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Wednesday, 22 February 2012

The Legend


Nome Original: Tae Wang san sin gi aka The Legend ou The Four Gods
País de Origem: Coreia do Sul
Ano de Estreia: 2007 (MBC)
Nº de Episódios: 24 + 2 Special (c.1h)
Sinopse:
Esta série retrata a vida do 19º rei de Goguryeo, Hwanwoong, enviado pelos céus para fazer do mundo um lugar melhor. Numa volta do destino, o Rei Celestial apaixona-se por uma mortal (Saeoh) e juntos concebem um filho. A sacerdotisa da tribo que anteriormente governava o mundo, e o mantinha em guerra para conquistar cada vez mais poder, mata o filho de Hwanwoong, provocando a quase destruição do Mundo pela raiva incendiária de Saeoh, a encarnação da Fénix.
Devastado pelo desgosto, o Rei Celestial abandona o Mundo à sua sorte, para recuperar com a ajuda dos seus quatro Guardiães Sagrados, profetizando o Regresso do Rei Jooshin, que irá fazer aquilo que não conseguiu, reunir os povos do Mundo, sob a bandeira da Paz.

Comentário:
Depois de Winter Sonata, The Legend faz claramente parte do pelotão da frente da “Korean Wave” que tomou o mundo de assalto a partir de 2002, e Bae Yong Joon é, sem sombra de dúvidas o seu Arauto.

Com um orçamento multimilionário de cerca de 45 mil milhões de won (c.30 milhões de euros), veteranos da indústria, estreias, efeitos especiais inéditos numa produção para a televisão Sul-coreana e a forma séria como o mito da fundação da Coreia é tratado, abordando os elementos fantásticos com respeito e rigor histórico.

The Legend, marca, o ponto de viragem para todas as séries Sul-coreanas, abrindo caminho para produções multimilionárias e com os olhos no mundo e na exportação. Passando de produtor de séries dúbias e dramáticas, muito ao jeito das telenovelas brasileiras (com histórias rebuscadas, baseadas em clichés típicos e paixões condenadas) para produções sérias, profissionais, com o propósito de espalhar a Cultura Coreana um pouco por todo o Mundo.

Temos portanto, à nossa frente, mais de 24 horas do melhor que a Coreia do Sul tem para oferecer em termos técnicos. Esta produção foi de tal forma bem sucedida que firmou a cadeia televisiva MBC, como líder nos dramas de época. Fez eclipsar uma carreira brilhante de Bae Yong Joon, que devido ao histerismo gerado à sua volta se mudou de armas e bagagens para o Japão, abandonando a carreira de actor, temporariamente, e lançou uma série de estreantes para o estrelato (Yoo Seung Ho (Príncipe Damdeok jovem) e Lee Ji-ah(criada na Califórnia e estreante no mundo da representação com The Legend).

Apesar de alguns deslizes na prestação de Bae Yong Joon e o pormenor de estar a interpretar um personagem quase 20 anos mais novo (nos primeiros episódios, pelo menos) e de isso dolorosamente se notar, não deixa de ser um trabalho marcante na longa carreira do veterano. Apesar de um elenco com uma série de veteranos (Kim Mi-kyeong- Shadowns in the Palace; Jang Hang-Seon – Ghost House, The Devil's Game; Gumiho's Revenge; só para enumerar alguns) é sem dúvida o carisma e o talento dele que conseguem segurar e levar a bom porto a mega-produção que nos últimos episódios atingiu uma cota de quase 40% dos espectadores sul-coreanos, e foi exibida nas televisões Japosesas com igual sucesso, sendo inclusivamente editado para uma saga de filmes a serem exibidos nos cinemas japoneses.

A Banda Sonora foi composta e dirigida por Joe Hisaishi, o génio por trás das bandas sonoras para Myizaki (Viagem de Chihiro, O Castelo Andante, Nausicäa), e uma vez mais deu provas do porquê de ser considerado um dos melhores maestros/compositores e também dos mais perfeccionistas, dentre todos os que produzem Bandas Sonoras para produções de cinema e televisão.

Os actores, as equipas técnicas e o corpo de directores, realizadores e argumentistas foram extensivamente premiados pelo trabalho desenvolvido durante os quase dois anos de produção de The Legend.

Melhor Episódio: 11

Classificação: 7/10

Nota: Artigo originalmente escrito e publicado no blog Bela Lugosi is Dead, onde colaborei durante uns tempos.






Friday, 10 February 2012

Operation Proposal


É o remake sul-coreano de um dos j-Dramas que mais gostei, primeiro porque tem o Yamashita Tomohisa (sim eu sou fã assumida dele! :P), depois porque adorei a história.

Pelo que vejo eles lá pela Coreia andam numa de remakes de séries de grande êxito do Japão (Kimi wa Petto, Boys Over Flowers, Hana Kimi, só para nomear alguns dos mais conhecidos), e desta vez pegaram em Proposal Daisakusen de 2007...


Estreou esta semana (passado dia 8 de Fevereiro) com grandes audiências, num dos canais de cabo TV Chosun, da Coreia do Sul, e pelo que pude ver, seguirá o argumento original japonês. O protagonista é uma das estrelas em ascensão da indústria do entretenimento, e um dos protegidos de Bae Yong-joon (uma lenda e o percursor da korean wave - que explicarei noutro post).


Proposal Daisakusen, aka Operation Love

Sinopse:
Iwase Ken (Yamashita Tomohisa) e Yoshida Rei (Nagasawa Masami) são amigos desde a escola primária. Ken é um rapaz teimoso e claramente desejeitado quanto a assuntos do coração, mas há muito que nutre algo mais que amizade por Rei. Mas ela está prestes a casar com outro homem. Enquanto Ken e os amigos vêm a cerimónia desenrolar perante os seus olhos, uma fada aparece a Ken.

Ken tem a possibilidade de viajar no tempo, acompanhando as fotos do álbum de recordações de Rei, conseguindo uma segunda oportunidade de corrigir mal entendidos e finalmente confessar o seu amor...



Provavelmente irei rever Proposal Daisakusen enquanto espero por mais desenvolvimentos de Operation Proposal, depois partilho o meu comentário aqui... São 11 episódios repletos de pura fluffness e o Yamapi está no seu melhor!! ;) (Sim, eu tenho o gene!)


Classificação: 8/10
Precauções durante Visionamento: Muitos Lenços de Papel; Sem ninguém por perto;

Tuesday, 17 January 2012

A Trilogia da Vingança de Park Chan-wook

No ano em que se assinala uma década da estreia do primeiro filme de uma das Trilogias mais marcantes do cinema (e também uma das mais premiadas!), recupero um dos artigos que mais gozo me deu escrever...

Sympathy for Mr Vengeance - 2002



Bem-vindos à vida de Ryu (Sin Ha-gyoon – Thirst, No Mercy for the Rude), um jovem surdo, e a sua irmã, que precisa urgentemente de um rim. O patrão de Ryu, Park (Song Kang-ho – The Host, Thirst), acaba de o despedir e ele não consegue pagar a operação, por isso e juntamente com a namorada (Bae Doona – Air Doll, The Host), criam um plano para raptar a filha de Park. Mas as coisas correm horrivelmente mal, e a partir daí um ciclo imparável de morte e vingança começa....

Revenge Was Never This Sweet

O primeiro filme da Trilogia trata de Justiça. Ao longo do filme o espectador é incapaz de se desligar do sofrimento dos personagens principais: do pai desesperado por encontrar e punir os criminosos que lhe raptaram a filha e do irmão surdo despedido no preciso momento em que a irmã necessita de um transplante vital de um rim.

As interpretações geniais de Song Kang-ho e Sin Ha-gyoon (ao longo da carreira de Park, estes dois actores aparecem recorrentemente, sendo mesmo considerados “musas” para o trabalho do realizador, da mesma forma que Johnny Depp está para Tim Burton), são geniais e são sem dúvida o ponto mais alto de todo o filme, fazendo o espectador viver todo os percalços e sentir genuinamente a ambiguidade do argumento, ficando dividido entre as lutas dos dois protagonistas.

Se por um lado é injusto o despedimento de Ryu por Park, impedindo-o de pagar a operação da irmã, também é injusto o rapto da filha de Park.

Depois de ver este filme fica connosco uma incómoda pergunta: Até onde éramos capazes de ir por vingança, para vingar as pessoas que amámos?


Oldboy - 2003



Um homem vulgar é raptado e preso numa cela durante 15 anos sem qualquer explicação. Entretanto, é libertado, dão-lhe dinheiro, um telemóvel e roupas caras. Enquanto tenta encontrar uma explicação para o seu imprisionamento e conseguir a sua vingança, ele rapidamente descobre que o seu captor tem ainda planos para ele, mas esse último plano, será o culminar de 15 anos de sofrimento e não se pode voltar atrás.

15 years of imprisonment, five days of vengeance

Numa noite chuvosa, em que um homem alcoolizado (Choi Min-sik) é detido pela polícia por distúrbios, na noite a sua única filha faz anos, o seu melhor amigo paga-lhe a fiança e liberta-o. Mas durante uma chamada numa cabine telefónica, Oh Dae-Su desaparece sem deixar rasto...

Assim começa um dos filmes mais marcantes da década...

A partir do manga japonês homónimo – publicado de 1996 a 1998, em 8 volumes – veio a inspiração para a criação de toda a trama tecida em torno do personagem Oh Dae-su. Depois foi só juntar a prodigiosa mente de Park Chan-Wook, que neste segundo filme da Trilogia, não desilude e presenteia o espectador com cenas poderosas e marcantes, aliadas ao choque de vontades, moralidades e a sempre chocante capacidade e inclinação do ser humano em corromper, subverter e destruir tudo em seu redor.

Dos filmes que compõem a Trilogia da Vingança, “Old Boy” foi de longe o mais premiado, com prémios arrecadados um pouco por todo o mundo, sendo aclamado pela crítica como um dos melhores filmes dos últimos anos, mostrando o Homem tal como é, sem pretenciosismos, nem psicologia barata...


Sympathy for Lady Vengeance – 2005



Após uma pena de 13 anos pelo rapto e assassínio de um menino de 8 anos, a jovem Lee Guem-ja (Lee Young-ae – Joint Security Area, Fun Movie), procura vingança sobre o homem que realmente cometeu o crime pelo qual foi acusada. Com a ajuda das antigas companheiras de cela, Geum-ja procura redenção através da vingança. Mas será que vingança trás consigo a paz que Geum-ja tanto deseja?

Lee Geum-Ja, have mercy on us...

Este é o capítulo de encerramento da Trilogia da Vingança, e depois deste filme sentimos, claramente, o fechar de um ciclo.

Este filme trata de redenção, justiça e como chegar até elas...

A libertação de Lee Geum-Ja, dá início a um elaborado plano de vingança, contra o verdadeiro culpado do crime pelo qual foi condenada...

Uma vez mais, Park Chan-wook, presenteia-nos com uma história ambígua, neste filme ao contrário dos dois anteriores, o espectador não quer sequer imaginar estar em alguma das situações criadas por Park.

São situações de tal forma limite, situações que dilatam e deformam a escala de valores, que só mesmo quando confrontados com elas é que se seria capaz de entender a magnitude dos actos de vingança de Geum-Ja.

Neste filme, assistimos ao discreto regresso de alguns de alguns actores dos dois filmes anteriores (Song Kang-Ho, Choi Min-sik e Sin Ha-gyoon), em pequenos papéis secundários, ficando a sensação de continuidade e de fecho de um ciclo com gSympathy for Lady Vengeanceh.

Após a estreia estrondosa nos cinemas deste filme, Park Chan-Wook, editou uma nova versão que apenas foi exibida em alguns cinemas da Coreia do Sul, “Lady Vengeance – Fade to black and white version”. Tal como o nome indica, o filme começa em full technicolor e de forma gradual vai “perdendo” as cores, chegando ao final completamente a preto e branco.




A Trilogia da Vingança de Park faz parte da lista restrita dos filmes obrigatórios a ver, que retratam de forma inteligente, sem cair em pretenciosismos a verdadeira essência do que é ser Humano, do que somos capazes de fazer quando confrontados com situações limite, em que não podemos escapar, apoiados às falsas moralidades impostas pelas pseudo-sociedades humanas, que se esquecem que não somos criaturas lineares mas altamente complexas, que regra geral fogem à suposta “normalidade”.

Park Chan-wook é tão genuíno como o seu trabalho, e esta Trilogia é sem dúvida uma raridade, pois é bastante complicado ver coerência em trabalhos desta complexidade e filmados em alturas diferentes da vida das equipas envolvidas.

O mais curioso é mesmo, o facto que nenhum dos filmes que constituem a Trilogia de Park Chan-Wook, ter sido pensado e produzido como parte integrante de uma Trilogia, mas sim como produções independentes. Posteriormente, e rendendo-se à forma como o público se referia ao seu trabalho, Park adoptou essa classificação, tornando-a oficial. É um raro exemplo de uma Trilogia que não o era até tudo estar pronto e exibido, e que só depois aquando dos lançamentos em DVD de cada um dos filmes, é que os três apareceram oficialmente ligados...

Qualquer espectador mais atento consegue identificar facilmente o fio condutor destas três produções: a condição humana e a sua natureza intrínseca sempre como pano de fundo e o quão longe, mesmo o homem mais vulgar e desinteressante é capaz de ir para conseguir vingança e redenção. Temos também uma série de cameos (presenças não creditadas) de vários actores dos três filmes, em cada um dos outros, interligando profundamente e de forma indelével as três histórias.

Se me pedissem para descrever cada um dos filmes da Trilogia da Vingança de Park, usando apenas e somente uma palavra, sem sombra de qualquer dúvida que seriam: Justiça, Vingança e Redenção.

Para quem gosta de bom cinema, com argumentos originais e espantosas interpretações...


Tuesday, 15 March 2011

Bedevilled



Título Original: Kim Bok-nam salinsageonui jeonmal
Ano de Estreia: 2010
Realizador: Yang Chul-Soo
País de Origem: Coreia do Sul

Isolada numa ilha e ocupando o fundo da hierarquia de uma comunidade estanque, Bok-nam, vê na amiga vinda de Seoul a sua última tábua de salvação. Vítima de abusos continuados e desumanos, Bok-nam atinge o limite... uma manhã tenta fugir com a única razão de continuar a aguentar tudo, a sua filha, mas são detidas pelos ilhéus. Agora Bok-nam, toma nas suas mãos a retribuição de tudo quanto sofreu...

“Bedevilled” dividiu críticas e audiências. O principal “culpado” é a estruturação/construção dos personagens. Enquanto uns sentem que os personagens são pouco desenvolvidos, outros vêem essa “superficialidade” como um artifício inteligentemente colocado num filme que pretende ser uma crítica, um apontar de dedo a uma sociedade cada vez mais individualizada e desumana em que é cada um por si. Este filme pretende relembrar a todos, que mesmo vivendo isolados, as nossas acções ou “inacções” podem afectar grandemente as vidas de outros seres humanos.

Mas celeumas à parte, e analisando de forma imparcial, “Bedevilled” é como uma ilusão de óptica podendo ser lido e visto de dois pontos de vista diametralmente opostos: o olhar de Bok-nam, uma mulher abusada, reprimida e com a esperança que a amiga de Seul a possa ajudar a sair do calvário em que vive; e Hae-won uma sociopata que é incapaz de criar ligações com os outros e que independentemente da situação é incapaz de sair do seu casulo para estender a mão e ajudar alguém.


Apesar do tom trágico e “dark”, e apesar dum ambiente claustrofóbico tão bem recriado por Yang Chul-soo, algumas das cenas e tiradas dos personagens conseguem arrancar um sorriso ou uma gargalhada. Mas com o crescendo de tensão, vem também o sentimento de impotência que culmina num momento catártico em que a luz fala mais alto e Bok-nam liberta-se das suas amarras...Toma uma foice nas mãos e distibui redenção por todos quantos a oprimiam e desumanizaram todos os anos que viveu na ilha.

“Bedevilled” é um filme complexo, desconcertante, que aborda temas controversos e que sem recorrer à sempre “fácil psicologia de bolso” coloca a nú alguns dos maiores problemas de uma sociedade egoísta e separatista. Concluindo com o “exorcismo” dos demónios das protagonistas e uma tomada de consciência do público, perfeitamente espelhado em Hae-won.

Nota: O realizador, Yang Chul-soo esteve presente na segunda exibição de “Bedevilled” na 31ª Edição do Fantasporto.

Prémios:
2010 Cannes International Film Festival , International Critic's Week
2010 Puchon International Fantastic Film Festival, Feature
2011 Fantasporto – International Film Festival, Prémio Melhor Actriz para SeongYeong-hie

Classificação: 10/10

Friday, 13 August 2010

Thirst


Data de estreia: 30 de Abril de 2009
Título Original: 박쥐 (Bak-jwi)
Realizador: Park Chan-wook (박찬욱)
Actores: Song Kang-ho송강호, Kim Ok-bin김옥빈, Kim Hae-sook김해숙
Produção: CJ Entertainment
País: Coreia do Sul
Género: Fantasia, Drama, Horror
Classe Etária:  M16
Duração (minutos): 145 

Sinopse:
Sang-Hyun é um Padre devoto que se vê confrontado com a sua necessidade por sangue humano para sobreviver.
Quando conhece a mulher de um amigo de infância entra numa espiral de desespero e devassidão. À medida que tudo de bom à sua volta desaparece, e se transforma em pura maldade, Sang-Hyun luta para se agarrar às réstias de Humanidade que sobrevivem enterradas bem fundo na sua alma.

Comentário:
Do realizador de Old Boy chega-nos Thirst, um irreverente filme de vampiros, que explora o significado de Humanidade e o sentimento de culpa e impunidade que vêm com as capacidades sobrehumanas de um vampiro que pela primeira vez se vê confrontado com o lado negro do Homem.

Vampires are not immortal. You still want my blood?

Um dos melhores filmes de vampiros dos últimos anos, que arrecadou o Prémio Especial do Júri de Cannes e o Prémio Orient Express no Fantasporto, faz jus à fama de Park Chan-Wook como realizador prodigioso (Old Boy, Trilogia da Vingança, I'm a Cyborg but that's ok)e consagra-o como um dos mais promissores realizadores asiáticos do momento.

Visualmente apelativo, com uma boa dose de sátira à sociedade, mas acima de tudo uma crítica pungente à nova religião dos Sul Coreanos: o Cristianismo. 




O personagem principal é um padre católico muito devoto e cujo desejo de fazer mais pelo mundo, leva-o até uma empresa farmacêutica que trabalha numa vacina contra um vírus mortal e terrível, que vem a assolar a Humanidade e com necessidade imediata de sujeitos para um estudo inédito. O Padre Sang-Hyun (Song Kang-Ho - Memories of Murder, The Host) torna-se num ícone religioso ao ser o único sobrevivente do grupo de estudo de 50 indivíduos. Mas, ele tem um segredo que não partilha com ninguém, uma transfusão de sangue, durante o estudo a que se sujeitou, tornou Sang-Hyun num vampiro, com capacidades sobrehumanas, que necessita de consumir sangue humano para combater o vírus, para o manter vivo.

No seu caminho tortuoso, enquanto trava uma batalha com a sua própria consciência, cruza-se com uma, aparentemente, inofensiva mulher do seu passado, Tae-ju (Kim Ok-Bin - The Accidental Gangster and the Mistaken Courtesan), que leva Sang-Hyun a ultrapassar as barreiras que impusera a si mesmo, numa descida aos Infernos sem hipótese de retorno, e com apenas um desfecho...




Thirst quebrou uma série de tabus, na Coreia do Sul, tendo mesmo sido complicado arranjar actores para interpretarem alguns dos papeis centrais, devido às cenas arrojadas que o argumento exigia. Ficam para a memória os personagens fortes, bem construídos e a forma inteligente como Park Chan-Wook tratou de temas tão delicados.

Classificação: 10/10

Friday, 23 July 2010

Possessão (Soul)


Título Original: 혼 (魂) / Hon
Títulos Alternativos: Soul / Spirit / Ghost / Possessed
Episódios: 10
Género: Horror, Drama, Mistério
Cadeia Televisiva: MBC
Período de Transmissão: 2009-Ago-05 to 2009-Set-03

Sinopse:


Ha Na (Lim Joo-eun) e Doo Na eram irmãs gémeas muito próximas até que Doo Na morre uma morte terrível, enquanto Ha Na observava impotente. Um dia Ha Na, uma rapariga alegre e enérgica começa a mudar. Tem agora capacidades que nenhum outro humano possui e logo descobre que está possuída pelo espírito da irmã. Shin Ryu (Lee Seo-jin), um psicanalista famoso, começa a usar Ha Na para fazer justiça por aqueles que não a conseguem obter.

Comentário:
Please kill me, there's a devil inside me...



O mal não é uma doença, é parte da natureza, a essência do ser humano.  A sede de vingança existe dentro de todos nós e Hon trata exactamente do que acontece quando os injustiçados e as vítimas de crimes sem julgmento encontram a arma ideal: Kim Ha-na.



Hon não é apenas sangue e homicídio, não trata apenas de fantasmas vingativos e mortes violentas, Hon é acima de tudo uma série sobre justiça, força e a perda de inocência quando confrontados com a realidade em que a Justiça não existe para proteger os mais fracos, mas sim para ajudar os que têm dinheiro e poder suficientes para usar a Lei em seu proveito.

A série mais original dos últimos anos, mesmo abordando temas mais "pesados" para o público geral, foi bem recebida e um êxito nos países em que foi exibida (Japão e Coreia do Sul), com um elenco muito bem equilibrado, com três presenças de peso a contracenar com novatos na indústria que apesar da inexperiência no ramo, conseguiram sem sombra de dúvida apresentar um trabalho excepcional (a interpretação de Lim Joo-eun, valeu-lhe inclusivamente o Prémio Revelação 2009 de Melhor Actriz em Drama).


Hon foi eleita uma das séries de 2009, sobrepondo-se mesmo às séries românticas e mais mainstream, incentivando as grandes cadeias televisivas do país a apostar neste género ( Grudge: The Revenge of Gumiho, KBS 2010).


Classificação:9/10

Monday, 19 July 2010

Desejo uma Estrela (Wish upon a Star)


Título Original: 별을 따다 줘 / Byeoreul Ttada Jwo
Títulos Alternativos: Stars Falling From the Sky / Pick the Stars / Wish Upon a Star
Género: Drama, Romance
Episódios: 20
Canal Televisivo: SBS
Período de Transmissão: 2010-Jan-04 to 2010-Mar-16


Sinopse:
Este drama explora a história de amor entre dois colegas de trabalho, com Kim Joo-Hoon-I a interpretar o papel do advogado de uma Companhia de Seguros bem sucedido. Como foi abandonado pela mãe biológica, ele não é capaz de confiar em ninguém à sua volta. Jin Ppal-gang (Choi Jeung Won) é a pior empregada da Companhia, que depois da trágica morte dos pais, e com apenas 25 anos é obrigada a assumir os destinos da família. Tentando sobreviver com os seus cinco irmãos, como criada interna.

Comentário:
Se bem que numa série coreana não se pode falar de originalidade, nesta produção vi algum esforço por parte dos argumentistas de explorar novas formas de cativar o público e fazer a história rolar. Pegaram numa série de clichés e tentaram dar-lhe uma nova twist ... em parte conseguiram e convenceram-me - vi a série até ao último episódio!

O que mais apreciei foi o crescimento da personagem principal Jin Ppal-gang (Choi Jeung Won), a sua evolução de cabeça de vento fútil cuja única preocupação era roupa e sapatos bonitos, na tentativa de seduzir um marido rico, para se transformar numa "mãe" dos cinco irmãos mais novos. Para isso fará uma série de sacrifícios, que como ela diz farão dela mãe, deixando de ser mulher - cortando inclusivé o cabelo, coisa da qual tanto se orgulhava (coisa nova em drama, pelo menos por estes motivos!)

Se bem que gostei do papel de Won Kang-ha (Kim Joo-Hoon-I), houve qualquer coisa que na primeira metade da série me impediu de empatizar com ele. Talvez tenha sido o pouco à vontade demonstrado pelo actor, mas que depois à medida que o personagem ia aquecendo para com os outros e interagindo mais, deixando o seu pedestal gelado para trás, a representação melhorou exponencialmente. Lá para o final convenceu-me. :)

O personagem cómico apesar de um bocadinho irritante, conseguia tiradas bem engraçadas - Woo Tae-gyoo(Lee Kyeon) - aqueles chuveiros de água fria, foram bons momentos e muito originais :) Mas o pormenor desse personagem não ser capaz de enunciar provérbios e frases feitas foi claramente tirado da série de êxito "Boys over Flowers".

Claro que não podia deixar de referir as crianças, que apesar da idade trabalharam muito bem. Principalmente o miúdo do sonambulismo, AMEI, conseguiram ser mais que apenas mobília humana, interagiram com todos e representaram mesmo o papel de claque de apoio por este ou aquele noivo para a irmã.



Resumindo e concluindo, esta série é claramente uma das minhas favoritas do ano 2010, e um "must see" neste ano.


Classificação: 8/10

Wednesday, 14 July 2010

Jeon Woo Chi


Data de estreia: 20 de Dezembro de 2009 (Coreia do Sul)
Título Original:  전우치 (Jeon-woo-chi)
Realizador: Choi Dong-hoon (최동훈)
Actores: Kang Dong-won (강동원), Kim Yoon-seok(김윤석),Im Soo-jeong(임수정), Yoo Hae-jin(유해진)
Produção: CJ Entertainment/Showbox
País: Coreia do Sul
Género: Acção/Fantasia/Comédia
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 136

Sinopse:
Há 500 anos atrás na Dinastia Chosun. A Flauta da Profecia caiu nas mãos dos goblins, mergulhando o mundo numa espiral de caos. Os Feiticeiros Taoistas viram-se para os grandes sábios do seu tempo, o Mestre e Hwadam(Kim Yoon-seok) para ajudar a derrotar os goblins, confiando a cada um apenas metade da Flauta. Entretanto o aprendiz desordeiro do Mestre, Woochi(Kang Dong-won) engana o Rei com a arte de transformação o que causa grande escândalo, levando aos três Feiticeiros Taoistas e Hwadam visitar o Mestre. Mas o Mestre havia sido assassinado e a sua metade da Flauta fora roubada! Por ter tirado a metade da Flauta do seu Mestre e sendo o suspeito principal na sua morte, Woochi é encurralado, sendo aprisionado, juntamente com o seu cão fiel(Yoo Hae-jin), no interior de uma pintura. Mas um dia, os goblins regressam a Seoul e Woochi é a última esperança.

Comentário:
Parti para este filme com muito medo, confesso, pois os trabalhos anteriores de Kang Dong Won, não se inseriam neste género - movimentando-se mais no campo de cinema de autor e experimental (M e Duelist) - mas uma vez mais a sua versatilidade surpreendeu-me.

O enredo do filme, é bastante original e a interacção entre Jeon Woo Chi e Chorangyi, proporciona-nos alguns momentos hilariantes. Existem alguns clichés - que filme não os tem - mas a acção do filme e os personagens secundários - Deuses Taoistas - cheios de defeitos e falhas de carácter e incongruências interessantes (um é um curandeiro, outro um sem-abrigo e o outro padre), fazem-nos rapidamente esquecer e ultrapassar isso.

A confusão de Woo Chi quando confrontado com simples inventos dos nossos dias, dá um toque de comédia ao filme (por exemplo: o vidro, o carro e mesmo roupas.) Só um aparte, aquele casaco laranja de couro é imperdoável, tenho pena, nem mesmo o Kang Dong Won o torna aceitável! Tenho dito, gente do guarda-roupa...

Este filme foi um blockbuster na Ásia, e com um cast de estrelas é sem dúvida um bom filme para quem gosta de fantasia e acção, com uma boa pitada de humor e originalidade.
Será que o poderemos ver no próximo Fantasporto?! Talvez ainda tenha a hipótese de ver o grande Kang Dong Won...

Classificação: 8/10
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