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Saturday, 24 September 2011

Fright Night


Título Original: Fright Night
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Craig Gillespie
 
Um remake do original de 1985, em que o jovem Charley Brewster (Anton Yelchin) descobre que o seu novo vizinho Jerry Dandrige (Collin Farrel) é o vampiro responsável pelo recente desaparecimento de muitos dos seus colegas de escola. Quando ninguém acredita nele, Charley procura ajuda junto do místico e auto-proclamado caçador de vampiros Peter Vincent (David Tennant). Juntos tentam derrotar Jerry e a sua prole...

Quando o remake de "Fright Night" foi anunciado, os fãs do género todos se questionavam quanto à necessidade de uma nova toma da história do vampiro Jerry e de Charlie. Mas com um elenco de estrelas, este remake conseguiu algo quase inédito: surpreender os fãs pela positiva.


De destacar o papel exuberante protagonizado por David Tennant, na pele do místico Peter Vincent. A sua interpretação e química com Anton Yelchin (Charlie Brewster) é mesmo o ponto mais positivo, conferindo algo a "Fright Night" que o ajudará a destacar por entre as fileiras de filmes de terror e legiões de remakes que inundam agora as nossas salas de cinema.

Há muito que não havia um filme capaz de me fazer pular na cadeira de cinema, mas "Fright Night", apesar do tom cómico proporcionou-me um bom susto! Kudos para Craig Gillespie, o realizador deste remake!

Uma nota de desagrado: Apesar de realmente ver algum aproveitamento da tecnologia 3D neste filme (coisa que por vezes é inexistente em muitos dos proclamados filmes que incluem estas duas letras no seu título), uma vez mais é de lamentar que o espectador não tenha a hipótese de escolher entre uma versão 3D e um 2D. Além dos custos acrescidos, as distribuidoras esquecem que existem alguns cinéfilos não toleram a tecnologia tão em voga (que causa em muitas pessoas náuseas e mal-estar). Um dos sintomas que nem tudo vai bem no país do 3D, são as salas vazias ou a meio gás das películas que usam e abusam deste conceito!

Classificação: 7/10

Tuesday, 12 July 2011

Invasão Mundial: Los Angeles



Título Original: Battle: LA
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Jonathan Liebesman

Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas. Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.


Realizado por Jonathan Liebesman ("Terror na Escuridão", "Massacre no Texas - O Início"), Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme-campanha”. Acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de filmes.

Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme-campanha saído do país das “stars and stripes”, pois na última década se agudizou e, os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do “uncle Sam”. Ela é bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building, ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.

Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.

Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas díficeis tomadas de decisão quando chega o momento. Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores, por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos...provocando o tão típico “eye-roll”.

Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho de Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.


A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas...este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até áquele ponto.

Fica portanto o saor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões.

Classificação: 6/10

Monday, 26 July 2010

Origem


Data de estreia: 22 de Julho de 2010 (Portugal)
Título Original: Inception
Realizador: Christopher Nolan
Actores: Leonardo di Caprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page
Produção:Warner Brothers Pictures
País: USA
Género: Acção/Fantasia/Drama
Classe Etária: M14
Duração (minutos): 148
Sinopse:
Num mundo em que o sonhos são a porta de entrada para os nossos segredos.
Num mundo em que os nossos sonhos são mercadoria, existe um homem que luta para regressar a casa e vencer os fantasmas que o perseguem.

Comentário:

Your mind is the scene of a crime...

Sem dúvida o filme de 2010.
 
Uma vez mais Christopher Nolan (realizador do Dark Knight) nos dá uma obra prima.
Apesar de um começo lento, o fim não tarda a puxar-nos para o meio de um sonho que  não sabemos muito bem quem é o sonhador ou o que irá acontecer ao virar de cada esquina.
A premissa do filme é simples, como todas as boas ideias o são: um pai em busca de redenção para regressar a casa para junto dos seus filhos e poder  finalmente ver as suas caras.
 
Para isso Dom Cobb (Leonardo di Caprio), tem que concretizar um último trabalho para regressar, mas esta missão consiste em fazer algo que nunca foi conseguido: implantar a semente de uma ideia para alterar todo o destino de um império, mas para isso Cobb e a sua equipa têm que viajar para o nível mais profundo da mente humana e regressar.
 
Desde os efeitos especiais assombrosos, à representação de Leonardo di Caprio, ao enredo sem qualquer falha, até mesmo aos assuntos que o próprio filme trata de forma tão original e inovadora, que claramente a fórmula de Nolan resultou e é perfeita. É claramente um filme maduro, saído de uma mente brilhante - nota-se nos pormenores e na humanidade dos personagens, o trabalho de 10 anos da vida de Nolan dedicados a Inception.
Com comparações inevitáveis a Matrix e mesmo ao clássico Alice no País das Maravilhas, este filme sem dúvida marcará uma geração da mesma forma que estes filmes o fizeram no seu tempo.

Não podemos deixar de referir também o brilhante trabalho de Hans Zimmer, quando compôs a Banda Sonora para este filme.
Uma vez mais Zimmer criou uma série de composições orquestrais que se funde com o filme e amplia ainda mais as emoções dos espectadores, é de notar o tema do filme "Time", composto por Zimmer e interpretado por Johnny Barr.

Classificação : 10/10
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