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Saturday, 22 June 2013

Gantz - Live-action (Parte I)


Título Original: Gantz
Director: Shinsuke Sato
País de Origem: Japão
Ano de Estreia: 2011

Sinopse:

O estudante universitário Kei Kurono (Ninomiya Kazunari) reconhece o amigo de infância Kato Masaru (Matsuyama Ken'ichi) enquanto este tenta ajudar um homem que caiu na linha do metro. Quando Kato vê o amigo na plataforma de embarque, Kurono sente-se compelido a ajudar, o comboio aproxima-se e não irá parar naquela estação...


Juntos tiram o homem da linha mas não têm tempo de também eles se porem em segurança, e juntos vêm a aproximar-se o comboio que lhes irá tirar a vida... Quando abrem os olhos os dois encontram-se num apartamento vazio, na sala desse apartamento apenas existe uma grande esfera negra e pessoas que como eles deveriam estar mortas.

A esfera no apartamento é Gantz, a sua missão: coordenar as pessoas dentro do apartamento em missões de vida e de morte para exterminar extraterrestres que se escondem na Terra.


Pessoas normais de todas as idades, são obrigadas a lutar contra criaturas estranhas, usando armas futuristas e fatos que lhes conferem capacidades sobre-humanas.

Comentário:
Gantz foi baseado no manga com o mesmo nome, escrito por Hiroya Oku (os seus 37 volumes venderam mais de 175 milhões de cópias um pouco por todo o mundo) e há muito que os fãs esperavam peas adaptações live-action.

Um pequeno aviso à navegação: eu sou imensamente parcial quanto a Gantz. É dos meus manga favoritos e que tive também a oportunidade de acompanhar em real time e desde o início. You've been warned. :)

Começo por dizer que estas adaptações de Gantz para o grande ecrã, encabeçam a lista dos melhores live-action de sempre. Respeitam a história (fazendo os necessários ajustes para que funcione no tempo reduzido dos filmes e visualmente no grande ecrã) e o vibe da história original. Quase toda a acção é durante a noite ou então durante o pôr-do-sol, usando e abusando dos tons escuros e sufocantes. O feel do manga e também nestes live-action mimetiza de forma perfeita a situação dos escolhidos por Gantz, são reféns da grande esfera negra naquela sala num apartamento de Tóquio e nada podem fazer, a não ser lutar e conseguir 100 pontos... ou morrer a tentar.

O manga de 37 volumes foi publicado entre os anos 2000 e 2013 (o último capítulo de Gantz foi publicado no passado dia 20 de Junho), é um dos mangas mais vendido dos últimos anos e em 2008 foi considerado o melhor seinen do ano juntamente com Black Lagoon (outro dos meus favoritos).

O primeiro filme de Gantz estreou em Janeiro de 2011 e a partir do momento em que ouvi os nomes dos actores que encabeçavam o elenco, senti que estavamos prestes a ver finalmente adaptações competentes desta história, pois com nomes tão sonantes como Matsuyama e Nanomiya a bordo, a equipa não poderia dar-se ao luxo de repetir os erros cometidos nos live-action de Death Note (que irei publicar análise aprofundada mais tarde).

Neste primeiro filme conhecemos Gantz e descobrimos o seu propósito de destruir extraterrestres que se escondem na Terra. Assistimos à morte e regeneração de Kurono e Kato e ficamos a saber as motivações de cada um para sobreviver e lutar.


O mundo de Gantz não é apenas gore, sangue, estraterrestres monstruosos e engenhocas futuristas (que com muita pena minha não foram muito diversificadas, os criadores dos filmes ficaram-se pelas armas e pelas espadas), Gantz é acima de tudo uma história sobre pessoas normais, que devido a um acaso do destino foram obrigadas a se adaptar a circunstâncias extraordinárias.


As primeiras batalhas a que assistimos no filme, roçam o patético, em que por vezes dava por mim a querer esbofetear alguém: o alvo está à frente do nosso herói desarmado e parado, porque raio não dispara ele? Porque não reage e fica ali a olhar? A resposta é simples: o que faríamos nós numa situação idêntica, quando deparados com extraterrestres, armas desconhecidas e fatos que parecem saídos de uma convenção de cosplay? Duvido que fossemos capazes de muito melhor...


O orçamento milionário de Gantz possibilitou a recriação de algumas armas e engenhos que vemos no manga de forma extraordinária e fiel aos desenhos originais e com muito detalhe.


A peça principal do equipamento dos escolhidos de Gantz é o fato que além de servir como protecção, também ele pode ser usado como uma arma, pois confere agilidade e força sobre-humana ao utilizador. Tal como as armas, o cuidado com os detalhes é notório e devo dizer que era o que mais temia nas adaptações, pois este fato tinha todo o potencial para "correr mal" ao ser transposto para live-action (casos desastrosos de adaptações começam exactamente por fatos demasiado "costumy", não sendo minimamente credíveis como ferramentas efectivas de defesa/ataque.)

Trailer:


(Continua na próxima semana)

Saturday, 31 December 2011

Balanço 2011 - Cantos Dourados

E chega aquela altura do ano em que se fazem contas às leituras, balanços de apostas neste ou naquele autor, nesta ou naquela série...
Não querendo ficar para trás aqui deixo os eleitos nas várias categorias, quem leva o prémio nesta primeira edição do canto dourado?!

O livro do ano... 


Este livro não é um lançamento deste ano, mas foi este o ano em que tive a oportunidade de o ler! E digo desde já que é daqueles livros que todos devemos ter nas nossas bibliotecas... É um dos livros mais caricatos que tive a oportunidade de ter nas mãos nos últimos tempos e que apesar de ter pouco texto escrito, foi certamente, dos livros que ainda hoje me dá imenso prazer folhear...

Uma confissão: este livrito está sempre à mão de semear pois adoro mostrá-lo a quem como eu adora livros!

A série do ano... "Immortals After Dark" da Kresley Cole e "Parasol Protectorate" da Gail Carriger

                     (Goodreads)                                         (Goodreads)

Fui incapaz de escolher entre as duas séries, pois adorei lê-las e mergulhar nos seus mundos. 

Com a Kresley Cole fiquei a conhecer um género que não me havia "puxado" muito, devido às capas de moços com peças de roupa a menos e agora não dispenso este "guilty pleasure". Gail Carriger ajudou-me a mergulhar ainda mais no fascinante mundo do romance paranormal, desta feita com um twist steampunk que só ajudou à desgraça e a aumentar o bichinho pela estética.

O autor descoberta... Meljean Brook, Gail Carriger

                            (Página Oficial)                           (Página Oficial)

Mais uma categoria com dois - neste caso duas - vencedoras! :)
Fiquei a conhecer os livros das duas autoras mais ao menos na mesma altura, o trabalho das séries que li delas estão inseridos na mesma estética, steampunk, e tornaram-se indispensáveis para esta bibliófila! Claro que conheci mais autores, pois este ano de 2011 foi ano de experiências literárias e um salto para fora da minha confort zone (fantasia épica). Mas de todos os livros, séries e autores, Gail e Meljean destacaram-se e ganharam mais uma ávida fã!

O autor do ano... Meljean Brook

Como seria de esperar para quem me conhece e atura! Dispensa qualquer comentário certo?! :P

Aqui deixo um obrigada bem grande a quem me desencaminhou e deu a conhecer esta autora: Tchetcha do blog, Ler e Reflectir.
 
O personagem do ano... Yasmeen de "Heart of Steel" da Meljean Brook

Desde a leitura do "The Iron Duke" que andava de olho na Yasmeen e no Archimedes. Eles são daqueles personagens que ficam com o leitor mesmo depois de terminar o livro e depois de ler "Heart of Steel" só confirmei mesmo a mestria de Meljean a criar personagens credíveis e consistentes! Empatizei completamente com a Yasmeen ou Lady Corsair e adorava ver mais das aventuras dela.

A releitura... Harry Potter da J. K. Rowling


No ano em que o ciclo Potter se fechou com a estreia do último filme da série de adaptações dos livros de J.K. Rowling, decidi reler os sete livros e em conjunto com um grupo de Potterheads e estreantes refizemos a viagem mais fantástica das nossas infâncias. Obrigada J.K. pela tua obra mágica...

Tuesday, 8 November 2011

Fórum Fantástico 2011


Mais um ano se passa e mais um Fórum Fantástico se aproxima! Depois de há um par de semanas ter sido divulgado o cartaz oficial de divulgação do Fórum Fantástico 2011, temos agora o mais desejado: o programa!

Pela primeira vez irei deslocar-me a Lisboa para participar neste FF, o entusiasmo é muito e as expectativas não são menores. Ainda para mais com promessas de reencontros com gente simpática que partilha do meu amor pela palavra escrita!

Sexta, 18 de Novembro
15:00 – Abertura
15:15 – Projecto Trëma: Apresentação de Rogério Ribeiro e Sofia Vilarigues.
15:30 – Literatura Fantástica Portuguesa – Edição e Comunidade - Painel com António de Macedo, Rogério Ribeiro, Luís Filipe Silva, entre outros.
16:30 – Design e Ficção Científica: Apresentação de Pedro Marques.
17:00 – Intervalo
17:30 – Ensinar Ficção Científica - Painel com Maria do Rosário Monteiro, Jorge Rosas e João Lin Yun, moderado por Rogério Ribeiro.
18:30 – Os Sexos na Literatura Fantástica - Painel com Madalena Santos, Bruno Martins Soares, Pedro Ventura e Inês Rolo, moderado por Daniel Cardoso.

Sábado, 19 de Novembro
15:00 – Conspirações e Apocalipses - Painel com João Leal, Renato Carreira, Félix J Palma e Adrian Lacy, moderado por Safaa Dib e Rogério Ribeiro.
16:00 – À conversa com Félix J. Palma - Apresentação moderada por Rogério Ribeiro.
16:30 – A Autoridade do Autor - Painel com presença de Ricardo Cabral e Luís Filipe Silva, participação vídeo de Manuel Jorge Marmelo e Patrícia Portela, e moderação de João Morales.
17:30 – Intervalo e Sessão Conjunta de Autógrafos
18:00 – Esboços de um mundo Electropunk: convite à submissão. Apresentação por João Barreiros, organizador da antologia Lisboa Electropunk
18. 10 - Anúncio do conto vencedor e demais incluídos na Antologia de Ficção Científica – Fantasporto 2012. Apresentação por Rogério Ribeiro e Pedro Reisinho
18.30 – Apresentação da antologia “Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa”, com presença do editor, organizador e autores
19h – Sessão de autógrafos dos autores da antologia “Os Anos de Ouro da Pulp fiction Portuguesa”

Domingo, 20 de Novembro
15:00 – Dog Mendonça e Pizzaboy, parte II - Apresentação com Filipe Melo.
15:30 – Sugestões de Leitura - Apresentação com Ana Cristina Alves, João Barreiros e Artur Coelho.
16:00 – À Conversa com João Monteiro e António de Macedo - Apresentação moderada por Safaa Dib
17:00 – Intervalo
17:30 – À Conversa com Victor Mesquita - Apresentação moderada por Rogério Ribeiro
18:00 – Banda Desenhada - Painel com Rui Lacas (Asteroid Fighters), Rui Ramos (Voyager), entre outros.
19:00 – Banana Motherfucker - Curta-metragem de Fernando Alle/Colectivo Clone
Durante o evento estará disponível uma Feira do Livro Fantástico, gerida pela livraria Dr. Kartoon, assim como uma banca da editora Saída de Emergência.

Wednesday, 19 October 2011

Sherlock Holmes: A Game of Shadows

(IMDB)

Sherlock Holmes e Dr. Watson juntam-se novamente para derrotar o seu maior adversário, o Professor Moriarty...

Este é um dos filmes que me faz pular de alegria, de cada vez que me lembro que está prestes a estrear! Adorei o primeiro e tenho andado em pulgas à espera do próximo! E aqui está ele, com estreia marcada para 5 de Janeiro de 2011, nos cinemas portugueses. 

Hoje foi lançado o segundo trailer do filme, com a confirmação que Irene Adler vai regressar e finalmente Sherlock e Watson conhecem a face de Moriarty:


Tuesday, 18 October 2011

The Walking Dead - Estreia Season 2

A segunda temporada de "The Walking Dead" estreou no passado dia 16 de Outubro nos Estados Unidos, por cá em terras lusas estreia hoje 18 de Outubro no Canal Fox (bem haja ao canal por nos trazer as séries à medida que vão estreando e não anos depois)... Em antecipação ao episódio de logo à noite aqui fica o trailer, de uma das séries mais esperadas por mim e por mais uns milhares de fãs!


A ver vamos, se não irão cortar o primeiro episódio como fizeram com a temporada anterior... por questões de grelha de programas (BS my friends, BS). Isso ficou-vos mal, não repitam a coisa vá... aprenderam com os vossos erros presumo! ;)
Mais info:

Saturday, 24 September 2011

Fright Night


Título Original: Fright Night
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Craig Gillespie
 
Um remake do original de 1985, em que o jovem Charley Brewster (Anton Yelchin) descobre que o seu novo vizinho Jerry Dandrige (Collin Farrel) é o vampiro responsável pelo recente desaparecimento de muitos dos seus colegas de escola. Quando ninguém acredita nele, Charley procura ajuda junto do místico e auto-proclamado caçador de vampiros Peter Vincent (David Tennant). Juntos tentam derrotar Jerry e a sua prole...

Quando o remake de "Fright Night" foi anunciado, os fãs do género todos se questionavam quanto à necessidade de uma nova toma da história do vampiro Jerry e de Charlie. Mas com um elenco de estrelas, este remake conseguiu algo quase inédito: surpreender os fãs pela positiva.


De destacar o papel exuberante protagonizado por David Tennant, na pele do místico Peter Vincent. A sua interpretação e química com Anton Yelchin (Charlie Brewster) é mesmo o ponto mais positivo, conferindo algo a "Fright Night" que o ajudará a destacar por entre as fileiras de filmes de terror e legiões de remakes que inundam agora as nossas salas de cinema.

Há muito que não havia um filme capaz de me fazer pular na cadeira de cinema, mas "Fright Night", apesar do tom cómico proporcionou-me um bom susto! Kudos para Craig Gillespie, o realizador deste remake!

Uma nota de desagrado: Apesar de realmente ver algum aproveitamento da tecnologia 3D neste filme (coisa que por vezes é inexistente em muitos dos proclamados filmes que incluem estas duas letras no seu título), uma vez mais é de lamentar que o espectador não tenha a hipótese de escolher entre uma versão 3D e um 2D. Além dos custos acrescidos, as distribuidoras esquecem que existem alguns cinéfilos não toleram a tecnologia tão em voga (que causa em muitas pessoas náuseas e mal-estar). Um dos sintomas que nem tudo vai bem no país do 3D, são as salas vazias ou a meio gás das películas que usam e abusam deste conceito!

Classificação: 7/10

Tuesday, 6 September 2011

Leitura Conjunta - Jane Eyre


A cerca de duas semanas do início da primeira leitura conjunta do nosso grupo no Goodreads, decidi que antes de avançarmos para a leitura propriamente dita, seria bom conhecer um pouco melhor a época em que Charlotte Brontë viveu. Investigar um bocadinho o contexto histórico e social que fez com que este romance surgisse... por isso aqui vamos nós.


Charlotte Brontë nasceu em Thornton, Yorkshire, um condado inglês. Filha de Maria Branwell e Patrick Brontë, um clérigo Anglicano de origem irlandesa. Charlotte, as quatro irmãs (Anne, Elizabeth, Maria, Emily) e o irmão Branwell, cedo perderam a sua mãe e as raparigas mais velhas (Elizabeth, Maria, Emily, Elizabeth e Charlotte) foram enviadas para Lancashire, um rígido colégio que inspirou grandemente Charlotte quando escreveu Jane Eyre, o Clergy Daughters' School.

A vidas dos Brontë sempre foi pautada por perdas trágicas, uma vida difícil, Dickensiana, com a raparigas a passarem imensas privações aquando da sua passagem por Lancashire...

Depois de assistir à morte de todos os seus irmãos e do seu pai, Charlotte achou finalmente alguma paz e em Junho de 1854 casou com o curador do pai, Arthur Bell Nichols - segundo muitos historiadores, Nichols era o modelo perfeito dos heróis românticos que povoam os trabalhos de Charlotte, como S. John e Rochester. Infelizmente, o destino interveio e a 31 de Março de 1855, Charlotte Brontë sucumbiu à tuberculose, falecendo aos 38 anos de idade, grávida do seu primeiro filho. Foi a enterrar na capela da família na Igreja de St Michael and All Saints em Haworth no condado de West Yorkshire.

Jane Eyre, que é considerado como um dos romances mais influentes e bem conhecidos, desde que foi publicado em 1847 pela editora Smith Elder & Co, com o título Jane Eyre. An Autobiography, com o pseudónimo Currer Bell. No século XIX poucas eram as mulheres romancistas e mais raro era ainda elas serem reconhecidas ou publicadas, por isso a opção do pseudónimo.

Jane Eyre é por muitos considerada como uma obra profundamente femininista, uma inteligente e acutilante crítica à sociedade inglesa em que Charlotte vivia sempre com um especial ênfase na posição social das mulheres e nas potencialidades não aproveitadas delas. O romance é a autobiografia ficcional de uma orfã, Jane Eyre, acompanhando o crescimento da personagem através de cinco fases perfeitamente distintas da sua vida atribulada: a sua infância infeliz em Gateshead com a tia; a educação na rígida Lowood School; o seu trabalho de preceptora em Thornefield Hall, onde conhece Edward Rochester; a estadia com a família Rivers; e finalmente o reencontro de Jane e Rochester.

Jane Eyre é composto por 38 capítulos, que na sua edição original estavam divididos em três volumes (1-15, 16-26, 27-38).

Inúmeras adaptações foram feitas deste romance para o pequeno e grande ecrã, para os palcos de teatro e musicais...

Para se juntarem a nós nesta leitura conjunta, basta juntarem-se ao nosso Bookclub no Goodreads, todos são bem-vindos.

Mais informação:

Tuesday, 12 July 2011

Invasão Mundial: Los Angeles



Título Original: Battle: LA
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Jonathan Liebesman

Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas. Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.


Realizado por Jonathan Liebesman ("Terror na Escuridão", "Massacre no Texas - O Início"), Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme-campanha”. Acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de filmes.

Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme-campanha saído do país das “stars and stripes”, pois na última década se agudizou e, os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do “uncle Sam”. Ela é bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building, ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.

Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.

Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas díficeis tomadas de decisão quando chega o momento. Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores, por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos...provocando o tão típico “eye-roll”.

Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho de Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.


A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas...este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até áquele ponto.

Fica portanto o saor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões.

Classificação: 6/10

Monday, 14 March 2011

Gantz - Perfect Answer


Depois da estreia em Janeiro deste ano da primeira parte da adaptação live-action de Gantz, temos agora a 23 de Abril a estreia da segunda e última parte, entitulada Gantz – The Perfect Answer. E em uníssono com a mega campanha publicitária (com maior impacto na Ásia e EUA), foi divulgado o primeiro trailer e posso dizer que estámos entusiasmados com o resultado final.


Página Oficial (Japonês): http://gantz-movie.com/

Friday, 4 March 2011

As Múmias do Faraó - As Aventuras de Adèle Blanc-Sec


Título Original: Les Aventures Extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec
Realizador: Luc Besson
Ano de Estreia: 2010

Paris, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial, no ano de 1912. Enquanto efazia experiências com o alcance dos seus poderes telepáticos, o professor Espérandieu faz chocar um ovo de pterodáctilo com 136 milhões de anos, em exposição no Museu de História Natural de Paris. O pterodáctilo à solta começa logo a causar estragos e a polícia vê-se obrigada a agir.
Adèle Blanc-Sec (Louise Bougoin), uma jornalista, vê-se enredada em toda a confusão mal chega a Paris, do Egipto...

Quando se vê o trailer de “Adèle Blanc-Sec”, não se está minimamente preparado para o que nos espera a partir o momento em que as luzes são desligadas e o projector começa a rolar.

Luc Besson brinda-nos com um retrato pitoresco e energético de uma Paris no virar do século, povoada por personagens ironicamente construídas, muito do estilo dos filmes franceses do género (quem não se lembra dos filmes de Astérix, e os personagens que povoam os seus filmes).

A protagonista desta produção certamente deixaria Lara Croft embaraçada com a classe, energia e imaginação de Adèle Blanc-Sec e sobretudo com o sentido de humor dela. Há já muito tempo que não assistia às gargalhadas colectivas de uma plateia, face às peripécias dos personagens de “Adèle Blanc-Sec”.


Desde os cenários pormenorizados e bem trabalhados, de uma Paris a entrar na modernidade, passando pelo guarda-roupa, sendo tudo bem complementado por um trabalho de actores impecável, e um argumento bem construído com um humor mordaz que a ninguém deixa indiferente.

A única coisa que por vezes falha é a tradução e a legendagem, que devido a muitas tiradas serem brincadeiras com nomes de personagens e lugares franceses bem contextualizados numa cultura francesa, em suma regionalismos e “francesismos”, por vezes um espectador de outra nacionalidade facilmente deixa passar algumas sem se aperceber o potencial cómico. Talvez a introdução de notas da tradução no decorrer do filme, ajudassem a “agarrar” algumas referências e arrancar mais umas quantas gargalhadas e sorrisos.

Resumindo, é mais um argumento fantástico saído das páginas da banda desenhada franco-belga Adèle et la bête de 1976, da autoria e com o traço de Jacques Tardi, e que Luc Besson soube adaptar à grande tela, deixando o público à espera de encontrar Adèle novamente...

Depois da estreia no Fantasporto, as aventuras de Adèle chegarão aos cinemas nacionais já no próximo mês, a 10 de Março de 2011.

Classificação: 9/10


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