Showing posts with label Ficção-Científica. Show all posts
Showing posts with label Ficção-Científica. Show all posts

Sunday, 10 November 2013

Fórum Fantástico 2013


Chega Novembro e para além do Nanowrimo e do Movember, chega também o Fórum Fantástico. Este ano decorrerá de 15 a 17 de Novembro, no sítio do costume (Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro - Lisboa), e pelo terceiro ano consecutivo lá estarei.

No primeiro ano, fui como visitante, um bocadinho perdida ali no meio de tanta gente, muitos deles com quem falava diariamente; no segundo ano fui como participante, falar da Clockwork Portugal (tive o prazer de partilhar este momento com a Sofia Romualdo, o André Nóbrega e o Rogério Ribeiro), da Euro Steam Con e do primeiro Almanaque Steampunk; este ano serei novamente uma das participantes, uma vez mais falar da "odisseia" que é lançar uma publicação como o Almanaque Steampunk sem qualquer tipo de apoios (uma vez mais na companhia da Sofia Romualdo e do André Nóbrega), organizar a Euro Steam Con, também sem qualquer tipo de apoios e contra a corrente, e do futuro da Clockwork Portugal. Este ano terei ainda uma segunda apresentação (acho que os visitantes do Fórum Fantástico este ano se vão encher de me aturar no Sábado ^-^), desta vez de um projecto pelo qual nutro não menos carinho, a Invicta Imaginária e do que é afinal isto do Winepunk.





Vemo-nos lá! 

Saturday, 21 September 2013

Euro Steam Con 2013

Evento no Facebook: Link
Google+: Link
Goodreads: Link

Já lá vai quase um ano desde a primeira Euro Steam Con - Porto, organizada pela Clockwork Portugal e aqui estamos nós a ganhar vapor para mais uma edição da convenção portuense completamente dedicada ao steampunk. Uma vez mais a equipa vaporosa fez de tudo para conseguir editar mais um Almanaque Steampunk (este ano maior e com mais secções, com autores repetentes e novos talentos que prometem dar que falar), ao mesmo tempo conseguiram organizar uma Euro Steam Con que tenta abranger uma maior variedade de meios nos quais o steampunk tem vindo a dar o ar da sua graça (com sessões dedicadas ao cinema, livros, crowdfunding, jogos e muito mais).

Este ano e devido às Eleições a ESC será apenas um dia, no dia 28 de Setembro todos os fãs e curiosos do género steampunk convergem para o Edifício Parnaso.

Programa

11.00 - Abertura - Clockwork Portugal
11.15 - Sessão “Crowdfunding em Steampunk” - Joana Lima e André Nóbrega
11.45 - Sessão “Jogos Steampunk” - Nuno Mendes, Sofia Romualdo, Cláudia Silva e Ricardo Tavares

12.30 - Pausa para almoço

14.30 - Sessão “Romances Steampunk” - Alexandra Rolo e Joana Lima
15.00 - Sessão “Cinema e séries Steampunk” - Nuno Reis (ScifiWorld Portugal) + Rogério Ribeiro
15.30 - Ciclo de Cinema (Aurora + Airlords of Aria + Invention of Love + The Tale of Mr Rêvus)

16.30 - Pausa para chá e convívio

17.30 - Sessão “Rui Alex - Ilustração” - Rui Alex, apresentado por Joana Lima
18.00 - Lançamento do Almanaque 2013 + Sessão de autógrafos com os autores

Lojas:

Oficial: Skypirate Creations
Águas Furtadas + Koollook
Prendinhas da Rosário

Decorrem paralelamente:

- Concurso Cosplay
- Cupcakes e biscoitos da Chá das Cinco
- Nanozine
- Banca de Almanaques
- Demonstração de jogos Steampunk
- Exposição da BD e trabalhos do Rui Alex

Há de tudo para todos e tal como no ano passado o ambiente será do melhor trocar ideias e conhecer fãs do género.
Já confirmaram a vossa presença? Espero ver-vos por lá ;)

Saturday, 22 June 2013

Gantz - Live-action (Parte I)


Título Original: Gantz
Director: Shinsuke Sato
País de Origem: Japão
Ano de Estreia: 2011

Sinopse:

O estudante universitário Kei Kurono (Ninomiya Kazunari) reconhece o amigo de infância Kato Masaru (Matsuyama Ken'ichi) enquanto este tenta ajudar um homem que caiu na linha do metro. Quando Kato vê o amigo na plataforma de embarque, Kurono sente-se compelido a ajudar, o comboio aproxima-se e não irá parar naquela estação...


Juntos tiram o homem da linha mas não têm tempo de também eles se porem em segurança, e juntos vêm a aproximar-se o comboio que lhes irá tirar a vida... Quando abrem os olhos os dois encontram-se num apartamento vazio, na sala desse apartamento apenas existe uma grande esfera negra e pessoas que como eles deveriam estar mortas.

A esfera no apartamento é Gantz, a sua missão: coordenar as pessoas dentro do apartamento em missões de vida e de morte para exterminar extraterrestres que se escondem na Terra.


Pessoas normais de todas as idades, são obrigadas a lutar contra criaturas estranhas, usando armas futuristas e fatos que lhes conferem capacidades sobre-humanas.

Comentário:
Gantz foi baseado no manga com o mesmo nome, escrito por Hiroya Oku (os seus 37 volumes venderam mais de 175 milhões de cópias um pouco por todo o mundo) e há muito que os fãs esperavam peas adaptações live-action.

Um pequeno aviso à navegação: eu sou imensamente parcial quanto a Gantz. É dos meus manga favoritos e que tive também a oportunidade de acompanhar em real time e desde o início. You've been warned. :)

Começo por dizer que estas adaptações de Gantz para o grande ecrã, encabeçam a lista dos melhores live-action de sempre. Respeitam a história (fazendo os necessários ajustes para que funcione no tempo reduzido dos filmes e visualmente no grande ecrã) e o vibe da história original. Quase toda a acção é durante a noite ou então durante o pôr-do-sol, usando e abusando dos tons escuros e sufocantes. O feel do manga e também nestes live-action mimetiza de forma perfeita a situação dos escolhidos por Gantz, são reféns da grande esfera negra naquela sala num apartamento de Tóquio e nada podem fazer, a não ser lutar e conseguir 100 pontos... ou morrer a tentar.

O manga de 37 volumes foi publicado entre os anos 2000 e 2013 (o último capítulo de Gantz foi publicado no passado dia 20 de Junho), é um dos mangas mais vendido dos últimos anos e em 2008 foi considerado o melhor seinen do ano juntamente com Black Lagoon (outro dos meus favoritos).

O primeiro filme de Gantz estreou em Janeiro de 2011 e a partir do momento em que ouvi os nomes dos actores que encabeçavam o elenco, senti que estavamos prestes a ver finalmente adaptações competentes desta história, pois com nomes tão sonantes como Matsuyama e Nanomiya a bordo, a equipa não poderia dar-se ao luxo de repetir os erros cometidos nos live-action de Death Note (que irei publicar análise aprofundada mais tarde).

Neste primeiro filme conhecemos Gantz e descobrimos o seu propósito de destruir extraterrestres que se escondem na Terra. Assistimos à morte e regeneração de Kurono e Kato e ficamos a saber as motivações de cada um para sobreviver e lutar.


O mundo de Gantz não é apenas gore, sangue, estraterrestres monstruosos e engenhocas futuristas (que com muita pena minha não foram muito diversificadas, os criadores dos filmes ficaram-se pelas armas e pelas espadas), Gantz é acima de tudo uma história sobre pessoas normais, que devido a um acaso do destino foram obrigadas a se adaptar a circunstâncias extraordinárias.


As primeiras batalhas a que assistimos no filme, roçam o patético, em que por vezes dava por mim a querer esbofetear alguém: o alvo está à frente do nosso herói desarmado e parado, porque raio não dispara ele? Porque não reage e fica ali a olhar? A resposta é simples: o que faríamos nós numa situação idêntica, quando deparados com extraterrestres, armas desconhecidas e fatos que parecem saídos de uma convenção de cosplay? Duvido que fossemos capazes de muito melhor...


O orçamento milionário de Gantz possibilitou a recriação de algumas armas e engenhos que vemos no manga de forma extraordinária e fiel aos desenhos originais e com muito detalhe.


A peça principal do equipamento dos escolhidos de Gantz é o fato que além de servir como protecção, também ele pode ser usado como uma arma, pois confere agilidade e força sobre-humana ao utilizador. Tal como as armas, o cuidado com os detalhes é notório e devo dizer que era o que mais temia nas adaptações, pois este fato tinha todo o potencial para "correr mal" ao ser transposto para live-action (casos desastrosos de adaptações começam exactamente por fatos demasiado "costumy", não sendo minimamente credíveis como ferramentas efectivas de defesa/ataque.)

Trailer:


(Continua na próxima semana)

Tuesday, 10 April 2012

Gantz


Título Original: Gantsu
Director de Animação: Naoyuki Onda (Wolf's Rain, Ergo Proxy, Steamboy, Karas)
Data de Estreia: 12 Abril 2004
País de Origem: Japão
Episódios: 13 + 13

Sinopse:
Kurono Kei é o típico estudante preso num mundo egoísta, sem se importar com mais ninguém a não ser ele mesmo. Porém, por um golpe do acaso, é forçado a ajudar um amigo de infância, que acabou de encontrar, Katou Masaru. Os dois salvam um bêbedo que caiu nos carris do Metro enquanto uma multidão assiste impávida e serena, registando tudo com telemóveis e câmaras fotográficas... e assim as suas vidas são ceifadas por um comboio de alta-velocidade.
E assim dois jovens estudantes perdem a vida... ou não!


Mal são abalroados pelo comboio, Kei e Katou são teletransportados para um apartamento selado, com outras pessoas que também morreram recentemente. A partir de agora as suas vidas são controladas por uma misteriosa esfera negra, no centro desse mesmo apartamento, chamada GANTZ, e todos sem excepção são obrigados a entrar num "jogo" extremamente perigoso e letal.

Comentário:
Esta adaptação do manga de Hiroya Oku, com o mesmo nome, foi levada a cabo, pelos estúdios GONZO e dirigida por Ichiro Itano (Macross e Cowboy Bebop). O anime está dividido por duas temporadas( "The First Stage" e "The Second Stage"), cada uma delas com 13 episódios de cerca de 23 minutos de duração.
A animação mistura elementos realistas (cenários, CGI, incorporando mesmo fotos reais), muito na linha do próprio manga. Os personagens mantiveram-se extremamente fieis ao manga, e a ordem dos sucessivos combates foi mantida...devido ao público alvo da série e ao próprio conteúdo, a história do anime não sofreu com o mal mais comum de todas as mangas de sucesso: os infindáveis ciclos de fillers (episódios, que só existem no anime, para introduzir um ou outro ponto de vista ou história secundária que não interfere directamente no desenvolvimento da história principal).  Foram 26 episódios com uma animação impecável, com muito gore e com a capacidade de tocar cada um dos espectadores...

Gantz tem a particularidade de ser uma série quase única no universo sci-fi Japonês, com personagens extremamente complexos, mas credíveis. Cada um com o seu dilema, Katou não consegue matar nenhuma criatura, Kurono tenta corresponder a todas as expectativas dos outros, deixando as suas para trás e Kishimoto tenta ultrapassar um erro de GANTZ e lidar com a sua nova liberdade.  Mesmo apesar do tom quase esquizofrénico dos pensamentos dos personagens, mesmo apesar do terror de toda a situação em que os personagens se encontram contra a sua vontade, em nenhum momento o espectador se sente desligado do drama vivido por aqueles personagens tão iguais a nós...

Aquando da sua exibição nas televisões japonesas GANTZ foi fortemente censurado, devido às cenas de violência extrema e sexo explícito. Contudo, na edição DVD, a série não está censurada, mostrando tudo conforme foi escrito e sendo mais fiel ao manga.

Classificação: 9/10
Nota: Artigo originalmente escrito e publicado no blog Bela Lugosi is Dead, onde colaborei durante uns tempos.

Friday, 23 March 2012

The Hunger Games

 

Título Original: The Hunger Games
Realizador: Gary Ross
Ano de Estreia: 2012

Sinopse:
Num futuro pouco distante, a América do Norte colapsou, fragilizada pela seca, fogo, fome e guerra sendo substituida por Panem, um país dividido em 12 distritos e no Capitólio. Todos os anos dois jovens representantes de cada distrito são seleccionados por sorteio para participar nos "The Hunger Games".

Quando a irmã mais nova de Katniss (Jennifer Lawrence), Prim, é seleccionada para representar o seu ditrito, Katniss oferece-se como voluntária para substituir a irmã. Ela e o seu companheiro Peeta (Josh Hutcherson) terão agora de encarar adversários bem mais fortes e preparados para os "The Hunger Games".

Comentário:
Fica desde já o aviso da praxe, não vou ser capaz de ser objectiva quanto a este filme, pois os livros que o inspiraram foram sem sombra de dúvida livros que me marcaram de forma indelével e que durante muitos anos irão acompanhar-me.

Parti para este filme com muitas expectativas, altíssimas expectativas, acompanhei passo-a-passo a divulgação sucessiva de imagens, posters, trailers e featurettes. Fiquei sempre com a impressão que os actores que interpretavam Peeta e Gale estavam trocados (não me perguntem porquê mas tinha essa impressão), até que chegou o dia 22 de Março...

Se disser que mal o filme acabou e as luzes do cinema se acenderam estava apaixonada pelo filme, seria mentira, quando as luzes se acenderam fica o sentimento de vazio e depois, muito lentamente, sem que nós nos apercebamos vem uma onda de emoções que me apanhou despercebida e de repente o filme adquire toda uma nova dimensão (dimensão essa que poucos filmes do género são capazes de recriar): dimensão emocional.

The Hunger Games, é um filme exigente que nos leva numa viagem desde a pobreza extrema e fome do Distrito 12 até à exuberância extrema e desmedida do centro nevrálgico de Panem, o Capitólio. E aqui é que reside o sucesso desta adaptação: o realizador, com a ajuda do argumento da própria Suzanne Collins, conseguiram transformar o discurso directo dos livros em linguagem cinematográfica capaz de transmitir a forma voyerista como o Capitólio trata os Hunger Games, do alto da sua arrogância de vencedores de uma guerra há muito combatida e como obriga os restante distritos - que têm mais no que pensar, sendo a sobrevivência mais importante que ver os seus filhos morrerem em directo, com direito a comentários anedóticos e replay e por vezes quando a situação o pede em slow motion para que nenhum dos pormenores escape aos olhos ávidos dos habitantes do Capitólio - vencidos, oprimidos a ver tudo de forma obrigatória!

O elenco foi irrepreensível, sou incapaz de apontar uma única falha ao elenco. Adorei as tidbits que Collins deixou aos leitores da saga, adorei que ela nos desse a conhecer melhor a visão do Haymitch em relação à vida exuberante do Capitólio e à forma desapegada como vivem os Hunger Games. Esse vislumbre humanizou o personagem e ajudou-me, enquanto fã da saga, a materializar melhor os demónios que assombram o mentor do Distrito 12.

Só tenho um ponto a apontar a Gary Ross é o uso e abuso do estilo de "câmara ao ombro" (cujo exemplo clássico é o Blair Witch Project), durante o desenrolar dos jogos é justificável e claramente só ajuda a entrar no estado de espírito dos Tributos, mas em cenas mais calmas como no início do filme, achei que era excessivo, chegando mesmo a causar algum desconforto (lembrei-me muitas vezes dos infames glares na mais recente adaptação de Star Trek ao grande ecrã).

Resumindo e concluindo este meu rant que já vai longo, The Hunger Games é um filme incontornável neste ano de 2012 que se espera recheado de boas surpresas cinematográficas. Não, não é nem será o próximo Twilight pois Katniss tem personalidade para dar e vender...

É daqueles filmes que recomendo que vejam na sala de cinema, para quem já leu os livros e para quem não leu. Um conselho para quem já teve a oportunidade de ler a saga, não entrem na sala à espera de uma adaptação fiel, feita a papel químico, isto porque passar os livros de forma tão directa não iria resultar no silverscreen.



Classificação: 8/10

Monday, 12 December 2011

Men in Black 3

 
 Mais um dos meus Guilty Pleasures, mas como este novo trailer foi divulgado hoje, não podia esperar quase um mês (pois é a data do próximos post da rúbrica) para partilhar as últimas notícias desta, agora trilogia que apesar de uma segunda parte menos bem conseguida, me continua a fascinar.

Apesar de não haver uma sinopse oficial, podemos ver pelos trailers que o Agente J irá ter a possibilidade de conhecer e trabalhar com um Agente K bem mais novo! E juntos descobrir alguns dos segredos mais bem guardados dos MIB... Já me esquecia, é em 3D -.-" (Será que valerá a pena? Será que teremos disponível em Portugal a versão 2D? Espero bem que sim.)
 
Men in Black 3 já tem data de estreia nas salas de cinema portuguesas: 24 de Maio de 2012.

Sem mais delongas aqui está o novo trailer:


Tuesday, 23 August 2011

Firefly



Título original: Firefly
Realização: Joss Whedon, Vern Gillum, Tim Minear
Argumento: Joss Whedon, Tim Minear, Ben Edlund, Jose Molina
Ano: 2002-2003

Firefly - IMDB

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Nota: Este artigo foi originalmente publicado no blog "Bela Lugosi is Dead" para onde contribuí durante um tempo. Agora com a estreia da série em terras portuguesas pela mão do canal de cabo "MOV" é bom relembrar aos fãs e a quem ama a ficção-científica o contributo e a viagem atribulada que "Firefly" teve até chegar até nós. Para os fãs de "Castle" série transmitida pelo canal "AXN" é uma boa oportunidade para perceber muitas das piadas do personagem principal interpretado por Nathan Fillion. 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

500 anos no futuro, uma tripulação de renegados, numa pequena nave espacial...

Juntos, procuram sobreviver à medida que viajam pelo Universo desconhecido e tentam por todos os meios escapar às diferentes facções que regem os vários planetas. Como contrabandistas, têm ainda que fugir às armadilhas montadas pelos agentes das autoridades que tentam manter a ordem num Universo caótico e à beira da ruptura.

O Capitão Malcolm “Mal” Reynolds (Nathan Fillion), um veterano da Guerra Galáctica e
a sua equipa de inadaptados, a bordo da nave classe Firefly, tentam sobreviver da melhor forma possível, nas fronteiras exteriores do espaço conhecido, fazendo de tudo um pouco desde contrabando, a resgates arriscados e transporte de reconhecidos criminosos. Tudo isto, em troca de uma boa quantidade de créditos.


À frente de um elenco de perfeitos desconhecidos e praticamente estreantes, Whedon, Rei dos Lugares Comuns e da forma de lhes dar um twist irónico e inesperado, consegue com Firefly conquistar um público ao qual a série mega-galáctica Buffy não apelava.

Depois do sucesso com vampiros, demónios, lobisomens e criaturas afins, Whedon virou-se para o espaço e para os seus colonos. Apesar de a série ter sido prontamente cancelada pela estação televisiva FOX, Firefly conquistou um público fiel, dedicado e reivindicativo. Logo após o anúncio do cancelamento, circulou um abaixo assinado para nova temporada da série. E apesar de um bom acolhimento da crítica e do público, a FOX decidiu cancelar a série definitivamente, mesmo por entre um coro de protestos.

Como a FOX não tinha espaço na sua grelha (dizem eles), e detinha todos os direitos sobre o nome Firefly, o criador/realizador da série não podia utilizar esse nome nem pegar novamente no projecto.

Joss Whedon como sempre respeitou os seus fãs, e com a polémica e pressão dos a subir de tom, conseguiu persuadir a Universal Studios e recebeu luz verde para escrever e produzir um filme, Serenity, tentando assim atar todas as pontas soltas e perguntas que ficaram por responder com a interrupção abrupta da série.

Não vale a pena debruçarmo-nos sobre o filme – que estreou em Setembro de 2005 –, pois como todos os fãs de Firefly sabem, Serenity correu mal a Whedon, que tentou fazer demasiado em tão pouco tempo...

Apesar de uma clara falta de fundos, nos efeitos especiais, cenários e adereços, a paixão de Whedon por este projecto é facilmente visível. E uma vez mais criou um mundo repleto de perigos e mistérios, povoado por um grupo de personagens inesquecíveis.

Whedon publicou uma novela gráfica com mais aventuras da tripulação da nave Serenity.

É uma das séries a não perder, quer pelo realizador, quer pela ousadia de tentar que um space western fosse exibido a horário nobre numa estação nacional. É um marco da ficção científica, e que ainda hoje arrasta uma multidão de fãs, que mantêm a esperança de ver o Capitão Mal a liderar a sua tripulação rumo ao desconhecido e ao próximo trabalho... será que serão pagos desta vez?

Firefly recebeu uma série de prémios Scyfi, incluindo a melhor série do ano 2006, melhor actor principal (Nathan Fillion), melhor actor secundário (Adam Baldwin) e melhor episódio de TV do género Ficção Científica.

Tuesday, 12 July 2011

Invasão Mundial: Los Angeles



Título Original: Battle: LA
Ano Estreia: 2011
País: USA
Realizador: Jonathan Liebesman

Na base militar de Camp Pendleton, em Los Angeles, um grupo de fuzileiros é chamado para uma missão urgente de resgate de civis na zona costeira de Santa Mónica, Los Angeles, ameaçada por uma violenta chuva de meteoritos. Porém, o que parecia uma luta contra os elementos, torna-se em algo aterrador quando os militares e toda a população se apercebe que, afinal, o planeta está a ser invadido por naves alienígenas. Com o propósito de usurparem toda a água do planeta, os extraterrestres não hesitam em aniquilar toda e qualquer forma de vida na Terra. E é assim que, liderado pelo sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart), aquele grupo vai levar os seus esforços e a sua coragem ao limite para salvar toda a Humanidade.


Realizado por Jonathan Liebesman ("Terror na Escuridão", "Massacre no Texas - O Início"), Battle: Los Angeles foi um dos filmes da época a ser fortemente criticado por ser um “filme-campanha”. Acentuando o autismo das indústrias cinematográficas americanas.
O que fez criar grande expectativa em torno de mais um filme de extraterrestres, foi a galáctica e viral campanha de marketing que durante meses divulgou na web um sem número de teasers, trailers e posters que fizeram subir grandemente a fasquia aos amantes deste género de filmes.

Battle: Los Angeles não é certamente o primeiro filme-campanha saído do país das “stars and stripes”, pois na última década se agudizou e, os cinemas foram inundados por produções que de uma forma, mais ou menos explícita, exaltam a bravura americana e o orgulho de fazer parte da família do “uncle Sam”. Ela é bandeiras desfraldadas no topo do Empire State Building, ou aqui e ali em local de destaque, ela é a manifestação da superioridade americana sobre terrestres e extraterrestres ou então são quase sempre a última das esperanças da sobrevivência da espécie humana.

Battle: Los Angeles é por isso mais um culminar de uma forte campanha de motivação claramente vocacionado para moralizar uma nação atacada por terroristas, especuladores imobiliários e economistas de Wall Street.

Mas apesar de tudo e tentando abstrair-nos um pouco das motivações escondidas nas entrelinhas do argumento e do orçamento (financiamento directo de entidades militares), Battle: Los Angeles tenta mostrar o lado mais humano dos homens e mulheres que lutarão por nós se algo correr mal... explora os seus medos, as suas dúvidas e as suas díficeis tomadas de decisão quando chega o momento. Mas Liebesman não soube reconhecer os limites da lamechice e muitas vezes cenas em contextos perfeitamente banais descambam de forma surpreendente. Aí nota-se claramente que muitas dessas cenas foram apenas filmadas e construídas com o objectivo de puxar a lágrima aos espectadores, por vezes nota-se a descontextualização e a quebra de ritmo causado por esses retalhos...provocando o tão típico “eye-roll”.

Um dos pontos mais positivos do filme é o trabalho de Aaron Eckhart que quase sozinho, tenta aguentar quase todo o filme com um argumento menos bem conseguido e pouco aprofundado.


A salientar que o desfecho do filme e do resolver de uma situação quase sem solução em apenas um punhado de minutos, apenas recorrendo a facilidades Hollywoodescas...este pormenor final ajuda a destruir o pouco suspense que pudesse ter sido construído até áquele ponto.

Fica portanto o saor amargo de um filme que prometeu tanto e no final deu tão pouco, a quem pulava em casa de cada vez que a equipa de marketing divulgava qualquer tidbit para a web. Não é um filme memorável mas quando visto de espírito aberto, cumpre a sua função mais básica e primordial que é oferecer ao espectador um bom par de horas de entretenimento puro e muitas explosões.

Classificação: 6/10

Thursday, 20 January 2011

TRON: O Legado



Título Original: TRON: The Legacy
Realizador: Joseph Kosinski
Data de Estreia: 13 de Janeiro de 2011 (Portugal)

Sam Flynn (Garret Hedlund - Eragon), um rebelde de 27 anos, é assombrado pelo misterioso desaparecimento do seu pai, Kevin Flynn (Jeff Bridges), o homem que ficou conhecido como líder mundial na criação de videojogos. Quando Sam investiga uma estranha mensagem enviada do antigo escritório de Flynn - uma mensagem que só poderia ter sido enviada pelo seu pai - ele é atirado para um mundo digital, o mesmo para onde Flynn foi arrastado há 20 anos. Com a ajuda de Quorra (Olivia Wilde – House MD), pai e filho vão embarcar numa derradeira jornada de vida ou morte através de um universo visualmente assombroso e colossal e um implacável vilão que vai fazer tudo para impedi-los de escapar.

28 anos após um filme que revolucionou a forma de fazer filmes e impulsionou a animação computorizada. Enquanto uma legião de fãs de TRON aguardou expectantemente por uma sequela que desse continuidade ao trabalho genial e revolucionário de Liesberger. A Disney trabalhava afincadamente para dar continuidade ao sonho, do então, jovem realizador, apresentando uma novela gráfica introdutória à sequela TRON: The Legacy e tudo isto envolto numa campanha publicitária galáctica. Uma questão se coloca: terá tudo valido a pena?

E a resposta de uma fã acérrima de TRON é sim... se bem que as altíssimas expectativas criadas em torno desta sequela, fazem dos espectadores desta sequela eternos insatisfeitos...

A escolha de se fazer uma sequela em vez do tão mais fácil remake, foi sem dúvida a mais acertada. O argumento de Edward Kitsis e Adam Horowitz, é antes de tudo um profunda homenagem ao trabalho original de Liesberger, tentando aprofundar um pouco mais as convulsões de um mundo digital que se pretende perfeito, imaculado e sem erros ou fórmulas inesperadas. Existem mesmo cenas recriadas linha a linha, nos cenários originais/recriados de 1982(Ver artigo), e que para os amantes de TRON são uma autêntica delícia... O único problema de um argumento tão interligado e enraizado na produção anterior é mesmo o risco de os novos fãs se perderem no mundo digital e não serem cativados pelo carisma de TRON - para isso ajuda a quase inexistência de versões do filme original disponíveis para aquisição, por aqueles que desejam revisitar ou mesmo conhecer a obra-prima que inspirou TRON: O Legado.

Um dos pontos menos bem conseguidos do filme foi mesmo a falta de carisma do protagonista Garret Hedlund, que apesar de uma prestação interessante não conseguiu cativar a audiência. Talvez pela incapacidade de transmitir qualquer sentimento ou de não construir qualquer ligação empática com o personagem, pois já em trabalhos anteriores este foi o ponto em que todas as críticas convergiram (p.e. Eragon). Mas o trabalho de Olivia Wilde (estreante nas longas metragens) e Jeff Bridges (é preciso mesmo dizer?) a dobrar, colmatam um pouco esta fraqueza de Hedlund. Olivia Wilde brilhou no papel do programa Quorra, mostrando o lado ingénuo, inocente e leal de um personagem desprovido de sentimentos humanos podendo apenas recorrer à lógica dos números e equações matemáticas.

Já Jeff Bridges teve uma prestação pouco homogénea, empenhando-se profundamente na criação do personagem virtual CLU, levando um pouco menos a sério o personagem que encarnara 28 anos antes. Mesmo assim, Jeff Bridges deu prova do porquê de ser considerado um dos poucos actores multifacetados, capaz de encarnar qualquer personagem (dos mais sérios aos mais cómicos), adaptar-se a qualquer tecnologia (seja ela velha ou revolucionariamente futurista) e mesmo assim fazer um trabalho interessante.

A aplicação/utilização da técnica 3D em TRON: O Legado foi francamente conservadora, ficando-se por efeitos de profundidade do campo de visão, nos Jogos da Arena e Corridas de Lightcycles. Se esta produção funcionava na velhinha 2D: até funcionava mas as cenas em que o 3D efectivamente é utilizado com todas as capacidades da tecnologia a funcionar em nome do entretenimento, não teriam o impacto que tiveram com o 3D (p.e. Os Jogos dentro do sistema e acima de tudo as corridas de lightcycles, que agora são disputadas em cenários multilayer com mudanças de gravidade). A minha sincera opinião é que uma tecnologia que tanto tem a oferecer às audiências está a ser banalizada e muitas vezes é utilizada para inflacionar resultados de bilheteira. Assim o público começa a tornar-se céptico e renitente em aderir a produções futuras... Um conselho: oferta de escolha quanto 3D e 2D, e limitar esta tecnologia para produções que realmente a utilizem...

Quanto à Banda Sonora, idealizada, composta e interpretada pelos die-hard fãs de TRON: Daft Punk (entrando mesmo no filme como DJ's no Bar “End of Line”). Nota-se claramente a paixão da dupla francesa pelo ambiente do filme. É também de salientar o facto de terem confirmado a sua colaboração ainda na fase de pré-produção, mesmo antes dos castings terem sido realizados. Quando ainda os personagens eram protótipos idealizados já tinham músicas compostas para cada um deles, ajudando depois no próprio trabalho de cada um dos actores.

Durante o filme, e principalmente durante as cenas finais, enquanto observava o deslizar dos créditos na tela, fiquei com a sensação que estávamos perante a introdução a uma qualquer coisa, espero que esteja enganada... A banalização de TRON seria como um crime quebrando todo o encanto do conceito e transformando tudo em mais uma série de sequelas medianas sem carisma e ensosas...


Thursday, 6 January 2011

O Legado de TRON


Título Original: Tron
Realizador: Steven Liesberger
País de Origem: EUA
Data Estreia: 16 Dezembro 1982 (Portugal)


O pirata informático Kevin Flynn (Jeff Bridges) está desesperado para provar que os videojogos que têm sido um sucesso da ENCOM, foram escritos e concebidos por ele. Esses jogos foram-lhe roubados por um colega de trabalho, Dillinger(David Warner), que é agora o Presidente Executivo dessa mesma companhia.
Os esforços de Flynn, de recuperar o seu trabalho, saiem sempre gorados devido à acção de um programa de vigilância megalomaníaco chamado “Master Control Program” (MCP).

Um dia Flynn é apanhado no mundo virtual pelo MCP, que corta todos os acessos remotos às informações que o pirata informático pretende, e a única forma de lhes aceder é piratear directamente o gigantesco servidor da ENCOM.

Com a ajuda de um laser experimental, o MCP transporta Kevin Flynn para o mundo virtual, para um mundo tirânico, em que jogos de vida e morte são disputados entre os programas “infectados” pelo “Master Control Program” e os poucos programas resistentes que ainda obedecem aos seus Utilizadores (Users)...

Flynn e o programa de segurança independente, Tron (Bruce Boxleitner), juntam forças e tentam acabar com a tirania do MCP e descobrir a prova que Dillinger é uma fraude...

Won't that be grand? All the computers and the programs will start thinking and the people will stop.


E porque estámos a menos de uma semana da estreia em Portugal, da tão esperada sequela “TRON: The Legacy”, revisitámos o filme original que originou um verdadeiro exército de seguidores e inspirou uma série de artistas(entre eles os Daft Punk, que compuseram e interpretaram toda a Banda Sonora da sequela) e empreendedores das novas tecnologias (entre eles John Lasseter, o Presidente da Pixar Studios).
Ao ver TRON, não nos podemos esquecer, que é claramente um produto do seu tempo, e que apesar de 28 anos volvidos desde a sua estreia, o filme ainda surpreende com os seus efeitos especiais e é estranhamente intemporal, e se algumas das suas cenas nos parecem estranhamente familiares, é porque muitos dos filmes de ficção-científica de sucesso dos últimos anos, foram beber alguma da sua inspiração às linhas de código de TRON. E que devido ao imenso atraso sofrido durante a pós-produção, TRON teve que competir nas salas de cinema com Total Recall, Star Wars e outros grandes filmes que hoje são lendas, por causa disso TRON passou quase despercebido e os lucros obtidos com eles foram modestos, tendo em conta o investimento de cerca de 20 milhões de dólares...
Um dos pontos menos positivos do filme, é claramente o argumento, que apesar de algumas ideias inovadoras, peca pela falta de integridade, pela falta de homogeneidade e pauta-se por vezes com a profunda confusão de qual será efectivamente o objectivo primordial de Flynn. Mas mesmo assim, não deixa de ser um argumento revolucionário, original e que levou a própria tecnologia de fazer filme a alargar fronteiras e horizontes.
Um dos pontos interessantes de TRON é vermos Jeff Bridges com menos 30 anos e constatar que mesmo no início da carreira muitos dos elementos que hoje são trademark (humor, maneirismos e mesmo talento) já estão ali e que apesar de se notar claramente alguma insegurança em algumas cenas - lembro aqui, uma vez mais, que a maioria das técnicas de filmagem e de representação foram desenvolvidas e testadas para e neste filme. Por exemplo a maioria das cenas live action (que juntam cenas CGI com os actores) foram captadas a preto e branco e posteriormente coloridas com o auxílio de técnicas fotográficas e rotoscópicas.
Estávamos no início dos anos 80, e a tecnologia disponível para a equipa de Liesberger era ainda muito rudimentar e os computadores a que tinham acesso só produziam imagens estáticas, não tendo ainda a capacidade de sozinhos produzirem sequências de frames com movimento, por isso, as coordenadas do posicionamento de cada frame animado por computador tiveram de ser introduzidas manualmente (600 frames/4 segundos, o filme tem cerca de 20 minutos deste tipo de animação), aumentando exponencialmente os custos da pós-produção e atrasando a estreia do filme vários meses.
Esta produção marcou a indústria do cinema porque, tanto as audiências como os produtores viram que se podia fazer um filme com apenas computadores e que com a tecnologia apropriada podiam atingir resultados impossíveis de conseguir com as convencionais câmaras de filmar e filme de celulóide, abrindo novas portas e novos caminhos para argumentos que de outra forma teriam de ficar na gaveta ou ter apenas adaptações medíocres sem os efeitos realmente merecidos.
O design de TRON ficou a cargo de três designers conceituados, destacando-se dois; o francês Jean Giraud (mais conhecido por Moebius), que ficou encarregue da maior parte dos cenários e dos fatos e Sid Mead, ficou encarregue do design de todos os veículos do filme (foi também o responsável pela maior parte do design por detrás de Blade Runner). Mesmo trinta anos volvidos, muitas das cenas saídas das cabeças criativas de TRON, continuam a inspirar gerações de realizadores, argumentistas e designers.
O quase estreante Steven Liesberger surpreendeu tudo e todos com TRON e deixou certamente a sua marca na história do cinema, como o percursor de filmes animados e retocados por computador, e o programa MAGI - que retocou/realizou/ajudou a concretizar a maioria das cenas CGI – o génio electrónico que originou os programas utilizados pelos estúdios de cinema um pouco por todo o mundo...
TRON foi nomeado para dois Óscares em 1983 ( Sonografia e Guarda-Roupa) e arrecadou um Saturn Award para o Guarda-Roupa e foi nomeado para os Saturn Awards na categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor filme de Ficção-Científica.

Factos Interessantes:
O Código de cores utilizado no filme foi alterado a meio da produção, mas devido aos custos astronómicos de cada cena, nada do que já havia sido filmado foi alterado. No início os programas controlados pelos “Users” (utilizadores) eram amarelos, passando a ser azuis; e os programas controlados pelo MCP eram azuis, passando a vermelhos.
Esse pormenor dificulta um pouco a compreensão de algumas cenas, confundindo um pouco o espectador. (p.e. A coloração original foi mantida na maioria dos programas tanque, e na primeira cena em que o programa CLU aparece, os seus circuitos são amarelos.)

Classificação:  9/10
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...