um coro de protestos.

Como a FOX não tinha espaço na sua grelha (dizem eles), e detinha todos os direitos sobre o nome Firefly, o criador/realizador da série não podia utilizar esse nome nem pegar novamente no projecto.

Joss Whedon como sempre respeitou os seus fãs, e com a polémica e pressão dos a subir de tom, conseguiu persuadir a Universal Studios e recebeu luz verde para escrever e produzir um filme, Serenity, tentando assim atar todas as pontas soltas e perguntas que ficaram por responder com a interrupção abrupta da série.

Não vale a pena debruçarmo-nos sobre o filme – que estreou em Setembro de 2005 –, pois como todos os fãs de Firefly sabem, Serenity correu mal a Whedon, que tentou fazer demasiado em tão pouco tempo...

Apesar de uma clara falta de fundos, nos efeitos especiais, cenários e adereços, a paixão de Whedon por este projecto é facilmente visível. E uma vez mais criou um mundo repleto de perigos e mistérios, povoado por um grupo de personagens inesquecíveis.

Whedon publicou uma novela gráfica com mais aventuras da tripulação da nave Serenity.

É uma das séries a não perder, quer pelo realizador, quer pela ousadia de tentar que um space western fosse exibido a horário nobre numa estação nacional. É um marco da ficção científica, e que ainda hoje arrasta uma multidão de fãs, que mantêm a esperança de ver o Capitão Mal a liderar a sua tripulação rumo ao desconhecido e ao próximo trabalho... será que serão pagos desta vez?

Firefly recebeu uma série de prémios Scyfi, incluindo a melhor série do ano 2006, melhor actor principal (Nathan Fillion), melhor actor secundário (Adam Baldwin) e melhor episódio de TV do género Ficção Científica.

Tuesday, 12 July 2011

Invasão Mundial: Los Angeles



Título Original: Battle: LA
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Jonathan Liebesman

Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas. Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.


Realizado por Jonathan Liebesman ("Terror na Escuridão", "Massacre no Texas - O Início"), Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme-campanha”. Acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de filmes.

Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme-campanha saído do país das “stars and stripes”, pois na última década se agudizou e, os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do “uncle Sam”. Ela é bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building, ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.

Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.

Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas díficeis tomadas de decisão quando chega o momento. Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores, por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos...provocando o tão típico “eye-roll”.

Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho de Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.


A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas...este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até áquele ponto.

Fica portanto o saor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões.

Classificação: 6/10

Thursday, 10 February 2011

Black Swan – O Cisne Negro



Título Original: Black Swan
Realizador: Darren Aronofsky
País de Origem: USA
Ano de Estreia: 2010

Nina (Natalie Portman) é uma bailarina numa companhia de ballet em Nova Iorque cuja vida, é completamente consumida com a dança. Ela vive com a mãe, uma antiga bailarina obececada que controla a filha de forma sofucante. Quando o director artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) decide substituir a bailarina principal, para a produção de abertura da nova temporada, “ O Lago dos Cisnes”, Nina é a sua primeira escolha. Mas Nina tem competição: a nova bailarina da companhia, Lily (Mila Kunis), que também impressionou Leroy.
“O Lago dos Cisnes” é uma peça que exige que a bailarina principal consiga interpretar tanto o Cisne Branco, com graciosidade e inocência como o Cisne Negro, que representa o mal e a sensualidade. Nina é o Cisne Branco perfeito e Lily o Cisne Negro por excelência. À medida que as duas bailarinas se tornam em rivais viscerais, formam uma amizade distorcida e assim começa uma descida aos recantos mais obscuros da mente delirante de Nina...

Para quem conhece um bocadinho o mundo do ballet e da música clássica, o Cisne Negro é quase um dejá-vu... Aronofsky conseguiu captar de uma forma cruelmente realista as pressões insanas, as horas impossíveis de dedicação, a obsessão pela perfeição, pelo reconhecimento e por uma oportunidade de um elemento se destacar por entre um grupo de pessoas igualmente talentosas e dedicadas. E principalmente, pela solidão impossível que acompanha o reconhecimento...

Depois de rios de tinta escritos sobre a nova produção de Aronofsky, penso que não podemos deixar passar esta oportunidade de tentar ver o que se passa do outro lado do espelho...para além dos tutus e das sapatilhas de pontas.


Natalie Portman, tem aqui uma oportunidade de conseguir provar a sua capacidade como uma actriz multifacetada, capaz de interpretar papéis variadíssimos e mesmo assim conseguir passar uma imagem de seriedade e comprometimento (V de Vendeta, Sexo sem Compromissos e Star Wars). Em Cisne Negro, Natalie Portman atinge um nível de fusão com o personagem de Nina Sawyers arrepiante, agarrando o espectador e puxando-o para a sua espiral descendente rumo à obsessão doentia com a peça “O Lago dos Cisnes”. Assistimos abismados, fascinados e aterrorizados à metamorfose da bailarina asfixiada pelo método, frígida e sob o jugo tirânico da mãe, num “cisne negro” visceral, explosivo e com as emoções à flor da pele.

Outro dos pontos a assinalar é a interpretação de Mila Kunis e Vincent Cassel, que tal como a protagonista presenteiam o espectador com representações brilhantes, dando todo o apoio e abrindo caminho para a “Rainha dos Cisnes”.

O único ponto menos bem conseguido e que deixa um sentimento de vazio é o acto final, em que de uma forma demasiado simplista se revela o desfecho de uma história tão complexa e delirante. Conhecendo bem o trabalho de Aronofsky, estava certamente à espera de algo ao nível do resto do filme e sei que ele era capaz de embrulhar tudo numa embalagem bem mais interessante, bem mais profunda que a pirueta final de Nina...

A Banda Sonora ficou uma vez mais a cargo do prodigioso Clint Mansell (Requiem for a Dream, The Fountain, membro dos Cronos Quartet), todas as composições integram partes da peça original de Tchaikovsky (composta entre 1875/76), e o tema principal é uma inversão do tema mais conhecido por todos, dando-lhe um toque mais negro e trágico.

Aquando da estreia de “O Lago dos Cisnes” em 1877, a peça e toda a produção foi muito mal recebida pela crítica, pelos estudiosos e pelo público, sendo muito critado a complexidade da peça orquestral, demasiado barulhenta e a sua incompatibilidade com uma coreografia de Ballet...

Desde o dia 20 de Fevereiro de 1877, desde a sua primeira representação no palco do mítico Teatro Bolshoi, em Moscovo (a inspiração para a coreografia encenada para este filme, foi retirada desta companhia de ballet), que “O Lago dos Cisnes” tem apaixonado e arrebatado espectadores. Esta nova interpretação pelas mãos de Aronofsky, ao contrário da peça de Tchaikovsky foi recebido de braços e corações abertos desde a sua estreia, mostrando um novo lado de um dos clássicos mais controversos de sempre...

Classificação: 9/10

Thursday, 27 January 2011

72 Horas



Realizador: Paul Haggis
País de Origem: EUA
Ano de Estreia: 2011


Um filme poderoso, com um homem cercado pelo sistema judicial, pela sociedade e pela vida...
Tudo começa quando a sua mulher, Lara Brennan (Elizabeth Banks), é acusada do homicídio da chefe. Apesar da esmagadora maioria das provas apontarem para ela, John Brennan (Russel Crowe) acredita na inocência da mãe do seu filho...quando tudo o resto falha, quando a esperança morre e à sua volta a duvida lentamente se instala...um plano r um caminho começa a desenhar-se.
Agora tem 72 horas para alargar os seus limites e fronteiras, enquanto pai, enquanto marido e enquanto homem. John tem 72 horas para conseguir bater o sistema e com a sua família recomeçar de novo...

O argumento não é um exemplo de originalidade, nem sequer os temas abordados... mas muitas vezes bons filmes saiem destes “lugares-comuns”, com a capacidade de se afirmarem e marcarem uma posição junto do público.

Paul Haggis, conseguiu de uma forma singular transmitir o desespero em que o protagonista mergulha ao ver todos os recursos, para a libertação da sua esposa recusados, e o frenezim em que entra ao descobrir uma pequena luz ao fundo do túnel.

Um dos pontos mais positivos é todo o trabalho desenvolvido por Russel Crowe, que brilhou com uma interpretação intensa, emocional, conseguindo transmitir toda a carga sentimental do personagem John Brennan. Quanto ao resto do elenco, principalmente a protagonista Elizabeth Banks, não convence com a sua interpretação, falhando completamente o alvo em muitas cenas cruciais... não conseguindo estabelecer qualquer empatia com o público.



O argumento se bem que recorrendo a uma série de “lugares-comuns”, consegue à custa de perspicácia e inteligência dar reviravoltas interessantes e por vezes, um tanto ou quanto inesperadas. Conseguiram transmitir perfeitamente, as contradições de um mero professor de Inglês de um Faculdade Comunitária, quando confrontado com o mundo do crime, e com a necessidade de sobreviver e arranjar o dinheiro necessário para a família sobreviver escondida da sociedade. Russel Crowe conseguiu agarrar o personagem, e transmitir a inocência de alguém disposto a tudo para conseguir atingir o objectivo a que se propôs: a liberdade da mulher, que está condenada à prisão perpétua e que em menos de 72 horas será transferida para uma nova prisão, longe de tudo e todos.

“Tell me where the bullets go.”

Um pensamento assaltou a minha mente ao longo do filme, enquanto assistia à descida do protagonista ao seu próprio inferno, enquanto John Brennan questionava os seus próprios demónios... Park Chan-wook e o seu longo trabalho com esta temática. Será que a mudança de Park de Seul para Hollywood começa a dar os seus frutos?! Será que começaremos agora a ter dificuldade em distinguir o Bem e o Mal e sem saber de forma tão dogmática como até agora onde está essa fronteira que separa os dois?! Será que Hollywood encontrou uma das chaves para fazer filmes marcantes e que captam o público pelas razões certas?


 Nota: Um agradecimento especial à revista TAKE Magazine que através dos seus passatempos me permitiu assistir à antestreia deste filme.

Thursday, 6 January 2011

O Legado de TRON


Título Original: Tron
Realizador: Steven Liesberger
País de Origem: EUA
Data Estreia: 16 Dezembro 1982 (Portugal)


O pirata informático Kevin Flynn (Jeff Bridges) está desesperado para provar que os videojogos que têm sido um sucesso da ENCOM, foram escritos e concebidos por ele. Esses jogos foram-lhe roubados por um colega de trabalho, Dillinger(David Warner), que é agora o Presidente Executivo dessa mesma companhia.
Os esforços de Flynn, de recuperar o seu trabalho, saiem sempre gorados devido à acção de um programa de vigilância megalomaníaco chamado “Master Control Program” (MCP).

Um dia Flynn é apanhado no mundo virtual pelo MCP, que corta todos os acessos remotos às informações que o pirata informático pretende, e a única forma de lhes aceder é piratear directamente o gigantesco servidor da ENCOM.

Com a ajuda de um laser experimental, o MCP transporta Kevin Flynn para o mundo virtual, para um mundo tirânico, em que jogos de vida e morte são disputados entre os programas “infectados” pelo “Master Control Program” e os poucos programas resistentes que ainda obedecem aos seus Utilizadores (Users)...

Flynn e o programa de segurança independente, Tron (Bruce Boxleitner), juntam forças e tentam acabar com a tirania do MCP e descobrir a prova que Dillinger é uma fraude...

Won't that be grand? All the computers and the programs will start thinking and the people will stop.


E porque estámos a menos de uma semana da estreia em Portugal, da tão esperada sequela “TRON: The Legacy”, revisitámos o filme original que originou um verdadeiro exército de seguidores e inspirou uma série de artistas(entre eles os Daft Punk, que compuseram e interpretaram toda a Banda Sonora da sequela) e empreendedores das novas tecnologias (entre eles John Lasseter, o Presidente da Pixar Studios).
Ao ver TRON, não nos podemos esquecer, que é claramente um produto do seu tempo, e que apesar de 28 anos volvidos desde a sua estreia, o filme ainda surpreende com os seus efeitos especiais e é estranhamente intemporal, e se algumas das suas cenas nos parecem estranhamente familiares, é porque muitos dos filmes de ficção-científica de sucesso dos últimos anos, foram beber alguma da sua inspiração às linhas de código de TRON. E que devido ao imenso atraso sofrido durante a pós-produção, TRON teve que competir nas salas de cinema com Total Recall, Star Wars e outros grandes filmes que hoje são lendas, por causa disso TRON passou quase despercebido e os lucros obtidos com eles foram modestos, tendo em conta o investimento de cerca de 20 milhões de dólares...
Um dos pontos menos positivos do filme, é claramente o argumento, que apesar de algumas ideias inovadoras, peca pela falta de integridade, pela falta de homogeneidade e pauta-se por vezes com a profunda confusão de qual será efectivamente o objectivo primordial de Flynn. Mas mesmo assim, não deixa de ser um argumento revolucionário, original e que levou a própria tecnologia de fazer filme a alargar fronteiras e horizontes.
Um dos pontos interessantes de TRON é vermos Jeff Bridges com menos 30 anos e constatar que mesmo no início da carreira muitos dos elementos que hoje são trademark (humor, maneirismos e mesmo talento) já estão ali e que apesar de se notar claramente alguma insegurança em algumas cenas - lembro aqui, uma vez mais, que a maioria das técnicas de filmagem e de representação foram desenvolvidas e testadas para e neste filme. Por exemplo a maioria das cenas live action (que juntam cenas CGI com os actores) foram captadas a preto e branco e posteriormente coloridas com o auxílio de técnicas fotográficas e rotoscópicas.
Estávamos no início dos anos 80, e a tecnologia disponível para a equipa de Liesberger era ainda muito rudimentar e os computadores a que tinham acesso só produziam imagens estáticas, não tendo ainda a capacidade de sozinhos produzirem sequências de frames com movimento, por isso, as coordenadas do posicionamento de cada frame animado por computador tiveram de ser introduzidas manualmente (600 frames/4 segundos, o filme tem cerca de 20 minutos deste tipo de animação), aumentando exponencialmente os custos da pós-produção e atrasando a estreia do filme vários meses.
Esta produção marcou a indústria do cinema porque, tanto as audiências como os produtores viram que se podia fazer um filme com apenas computadores e que com a tecnologia apropriada podiam atingir resultados impossíveis de conseguir com as convencionais câmaras de filmar e filme de celulóide, abrindo novas portas e novos caminhos para argumentos que de outra forma teriam de ficar na gaveta ou ter apenas adaptações medíocres sem os efeitos realmente merecidos.
O design de TRON ficou a cargo de três designers conceituados, destacando-se dois; o francês Jean Giraud (mais conhecido por Moebius), que ficou encarregue da maior parte dos cenários e dos fatos e Sid Mead, ficou encarregue do design de todos os veículos do filme (foi também o responsável pela maior parte do design por detrás de Blade Runner). Mesmo trinta anos volvidos, muitas das cenas saídas das cabeças criativas de TRON, continuam a inspirar gerações de realizadores, argumentistas e designers.
O quase estreante Steven Liesberger surpreendeu tudo e todos com TRON e deixou certamente a sua marca na história do cinema, como o percursor de filmes animados e retocados por computador, e o programa MAGI - que retocou/realizou/ajudou a concretizar a maioria das cenas CGI – o génio electrónico que originou os programas utilizados pelos estúdios de cinema um pouco por todo o mundo...
TRON foi nomeado para dois Óscares em 1983 ( Sonografia e Guarda-Roupa) e arrecadou um Saturn Award para o Guarda-Roupa e foi nomeado para os Saturn Awards na categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor filme de Ficção-Científica.

Factos Interessantes:
O Código de cores utilizado no filme foi alterado a meio da produção, mas devido aos custos astronómicos de cada cena, nada do que já havia sido filmado foi alterado. No início os programas controlados pelos “Users” (utilizadores) eram amarelos, passando a ser azuis; e os programas controlados pelo MCP eram azuis, passando a vermelhos.
Esse pormenor dificulta um pouco a compreensão de algumas cenas, confundindo um pouco o espectador. (p.e. A coloração original foi mantida na maioria dos programas tanque, e na primeira cena em que o programa CLU aparece, os seus circuitos são amarelos.)

Classificação:  9/10
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...