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Saturday, 22 June 2013

Gantz - Live-action (Parte I)


Título Original: Gantz
Director: Shinsuke Sato
País de Origem: Japão
Ano de Estreia: 2011

Sinopse:

O estudante universitário Kei Kurono (Ninomiya Kazunari) reconhece o amigo de infância Kato Masaru (Matsuyama Ken'ichi) enquanto este tenta ajudar um homem que caiu na linha do metro. Quando Kato vê o amigo na plataforma de embarque, Kurono sente-se compelido a ajudar, o comboio aproxima-se e não irá parar naquela estação...


Juntos tiram o homem da linha mas não têm tempo de também eles se porem em segurança, e juntos vêm a aproximar-se o comboio que lhes irá tirar a vida... Quando abrem os olhos os dois encontram-se num apartamento vazio, na sala desse apartamento apenas existe uma grande esfera negra e pessoas que como eles deveriam estar mortas.

A esfera no apartamento é Gantz, a sua missão: coordenar as pessoas dentro do apartamento em missões de vida e de morte para exterminar extraterrestres que se escondem na Terra.


Pessoas normais de todas as idades, são obrigadas a lutar contra criaturas estranhas, usando armas futuristas e fatos que lhes conferem capacidades sobre-humanas.

Comentário:
Gantz foi baseado no manga com o mesmo nome, escrito por Hiroya Oku (os seus 37 volumes venderam mais de 175 milhões de cópias um pouco por todo o mundo) e há muito que os fãs esperavam peas adaptações live-action.

Um pequeno aviso à navegação: eu sou imensamente parcial quanto a Gantz. É dos meus manga favoritos e que tive também a oportunidade de acompanhar em real time e desde o início. You've been warned. :)

Começo por dizer que estas adaptações de Gantz para o grande ecrã, encabeçam a lista dos melhores live-action de sempre. Respeitam a história (fazendo os necessários ajustes para que funcione no tempo reduzido dos filmes e visualmente no grande ecrã) e o vibe da história original. Quase toda a acção é durante a noite ou então durante o pôr-do-sol, usando e abusando dos tons escuros e sufocantes. O feel do manga e também nestes live-action mimetiza de forma perfeita a situação dos escolhidos por Gantz, são reféns da grande esfera negra naquela sala num apartamento de Tóquio e nada podem fazer, a não ser lutar e conseguir 100 pontos... ou morrer a tentar.

O manga de 37 volumes foi publicado entre os anos 2000 e 2013 (o último capítulo de Gantz foi publicado no passado dia 20 de Junho), é um dos mangas mais vendido dos últimos anos e em 2008 foi considerado o melhor seinen do ano juntamente com Black Lagoon (outro dos meus favoritos).

O primeiro filme de Gantz estreou em Janeiro de 2011 e a partir do momento em que ouvi os nomes dos actores que encabeçavam o elenco, senti que estavamos prestes a ver finalmente adaptações competentes desta história, pois com nomes tão sonantes como Matsuyama e Nanomiya a bordo, a equipa não poderia dar-se ao luxo de repetir os erros cometidos nos live-action de Death Note (que irei publicar análise aprofundada mais tarde).

Neste primeiro filme conhecemos Gantz e descobrimos o seu propósito de destruir extraterrestres que se escondem na Terra. Assistimos à morte e regeneração de Kurono e Kato e ficamos a saber as motivações de cada um para sobreviver e lutar.


O mundo de Gantz não é apenas gore, sangue, estraterrestres monstruosos e engenhocas futuristas (que com muita pena minha não foram muito diversificadas, os criadores dos filmes ficaram-se pelas armas e pelas espadas), Gantz é acima de tudo uma história sobre pessoas normais, que devido a um acaso do destino foram obrigadas a se adaptar a circunstâncias extraordinárias.


As primeiras batalhas a que assistimos no filme, roçam o patético, em que por vezes dava por mim a querer esbofetear alguém: o alvo está à frente do nosso herói desarmado e parado, porque raio não dispara ele? Porque não reage e fica ali a olhar? A resposta é simples: o que faríamos nós numa situação idêntica, quando deparados com extraterrestres, armas desconhecidas e fatos que parecem saídos de uma convenção de cosplay? Duvido que fossemos capazes de muito melhor...


O orçamento milionário de Gantz possibilitou a recriação de algumas armas e engenhos que vemos no manga de forma extraordinária e fiel aos desenhos originais e com muito detalhe.


A peça principal do equipamento dos escolhidos de Gantz é o fato que além de servir como protecção, também ele pode ser usado como uma arma, pois confere agilidade e força sobre-humana ao utilizador. Tal como as armas, o cuidado com os detalhes é notório e devo dizer que era o que mais temia nas adaptações, pois este fato tinha todo o potencial para "correr mal" ao ser transposto para live-action (casos desastrosos de adaptações começam exactamente por fatos demasiado "costumy", não sendo minimamente credíveis como ferramentas efectivas de defesa/ataque.)

Trailer:


(Continua na próxima semana)

Tuesday, 12 July 2011

Invasão Mundial: Los Angeles



Título Original: Battle: LA
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Jonathan Liebesman

Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas. Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.


Realizado por Jonathan Liebesman ("Terror na Escuridão", "Massacre no Texas - O Início"), Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme-campanha”. Acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de filmes.

Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme-campanha saído do país das “stars and stripes”, pois na última década se agudizou e, os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do “uncle Sam”. Ela é bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building, ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.

Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.

Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas díficeis tomadas de decisão quando chega o momento. Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores, por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos...provocando o tão típico “eye-roll”.

Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho de Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.


A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas...este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até áquele ponto.

Fica portanto o saor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões.

Classificação: 6/10

Monday, 14 March 2011

Gantz - Perfect Answer


Depois da estreia em Janeiro deste ano da primeira parte da adaptação live-action de Gantz, temos agora a 23 de Abril a estreia da segunda e última parte, entitulada Gantz – The Perfect Answer. E em uníssono com a mega campanha publicitária (com maior impacto na Ásia e EUA), foi divulgado o primeiro trailer e posso dizer que estámos entusiasmados com o resultado final.


Página Oficial (Japonês): http://gantz-movie.com/

Monday, 26 July 2010

Origem


Data de estreia: 22 de Julho de 2010 (Portugal)
Título Original: Inception
Realizador: Christopher Nolan
Actores: Leonardo di Caprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page
Produção:Warner Brothers Pictures
País: USA
Género: Acção/Fantasia/Drama
Classe Etária: M14
Duração (minutos): 148
Sinopse:
Num mundo em que o sonhos são a porta de entrada para os nossos segredos.
Num mundo em que os nossos sonhos são mercadoria, existe um homem que luta para regressar a casa e vencer os fantasmas que o perseguem.

Comentário:

Your mind is the scene of a crime...

Sem dúvida o filme de 2010.
 
Uma vez mais Christopher Nolan (realizador do Dark Knight) nos dá uma obra prima.
Apesar de um começo lento, o fim não tarda a puxar-nos para o meio de um sonho que  não sabemos muito bem quem é o sonhador ou o que irá acontecer ao virar de cada esquina.
A premissa do filme é simples, como todas as boas ideias o são: um pai em busca de redenção para regressar a casa para junto dos seus filhos e poder  finalmente ver as suas caras.
 
Para isso Dom Cobb (Leonardo di Caprio), tem que concretizar um último trabalho para regressar, mas esta missão consiste em fazer algo que nunca foi conseguido: implantar a semente de uma ideia para alterar todo o destino de um império, mas para isso Cobb e a sua equipa têm que viajar para o nível mais profundo da mente humana e regressar.
 
Desde os efeitos especiais assombrosos, à representação de Leonardo di Caprio, ao enredo sem qualquer falha, até mesmo aos assuntos que o próprio filme trata de forma tão original e inovadora, que claramente a fórmula de Nolan resultou e é perfeita. É claramente um filme maduro, saído de uma mente brilhante - nota-se nos pormenores e na humanidade dos personagens, o trabalho de 10 anos da vida de Nolan dedicados a Inception.
Com comparações inevitáveis a Matrix e mesmo ao clássico Alice no País das Maravilhas, este filme sem dúvida marcará uma geração da mesma forma que estes filmes o fizeram no seu tempo.

Não podemos deixar de referir também o brilhante trabalho de Hans Zimmer, quando compôs a Banda Sonora para este filme.
Uma vez mais Zimmer criou uma série de composições orquestrais que se funde com o filme e amplia ainda mais as emoções dos espectadores, é de notar o tema do filme "Time", composto por Zimmer e interpretado por Johnny Barr.

Classificação : 10/10

Friday, 11 June 2010

Daybreakers


Data de estreia: 8 de Janeiro de 2010 (USA)
Título Original:  Daybreakers
Realizador: Michael Spierig, Peter Spierig
Actores: Ethan Hawke, Harriet Minto-Day, Claudia Karvan, Willem Dafoe, Sam Neill
Produção: N/A
País: Austrália
Género: Acção/ Aventura
Classe Etária: M18
Duração (minutos): 98

Sinopse:
No futuro, uma praga transformou grande parte da população em vampiros. Quando os seres humanos estão ameaçados de entrarem em extinção, os infectados precisam capturar todas as pessoas ou encontrar uma outra raça para substituí-las. Tudo muda quando um grupo secreto de vampiros descobre uma maneira de salvar os humanos da destruição.

Comentário:
Parti para este filme, com esperança de encontrar uma história de vampiros diferente... e não fui desiludida! 

Apesar de uma ou outra falha em termos de argumento, tudo o resto captivou-me. O universo em que o personagem de Ethan Hawke vive, foi soberba e detalhadamente descrito, com detalhes deliciosos que de tão simples na sua concepção, poderiam facilmente passar despercebidos a outros realizadores, mas não a Peter/Michael Spierig. Um desses exemplos é a concepção e todos os detalhes dos carros dos vampiros, com o seu daylight mode, que obscurece os vidros e acciona uma série de câmaras de 360º no tejadilho do carro para que o condutor continue a ver em seu redor e manobrar o carro em segurança, DELICIOSO! E o sistema de túneis subterrâneos que permitem o acesso de todos a todo o lado, evitando assim o sol... simplesmente fantástico!
O argumento apesar de ter alguns twists previsíveis, é bastante original, pois aborda um cenário de quase Apocalipse (extinção da raça humana, fonte de alimentação de todo o mundo) e das tentativas falhadas dos cientistas vampiros de criar um substituto para o sangue humano antes que todos se transformem em monstros sanguinários que atacam a própria espécie. Vemos aqui a raça dos vampiros, sob uma luz inteiramente diferente e como seria o nosso mundo se eles é que fossem a espécie maioritária...

Classificação: 8/10
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